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Política

Novo partido Assembleiano, Partido Republicano Cristão (PRC)

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O nome de batismo é Partido Republicano Cristão (PRC), nasceu com as bênçãos de líderes da Assembleia de Deus para disputar a Eleição Municipal de 2016. A bancada evangélica do Congresso foi conclamada a integrá-lo. Alguns pastores influentes, como o presidente da Convenção Geral das Assembleias de Deus no Brasil, José Wellington, consideram o assunto polêmico.

prc-1o-encontro-nacional-em-brasiliaA igreja Assembleia de Deus está articulando a criação de um partido próprio para abrigar os líderes evangélicos que já tenham carreira política e os que aspirem mandatos eletivos.

A Convenção Geral das Assembleias de Deus no Brasil (CGADB) é quem está à frente do projeto, a fim de dar legitimidade e união às diversas correntes políticas que existem nos variados ministérios assembleianos.

O processo de coleta de assinaturas já foi iniciado, e o responsável por conduzir o projeto é o pastor Lélis Marinho, coordenador do Conselho Político da CGADB. “Existe um pensamento em nos concentrarmos em um único partido, para que a nossa ação seja mais direcionada e eficaz. Como a lei eleitoral cria restrições para a migração de partido, a assinatura para se criar uma nova sigla estão sendo providenciadas”. Disse Lélis.

De acordo com o coordenador do conselho político da Convenção Geral das Assembleias de Deus (CGADB), pastor Lélis Marinho, já estão sendo coletadas as assinaturas por meio de um exército formado por 40 mil pastores e 100 mil locais de culto no país.

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Nacionalmente, o PSC enfrenta uma crise interna por conta de uma insatisfação dos parlamentares com o pastor Everaldo, candidato derrotado à Presidência da República nas eleições de 2014. Em Mato Grosso, um dos principais entusiastas deste projeto é o deputado federal Victorio Galli.

O parlamentar acompanha de perto a movimentação nacional das igrejas evangélicas de várias denominações em articular uma presença maior na classe política. O deputado estadual Sebastião Rezende também é outro cotado para migrar para o PRC.

O foco principal hoje do novo partido que poderá ser criado, e uma das suas apostas principais do Partido Republicano Cristãs, mantidas ainda só em conversas de bastidores, é conseguir a filiação do deputado federal Jair Bolsonaro (RJ) pelo seu partido o PSC, que segundo ele próprio tem grandes pretensões de colocar seu nome como possível candidato a presidência da Republica em 2018, mas existe uma grande divergência com a cúpula nacional do PSC e já anunciou que pretende deixar a sigla.

A criação de um partido para abrigar religiosos teria forte impacto em Mato Grosso. No dia 11 de novembro, a Convenção de Ministros que agrega 200 unidades da Igreja Assembleia de Deus em Mato Grosso homologaram apoio à reeleição do deputado federal Victorio Galli e do deputado estadual Sebastião Rezende bem como ao projeto nacional de Bolsonaro para disputar a Presidência da República.

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Pela legislação eleitoral, a criação de um novo partido deve ter o apoio e eleitores não filiados, correspondente a pelo menos, 0,5% dos votos dados na última eleição geral para a Câmara dos Deputados, não computados os votos em branco e os nulos, distribuídos por um terço, ou mais, dos Estados, com um mínimo de 0,1% do eleitorado que haja votado em cada um deles. Além disso, sua fundação deve ser feita, no mínimo, com um ano de antecedência das eleições.

Na avaliação dos evangélicos, Bolsonaro é o nome perfeito para expandir os ideais de direita que serão defendidos pelo Partido Republicano Cristão (PRC).

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Política

Denúncias de aliciamento elevam a “Tensão” na disputa pelo Palácio Paiaguás

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Uma grave acusação de interferência externa e oferecimento de vantagens ilícitas abalou as estruturas internas da federação partidária que decidirá os rumos da sucessão estadual. A denúncia aponta para a existência de um forte movimento de bastidores que visa desestabilizar os votos de delegados partidários, transformando a definição de candidaturas em um cenário de intensa disputa ética e jurídica.

O epicentro do embate envolve diretamente o deputado estadual Júlio Campos, que externou as suspeitas, e seu irmão, o senador Jayme Campos, cuja postulação ao governo estadual sofre forte oposição interna. No polo oposto dessa correlação de forças, posicionam-se o ex-governador e atual presidente partidário Mauro Mendes, aliado ao atual governador Otaviano Pivetta, este último filiado ao Republicanos e beneficiário direto de uma eventual composição ampla.

As articulações e os tensionamentos que culminaram na “denúncia pública” ganharam contornos de crise nesta semana, antecedendo o prazo final para as definições de chapas majoritárias. O cronograma converge para o dia 30 de julho, data em que ocorrerá a deliberação oficial e o consequente desfecho do processo de escolha interna que definirá as coligações.

Toda a movimentação política concentra-se no “GRANDIOSO” Estado de Mato Grosso, tendo como foco principal as articulações na capital, Cuiabá, onde se localizam as sedes partidárias e o Palácio Paiaguás. O cenário geográfico reflete a importância estratégica da região Centro-Oeste no panorama político e econômico nacional, o que eleva a relevância da disputa pelo controle do Executivo Estadual.

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A definição do candidato ocorrerá por meio do voto secreto dos membros da convenção da Federação União Progressista, bloco composto pela associação entre o União Brasil e o Progressistas (PP). Esse método de votação secreta visa garantir a liberdade de escolha dos delegados, resguardando-os de pressões externas diretas, embora o sigilo do voto agora enfrente o desafio das suspeitas de assédio político prévio.

O motivo central da divergência reside no conflito de visões estratégicas para o futuro do estado, dividindo a agremiação entre a defesa de uma candidatura própria e a adesão a um projeto de continuidade governamental. Enquanto uma ala busca resgatar o protagonismo histórico da legenda tradicional, o grupo governista argumenta que a composição ampla fortalece a governabilidade e assegura a estabilidade das políticas públicas em andamento.

A finalidade desse embate interno é a conquista do controle do Palácio Paiaguás e a consolidação de hegemonia política na região pelas próximas temporadas administrativas. Os grupos em disputa buscam garantir espaço prioritário nas chapas proporcionais e majoritárias, o que viabilizará a sustentação legislativa e a influência sobre o orçamento e as diretrizes do desenvolvimento estadual.

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O processo desenvolve-se sob condições de extrema desconfiança mútua, caracterizadas por Júlio Campos como um “clima de guerra” decorrente do envio de emissários com “propostas indecorosas”. Diante da gravidade dos relatos sobre tentativas de aliciamento de convencionais, os defensores da candidatura própria anunciam a intenção de formalizar representações junto ao Ministério Público Eleitoral (MPE) para assegurar a lisura do pleito.

Para alcançar a vitória interna, os apoiadores da candidatura própria estimam contar com uma base sólida de aproximadamente 35 votos entre os 48 convencionais aptos a votar, de um total de 50 membros colegiados. Esse expressivo contingente teórico de apoios é considerado suficiente para neutralizar a influência da ala governista e impor a candidatura do senador Jayme Campos à revelia da Executiva.

Como desdobramento imediato, as lideranças partidárias mantêm canais de diálogo abertos na tentativa de construir um consenso de última hora que evite uma fratura definitiva na base aliada. No entanto, diante da recusa de ambos os pré-candidatos em abdicar de suas pretensões ao Governo do Estado, novos encontros bilaterais deverão ocorrer nos próximos dias, sob a sombra de uma iminente judicialização do processo caso as denúncias de aliciamento sejam formalizadas.

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