Search
Close this search box.

QUE CAMINHO SEGUIR NO UNIÃO BRASIL

Divergências e desavenças no União Brasil em Mato Grosso

Publicados

em

No dia 8 de fevereiro de 2022, mais precisamente 1 ano atrás, era oficializado um dos maiores instrumentos democráticos em Mato Grosso: o partido União Brasil.

Desde a concepção, o projeto do União Brasil era para ser ancorado pelo diálogo e pelo anseio Democrático de Direito, com o propósito de servir de caminho para a prosperidade que a população mato-grossense merece ter.

Em 2022, o auge da população, o União Brasil se colocou como alternativa na política. Angariaram milhares de votos. Elegeram 2 deputados federais, 4 deputados estaduais e reelegeram Mauro Mendes Ferreira para mais 4 anos à frente do Palácio Paiaguas.

Assim, o União Brasil se firmou com força na política mato-grossense. Apesar de ser uma jovem democracia, contando com instituições sólidas, nos parece que não tem maturidade para resistir das intempéries antidemocráticas. O futuro certamente não reserva avanços para o pleito eleitoral em 2024.

A sigla no Estado de Mato Grosso tem forças, mas não possuem equilíbrio necessário para construir um Mato Grosso dos nossos sonhos.

Que caminho o UB pode tomar em MT?

Um movimento encampado por deputados do União Brasil (UB) na Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (AL/MT), oriundo do agora antigo Democratas (DEM), sigla pela qual o governador Mauro Mendes se elegeu em 2018, tenta levar o partido para o projeto de eleição do presidente da Assembleia Legislativa Mato-grossense em 2024.

A estratégia do grupo, segundo o meu amigo de Vadjú é manter a filiação dos deputados até março de 2024, como contrapartida ao apoio eleitoral a Zé Edu Botelho que almeja a cadeira número 1 do Palácio Alencastro. Atualmente sendo ocupada pelo emedebista Emanuel Pinheiro, que não vem atravessando uma boa fase na política mato-grossense.

Caso isso não seja aceito, esse grupo, ligado ao União Brasil (UB), pode migrar a outros partidos.

Leia Também:  Gabinete da Prefeitura de Várzea Grande passa por varredura

Em entrevista recente, o Senador pelo União Brasil (UB), Jayme Veríssimo de Campos, afirmou que apesar de ter sido convidado para deixar o partido, não tem intenção de abandonar a sigla de Mauro Mendes.

Bom…, o Blog do Valdemir diz: Por enquanto Senador… por enquanto.

Entretanto, porém, contudo, se houver motivos para a sua saída da sigla, levará muitos correligionários com ele.

PS: o Blog do Valdemir, conhecendo a trajetória política de Jayme Campos, ele nunca mudou de partido, sua história é de fidelidade partidária.

Bom…, do jeito que está aquela teia de aranha dentro do União Brasil….sei não…sei não.

O deputado estadual Júlio Campos, cobra “sacolejo” por parte do partido no sentido de “reorganizar as forças”.

Já o Zé Edu Botelho “quer pilotar a eleição” e espera a palavra de Mauro Mendes sem que seja surpreendido com mudanças a meses do pleito.

Zé Edu quer repetir o mesmo sucesso que teve na disputa do comando do Legislativo, mas quase teve que disputar contra seu colega de Parlamento, Max Joel Russi, do PSB, que se retirou da disputa pouco antes do registro das chapas.

Ali ficou evidente a falta de influência do governador mato-grossense nos “rebeldes”.

Naquela mesma semana surgiu notícias de que Júlio José Campos, Zé Edu Botelho e Jayme Campos poderia deixar o UB rumo ao PSD.

O que está acordado

Em reunião no início do mês de fevereiro, o partido decidiu que os deputados federais e estaduais irão comandar o pleito nos municípios para ajudar a conquistar votos para a sigla não só na Capital, como no interior.

Até 30 de março os deputados estaduais terão que escolher qual município. A preferência são as cidades em que os parlamentares mais tiveram votos.

Leia Também:  Medeiros diz que Fávaro "cuspiu no prato que comeu"

Assim sendo, a reunião marcada para 30 de março vai definir o futuro dos nobres políticos. A bancada do União Brasil (UB) na Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (AL/MT) espera um compromisso do número 1, com o projeto de Zé Edu Botelho para elege-lo Prefeito da Capital de todos os mato-grossense e outros prefeitos e vice-prefeitos pelo interior do Estado no ano que vem.

Dois grupos

Há dois grupos no União Brasil mato-grossense. Um é ligado ao deputado estadual unista Zé Edu Botelho. Outro tem relações diretas com o Palácio Paiaguas, sob a bênção da Direção Nacional da legenda.

Federação com PP

O União Brasil em Mato Grosso está preocupado com as discussões da formação de uma possível federação com os Progressistas. Como está “bagunçado” internamente o cenário provável é que o presidente do Diretório Estadual do PP, tome conta de tudo.

Finalizando

Para finalizar: 2024 já começou e o Zé Edu Botelho quer saber se o partido estará com o Palácio Paiaguas. Nos bastidores, o plano é consolidar a posição atual e expandir.

Para isso, Mauro Mendes não pode interferir na escolha dos candidatos a prefeitos, seja nas decisões para reeleição, seja na definição de sucessores.

Eleição de 2024

Daqui a dois anos, os eleitores mato-grossenses vão voltar às urnas para escolher os representantes nas eleições municipais, que elegem prefeitos, vice-prefeitos e vereadores. O próximo pleito será em outubro de 2024.

As datas exatas ainda não foram definidas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Porém, o primeiro turno sempre é marcado para o primeiro domingo de outubro, que será dia 6. Já o segundo turno, acontece no último domingo do mês, que será dia 27.

Caros leitores e amigos internautas do Blog do Valdemir, façam a escolha certa.

Propaganda

Política

Teia de suspeitas do VLT e impasse do BRT tensionam relação entre “Governo” e “Oposição”

Publicados

em

A Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (AL/MT) converteu-se no cenário de um intenso embate político que paralisou o debate sobre a infraestrutura local. O episódio ocorreu durante uma Audiência Pública de prestação de contas que acabou por desviar o foco técnico para antigas disputas eleitorais. A sessão, que deveria esclarecer o andamento das obras do Ônibus de Trânsito Rápido (BRT), transformou-se em uma arena de acusações recíprocas entre a base governista e a oposição. O impasse reflete a profunda polarização que historicamente caracteriza a gestão das grandes obras de mobilidade urbana na capital mato-grossense.

O debate centralizador das discussões ocorreu no Palácio Dante de Oliveira, sede do Poder Legislativo do Estado de Mato Grosso, localizada no Centro Político Administrativo de Cuiabá. A escolha do local conferiu caráter oficial e solene ao encontro, que reuniu parlamentares, gestores públicos e representantes da sociedade civil organizada. A capital, que convive há mais de uma década com os transtornos decorrentes de projetos de transporte inacabados, serviu como pano de fundo geográfico e social para o confronto. O ambiente do plenário, marcado por discursos inflamados e questionamentos incisivos, evidenciou a urgência das respostas demandadas pela população cuiabana.

A reunião deliberativa aconteceu nesta terça-feira, momento em que o cronograma físico e financeiro do BRT voltou a ser oficialmente questionado pela Comissão Parlamentar competente. O agendamento da Audiência Pública atendeu a um requerimento de urgência apresentado pela oposição, motivado pelas sucessivas dilações nos prazos de entrega das vias exclusivas de transporte. A temporalidade do evento revelou-se estratégica, ocorrendo em um período de crescente cobrança social pela retomada e finalização dos corredores estruturais de trânsito na região metropolitana do Vale do Rio Cuiabá.

O secretário de Estado de Infraestrutura e Logística do Estado de Mato Grosso (SINFRA/MT), Marcelo de Oliveira, conhecido politicamente como Marcelo “Padeiro”, figurou como o principal convocado para prestar os esclarecimentos técnicos necessários. O gestor, contudo, optou por retirar-se do recinto parlamentar antes da formulação das perguntas cruciais pelos deputados da oposição, gerando forte descontentamento no plenário.

Leia Também:  Gabinete da Prefeitura de Várzea Grande passa por varredura

A conduta do secretário foi interpretada pela bancada oposicionista como uma deliberada esquiva diante das responsabilidades administrativas referentes aos contratos e aditivos vigentes.

A convocação oficial da autoridade governamental deu-se em razão da necessidade imperiosa de esclarecer os motivos das constantes paralisações e o encarecimento das obras do BRT. O projeto atual, que substituiu o antigo modelo de Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), é alvo de investigações que apontam suposta falta de planejamento e excesso de contratações diretas sem licitação. Os deputados estaduais exigiam a apresentação detalhada de planilhas de custos e a justificativa para a escolha de consórcios específicos para a execução dos lotes remanescentes.

A controvérsia instalou-se em virtude do abandono da sessão pelo secretário e das posteriores declarações do governador Otaviano Pivetta, do partido Republicanos, que saiu em defesa de seu colaborador. O chefe do Executivo Estadual descaracterizou as cobranças técnicas da oposição ao sugerir que a campanha eleitoral de 2012 do deputado estadual Lúdio Cabral (PT), fora financiada com desvios do extinto projeto do VLT.

Esse movimento retórico redirecionou a pauta de fiscalização orçamentária para o campo das suspeitas criminais pretéritas, inflamando o ambiente político estadual e deslocando o foco das atuais falhas de execução do BRT.

Os parlamentares estaduais utilizaram-se dos mecanismos constitucionais de fiscalização do Poder Executivo, amparados pelo regimento interno da Casa de Leis e pela prerrogativa de controle externo da administração pública. A inquirição dos secretários de Estado constitui um dever do parlamento e um direito do cidadão ao acesso à informação e à transparência pública. A utilização desse instrumento de controle democrático visa garantir que os recursos públicos sejam aplicados em conformidade com os princípios da legalidade, da impessoalidade e da moralidade administrativa.

Leia Também:  Se cuida Mauro: as peças se moveram e a sua base esvaziou

A complexidade operacional e financeira que envolve a transição do modelo de VLT para o BRT justifica a intensa preocupação dos órgãos de controle e dos representantes do Legislativo. Um dos pontos de maior atrito consiste no expressivo aumento do valor de um lote licitado, cujo custo inicial saltou de R$ 68 milhões para expressivos R$ 120 milhões em apenas dois meses.

A dispensa de licitação concedida sistematicamente a uma única empresa construtora agravou as suspeitas de favorecimento, motivando pedidos de auditoria detalhada junto ao Tribunal de Contas do Estado.

O impacto imediato desse novo embate político consiste no severo travamento da interlocução institucional entre o Palácio Paiaguás e a Assembleia Legislativa de Mato Grosso. As declarações de Otaviano Pivetta geraram forte reação do deputado petista Lúdio Cabral, que refutou veementemente as acusações de corrupção eleitoral e prometeu acionar os meios jurídicos cabíveis para restabelecer sua honra. A judicialização da disputa política tende a prolongar o clima de instabilidade, prejudicando a aprovação de matérias de interesse público e a própria fiscalização das obras de mobilidade urbana.

A sociedade mato-grossense permanece como a principal prejudicada pelo prolongamento indefinido dos canteiros de obras que obstruem o tráfego e deterioram o comércio de Cuiabá. Enquanto as lideranças políticas priorizam a disputa de narrativas sobre eventos ocorridos há mais de uma década, o cronograma do BRT segue sem uma definição concreta de entrega.

A expectativa coletiva por um sistema de transporte coletivo moderno e eficiente continua frustrada pela crônica incapacidade de planejamento e pela constante partidarização das soluções de infraestrutura pública.

Continue lendo

MAIS LIDAS DA SEMANA