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CASA PRA QUEM PRECISA

“Fiquei emocionado porque ter a casa é a coisa mais importante na vida de uma família”

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Viemos a Sapezal para assinar convênio para 180 casas, mas quando cheguei aqui e vi tanta gente, com tanta expectativa e tanto sonhos, aumentamos esse número para 580 casas. Tenho certeza que isso vai ajudar a realizar o sonho de muitos moradores. Governo é isso, é cuidar de todos. Temos muitas obrigações e deveres, mas temos que olhar para o Estado como um todo, mas principalmente para aquelas regiões e pessoas que mais precisam. O poder público existe para isso e o dinheiro dos impostos que entra no Estado precisa ser bem administrado e ser devolvido para a população, criando oportunidades para que todos possam ter uma vida melhor. É isso que procuramos fazer ao longo desses três anos e cinco meses de gestão”.

Destacou o governador Mauro Mendes Ferreira do União Brasil (UB), durante evento do Governo de Mato Grosso quando do anuncio de investimentos em mais de R$ 50,8 milhões no município de Sapezal, cidade localizada cerca de 529 km da Capital de Mato Grosso, Cuiabá, em obras e ações em diversas áreas, como infraestrutura, educação e ações sociais. Os recursos são executados desde o início da gestão.

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O Governo do Estado assinou convênios com a Prefeitura Municipal de Sapezal no valor de R$ 124 milhões para obras de habitação e infraestrutura. Na área de habitação, o Governo do Estado vai investir R$ 8,7 milhões para a construção de 580 casas.

O Governo do Estado também assinou convênio para recuperação da MT-388, com extensão total de 45 km. O investimento será na ordem de R$ 8,1 milhões. Vai investir também R$ 83,1 milhões para restauração da MT-235 com extensão de 103 km. Também receberão asfalto novo as rodovias municipais SZL-09 e a SZL-13, com extensão total de 50 km, em um investimento de R$ 24,1 milhões, por meio do Programa Agroestradas.

O Prefeito de Sapezal destacou a importância da parceria da Prefeitura com o Governo do Estado para a realização de tantas obras e ações no município.

Aqui está claro que a união faz a força. A assinatura desses convênios mostra como está sendo essa união entre o município e o Estado”.

O ex-governador Blairo Borges Maggi, do Partido Progressista (PP), durante evento, ressaltou que ficou emocionado pela sensibilidade do governador Mauro Mendes em quadruplicar o número de casas a serem construídas no município.

Essas casas vão mudar a vida de muitas pessoas, pois ter um lugar para morar é a coisa mais importante para uma família e daqui a pouco 580 pessoas estarão dentro da sua residência. Faça chuva ou faça sol, tem emprego ou não, a casa é o seu lugar, o seu aconchego, é segurança da sua família”.

Na ocasião, estava previsto o anúncio da construção de 189 casas populares para famílias do município. Porém, ao se deparar com a grande procura, Mauro decidiu aumentar para 580.

Confesso que fiquei tocado, emocionado. A sensibilidade do governador Mauro Mendes vai mudar a vida de muitas pessoas. Estávamos falando em fazer 180 casas e na sensibilidade dele, das pessoas que ele encontrou ao chegar nesse auditório, perguntou ao prefeito quantas casas, e em poucos minutos saíram 580 casas”.

No discurso, Blairo Maggi lembrou que sua família passou pela dificuldade de não ter a casa própria, chegando a morar “de favor” por muito tempo até conseguirem a moradia.

Fiquei emocionado porque ter a casa é a coisa mais importante na vida de uma família”, afirmou.

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ECONOMIA

Conta de energia pode acumular quase R$ 1 trilhão em custos adicionais até 2050

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Um levantamento divulgado pela Frente Nacional dos Consumidores de Energia (FNCE) estima que medidas adotadas entre janeiro de 2023 e maio de 2026 poderão acrescentar aproximadamente R$ 985 bilhões às tarifas de energia elétrica brasileiras até 2050. O estudo analisa decisões relacionadas ao setor elétrico e projeta seus impactos financeiros para consumidores residenciais, produtores rurais, comerciantes, indústrias e prestadores de serviços em todo o país.

Segundo a entidade, os custos adicionais decorrem de medidas provisórias, leis, leilões de energia, acordos administrativos e alterações legislativas aprovadas no período analisado. A projeção indica que os efeitos dessas iniciativas tendem a ser incorporados gradualmente às tarifas, influenciando a composição da conta de luz nas próximas décadas.

A política energética brasileira é conduzida pelo Governo Federal, responsável pelo planejamento do setor, pela formulação de diretrizes, pela edição de medidas provisórias e pela coordenação de ações administrativas. De acordo com a análise apresentada pela Frente Nacional dos Consumidores de Energia (FNCE), decisões tomadas nesse âmbito podem produzir impactos permanentes sobre a estrutura tarifária quando resultam na criação de novos encargos ou obrigações para o sistema elétrico.

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O estudo também destaca a participação do Congresso Nacional no processo de definição das regras do setor. Conforme a entidade, a aprovação de dispositivos inseridos em projetos legislativos, conhecidos como “jabutis”, e a manutenção de mecanismos que elevam os custos permanentes do sistema contribuem para ampliar despesas posteriormente repassadas aos consumidores por meio das tarifas.

Na avaliação da Frente Nacional dos Consumidores de Energia, o atual modelo transfere aos usuários finais o financiamento de subsídios, contratações compulsórias de energia, acordos administrativos e outras obrigações regulatórias. Como consequência, consumidores de diferentes segmentos assumem custos cuja definição ocorre durante o processo de elaboração e aprovação das políticas públicas.

A entidade afirma ainda que a sucessão de medidas adotadas sem uma estratégia integrada compromete a sustentabilidade econômica do setor elétrico. O diagnóstico apresentado defende a necessidade de uma reforma estrutural capaz de reduzir encargos, aumentar a eficiência regulatória e preservar a modicidade tarifária como princípio orientador da política energética nacional.

Os reflexos das tarifas mais elevadas, segundo especialistas do setor, vão além do orçamento das famílias. O aumento do custo da energia elétrica pode elevar despesas operacionais da indústria, do comércio, do agronegócio e do setor de serviços, afetando a competitividade da economia, pressionando preços e influenciando o comportamento da inflação ao longo do tempo.

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Outro aspecto destacado pelo levantamento é a recorrente incorporação de novos custos às contas de energia como mecanismo de financiamento de decisões relacionadas ao setor elétrico. Para a FNCE, esse processo evidencia a necessidade de ampliar o debate sobre eficiência administrativa, revisão de gastos públicos e aperfeiçoamento das normas regulatórias que disciplinam o mercado de energia.

A projeção de aproximadamente R$ 985 bilhões em custos adicionais até 2050 amplia a discussão sobre planejamento energético e responsabilidade fiscal. Embora as decisões envolvam aspectos técnicos e regulatórios, seus efeitos alcançam diretamente consumidores, empresas e toda a cadeia produtiva, tornando o tema relevante para o debate sobre políticas públicas e desenvolvimento econômico.

Diante desse cenário, o estudo sustenta que o equilíbrio entre segurança energética, eficiência administrativa e modicidade tarifária permanece como um dos principais desafios do setor elétrico brasileiro. A entidade defende que futuras decisões sejam acompanhadas de maior planejamento, avaliação de impactos econômicos e transparência, buscando reduzir a pressão sobre as tarifas e preservar o poder de compra da população.

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