EROS DO PASSADO NO PRESENTE
Mauro Mendes, quanto pesa um copo de cerveja?
Não é de hoje que se lamentam e se discutem o “escolhido” do União Brasil em Cuiabá, outrora pulsante Palácio Alencastro. Hoje esvaziado de soluções para o povo cuiabano. No entanto, se existe um ponto que seguramente não foi atingido pela debandada geral, verdadeiro oásis dos políticos, esse lugar é o “Poder”.
Sabe aquela história do meio copo cheio ou meio vazio? Pois o Palácio Paiaguas está sempre muito cheio, na oposição quase sempre vazio.
Pasteuriza o passado, fixa-se nas mesmas teses estratégicas, mas as carrega de um imediatismo inatingível para justificar sua adesão ao coro de forças conservadoras: nada mudou, estamos onde sempre estivemos.
Parece desconhecer a rearticulação poderosa daquelas forças, encontra espaços em seus veículos de comunicações privilegiados, que deliberadamente ocultam a parte radical de suas teses e fixam-se com clareza no que elas reafirmam de início ou retrocesso.
Nas reuniões políticas, não é pela afirmação de uma agenda para resolver os problemas da capital, mas pelo sarcasmo crítico de que as mudanças não ocorreram nem são visíveis no horizonte imediato.
Déjà-vu eleitoral: as semelhanças de 2004 e 2024
A próxima sexta-feira (26), já recebeu um apelido pelo grupo político do núcleo duro do Boteco da Alameda. As línguas felinas dizem que será a “supErsExta” do União Brasil (UB), cujo “E” tem tanta relação com a primeira letra do nome do presidente da Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (AL/MT), JosÉ Eduardo Botelho, quanto, com o fato que será decisivo para o futuro da sigla unista.
Caso a debandada se concretize, não será a primeira vez, desde a redemocratização, que importantes aliados do governo estadual vão abandonar o barco.

Em 2004, a sombra da popularidade do então governador Blairo Borges Maggi, na época PPS, Cuiabá deixava as conquistas no pleito eleitoral anterior e mudou o jogo do xadrez político em uma disputa que se mostrava imprevisível, o PPS do então prefeito Roberto França, do então governador Blairo Maggi, foi rachado para as convenções partidárias: disputavam a indicação da sigla os deputados estaduais, Sérgio Ricardo e Carlos Brito.
O escolhido foi Sérgio Ricardo. O que aconteceu? Uma coisa tenho certeza: a oposição conquistou a Prefeitura de Cuiabá.
Passados 20 anos, a indefinição e a multiplicidade de candidaturas se repetem as vésperas de mais uma campanha, mas o contexto é outro: hoje, as urnas não têm o apelo de outrora, e a diferença, e a descrença na política só aumenta.
Pontos de contato e de dissenso entre aquela experiência histórica e o pleito de 2024 alimentam análises e ajudam a projetar o que vem pela frente em outubro. Se as diferenças não podem ser ignoradas… Eitaa lasqueira!

Alguém citou a história do copo meio cheio e meio vazio? Então vai lá, pega aí Mauro Mendes.
O meu amigo de Vadjú pegou um copo nas mãos e levantou-o para que os frequentadores do Boteco da Alameda pudessem vê-lo bem. Naquele momento, os frequentadores pensaram: agora ele vai perguntar se o copo está meio cheio ou meio vazio.
Entretanto, contudo, todavia, o meu amigo de Vadjú disse:
– Quanto você acha que esse copo de cerveja pesa? E ele fez isso com o melhor dos seus sorrisos.
Os frequentadores lançaram possíveis respostas de 300 a 600 gramas. O meu amigo de Vadjú disse:
– O peso absoluto não importa. Porque depende simplesmente de quanto tempo eu seguro o copo. Veja bem: se eu segurar por um minuto não tem problema. Se eu o segurar por uma hora, meu braço provavelmente começará a doer. Se eu o segurar por um dia inteiro, meu braço ficará dormente e paralisado.
Em cada um desses casos, o peso do copo não varia, ele permanece o mesmo, mas quanto mais tempo o segurarmos, mais pesado o sentiremos.
MORAL DA HISTÓRIA:
Mauro Mendes, a preocupação e stress são como esse copo de cerveja. Se pensar no que te preocupa por um tempo, nada acontece, se pensar um pouco mais, isso começa a machucar. Se pensar nisso todos os dias, sentirás paralisado, sem poder fazer nada.
Então, assim que puder, solte todo esse fardo do o “escolhido”. Não continue essa espiral de pensamentos ou leve-os para casa.
Lembre-se de largar o copo de cerveja. Não carregue suas preocupações por muito tempo, porque eles começam a pesar sobre você.
Segue o fluxo!
Política
Racha na chapa majoritária do PL de Mato Grosso exalta o pragmatismo das alianças e gera impasse político
“A política ama a traição e odeia o traidor”.
A frase atribuída a Lionel Brizola é absolutamente verdadeira, mas pouco compreendida.⠀
Na política, dinâmica e cercada de interesses, não somente no sentido negativo, é impossível que não exista expectativas frustradas, parcerias desfeitas e claro, traições.⠀
Logo, quem está na política será traído e irá trair. Uns com menos pudor e outros com mais. Mas trocar pessoas e acordos como mercadorias faz parte do negócio.⠀
Mas tão importante quanto saber disso é entender que quanto menos você parecer traidor, mesmo que traia, melhor será sua vida na política.⠀
O empresário Marcelo Maluf do Partido Novo, já no começo de sua trajetória política sentiu o gosto amargo da traição, quando foi comunicado que não seria mais vice na chapa do Senador pelo Partido Liberal (PL), com o cabeça de chapa Wellington Fagundes.

A consolidação das chapas eleitorais no cenário político de Mato Grosso sofreu uma reviravolta expressiva com o anúncio da substituição do nome indicado ao cargo de vice-governador na coligação encabeçada pelo Partido Liberal. A alteração abrupta retirou o empresário Marcelo Maluf da composição majoritária, deflagrando um severo desentendimento público no núcleo partidário e evidenciando a frieza pragmática que costuma reger as negociações de bastidor na busca pelo poder.
Os protagonistas desse imbróglio interno são o empresário Marcelo Maluf, figura até então chancelada para compor o projeto, e o senador Wellington Fagundes, liderança do PL e pré-candidato ao Governo do Estado. A reorganização culminou na ascensão do médico Alencar Farina, também filiado ao PL, nome que passa a ocupar o posto anteriormente prometido e articulado junto à base aliada.
A crise tomou contornos públicos nesta sexta-feira, ocasião em que Maluf foi formalmente notificado de seu afastamento da chapa majoritária e manifestou-se por meio de uma nota oficial. A tempestade política eclodiu em momento decisivo do calendário eleitoral, período no qual as candidaturas já se encontravam em fase avançada de estruturação e planejamento estratégico de campanha.
O episódio desenrola-se no epicentro da política mato-grossense, estado no qual o Partido Liberal busca consolidar sua hegemonia e expandir o alcance de sua base aliada junto ao eleitorado regional. O impacto da decisão ecoou instantaneamente nas instâncias partidárias da capital, Cuiabá, e dos demais municípios estratégicos, alterando a interlocução com empresários e setores produtivos da região.
A desarticulação ocorreu mediante uma comunicação direta feita pelo próprio senador Wellington Fagundes a Marcelo Maluf, informando-o sobre a escolha de um novo nome para a vaga. Em resposta imediata, o empresário tornou pública uma contundente nota, na qual repudiou formalmente a conduta dos dirigentes e expôs os bastidores do rompimento à imprensa e à sociedade.
A reviravolta decorre das rearrumações táticas e da busca por alinhamento tático no âmbito da diretoria estadual do Partido Liberal. Enquanto a cúpula buscou redesenhar a chapa para atender a conveniências políticas imediatas, a manobra acabou por desconsiderar acordos prévios que haviam sido formalizados internamente durante os trâmites partidários.
Em suas declarações, Marcelo Maluf fundamentou seu descontentamento ressaltando que o convite inicial não representou um mero diálogo informal, mas sim uma construção política devidamente homologada na Convenção Partidária. O empresário destacou que já havia mobilizado apoiadores, estruturado diretrizes e iniciado a montagem das equipes de atuação ao lado da chapa de Fagundes.
O tom do protesto subiu de intensidade quando Maluf classificou a alteração repentina como uma manifestação de falta de respeito pessoal e político por parte do senador e do PL estadual. Em forte apelo ético, o empresário sustentou que lideranças incapazes de honrar compromissos assumidos internamente carecem de credibilidade para pleitear a confiança de mais de três milhões de mato-grossenses.
Diante da irreversibilidade do cenário, o empresário sinalizou sua recusa em naturalizar práticas políticas marcadas por quebras de palavra e pela volatilidade das parcerias. Afirmando estar de consciência tranquila por haver cumprido integralmente todas as exigências pactuadas, Maluf enfatizou que caberá aos articuladores da mudança responder perante a opinião pública pelas decisões adotadas.
O desfecho do conflito insere um componente de incerteza e desgaste reputacional na pré-campanha de Wellington Fagundes, que agora precisará reestruturar seu discurso de unidade e integrar Alencar Farina à chapa.
O episódio reforça a máxima atribuída a Lionel Brizola de que “a política ama a traição, mas odeia o traidor“, deixando para o eleitorado o julgamento sobre a maturidade ética dos projetos colocados em disputa.
-
Artigos4 dias atrásPrincípios Fundamentais
-
Política6 dias atrásAlianças, cobranças e o futuro do “Poder Executivo”
-
Política7 dias atrásPalácio Paiaguás: tudo pode acontecer com Janayna Riva e Max Russi
-
Política3 dias atrásA pragmática costura entre PL e MDB que incendiou a direita em Mato Grosso
-
Artigos5 dias atrásA Constituição e o direito de falar em Deus nos espaços públicos
-
Política5 dias atrásTemperatura no tabuleiro eleitoral na Terra de Rondon tá altíssima
-
Destaques4 dias atrásGrupo Flor de Atalaia representa Mato Grosso em turnê de 40 dias na Europa
-
Política4 dias atrásEra uma vez um partido político; convenção do UB mudou o cenário eleitoral



