FORTE DESGASTE
Nenel, onde estão os seus “amigos”, o seu partido te abandonou?
Final de semana chegou e, em apenas 94 horas, o Palácio Alencastro vem enfrentando forte desgaste, porque não consegue rebater informações contra a sua conduta. E pelo andar da carruagem não é nem a metade do tempo inicial previsto pela Câmara Municipal de Cuiabá e da Justiça.
Hoje, o meu amigo me ligou lá de vadjú, me dizendo que já havia trabalhado com Nenel Pinheiro por alguns anos (pelo jeito uns 20 anos), ao longo da sua vida política (a vida política começou em 1988).
O meu amigo, disse que conhecia seu estilo como vereador, deputado estadual e agora prefeito. E ao contrário que se diz dele, Nenel sempre foi um político muito preocupado em fazer o melhor para o próximo. E que, não esquece de uma reunião que teve com o então deputado estadual na época Emanuel Pinheiro, já que meu amigo entendia que o ex-parlamentar deveria tratar Cuiabá de maneira singular, em função de sua importância.
Segundo meu amigo, Nenel olhou com um sorriso icônico, como quem diz “não me venha querer vantagem”. Pensando em retrospecto, acredito que a relação de Nenel com Cuiabá, nunca se resolverá completamente.

Situação de Nenel se complica
O Ministério Público Estadual (MPE) ingressou com um segundo pedido de afastamento por 180 dias do Nenel do Palácio Alencastro. Desta vez o pedido é na esfera Civil por improbidade administrativa.
Na ação apresentada pelos promotores da 9° Promotoria de Justiça Civil de Cuiabá, da Defesa do Patrimônio Público e da Probidade Administrativa, Nenel Pinheiro tentou obstruir as investigações do Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (GAECO) em suas diligências na Secretaria Municipal de Saúde (SMS) de demais unidades.
“Contudo, a colheita de informações e documentos não pôde prosseguir, em razão da determinação superior de que nada fosse informado ou fornecido à equipe de investigadores do Ministério Público“, diz trecho da ação.
A ação ainda aponta que Nenel, teria praticado improbidade ao não conseguir decisões judiciais e do Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (TCE/MT).
O pedido ainda destaca que Nenel foi alvo de 8 “Operações” e já teve 7 secretários afastados do cargo. O Ministério Público Estadual (MPE) ainda lembra da gravação em que o prefeito recebia maços de dinheiro e colocá-la no paletó, quando ainda era deputado estadual em 2013.
“Nem é preciso relembrar que o próprio Réu Emanuel Pinheiro, há pouco atrás, quando era flagrado em cena lamentável de recebimento de propina, segundo os delatores Silval da Cunha Barbosa e Silvio Cesar Corrêa, naquele que se tornou conhecido como escândalo do paletó, até hoje sem explicação plausível pelo prefeito“.
Caberá ao juiz da Vara Especializada em Ação Civil Pública e Ação Popular da Capital, Bruno D’Oliveira decidir se acata ou não o pedido do Ministério Público Estadual (MPE).
Não sei, não me recordo
Respostas como “não sei” e “não me recordo”, além da ausência de uma explicação contundente sobre as denúncias, serão usados pelos adversários em pleitos eleitorais.
É Nenel, a situação tá difícil, mas o que chama atenção da equipe de reportagem do Blog do Valdemir é a ausência do seu partido, o MDB, e isso torna ainda mais complicado a situação do menino da Rua Joaquim Murtinho.
Incrível é que nenhum correligionário do Nenel vai as redes sociais ou a imprensa para defende-lo ou fortalecer os poucos argumentos que Nenel tem a apresentar.
Campo aberto para a “oposição” e até integrantes da base tritura-lo com ataques explícitos.
Reeleição de Emanuelzinho
Para alguns líderes políticos, as denúncias contra Nenel pode ter efeito negativo para a reeleição de Emanuelzinho Pinheiro. Mesmo com as artimanhas de que pai e filho não podem serem igualados, hoje a política atual está numa linha tênue entra, e os políticos cada vez mais desacreditados, são hoje a imagem de que Mato Grosso e também Cuiabá precisa de políticos de vida ilibada e comprometidos com o dever público de gerenciar uma cidade para a melhor qualidade de vida da população.
Política
Denúncias de aliciamento elevam a “Tensão” na disputa pelo Palácio Paiaguás
Uma grave acusação de interferência externa e oferecimento de vantagens ilícitas abalou as estruturas internas da federação partidária que decidirá os rumos da sucessão estadual. A denúncia aponta para a existência de um forte movimento de bastidores que visa desestabilizar os votos de delegados partidários, transformando a definição de candidaturas em um cenário de intensa disputa ética e jurídica.
O epicentro do embate envolve diretamente o deputado estadual Júlio Campos, que externou as suspeitas, e seu irmão, o senador Jayme Campos, cuja postulação ao governo estadual sofre forte oposição interna. No polo oposto dessa correlação de forças, posicionam-se o ex-governador e atual presidente partidário Mauro Mendes, aliado ao atual governador Otaviano Pivetta, este último filiado ao Republicanos e beneficiário direto de uma eventual composição ampla.
As articulações e os tensionamentos que culminaram na “denúncia pública” ganharam contornos de crise nesta semana, antecedendo o prazo final para as definições de chapas majoritárias. O cronograma converge para o dia 30 de julho, data em que ocorrerá a deliberação oficial e o consequente desfecho do processo de escolha interna que definirá as coligações.
Toda a movimentação política concentra-se no “GRANDIOSO” Estado de Mato Grosso, tendo como foco principal as articulações na capital, Cuiabá, onde se localizam as sedes partidárias e o Palácio Paiaguás. O cenário geográfico reflete a importância estratégica da região Centro-Oeste no panorama político e econômico nacional, o que eleva a relevância da disputa pelo controle do Executivo Estadual.
A definição do candidato ocorrerá por meio do voto secreto dos membros da convenção da Federação União Progressista, bloco composto pela associação entre o União Brasil e o Progressistas (PP). Esse método de votação secreta visa garantir a liberdade de escolha dos delegados, resguardando-os de pressões externas diretas, embora o sigilo do voto agora enfrente o desafio das suspeitas de assédio político prévio.

O motivo central da divergência reside no conflito de visões estratégicas para o futuro do estado, dividindo a agremiação entre a defesa de uma candidatura própria e a adesão a um projeto de continuidade governamental. Enquanto uma ala busca resgatar o protagonismo histórico da legenda tradicional, o grupo governista argumenta que a composição ampla fortalece a governabilidade e assegura a estabilidade das políticas públicas em andamento.
A finalidade desse embate interno é a conquista do controle do Palácio Paiaguás e a consolidação de hegemonia política na região pelas próximas temporadas administrativas. Os grupos em disputa buscam garantir espaço prioritário nas chapas proporcionais e majoritárias, o que viabilizará a sustentação legislativa e a influência sobre o orçamento e as diretrizes do desenvolvimento estadual.
O processo desenvolve-se sob condições de extrema desconfiança mútua, caracterizadas por Júlio Campos como um “clima de guerra” decorrente do envio de emissários com “propostas indecorosas”. Diante da gravidade dos relatos sobre tentativas de aliciamento de convencionais, os defensores da candidatura própria anunciam a intenção de formalizar representações junto ao Ministério Público Eleitoral (MPE) para assegurar a lisura do pleito.

Para alcançar a vitória interna, os apoiadores da candidatura própria estimam contar com uma base sólida de aproximadamente 35 votos entre os 48 convencionais aptos a votar, de um total de 50 membros colegiados. Esse expressivo contingente teórico de apoios é considerado suficiente para neutralizar a influência da ala governista e impor a candidatura do senador Jayme Campos à revelia da Executiva.
Como desdobramento imediato, as lideranças partidárias mantêm canais de diálogo abertos na tentativa de construir um consenso de última hora que evite uma fratura definitiva na base aliada. No entanto, diante da recusa de ambos os pré-candidatos em abdicar de suas pretensões ao Governo do Estado, novos encontros bilaterais deverão ocorrer nos próximos dias, sob a sombra de uma iminente judicialização do processo caso as denúncias de aliciamento sejam formalizadas.
-
Artigos6 dias atrásAo produtor rural, com respeito
-
Artigos6 dias atrásUm apelo ao STF
-
Política5 dias atrásCenário de “oposição” ganha força com disputa pela Mesa Diretora em Cuiabá
-
Artigos5 dias atrásNova droga aprovada pela Anvisa controla fogachos e outros sintomas associados à menopausa
-
Artigos6 dias atrásO novo índice que pode transformar o planejamento dos municípios de Mato Grosso
-
Política6 dias atrásPalácio Paiaguás: disputa acirrada marca cenário eleitoral
-
Destaques5 dias atrás“Tem deputado que xinga o Agro mas o dinheiro do Agronegócio banca sua família e suas amantes”
-
Artigos3 dias atrásO Papa Leão XIV e os dilemas da tecnologia



