COBRANÇA DA FATURA
Chegou a “fatura” para Nenel; Partido Verde cobra espaço na Prefeitura
A um ano do início da campanha eleitoral geral de 2022, o prefeito cuiabano Emanuel Pinheiro (MDB), passa a sentir uma leve, quem sabe pequena pressão, e terá que fazer concessões na base de apoio aumentando os números das cotas partidárias, e claro, turbinando a liberação das obras na capital.
Há um número grande de vereadores que estão insatisfeitos com o prefeito cuiabano Nenel Pinheiro, mas a insatisfação neste momento, não é sinônimo de rompimento. Porque políticos dificilmente rompem com gestores que estão no início do seu mandado. Há também os muitos e os mais ou menos insatisfeitos que tem coragem de expressar a insatisfação, como é o caso do Partido Verde.
Eles se sentem boicotados, tanto pelo Prefeito de Cuiabá que não nomeou seus militantes, quando pela legião de estrangeiros que controla o secretariado.
Tem secretário por exemplo, não aceita indicados por parte de vereadores. Eles fazem uma espécie de “concurso” e contrata quem quer, desde que não tenha vínculos partidários. É mais republicano, mas certamente haverá custo político.
Chegou a fatura Nenel
Mesmo tendo a vice-prefeitura e a secretaria de obras nas mãos de José Roberto Stopa, o Partido Verde anda insatisfeito com os espaços ocupados na nova equipe do prefeito cuiabano.
A insatisfação do Partido Verde (PV) se dá porque a sigla tem a maior bancada na Câmara Municipal de Cuiabá, com três vereadores. Além disso o partido é aliado do emedebista há mais tempo que as demais siglas, que acabou com um espaço melhor na Prefeitura de Cuiabá.
Outro ponto que desagrada ao Partido Verde é o guarda-chuva de cargos comissionados nas secretarias da Prefeitura de Cuiabá.
Informações de bastidores, apuradas pela equipe de reportagem do Blog do Valdemir, dentro do Partido Verde é nutrido o sentimento do que a sigla não foi contemplada de forma proporcional ao tamanho que tem na capital mato-grossense e a contribuição do partido para a eleição de Pinheiro para comandar a Prefeitura de Cuiabá para os próximos 4 anos.
“A forma como o partido está sendo tratado não é como aliado. O partido foi usado“, disse um militante da sigla.
“O prefeito já vem desrespeitando a questão de espaço, a representatividade que hoje o PV tem. Emanuel tem tratado o PV de maneira muito modesta, até porque os companheiros do PV foram fiéis, nesses períodos de eleição de Emanuel“, completou o militante do Partido Verde.
Mas, a nossa reportagem ouviu outros filiados da sigla que tentaram minimizaram o fato. Eles consideram que a animosidade será considerada e permanecerá a aliança entre os partidos.
“Eu torço para que tudo dê tudo certo e as coisas caminhem para que a gente fique do lado do prefeito Emanuel Pinheiro, porque eu acho que é um dos melhores caminhos a gente trilhar junto, porque a gente é da base há muito tempo“, afirmou um dirigente do PV.
Nota da redação
O que percebemos é que haverá um diálogo entre Stopa, dirigentes e o Prefeito de Cuiabá vão encontrar uma alternativa que não cheque nesse denominador (rompimento).
E este diálogo ocorrerá ainda está semana para debater o assunto. Entre as deliberações cogitadas estão: solicitar ao prefeito cuiabano e ao MDB, mais espaços dentro da administração do emedebista.
E para finalizar, fontes mais próximas ao Prefeito de Cuiabá afirmam, sob reserva que a insatisfação do PV é sem razão, pois o partido teria sido já contemplado.
Política
Denúncias de aliciamento elevam a “Tensão” na disputa pelo Palácio Paiaguás
Uma grave acusação de interferência externa e oferecimento de vantagens ilícitas abalou as estruturas internas da federação partidária que decidirá os rumos da sucessão estadual. A denúncia aponta para a existência de um forte movimento de bastidores que visa desestabilizar os votos de delegados partidários, transformando a definição de candidaturas em um cenário de intensa disputa ética e jurídica.
O epicentro do embate envolve diretamente o deputado estadual Júlio Campos, que externou as suspeitas, e seu irmão, o senador Jayme Campos, cuja postulação ao governo estadual sofre forte oposição interna. No polo oposto dessa correlação de forças, posicionam-se o ex-governador e atual presidente partidário Mauro Mendes, aliado ao atual governador Otaviano Pivetta, este último filiado ao Republicanos e beneficiário direto de uma eventual composição ampla.
As articulações e os tensionamentos que culminaram na “denúncia pública” ganharam contornos de crise nesta semana, antecedendo o prazo final para as definições de chapas majoritárias. O cronograma converge para o dia 30 de julho, data em que ocorrerá a deliberação oficial e o consequente desfecho do processo de escolha interna que definirá as coligações.
Toda a movimentação política concentra-se no “GRANDIOSO” Estado de Mato Grosso, tendo como foco principal as articulações na capital, Cuiabá, onde se localizam as sedes partidárias e o Palácio Paiaguás. O cenário geográfico reflete a importância estratégica da região Centro-Oeste no panorama político e econômico nacional, o que eleva a relevância da disputa pelo controle do Executivo Estadual.
A definição do candidato ocorrerá por meio do voto secreto dos membros da convenção da Federação União Progressista, bloco composto pela associação entre o União Brasil e o Progressistas (PP). Esse método de votação secreta visa garantir a liberdade de escolha dos delegados, resguardando-os de pressões externas diretas, embora o sigilo do voto agora enfrente o desafio das suspeitas de assédio político prévio.

O motivo central da divergência reside no conflito de visões estratégicas para o futuro do estado, dividindo a agremiação entre a defesa de uma candidatura própria e a adesão a um projeto de continuidade governamental. Enquanto uma ala busca resgatar o protagonismo histórico da legenda tradicional, o grupo governista argumenta que a composição ampla fortalece a governabilidade e assegura a estabilidade das políticas públicas em andamento.
A finalidade desse embate interno é a conquista do controle do Palácio Paiaguás e a consolidação de hegemonia política na região pelas próximas temporadas administrativas. Os grupos em disputa buscam garantir espaço prioritário nas chapas proporcionais e majoritárias, o que viabilizará a sustentação legislativa e a influência sobre o orçamento e as diretrizes do desenvolvimento estadual.
O processo desenvolve-se sob condições de extrema desconfiança mútua, caracterizadas por Júlio Campos como um “clima de guerra” decorrente do envio de emissários com “propostas indecorosas”. Diante da gravidade dos relatos sobre tentativas de aliciamento de convencionais, os defensores da candidatura própria anunciam a intenção de formalizar representações junto ao Ministério Público Eleitoral (MPE) para assegurar a lisura do pleito.

Para alcançar a vitória interna, os apoiadores da candidatura própria estimam contar com uma base sólida de aproximadamente 35 votos entre os 48 convencionais aptos a votar, de um total de 50 membros colegiados. Esse expressivo contingente teórico de apoios é considerado suficiente para neutralizar a influência da ala governista e impor a candidatura do senador Jayme Campos à revelia da Executiva.
Como desdobramento imediato, as lideranças partidárias mantêm canais de diálogo abertos na tentativa de construir um consenso de última hora que evite uma fratura definitiva na base aliada. No entanto, diante da recusa de ambos os pré-candidatos em abdicar de suas pretensões ao Governo do Estado, novos encontros bilaterais deverão ocorrer nos próximos dias, sob a sombra de uma iminente judicialização do processo caso as denúncias de aliciamento sejam formalizadas.
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