IMPORTÂNCIA DA VACINA
CRF-MT promove palestra sobre Vacina contra a Covid-19
O Conselho Regional de Farmácia de Mato Grosso (CRF-MT) irá promover na próxima sexta-feira (08), uma palestra sobre ‘A importância da Vacina contra a Covid-19’. O palestrante convidado é o médico infectologista, Dr. Cor Jesus Fernandes Fontes que também é professor titular e pesquisador associado da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) e médico do Hospital Universitário Júlio Müller.
O evento é gratuito e acontece às 19h, pelo aplicativo Google Meet. Os interessados podem fazer a inscrição por meio do link: https://bit.ly/2KSRpkm e receberão certificados de participação.
O especialista atualmente é ainda o investigador principal de três projetos de pesquisa clínica relevantes no Brasil, que objetivam avaliar a vacina contra a dengue, a vacina contra a COVID-19 e a incidência de COVID-19 em populações de grandes centros brasileiros.
O médico Cor Jesus Fernandes explica que a vacina é uma medida eficaz para interromper a transmissão do novo coronavírus é tudo que todas as nações do mundo almejam para 2021.
“É consenso que somente uma vacina eficaz contra o vírus SARS-COV2 poderá alcançar esse objetivo. No Brasil, um dos ensaios clínicos para testar a eficácia de uma dessas vacinas (a CoronaVac) é coordenado pelo Instituto Butantan, de São Paulo, e autorizado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), para 16 centros de pesquisa, espalhados por 7 estados brasileiros, participantes do ensaio multicêntrico. Cuiabá é um desses 16 centros“.
Segundo Cor Jesus, desenvolvida pela farmacêutica chinesa Sinovac Biotech, a vacina é uma das 10 que no mundo todo se encontram na fase 3, penúltima antes da aprovação, e até o momento tem apresentado resultados promissores.
Na capital mato-grossense, onde os testes começaram a ser realizados no dia 6 de outubro, a pesquisa é coordenada pelo professor Cor Jesus Fernandes Fontes, da Faculdade de Medicina da UFMT e pesquisador do Núcleo de Pesquisa Clínica do HUJM.
Cor Jesus destaca que a CoronaVac já foi aplicada em mais de 13 mil profissionais da saúde no Brasil, sem a apresentação de qualquer evento adverso grave. Um efeito adverso grave, por definição internacional, é toda manifestação relacionada ao produto que está sob investigação, pode ser medicamento ou vacina, que resulte em óbito, invalidez ou alguma anomalia. Isto significa que a vacina é muito segura e, se aprovada, seu uso em larga escala não resultará em complicações graves à pessoa vacinada.

Em relação à eficácia, a expectativa dos pesquisadores envolvidos na pesquisa da CoronaVac é de que o imunizante ofereça a proteção necessária, principalmente por utilizar uma tecnologia bastante tradicional. Essa vacina utiliza uma versão inativa do vírus, obtido de cultura de célula. Isso significa que o vírus, inteiro, foi exposto ao calor e substâncias químicas, até não ser capaz de se reproduzir e representar riscos ao paciente.
A utilização do vírus inteiro tem a vantagem de induzir uma resposta imunológica mais alta, mais poderosa, porque o vírus vai completo no organismo da pessoa imunizada. É diferente de quando você dá uma partícula viral e você estimula uma resposta imune apenas contra essa partícula.
O médico conta que a fase 3 de pesquisa da CoronaVac ainda está em testes no Brasil, mas antes de chegar até aqui ela passou por 3 outras fases, a pré-clínica, fase 1 e fase 2, realizadas na China e também no Brasil, que atestaram a segurança e apontaram para a eficácia, permitindo a continuidade dos estudos do imunizante.
Em Cuiabá, é prevista a inclusão de mais de 500 participantes voluntários nos testes. Até o momento foram incluídos mais de 400 voluntários com mais de 18 anos, sendo majoritariamente entre 18 a 59 anos. Esses voluntários são profissionais de saúde que fazem atendimento de pessoas com Covid-19 ou suspeitas de Covid-19. A inclusão de voluntários com menos de 60 anos foi interrompida há duas semanas, após ter atingido o número necessário dessa faixa etária em todos os centros envolvidos.
Os pré-requisitos para ser voluntário em Cuiabá atualmente são: ser profissional de saúde com mais de 60 anos de idade, atuar como farmacêuticos, enfermeiros, bioquímicos, médicos, técnicos de enfermagem, fisioterapeutas, psicólogos, nutricionistas, fonoaudiólogos ou dentistas. É fundamental que apresentem o seu registro em conselho de classe. O voluntário pode ter ou não ter tido Covid-19 antes.
Para quem tem interesse em participar do ensaio como voluntário, o contato com o HUJM deve ser realizado a partir dos telefones (65) 3615-7319 e (65) 98466-5246, ou WhatsApp (65) 98466-5246.
Conheça o Dr. Cor Jesus Fernandes Fontes
Dr. Cor Jesus Fernandes Fontes é graduado em Medicina pela Universidade Federal de Minas Gerais (1981), graduado em Estatística pela UFMT (2016), mestrado em Medicina Tropical pela Universidade Federal de Minas Gerais (1990) e doutorado em Medicina Tropical pela Universidade Federal de Minas Gerais (2001). Atualmente é professor titular e pesquisador associado da Faculdade de Medicina da UFMT e médico do Hospital Universitário Júlio Müller. Da parceria interinstitucional Hospital Júlio Müller e Instituto Butantan de São Paulo, é ainda o investigador principal de três projetos de pesquisa clínica relevantes no Brasil, que objetivam avaliar a vacina contra a dengue, a vacina contra a COVID-19 e a incidência de COVID-19 em populações de grandes centros brasileiros. Participa como revisor ad hoc de trabalhos científicos de periódicos nacionais e internacionais. Tem especialização nas áreas de Clínica Médica, Infectologia, Medicina de Família e Comunidade e Educação na Área de Saúde. Seu trabalho acadêmico concentra-se nas áreas de epidemiologia e controle de Doenças Infecciosas e Parasitárias. Sua principal linha de pesquisa aborda aspectos do diagnóstico, tratamento e controle das doenças infecciosas endêmicas de Mato Grosso, principalmente a malária, as leishmanioses, as hepatites virais, a paracoccidioidomicose e, mais recentemente, a COVID-19. É bolsista de produtividade em pesquisa pelo CNPq desde 2005.
Geral
Eliminação do Brasil reforça importância da liderança e do coletivo
A eliminação da Seleção Brasileira reacendeu debates sobre escolhas táticas, desempenho dos jogadores e decisões da comissão técnica. No entanto, para a mentora e empresária Simone Bernardino, o resultado dentro de campo oferece uma oportunidade de reflexão que vai além do futebol e alcança temas como liderança, gestão, trabalho em equipe e desenvolvimento humano.
Especialista em mentoria sistêmica e idealizadora do Tour Semear, Simone avalia que toda derrota é consequência de um processo construído ao longo do tempo e não apenas dos acontecimentos registrados durante os 90 minutos de uma partida.
Segundo ela, a visão sistêmica propõe uma mudança na forma de interpretar os resultados, substituindo a busca por culpados pela compreensão dos fatores que influenciam o desempenho coletivo.
“Quando olhamos apenas para o placar, enxergamos apenas a consequência. O verdadeiro resultado começa a ser construído muito antes do jogo, na liderança, na comunicação, na confiança entre as pessoas e na forma como cada integrante ocupa seu papel dentro da equipe“, explica.
Para a mentora, o talento individual, por mais relevante que seja, dificilmente consegue sustentar grandes resultados quando o grupo perde o alinhamento e a capacidade de atuar de forma integrada.
“O Brasil sempre revelou atletas extraordinários. Mas nenhuma equipe vence apenas pelo brilho individual. Os grandes resultados nascem quando existe conexão, propósito comum e confiança entre todos os envolvidos“, afirma.
Embora utilize a eliminação da Seleção como ponto de partida, Simone destaca que o aprendizado pode ser aplicado em diferentes áreas da vida. Ela observa que empresas, famílias e organizações enfrentam desafios semelhantes quando deixam de olhar para o funcionamento do sistema como um todo.
“Nas empresas é comum encontrar profissionais altamente qualificados que não conseguem entregar resultados porque falta alinhamento. Nas famílias, muitos conflitos são apenas reflexos de questões mais profundas que nunca foram enfrentadas. O sistema sempre comunica aquilo que precisa ser transformado“, analisa.
Outro aspecto ressaltado por Simone é a importância das derrotas como instrumentos de aprendizado. Na visão da especialista, momentos difíceis costumam revelar fragilidades que permanecem escondidas durante os períodos de sucesso.
“Em vez de perguntar quem errou, talvez a pergunta mais importante seja: o que esse resultado está tentando nos mostrar? Quando mudamos essa perspectiva, deixamos de gastar energia procurando culpados e passamos a construir soluções“, observa.
A mentora também defende que a responsabilidade pelos resultados nunca deve recair exclusivamente sobre uma única liderança. Para ela, treinadores, gestores e líderes exercem papel fundamental ao definir estratégias e direcionar equipes, mas o desempenho final depende da interação entre pessoas, cultura organizacional, preparação e ambiente.
Conhecida pelo trabalho desenvolvido com empresários em diferentes estados e países, Simone Bernardino afirma que utiliza sua própria trajetória de superação como ferramenta para despertar novos olhares sobre liderança, desenvolvimento pessoal e gestão de equipes. Por meio do Tour Semear, ela promove encontros voltados ao fortalecimento da consciência empresarial e à construção de organizações mais saudáveis e conectadas.
Para a especialista, a eliminação da Seleção Brasileira deixa uma mensagem que ultrapassa o universo esportivo: resultados consistentes são fruto de processos sólidos. E toda transformação começa quando se aprende a enxergar além do óbvio.
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