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ESTRATÉGIAS E LIMITES NA BUSCA POR VOTOS

“Em termos de estratégias de marketing, é pouco tempo para o político se apresentar e convencer as pessoas”

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Quais estratégias mais acertadas para consolidar o nome de um candidato antes do início da campanha? Em cima disso, o que diz a Lei Eleitoral e quais os riscos de apontamentos? Perguntas centrais para equipes de trabalho e políticos neste período que antecede as eleições municipais, onde as população cuiabana vai escolher um representante na Prefeitura de Cuiabá e na Câmara Municipal.

Faltam pouco dias para 6 de outubro, data da eleição de 2024 para escolher o nosso representante que vai sentar na cadeira número 1 da Prefeitura de Cuiabá, e os nossos representantes para a Câmara Municipal.

Em alguns municípios não terá segundo turno. No mesmo dia, todos os eleitores saberão quem foi o escolhido para os cargos de prefeito e vice, e também os nomes que assumem os Legislativos.

De maneira geral, a campanha terá 45 dias. Para alguns, um tempo curto para consolidar um nome e torná-lo conhecido entre os eleitores. Para outros, o suficiente, pois uma caminhada política começa antes.

Neste contexto, os especialistas políticos colaboradores do Blog do Valdemir, e amigos da turma do Boteco da Alameda, e entre uma conversa e outras, concordam que o período de pré-campanha, estabelecido como mudança nas regras eleitorais desde ano, trouxe a possibilidade de manter o debate político por mais tempo. Mas…, alguns dizem que deveria voltar em épocas anteriores, 3 meses de eleição e debates mais acalorados em emissoras de Rádios e TV’s.

Porém, outros discordam no aspecto sobre limites e oportunidades. Para eles, seria necessária mais clareza para atuação dos pré-candidatos e até aumento no prazo para pedir votos.

Em termos de estratégias de marketing, é pouco tempo para o político se apresentar e fazer conversar com as pessoas”.

Já para um advogado, amigo e parceiro do Blog do Valdemir, que fez questão de conhecer a turma do Boteco da Alameda, debateu com eles que a mudança sobre o formato de campanha e pré-campanha foi benéfica.

O político que vai se lançar pode fazer muitas coisas. Pode criticar ou elogiar o prefeito, pode apresentar os problemas do bairro e propor soluções. Ele só não pode pedir ou deixar a entender que está pedindo votos. Aquele, ‘conto com você no dia 6 de outubro’, como artifício velado”.

É a política que manda no marketing

Para o nosso amigo advogado, o mais difícil é atuar com um candidato sem causa.

A campanha não se limita aos 45 dias. O político precisa ter uma bandeira, não apenas o seu sonho, mas saber que precisa entender e resolver os problemas das pessoas. Sonhar junto com elas. Quem pensa que o marketing faz a política está enganado. É a política que manda no marketing. Não se começa uma casa pelo telhado”.

De acordo com ele, é preciso pensar além das plataformas digitais. A comunicação trouxe a possibilidade de falar com mais pessoas, mas o contato direto, na visita aos bairros, na conversa presencial, o “olho no olho”, ainda é uma ferramenta poderosa para “tocar o coração” dos eleitores.

Por mais que a gente tente decidir de maneira racional, a política ainda é muito no sentimento. A atividade política desperta emoções tanto no povo quanto no candidato. É o mais rico formato de conquistar eleitores”.

Profissionalização das equipes

Entre os limites e oportunidades do período de pré-campanha, o nosso amigo e advogado que também é especialista em Direito Eleitoral, acredita que houve avanços para tornar a discussão política mais perene. No passado, eram 90 dias de campanha, e não existia a figura do pré-candidato.

O político tinha que se esconder. Qualquer fala pública, comentário ou afirmação poderia ser considerada campanha política extra-temporânea. Agora, se pode manter a discussão a todo tempo, desde que não haja a tentativa ou pedido por voto”.

Neste sentido, o desafio dos partidos e de suas nominatas está na integração entre profissionais.

Percebo que ainda há muito descompasso e desorganização nas equipes. Muitas vezes falta integração entre advogados, profissionais de marketing e contadores. Se a campanha é desorganizada, imagine como seria o governo desse cidadão que quer ser representante do povo. Por isso, é essencial promover a comunicação dos profissionais desde o início”.

Outro aspecto é quanto a falta de informações sobre o limite de gastos durante a pré-campanha.

Na verdade, verdade mesmo, na legislação eleitoral tem um teto definido, dizem que tem, mas… nós orientamos aos partidos para ficar em torno dos 10% do total previsto à campanha. Assim, mesmo sem uma determinação precisa, essa proporção é razoável para evitar problemas no futuro com a Justiça Eleitoral. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) divulgou o teto de gastos para as campanhas de prefeito e vereador nos municípios do país. Em Cuiabá, os candidatos a prefeito poderão gastar R$ 13.322.541,8 no primeiro turno e R$ 5.329.016,72 no segundo. Já os vereadores terão direito a no máximo R$ 727.981,92”.

Reta final das eleições

A poucos dias, poucas horas, poucos momentos das eleições, os candidatos a prefeito e postulantes a vereador, nos 141 municípios, concentram as forças pelo voto dos indecisos. As principais investidas devem ocorrer pelas redes sociais, mas ligações telefônicas e carreatas fazem parte do arsenal de busca por votos.

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De acordo com o nosso colaborador e cientista político do Blog do Valdemir, há uma expectativa de que, em alguns municípios, os eleitores deixem para as últimas horas a escolha do candidato a prefeito. No caso das vagas para as câmaras de vereadores, o número pode chegar a 70% de indecisos.

Por isso, os blocos de apoiadores lutarão, muito por meio das redes sociais e por telefone. A população pode esperar receber ligação, mensagem eletrônica e muita propaganda eleitoral nas redes sociais. Este momento é o sprint final, o esforço do candidato, de sua equipe e de partidos, destaca.

A indecisão de eleitores, pode provocar resultados diferentes daqueles apontados por pesquisas eleitorais que estão sendo apresentados e que estarão nos próximos dias sendo divulgadas na parte da manhã, na parte da tarde, e a noite para convencer os eleitores que ainda não escolheram seus representantes.

Estatisticamente, o voto do indeciso pode trazer surpresas para o resultado final. Muitas vezes, ele não decidiu em quem votar, mas sabe quem não quer que ganhe. Então, na última hora, pode alterar todo o cenário, afirma.

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Política

Invasão cibernética na Saúde alimenta embate político em Mato Grosso

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Um sofisticado incidente cibernético violou a infraestrutura tecnológica da Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso (SES-MT), deflagrando uma crise institucional que mobiliza o Poder Executivo e a Assembleia Legislativa Mato-grossense (AL/MT). O episódio, classificado tecnicamente como uma “invasão hacker”, desestabilizou a percepção de segurança dos sistemas governamentais e gerou imediata repercussão no cenário político local. O evento expõe a vulnerabilidade digital da administração pública frente a ameaças externas cada vez mais ousadas e coordenadas.

Os alvos diretos e indiretos dessa ação criminosa envolvem a própria Secretaria de Saúde, responsável pelo gerenciamento de dados assistenciais, e a Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (ALMT), que atua como órgão fiscalizador. O presidente do Parlamento Estadual, deputado Max Russi (Podemos), assumiu o protagonismo institucional ao externar profunda preocupação com o ocorrido, enquanto a equipe técnica da pasta de Saúde e os investigadores da Polícia Civil desdobram-se para mitigar os danos colaterais e identificar os autores do ataque.

As consequências imediatas do ataque cibernético resultaram no impacto restrito a um volume inferior a 1 Terabyte (TB) de informações do acervo digital da pasta, o qual acabou sendo integralmente recuperado por meio de sistemas de contingência e redundância. No entanto, o desdobramento mais crítico manifestou-se no plano político, manifestado pelo temor de que o apagão de dados pudesse inviabilizar o fornecimento de documentos essenciais para os trabalhos de fiscalização parlamentar em andamento na capital do estado.

O epicentro do incidente localiza-se nos servidores centrais da Secretaria de Saúde, situados no Centro Político Administrativo de Cuiabá, irradiando seus efeitos institucionais diretamente para o Palácio Paschoal Moreira Cabral, sede do Poder Legislativo Mato-grossense.

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A proximidade geográfica e administrativa dessas instituições amplificou o eco do debate sobre a eficiência da infraestrutura tecnológica pública estadual, transformando a capital mineira-mútua do Agronegócio em um palco de intensas cobranças governamentais.

A identificação original do ataque digital ocorreu em meados de março de 2026, porém o ápice do tensionamento institucional consolidou-se nesta quarta-feira, 3 de junho, durante uma sessão coletiva de imprensa convocada pelo presidente da Casa de Leis. O momento cronológico do anúncio revelou-se extremamente sensível, por coincidir exatamente com a fase de instalação e estruturação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) destinada a investigar a gestão da Saúde Pública no Estado.

A motivação presumida por trás da ação criminosa assume contornos ambíguos, dividindo-se entre a tentativa de extorsão financeira, prontamente rechaçada pelo Executivo, que negou qualquer pagamento de resgate, e a suspeita de sabotagem política. Parlamentares mais incisivos levantaram a hipótese de que a invasão visava ocultar passivos administrativos, embora a liderança do Legislativo tenda a encarar o episódio como uma nefasta coincidência oportunista que se aproveitou de fragilidades estruturais do sistema.

As justificativas técnicas apresentadas pela Secretaria de Saúde fundamentam-se na robustez de seus protocolos de segurança da informação, os quais permitiram o restabelecimento célere das atividades institucionais sem prejuízo ao atendimento da população. Por sua vez, a justificativa para a reação veemente do Parlamento baseia-se no dever constitucional de fiscalização, sustentando que qualquer instabilidade em bancos de dados governamentais representa uma ameaça direta à transparência e à estabilidade social.

O método operacional utilizado pelos criminosos consistiu na quebra de barreiras digitais de criptografia para acessar a rede interna da secretaria, seguido de uma suposta exigência financeira ilegal que acabou ignorada pelas autoridades. Do lado institucional, o método de resposta envolveu o acionamento imediato da Delegacia Especializada de Repressão a Crimes Informáticos e Cibernéticos (DRCI) para subsidiar a investigação criminal, além do anúncio de auditorias nos sistemas redundantes do Estado.

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Os desdobramentos futuros desse imbróglio apontam para uma inevitável reformulação nas políticas de investimentos em segurança cibernética de Mato Grosso, com pressões para o fortalecimento da Empresa Pública de Tecnologia da Informação (MTI). Além disso, a Mesa Diretora do Legislativo garantiu que a comissão investigativa requisitará auditorias independentes para assegurar que nenhum dado relevante tenha sido permanentemente suprimido ou mascarado durante o período em que o sistema esteve vulnerável.

As perspectivas de encerramento do caso dependem agora do avanço do inquérito policial e da capacidade de o Estado demonstrar que seus mecanismos de salvaguarda digital são invioláveis contra futuras incursões. O presidente da Assembleia Legislativa assegurou que as investigações da CPI não sofrerão paralisações ou entraves técnicos, visto que os mecanismos de armazenamento externo garantirão o fluxo contínuo de provas, blindando o processo político contra interferências do crime virtual.

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