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DECISÃO SERÁ NO MARACANÃ

Flamengo conhece adversário nas quartas da Libertadores

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O Flamengo já conhece o adversário que enfrentará nas quartas de final da Copa Libertadores. O Independiente del Valle confirmou sua classificação nesta terça-feira (25), ao superar o Tolima no confronto pelas oitavas de final. Com a definição da equipe equatoriana, o Rubro-Negro passa a concentrar suas atenções na próxima fase da principal competição de clubes da América do Sul, em busca de uma vaga entre os quatro melhores do torneio.

A classificação do Independiente del Valle foi construída com autoridade ao longo dos dois jogos contra o Tolima. Na primeira partida, disputada fora de casa, a equipe equatoriana venceu por 1 a 0 e levou vantagem para o confronto decisivo. No segundo duelo, novamente conseguiu se impor diante do adversário e venceu por 3 a 1, resultado que confirmou sua passagem para a fase seguinte da competição continental.

Com os dois triunfos, o Independiente del Valle encerrou o confronto com uma vantagem de 4 a 1 no placar agregado. O resultado garantiu a classificação dos equatorianos e definiu o encontro com o Flamengo nas quartas de final. A equipe comandada pelo clube equatoriano agora terá pela frente um dos principais representantes brasileiros na competição, em uma disputa que colocará frente a frente dois times com histórico recente de confrontos no futebol sul-americano.

O Flamengo, por sua vez, aguardava desde a semana passada a definição de seu próximo adversário. O clube carioca havia assegurado sua presença nas quartas de final depois de eliminar o Cruzeiro nas oitavas. Com a classificação do Independiente del Valle, o caminho rubro-negro na Libertadores está definido para a próxima etapa, e a equipe terá dois compromissos para tentar avançar à semifinal do torneio.

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Os confrontos entre Flamengo e Independiente del Valle serão disputados em dois jogos, seguindo o formato estabelecido para as quartas de final da Libertadores. A Conmebol ainda deverá confirmar oficialmente as datas e os horários das partidas.

A programação-base indicada para a competição estabelece os jogos de ida para 9 de setembro e os duelos de volta para a semana seguinte, em 16 de setembro.

A definição do mando de campo representa um fator importante para o Flamengo no confronto. O clube brasileiro terminou a fase de grupos com a melhor campanha entre os participantes e, por esse motivo, conquistou o direito de disputar o segundo jogo das quartas de final em seu próprio estádio. A vantagem não garante a classificação, mas permite ao Rubro-Negro encerrar a série diante de sua torcida, em uma partida que poderá definir o futuro da equipe na competição.

Dessa maneira, o primeiro encontro será realizado no Equador, onde o Independiente del Valle terá a oportunidade de iniciar a disputa diante de seus torcedores. O Flamengo, entretanto, terá a possibilidade de administrar o resultado do primeiro compromisso pensando na partida decisiva.

A estratégia de cada equipe poderá ser influenciada pelo desempenho no jogo de ida, especialmente porque qualquer vantagem conquistada na primeira partida poderá ganhar peso na definição do confronto.

O segundo duelo terá o Maracanã como palco da decisão. O estádio, tradicionalmente associado às grandes partidas do Flamengo, receberá o jogo de volta das quartas de final. A equipe carioca contará com o apoio de sua torcida para tentar confirmar a vantagem obtida com a melhor campanha na fase de grupos e avançar à semifinal. O resultado, contudo, dependerá exclusivamente do desempenho apresentado pelas duas equipes nos 180 minutos do confronto.

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A disputa também representa um novo capítulo na trajetória recente do Flamengo em competições continentais. Depois de superar o Cruzeiro nas oitavas de final, o clube terá pela frente um adversário que demonstrou força ao eliminar o Tolima com duas vitórias.

Para o Independiente del Valle, o confronto será a oportunidade de avançar ainda mais na Libertadores e consolidar sua presença entre os principais clubes do futebol sul-americano. Para o Flamengo, o objetivo será transformar a vantagem de decidir em casa em um elemento decisivo na busca pelo título.

Com a classificação do Independiente del Valle, portanto, estão definidos o adversário e a ordem dos mandos de campo do confronto. O Flamengo fará o primeiro jogo como visitante e decidirá a vaga no Maracanã, diante de sua torcida. Resta à Conmebol oficializar os horários e confirmar a programação definitiva das partidas.

Até lá, os dois clubes terão de preparar suas equipes para uma série que promete reunir pressão, estratégia e alto nível de competitividade na luta por uma vaga nas semifinais da Copa Libertadores.

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Cuiabá cobra R$ 35 milhões de Santos e Corinthians

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Em entrevista ao programa #PapoDeCraque SP – 2ª Edição, apresentado por Benja, o presidente do Cuiabá, Cristiano Dresch, afirmou que o Santos mantém uma dívida de R$ 18 milhões com o clube mato-grossense relacionada à negociação do zagueiro Joaquim. Segundo o dirigente, o débito integra um cenário mais amplo de inadimplência que preocupa a administração cuiabana e coloca em discussão a capacidade financeira dos clubes brasileiros de honrar compromissos assumidos no mercado da bola.

De acordo com Dresch, a pendência surgiu após a transferência de Joaquim para o Santos. O presidente afirmou que o jogador foi negociado por 3,75 milhões de euros, mas que o clube paulista teria desembolsado apenas 2,74 milhões de euros em determinada etapa do acordo, enquanto parte dos direitos econômicos também estaria vinculada a uma negociação envolvendo o Tigres, do México, pelo valor informado de US$ 8 milhões. O dirigente acrescentou que o Cuiabá teria recebido somente 20% dos valores relacionados à operação.

A cobrança, segundo o presidente do Cuiabá, não se restringe ao Santos. Dresch também confirmou que o Corinthians possui uma dívida considerada semelhante com o clube mato-grossense, estimada em R$ 17 milhões. Somados os dois débitos mencionados pelo dirigente, o valor alcança aproximadamente R$ 35 milhões, quantia que representa uma preocupação relevante para as finanças do Cuiabá e para a previsibilidade de suas receitas.

A situação foi apresentada durante a entrevista como um problema que ultrapassa a simples relação comercial entre clubes. Dresch demonstrou preocupação com a dificuldade de receber valores contratualmente previstos, especialmente diante da situação financeira de equipes que acumulam obrigações e, em alguns casos, recorrem a mecanismos judiciais para reorganizar suas dívidas.

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Ao comentar o cenário, Benja reagiu de maneira irônica diante da perspectiva de recebimento dos valores cobrados. O apresentador afirmou ao presidente do Cuiabá que ele poderia “puxar a cadeira, sentar e esperar”, sugerindo que a quitação das dívidas poderia levar tempo.

A declaração evidenciou o grau de incerteza que envolve a recuperação de créditos de clubes que enfrentam dificuldades financeiras.

Dresch afirmou que esse contexto provoca apreensão porque alguns dos clubes devedores atravessam processos de recuperação judicial. Na avaliação do dirigente, a utilização desse instrumento pode tornar ainda mais difícil para os clubes credores receberem integralmente os valores previstos nos contratos. A preocupação apresentada pelo presidente está relacionada, portanto, não apenas à existência das dívidas, mas também aos mecanismos utilizados para reorganizá-las.

O presidente do Cuiabá criticou ainda a postura de clubes que, apesar de acumularem débitos, continuam realizando contratações e mantendo gastos elevados. Para Dresch, existe uma contradição entre assumir novas despesas no mercado e, simultaneamente, deixar compromissos anteriores sem pagamento, comportamento que pode ampliar o desequilíbrio financeiro do futebol brasileiro.

A principal crítica do dirigente está concentrada na possibilidade de os processos de recuperação judicial, quando utilizados por clubes altamente endividados, reduzirem ou alongarem de maneira significativa os valores que outros clubes têm a receber.

Dresch classificou esse cenário como uma espécie de “calote legalizado”, expressão usada para demonstrar sua insatisfação com a dificuldade enfrentada pelos credores para recuperar recursos provenientes de negociações realizadas anteriormente.

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O episódio também expõe um problema recorrente no futebol nacional: a distância entre os valores movimentados nas transferências de jogadores e a efetiva capacidade dos clubes de cumprir os compromissos financeiros assumidos. Quando parcelas deixam de ser pagas, os efeitos atingem diretamente os clubes que dependem dessas receitas para manter suas atividades, formar elencos, investir em infraestrutura e cumprir obrigações administrativas e trabalhistas.

As declarações de Cristiano Dresch colocam, assim, em evidência a cobrança de aproximadamente R$ 35 milhões atribuída a Santos e Corinthians e reacendem o debate sobre responsabilidade financeira, cumprimento de contratos e sustentabilidade no futebol brasileiro. Embora os valores e as condições das negociações dependam dos contratos firmados entre as partes e de eventuais processos judiciais, a manifestação do presidente do Cuiabá revela a preocupação de clubes credores com a recuperação de recursos e com um modelo financeiro no qual novas despesas podem continuar sendo assumidas enquanto antigas obrigações permanecem pendentes.

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