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Política

Misael Galvão se licencia do Shopping Popular para assumir a Câmara de Cuiabá

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Após 21 anos a frente da Associação dos Camelôs do Shopping Popular de Cuiabá, o presidente Misael Oliveira Galvão, colocou em votação em Assembleia Geral, o pedido de afastamento da presidência por um prazo indeterminado, já que estará assumindo a cadeira numero 1 da presidente da Câmara Municipal de Cuiabá.

Na reunião com a maioria dos proprietários dos Camelôs do Shopping Popular, Misael Galvão falou da necessidade de seu afastamento e o motivo aos associados, que entenderam e agora ganharam um representante dos camelôs também na presidência da Casa de Leis do município.

Quero agradecer a Deus neste momento, a cada associado, aquele que sempre me procurou para dar uma palavra de incentivo, a nossa família, aqueles que apostaram em nossa gestão e nos confiaram, e agora estão colhendo os frutos com este novo espaço, amplo e com melhor qualidade de vida. Muitos foram os desafios, muitas lutas que foram vencidas e sempre com apoio da família popular, pois somos uma família e é o princípio que sempre preguei quando assumi, é da lealdade com a classe, conseguimos o respeito frente ao poder público, as autoridades e sempre com intenção de transformar no melhor lugar para se viver e trabalhar. Deixamos um legado grande de geração de emprego e renda e não vamos medir esforços para estar junto e apoiar a classe na Câmara Municipal. Continuaremos camelô de ofício, pois não mudamos nossa origem e vamos para o mais novo desafio que é administrar a casa de leis de Cuiabá e o faremos da forma que sempre fizemos tudo na vida, qual seja, com amor, dedicação e muito trabalho“.

São mais de 23 anos de Shopping Popular e 21 como presidente, as lutas e conquistas que trouxe até aqui, o trabalho a persistência e o diálogo foram a tônica de seu mandato como presidente da associação, a meta sempre foi buscar melhoria na qualidade de vida dos camelôs e a virada de página da classe, essa experiência de sucesso que quer levar para Casa de Leis.

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Misael Galvão passou a missão de administrar o Shopping Popular ao atual vice-presidente Sivaldo Oliveira, que já vinha o acompanhando em gestões anteriores, sempre participando de suas diretorias que foram sendo eleitas e tem experiência para continuar o trabalho para o fortalecimento dos camelôs.

Mudança na Comunicação

Com um orçamento anual de R$ 4 milhões, a partir de deste de janeiro, a Secretaria de Comunicação da Câmara Municipal de Cuiabá (Secom) estará sendo comandado pelo jornalista Leonardo Arruda nos próximos dois anos, e vai assumir o desafio de massificar a divulgação das ações, dando transparência às ações do Legislativo Municipal.

Aos 36 anos, o cuiabano Leonardo Arruda já trabalhou nos extintos Folha do Estado e Correio Várzea-grandense. Segundo Misael Galvão, sua gestão vai priorizar, entre outros, a aproximação da Câmara de Cuiabá com à população cuiabana e isso passa pelo fortalecimento da Secom.

 

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Política

Invasão cibernética na Saúde alimenta embate político em Mato Grosso

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Um sofisticado incidente cibernético violou a infraestrutura tecnológica da Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso (SES-MT), deflagrando uma crise institucional que mobiliza o Poder Executivo e a Assembleia Legislativa Mato-grossense (AL/MT). O episódio, classificado tecnicamente como uma “invasão hacker”, desestabilizou a percepção de segurança dos sistemas governamentais e gerou imediata repercussão no cenário político local. O evento expõe a vulnerabilidade digital da administração pública frente a ameaças externas cada vez mais ousadas e coordenadas.

Os alvos diretos e indiretos dessa ação criminosa envolvem a própria Secretaria de Saúde, responsável pelo gerenciamento de dados assistenciais, e a Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (ALMT), que atua como órgão fiscalizador. O presidente do Parlamento Estadual, deputado Max Russi (Podemos), assumiu o protagonismo institucional ao externar profunda preocupação com o ocorrido, enquanto a equipe técnica da pasta de Saúde e os investigadores da Polícia Civil desdobram-se para mitigar os danos colaterais e identificar os autores do ataque.

As consequências imediatas do ataque cibernético resultaram no impacto restrito a um volume inferior a 1 Terabyte (TB) de informações do acervo digital da pasta, o qual acabou sendo integralmente recuperado por meio de sistemas de contingência e redundância. No entanto, o desdobramento mais crítico manifestou-se no plano político, manifestado pelo temor de que o apagão de dados pudesse inviabilizar o fornecimento de documentos essenciais para os trabalhos de fiscalização parlamentar em andamento na capital do estado.

O epicentro do incidente localiza-se nos servidores centrais da Secretaria de Saúde, situados no Centro Político Administrativo de Cuiabá, irradiando seus efeitos institucionais diretamente para o Palácio Paschoal Moreira Cabral, sede do Poder Legislativo Mato-grossense.

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A proximidade geográfica e administrativa dessas instituições amplificou o eco do debate sobre a eficiência da infraestrutura tecnológica pública estadual, transformando a capital mineira-mútua do Agronegócio em um palco de intensas cobranças governamentais.

A identificação original do ataque digital ocorreu em meados de março de 2026, porém o ápice do tensionamento institucional consolidou-se nesta quarta-feira, 3 de junho, durante uma sessão coletiva de imprensa convocada pelo presidente da Casa de Leis. O momento cronológico do anúncio revelou-se extremamente sensível, por coincidir exatamente com a fase de instalação e estruturação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) destinada a investigar a gestão da Saúde Pública no Estado.

A motivação presumida por trás da ação criminosa assume contornos ambíguos, dividindo-se entre a tentativa de extorsão financeira, prontamente rechaçada pelo Executivo, que negou qualquer pagamento de resgate, e a suspeita de sabotagem política. Parlamentares mais incisivos levantaram a hipótese de que a invasão visava ocultar passivos administrativos, embora a liderança do Legislativo tenda a encarar o episódio como uma nefasta coincidência oportunista que se aproveitou de fragilidades estruturais do sistema.

As justificativas técnicas apresentadas pela Secretaria de Saúde fundamentam-se na robustez de seus protocolos de segurança da informação, os quais permitiram o restabelecimento célere das atividades institucionais sem prejuízo ao atendimento da população. Por sua vez, a justificativa para a reação veemente do Parlamento baseia-se no dever constitucional de fiscalização, sustentando que qualquer instabilidade em bancos de dados governamentais representa uma ameaça direta à transparência e à estabilidade social.

O método operacional utilizado pelos criminosos consistiu na quebra de barreiras digitais de criptografia para acessar a rede interna da secretaria, seguido de uma suposta exigência financeira ilegal que acabou ignorada pelas autoridades. Do lado institucional, o método de resposta envolveu o acionamento imediato da Delegacia Especializada de Repressão a Crimes Informáticos e Cibernéticos (DRCI) para subsidiar a investigação criminal, além do anúncio de auditorias nos sistemas redundantes do Estado.

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Os desdobramentos futuros desse imbróglio apontam para uma inevitável reformulação nas políticas de investimentos em segurança cibernética de Mato Grosso, com pressões para o fortalecimento da Empresa Pública de Tecnologia da Informação (MTI). Além disso, a Mesa Diretora do Legislativo garantiu que a comissão investigativa requisitará auditorias independentes para assegurar que nenhum dado relevante tenha sido permanentemente suprimido ou mascarado durante o período em que o sistema esteve vulnerável.

As perspectivas de encerramento do caso dependem agora do avanço do inquérito policial e da capacidade de o Estado demonstrar que seus mecanismos de salvaguarda digital são invioláveis contra futuras incursões. O presidente da Assembleia Legislativa assegurou que as investigações da CPI não sofrerão paralisações ou entraves técnicos, visto que os mecanismos de armazenamento externo garantirão o fluxo contínuo de provas, blindando o processo político contra interferências do crime virtual.

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