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SAÚDE DE CUIABÁ NA UTI

“Não dá de acreditar que roubaram R$ 100 milhões da saúde sem o prefeito saber de nada”

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A “Operação Curare” foi realizada pela Policia Federal com o apoio do Denasus, órgão vinculado ao Ministério da Saúde (MS), nesta sexta-feira (30), contra uma organização criminosa investigada pelo envolvimento em fraudes em contratações emergenciais e recebimento de recursos públicos em Cuiabá.

A Policia Federal concentra suas investigações na prestação de serviços especializados em saúde em, especialmente em relação ao gerenciamento de leitos de unidade de terapia intensiva exclusivos para o tratamento de pacientes acometidos pela Covid-19.

A investigação realizada pela Policia Federal o Denasus, demonstrou a existência de subcontratações entre as pessoas jurídicas, que, em alguns casos, não passam de sociedades empresariais de fachada.

Simultaneamente ao agravamento da pandemia provocada pelo vírus Sars-CoV-2, o núcleo empresarial passou a ocupar, cada vez mais, postos chaves nos serviços públicos prestados pela Secretaria Municipal de Saúde e Empresa Cuiabana de Saúde Pública, assumindo a condição de um dos principais fornecedores da Prefeitura de Cuiabá, com pagamentos ao grupo que superam R$ 100 milhões entre os anos de 2019 a 2021.

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Revoltado com os acontecimentos na Secretaria Municipal de Saúde de Cuiabá, o vereador Dilemário Alencar (Podemos) disse que não ficou surpreso com a deflagração da “Operação Curare” pela Policia Federal que ocorreu na Secretaria de Saúde, visto que ele e outros vereadores da oposição vêm denunciando, desde 2018, ao Ministério Publico Federal (MPF) e Ministério Publico Estadual (MPE), indícios de irregularidades em contratações emergenciais para compras de remédios, insumos e serviços de leitos de UTI’s e outros equipamentos hospitalares.

Em junho de 2018, conseguimos instalar a CPI da Saúde na Câmara onde foram apontados fortes indícios de malversação nos recursos da saúde. O resultado da CPI foi encaminhado ao prefeito e a órgãos de fiscalização. No entanto, o prefeito não tomou nenhuma atitude para estancar a sangria dos cofres da saúde, pelo contrário, mesmo havendo prisão de secretário e afastamento de outro, ele nomeou o atual secretário que já era investigado pelo Ministério Público pela gestão temerária que fazia na Empresa Cuiabana de Saúde”, disse o vereador Dilemário.

Para o parlamentar a conduta do prefeito cuiabano está depondo contra ele, que ao invés de tomar uma atitude eficaz para dar fim a corrupção existente na Saúde, continua com a mesma narrativa de que é o principal interessado nas investigações que vem ocorrendo na secretária de saúde.

Essa balela do prefeito não engana mais ninguém. Já foram três secretários nomeados por ele que foram afastados pela justiça devido a forte suspeita de ter cometido atos de corrupção. Como que roubam mais R$ 100 milhões da saúde e o prefeito diz que não sabe de nada? É por isso que a população está cada vez mais incrédula, dizendo que o prefeito está blindado, pois nada acontece com ele. No entanto, creio que as autoridades competentes estão agindo. A cada dia as investigações estão avançando e chegando perto do prefeito, concluiu o vereador Dilemário Alencar.

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Política

MDB se posiciona como o pivô das articulações estratégicas na disputa pelo Governo de Mato Grosso

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A movimentação nos bastidores políticos do Estado de Mato Grosso atingiu um novo patamar de intensidade nas últimas horas, impulsionada por intensas negociações de bastidores. O cenário eleitoral recente aponta para uma articulação avançada que visa consolidar uma robusta aliança partidária entre diferentes frentes. O foco central dessas tratativas é a estruturação definitiva das composições majoritárias que disputarão o comando do Poder Executivo Estadual nas próximas eleições, redesenhando o mapa de forças locais.

Esta complexa engenharia política está se desenvolvendo diretamente nos principais eixos de articulação partidária do Estado de Mato Grosso, englobando diretórios e escritórios estratégicos. A relevância geográfica do Estado, um dos motores econômicos do país, amplifica o impacto dessas decisões. As reuniões e acordos concentram-se na capital e irradiam influência para os colégios eleitorais mais importantes do interior mato-grossense, onde as bases partidárias acompanham atentamente os desdobramentos.

O processo de aproximação e fechamento de acordos ganhou força significativa nas últimas horas, um período considerado crucial devido à proximidade das Convenções Partidárias oficiais. O fator tempo atua como um catalisador para as lideranças políticas, que buscam definir suas posições e garantir vantagens competitivas antes do encerramento dos prazos legais. A urgência cronológica exige decisões rápidas e certeiras por parte dos articuladores, que trabalham contra o relógio.

Os protagonistas dessa movimentação são as lideranças e os integrantes do Movimento Democrático Brasileiro (MDB) e do Republicanos, que buscam uma composição sólida para as próximas disputas. Além dessas duas siglas, o União Brasil (UB),  uma ala expressiva do Partido Liberal (PL) participam ativamente como defensores dessa ampla aliança. No centro da dinâmica institucional destaca-se também a deputada estadual Janaina Riva, atual presidente do diretório do MDB em Mato Grosso.

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A principal motivação por trás dessa intensa articulação é a busca por maior viabilidade eleitoral e o fortalecimento de uma chapa majoritária que demonstre robustez e capilaridade política. O objetivo imediato das legendas envolvidas é garantir uma estrutura partidária pesada e com tempo de propaganda necessário para assegurar o êxito nas urnas.

Para o MDB, especificamente, o movimento representa a oportunidade de consolidar sua relevância histórica e ditar os rumos da sucessão estadual.

O arranjo político em desenvolvimento prevê que a chapa majoritária resultante dessa união seja oficialmente encabeçada pelo atual governador do estado, Otaviano Pivetta. A proposta central consiste em integrar formalmente o MDB e o Republicanos na estrutura de apoio direto à liderança do atual chefe do Executivo. A estratégia visa apresentar ao eleitorado uma frente ampla e de continuidade administrativa, unindo forças tradicionais e novas correntes do cenário político.

A viabilização desse acordo ocorre por meio de reuniões estratégicas, diálogos reservados e avaliações criteriosas de cenários por parte de um grupo de emedebistas entusiasmados com o projeto. Estes membros do partido têm endossado publicamente a aliança, atuando como pontes entre as diferentes siglas. O método adotado envolve a superação de arestas internas e a construção de consensos programáticos que possam justificar a coligação perante os filiados e os eleitores.

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A necessidade de uma articulação tão profunda decorre do fato de que as três principais legendas aliadas, União Brasil, Republicanos e a ala dissidente do Partido Liberal (PL), ainda não fecharam suas chapas definitivas para a disputa ao Senado Federal.

Até o presente momento, o bloco conta com apenas um pré-candidato consolidado para a vaga senatorial. Essa lacuna na chapa majoritária cria a necessidade de preenchimento estratégico, transformando o espaço vago em uma valiosa moeda de troca nas negociações.

Um dos principais fatores de complexidade nesse processo reside na postura da deputada estadual Janaina Riva, que atualmente não nutre uma relação estreita com o governador Otaviano Pivetta. Apesar do distanciamento pessoal e político entre a presidente da sigla e o chefe do Executivo, o clamor interno do partido tem pesado a favor da coligação.

A parlamentar emedebista avalia minuciosamente o cenário para identificar qual caminho oferecerá a maior viabilidade para sua própria projeção e futura disputa ao Senado.

Como consequência direta dessas variáveis, o MDB converteu-se oficialmente na chamada “noiva da vez” do mercado político mato-grossense às vésperas das Convenções Partidárias. O posicionamento estratégico do partido confere a ele o “PODER” de definir os rumos das alianças majoritárias e o peso do apoio governamental.

O desfecho dessa aproximação consolidará o desenho das forças que disputarão o voto do eleitorado, estabelecendo as bases para o próximo ciclo político do Estado de Mato Grosso.

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