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CARTAS EMBARALHADAS NA MESA

Mesa Diretora: ninguém mostra as cartas; é blefe de Paula Calil?

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“Agora começou o jogo“.

Disse um dos frequentadores do Boteco da Alameda, após o recuo do vereador Jefferson Siqueira (PSD) na disputa da Mesa Diretora da Câmara Municipal de Cuiabá.

Sem o Pastor Jefferson para embaralhar o jogo, a pergunta é: quem vai enfrentar a vereadora eleita pelo Partido Liberal (PL), Paula Calil, candidata oficial do prefeito eleito Abílio Brunini também da mesma sigla.

Outro dia, os amigos frequentadores do Boteco da Alameda disse que, o atual presidente da Casa de Leis, Francisco Carlos Amorim, o Chico 2000 (PL), é um “melé” que cabe em qualquer jogo, pois é unanimidade em todos os cenários da Mesa Diretora do Legislativo cuiabano.

MELÉ: “Curinga (português brasileiro) ou Jóquer (português europeu), também conhecido como coringa ou “melé” em algumas regiões, é a carta do baralho que, em certos jogos, muda de valor conforme a combinação de cartas que o jogador tem em mãos”.

Pode parecer matéria fria, mas preferi deixar para hoje a leitura da eleição no Legislativo da Capital de todos os mato-grossenses.

Não vou ficar aqui ficar procurando pelo em ovo. O “óbvio é sempre ululante”. Um desejo inconfessável, armou a cama do gato. E, se eu fosse o Abilinho, considerava todas as variáveis.

“A expressão “óbvio ululante” é usada para descrever algo que é tautológico, autoexplicativo, evidente por si mesmo, ou seja, um lugar-comum sem inventividade”.

Seguimos então. Por sorte ou poder de desarticulação, a bomba relógio recebeu um pause. Repito: um pause. Como se a mandar um recado de que os ponteiros do relógio podem voltar a girar apertando o start.

Lamentável jogo baixo que vem acontecendo nos bastidores da política que poderá afetar o equilíbrio do Legislativo cuiabano, conduzido pela batuta serena do maestro Chico 2000 (PL).

O Boteco da Alameda não está aqui apontando o dedo para ninguém, pois a carapuça coube como uma luva na cabeça de quem se acha maior do que seus pares e no seu dicionário não consta a palavra “Fair Play”.

As cartas estão na mesa. Resta saber quem vai manuseá-las melhor. Quem souber fazer o jogo melhor que seu adversário naturalmente leva a vitória.

Segue o fluxo!

Diferentemente da Câmara Municipal de Várzea Grande, o vereador Vanderley Cerqueira (MDB), que já tem o futuro presidente definido. Já a Câmara de Cuiabá vive dias decisivos de tensão e indefinição, numa intensa disputa de bastidores entre os aspirantes ao cargo: Paula Calil (PL), G8 e os opositores cuiabanos.

O prefeito eleito, aliás, o Abilinho, não só será o protagonista desse processo no Poder Legislativo cuiabano, do qual depende sua governabilidade, como tem, diante de si, um grande teste de sua capacidade de articulação política e de agregação de forças dispersas sob sua liderança.

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O primeiro é que não pode passar do dia 31 de dezembro, devendo forçosamente ser acelerada e resolvida nos próximos dias, por conta de uma nova Legislatura e a eleição da Mesa Diretora que comandará a Casa de Leis na primeira metade do mandato se dá no dia 1° de janeiro, na sessão inaugural da Legislatura, incluindo o registro oficial das chapas.

O segundo é que, em Cuiabá, pode-se dizer que as urnas, em outubro, ditaram um bom índice de renovação no parlamento. O número de vagas passou dos atuais 25 para 27. Dos que buscaram a reeleição só 12 tiveram êxito. 15 eleitos, portanto, não são vereadores atualmente. Ou melhor: Marinheiros de primeira viagem.

Como era de esperar, a disputa pela presidência daquela Casa de Leis, ficou afunilada. Há 5 potenciais candidatos com interesse (assumido ou não) em ocupar o tão sonhado e esperado cargo.

Listo-os aqui por “ordem de favoritismo“, isto é, do atual favorito a quem tem menos chances no momento: Chico 2000 (PL), Paula Calil (PL), Demilson Nogueira (PP), Kero Kero (PMB) e Kassio Coelho (PODE).

Dos cinco interessados, o único que até o momento não se declara candidato, nem mesmo para os colegas é Demilson Nogueira (PP). Já Paula Calil (PL) tem feito campanha a céu aberto, enquanto o companheiro de partido Chico 2000 come quieto, pelas beiradas.

Mas, como se vê acima, é justamente ele quem pode ser considerado, hoje, o dono das maiores chances de chegar lá. Por quê? Em duas palavras: Jefferson Siqueira (PSD).

Nesta apuração, ouvimos vários amigos frequentadores do Boteco da Alameda. Em meio a indefinições, uma certeza desponta das falas de todos: o desfecho dessa disputa pelo comando do Poder Legislativo será ditado pelo chefe do outro “PODER”. Abilinho saiu do último pleito municipal tão fortalecido e elegeu uma base tão ampla no próximo plenário que será não o principal eleitor, mas o único que realmente importa na sucessão da Mesa Diretora daquela Casa de Leis.

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Os comentários nos corredores da Câmara Municipal de Cuiabá: quem ele apontar está eleito. Concorda?

Por sinal, uma das provas políticas para o novo prefeito será justamente equilibrar e conciliar interesses, buscando contentar a todos os aliados envolvidos.

Para isso, deverá encontrar boas compensações para quem for preterido da chefia da Casa de Leis: Presidência de Comissões, outros espaços de visibilidade na Mesa Diretora, entre outros tipos de acordo.

Nesta ordem, o pequeno grande homem, Chico 200, hoje está um passo à frente de Paula Calil (PL), (cujas chances, entretanto, ainda não podem ser descartadas). Correndo por fora esta Demilson Nogueira (PP), e por mais que o queira muito, já pode ser considerado descartado: Wilson Kero Kero (PMB) e Kassio Coelho (Pode).

Quem quer que seja o próximo presidente da Câmara Municipal de Cuiabá, eis a nossa segunda certeza, convergira politicamente com Abilinho, pelo menos no início do mandato.

O Boteco vai falar

Abilinho não vai deixar correr solto. Não quer deixar a bola rolar de volta para o companheiro de partido, Chico 2000.

E já fez o seu recado chegar ao presidente da Casa de Leis: Chico 2000 já está fora e já foi avisado do não apoio do prefeito eleito.

Abílio Brunini não tem nada pessoal contra Chico 2000. Trata-se de uma questão de imagem: o estilo, o jeitão meio bronco, a aliança no passado.

Chico 2000 encarna precisamente a imagem contrária à que Abilinho tenta a todo instante transmitir, em sua ascendente trajetória que, como não é segredo para ninguém, pode conduzi-lo a um papel de líder político já em 2026.

Como transmitir ao eleitorado imagem e discurso de “renovação política” e, ao mesmo tempo, respaldar a volta de Chico 2000 a presidência do parlamento na cidade governada por ele? Não dá.

Pronto falei!

Vai reclamar?

Reclame com o editor do Blog do Valdemir.

Segue o fluxo!

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Política

Flávia Moretti desafia crise no PL, mantém filiação e consolida apoio a Pivetta

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A Prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti (PL), afirmou nesta quinta-feira (24) que não pretende deixar voluntariamente o Partido Liberal (PL), apesar do conflito com a direção estadual da legenda provocado por seu apoio à candidatura do governador Otaviano Pivetta (Republicanos) à reeleição em Mato Grosso. Durante um ato político da campanha do republicano, a Prefeita da Cidade Industrial declarou que permanecerá filiada ao PL e que somente deixará a sigla caso seja expulsa. A manifestação ocorreu em meio ao avanço de sua aproximação pública com Pivetta.

A posição de Flávia Moretti ocorre após ela contrariar a orientação política de seu próprio partido e declarar apoio a Pivetta na disputa pelo Governo de Mato Grosso. O PL lançou o Senador Wellington Fagundes como candidato ao Palácio Paiaguás, o que colocou a prefeita várzea-grandense em uma situação de divergência com a direção estadual da legenda. O episódio ampliou o debate sobre a permanência de lideranças municipais do partido que decidiram apoiar uma candidatura adversária.

Apesar do desgaste partidário, Flávia voltou a demonstrar publicamente sua proximidade com Pivetta durante o evento realizado em Cuiabá. A prefeita participou da mobilização eleitoral e foi registrada dançando ao som do jingle “Bora Pivetar”, gesto que reforçou visualmente seu alinhamento com a campanha do governador. A participação ocorreu mesmo com sua permanência formal no PL e com Wellington Fagundes concorrendo ao Governo pelo mesmo partido.

Questionado sobre a situação partidária da prefeita, Pivetta evitou tratar de um eventual convite para que ela se filie ao Republicanos. O governador destacou a relação administrativa entre o Estado e o Município de Várzea Grande e afirmou, segundo relatos publicados sobre o episódio, que Flávia não precisaria discutir uma eventual mudança partidária neste momento. A declaração deslocou o foco da disputa interna do PL para a parceria entre as duas administrações.

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A aproximação entre Flávia e Pivetta também está relacionada a demandas consideradas prioritárias para Várzea Grande. Entre elas está o abastecimento de água, tema que passou a integrar uma atuação conjunta entre o Governo de Mato Grosso e a Prefeitura Municipal. A própria prefeita já havia associado seu apoio político ao governador ao auxílio recebido pelo município para enfrentar problemas estruturais, especialmente aqueles relacionados ao fornecimento de água.

A crise entre Flávia e o PL Estadual não começou com o ato desta quinta-feira. Nos dias anteriores, a prefeita havia admitido que recebeu convites de diferentes partidos, inclusive do Republicanos, mas também afirmou que sua eventual saída da legenda ainda estava em avaliação. A mudança de postura apresentada agora indica que, ao menos neste momento, sua intenção é permanecer formalmente no PL, mesmo mantendo o apoio eleitoral a Pivetta.

O conflito ganhou dimensão maior depois que a Direção Estadual do PL anunciou procedimentos internos para analisar a situação de prefeitos que declararam apoio a Pivetta. Flávia está entre os gestores que passaram a integrar o grupo de prefeitos ligados ao PL que apoiam o governador, ao lado de outros administradores municipais que também se afastaram da orientação eleitoral da legenda. A possibilidade de medidas disciplinares passou, desde então, a fazer parte da discussão política.

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A situação também evidencia uma divergência entre a orientação partidária e as prioridades defendidas por algumas administrações municipais. Enquanto a direção do PL sustenta a candidatura de Wellington Fagundes ao Governo, prefeitos filiados à legenda têm manifestado apoio a Pivetta, justificando suas escolhas, em diferentes momentos, por questões relacionadas às necessidades de seus municípios. Wellington, por sua vez, afirmou anteriormente não defender a expulsão de prefeitos que optaram por apoiar o adversário.

No caso específico de Várzea Grande, a questão do abastecimento de água ganhou peso na aproximação entre a Prefeitura e o Governo do Estado. A cooperação administrativa passou a ser apresentada como um dos elementos que explicam a posição política de Flávia. Em paralelo, a disputa eleitoral transformou a relação institucional entre Estado e Município em um dos pontos de destaque do embate político que envolve Pivetta, Wellington e diferentes lideranças do PL em Mato Grosso.

Com a declaração desta quinta-feira, Flávia Moretti mantém, portanto, uma posição política definida em favor de Otaviano Pivetta, mas continua oficialmente filiada ao PL. A prefeita não anunciou desfiliação e afirmou que não pretende deixar a legenda por iniciativa própria. O cenário mantém aberta a possibilidade de novos desdobramentos entre a gestora, a direção estadual do partido e o grupo político do governador, enquanto a campanha eleitoral avança em Mato Grosso.

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