MATO GROSSO EM EVIDÊNCIA
Mauro Mendes foi o convidado do programa Pânico
Nesta segunda-feira, 24, o programa mais ouvido pelos Agropecuários, Pânico recebeu o governador do Estado de Mato Grosso, Mauro Mendes Ferreira (UB).
Emilio Zurita e sua bancada, num dos programas de maior audiência do rádio e das redes no Brasil, imprimiu o ritmo da descontração, tirou muita onda, mas se rendeu e encantou-se com as notícias do MT que são provavelmente, as mais realizadoras e promissoras dos Estados Brasileiros.
Além dos posicionamentos de tolerância zero com invasões, banditismo do cangaço, corrupção e respeito ao dinheiro público, que proporcionaram os fantásticos avanços vistos em todas as regiões de Mato Grosso, os números que são únicos na federação, embasbacaram a bancada inteligente do programa.
Esclarecedora a ladainha do Veiculo Leve sobre Trilhos (VLT), a pujança do agronegócio e a respeitabilidade que a gestão aplica ao setor, Mendes mostrou a segurança que lhe é peculiar. Respondeu com firmeza e bom humor as perguntas, mostrou conhecimento administrativo e fez a propaganda do Mato Grosso que acolhe a todos com carinho e muita hospitalidade.
Entre os assuntos, repercutiu a referência do Estado de Mato Grosso em Agronegócio, as invasões do MST em terras mato-grossenses, comparou as ações do MST com a invasão do Congresso Nacional no dia 8 de Janeiro, defendeu punição de perda de benefícios sociais (como o Bolsa Família) para pessoas que participarem de invasões de terra, as taxações de produtos internacionais, a arrecadação de impostos e a possível Reforma Tributária que pode acontecer no Brasil, além da treta do VLT no território.
“O MST é o seguinte: não dá para tolerar. Nenhum tipo de crime deveria ser tolerado nesse país. A propriedade é algo sagrado. Porque invadir o Supremo, invadir o Congresso, invadir o Planalto é crime. Invadir o lar das pessoas no campo tem que ter o mesmo tratamento”, pontuou.
Mauro Mendes destacou que a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) possui mais de 300 parlamentares e tem força para aprovar esses projetos, para que se tornem lei em todo o território nacional.
“No nosso país, infelizmente nós nos acostumamos com os problemas e temos medo de resolver definitivamente. Mas a FPA é a maior frente parlamentar e vai ter a oportunidade de mostrar sua força. Se aprovarem essas quatro leis que estão como pauta prioritária, acaba com esse negócio de invasão de terra no Brasil“, opinou.
Mauro Mendes afirmou ainda que essa punição deve ser colocada em pauta no Congresso Nacional pelos membros da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA).
“Estamos usando o que é lei. Tolerância zero, zero mesmo. O MST ou quem quer que seja, invadiu propriedade, vai tomar repressão da polícia. O Estado vai proteger a população que trabalha. O mundo mudou, o Brasil mudou e o cara quer fazer uma reforma aos moldes de 60 anos atrás. De todos os exemplos que temos de reforma agrária, quais são os bem sucedidos? Muito pouco, é um modelo fracassado, outra realidade. Vão fazer disso uma luta ideológica, uma luta de classes que é bom para alguns, mas não é bom para o país”, analisou.
Combater o desmatamento
Segundo Mendes, o Estado do Mato Grosso se compromete em combater o desmatamento. O governador ressaltou a importância de preservar biomas brasileiros para além da Amazônia.
“Há alguns anos, quando se falava nessas teorias de aquecimento global, parecia aquelas teorias malucas que alguns cientistas inventavam. Hoje, grande parte da comunidade científica e qualquer cidadão ao redor do mundo começa a perceber que é verdade. Nós precisamos fazer alguma coisa”, disse.
“Não é só preservar a Amazônia. Tem que cuidar dos rios, das florestas tropicais, da nossa Mata Atlântica. Nós sempre somos alvos de críticas de algumas ONGs ambientalistas. Eu e grande parte dos produtores de Mato Grosso defendemos que temos que acabar com o desmatamento ilegal. A lei brasileira é uma das mais restritivas do mundo. Defendo uma tese um pouco ousada, que é aplicar para o desmatamento ilegal o confisco, a expropriação”, acrescentou.
Assista a íntegra entrevista no link.
Política
Denúncias de aliciamento elevam a “Tensão” na disputa pelo Palácio Paiaguás
Uma grave acusação de interferência externa e oferecimento de vantagens ilícitas abalou as estruturas internas da federação partidária que decidirá os rumos da sucessão estadual. A denúncia aponta para a existência de um forte movimento de bastidores que visa desestabilizar os votos de delegados partidários, transformando a definição de candidaturas em um cenário de intensa disputa ética e jurídica.
O epicentro do embate envolve diretamente o deputado estadual Júlio Campos, que externou as suspeitas, e seu irmão, o senador Jayme Campos, cuja postulação ao governo estadual sofre forte oposição interna. No polo oposto dessa correlação de forças, posicionam-se o ex-governador e atual presidente partidário Mauro Mendes, aliado ao atual governador Otaviano Pivetta, este último filiado ao Republicanos e beneficiário direto de uma eventual composição ampla.
As articulações e os tensionamentos que culminaram na “denúncia pública” ganharam contornos de crise nesta semana, antecedendo o prazo final para as definições de chapas majoritárias. O cronograma converge para o dia 30 de julho, data em que ocorrerá a deliberação oficial e o consequente desfecho do processo de escolha interna que definirá as coligações.
Toda a movimentação política concentra-se no “GRANDIOSO” Estado de Mato Grosso, tendo como foco principal as articulações na capital, Cuiabá, onde se localizam as sedes partidárias e o Palácio Paiaguás. O cenário geográfico reflete a importância estratégica da região Centro-Oeste no panorama político e econômico nacional, o que eleva a relevância da disputa pelo controle do Executivo Estadual.
A definição do candidato ocorrerá por meio do voto secreto dos membros da convenção da Federação União Progressista, bloco composto pela associação entre o União Brasil e o Progressistas (PP). Esse método de votação secreta visa garantir a liberdade de escolha dos delegados, resguardando-os de pressões externas diretas, embora o sigilo do voto agora enfrente o desafio das suspeitas de assédio político prévio.

O motivo central da divergência reside no conflito de visões estratégicas para o futuro do estado, dividindo a agremiação entre a defesa de uma candidatura própria e a adesão a um projeto de continuidade governamental. Enquanto uma ala busca resgatar o protagonismo histórico da legenda tradicional, o grupo governista argumenta que a composição ampla fortalece a governabilidade e assegura a estabilidade das políticas públicas em andamento.
A finalidade desse embate interno é a conquista do controle do Palácio Paiaguás e a consolidação de hegemonia política na região pelas próximas temporadas administrativas. Os grupos em disputa buscam garantir espaço prioritário nas chapas proporcionais e majoritárias, o que viabilizará a sustentação legislativa e a influência sobre o orçamento e as diretrizes do desenvolvimento estadual.
O processo desenvolve-se sob condições de extrema desconfiança mútua, caracterizadas por Júlio Campos como um “clima de guerra” decorrente do envio de emissários com “propostas indecorosas”. Diante da gravidade dos relatos sobre tentativas de aliciamento de convencionais, os defensores da candidatura própria anunciam a intenção de formalizar representações junto ao Ministério Público Eleitoral (MPE) para assegurar a lisura do pleito.

Para alcançar a vitória interna, os apoiadores da candidatura própria estimam contar com uma base sólida de aproximadamente 35 votos entre os 48 convencionais aptos a votar, de um total de 50 membros colegiados. Esse expressivo contingente teórico de apoios é considerado suficiente para neutralizar a influência da ala governista e impor a candidatura do senador Jayme Campos à revelia da Executiva.
Como desdobramento imediato, as lideranças partidárias mantêm canais de diálogo abertos na tentativa de construir um consenso de última hora que evite uma fratura definitiva na base aliada. No entanto, diante da recusa de ambos os pré-candidatos em abdicar de suas pretensões ao Governo do Estado, novos encontros bilaterais deverão ocorrer nos próximos dias, sob a sombra de uma iminente judicialização do processo caso as denúncias de aliciamento sejam formalizadas.
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