SÓ NO PRAZO FINAL
Mauro é ou não candidato a reeleição? Mauro é, e não é
A base aliada do governo Mendes, aguarda o prazo final para decidirem se terão candidato ao Governo do Estado ou não.
De acordo com o núcleo duro do Palácio Paiaguas, se sair candidato, o projeto de governo está pronto. A “oposição” torce e sonha com a desistência de Mauro Mendes (UB), já que, de acordo com a média de todas as pesquisas registradas e divulgadas Mauro tem ampla vantagem. Mas o que isso importa, se não tem uma definição, Mauro será ou não candidato?
Pois muito bem amigos internautas do Blog do Valdemir, Mauro Mendes está sendo cirúrgico nas entrevistas, ao ser questionado sobre uma provável candidatura a reeleição este ano. Quem faz leitura das frases de forma isolada, não entendem o que ele pretende com a comunicação.
Senhores navegantes do Blog do Valdemir, a única forma de Mauro Mendes dar como definitiva sua não candidatura, seria definir já, agora, um nome. E, não confirmou. Muito ao contrário. Isso ele não fará.
As declarações do governador Mauro Mendes devem ser analisadas como sequência das entrevistas divulgadas pela imprensa.
Na verdade, Mauro Mendes é o candidato natural do partido União Brasil (UB), por que tem autorização legal para a reeleição e por que tem uma gestão bem avaliada, venceu em 2018 em 137 municípios do Estado de Mato Grosso. Estes são pré-requisitos fundamentais, mas não definitivos.
Mauro Mendes constrói um discurso de que a população deve ficar atenta e de que não pode entregar a administração para qualquer aventureiro. A grande questão é: vai aparecer um candidato natural, já que o União Brasil já tem? Vai aparecer um candidato melhor que Mauro Mendes?
Segundo as bocas malditas do Boteco da Alameda, Mauro Mendes é o melhor nome para defender o legado que ele e seu grupo político (leia-se aliados) constrói neste mandato e que ainda não terminou.
Atualmente o cenário político expõe a velha disputa entre as lideranças políticas. Há movimentações dentro do MDB que são favoráveis à candidatura própria ao governo, e esta é uma antiga contenda entre os emedebistas.
É preciso avisar para alguns desinformados que a esposa do possível candidato do MDB (Percival Muniz) faz parte do staff de Mauro Mendes.
Falam pelos cotovelos da candidatura de Carlos Henrique Baqueta Favaro, líder máximo do PSD em Mato Grosso. Então segura aí: a conversa chegou até Blairo Maggi, do Partido Progressista (PP), através do próprio Carlos Favaro…, quer saber a resposta? Maggi descartou de primeira.
Mauro Mendes questionado pela equipe de reportagem do Blog do Valdemir, sobre as “candidaturas” para o Palácio Paiaguas, Mauro nem citou o nome na resposta e lançou o ponto de vista de que a base aliada não pode errar.
Como conclusão não é, mas é candidato a reeleição e esta condição só mudará no dia que ele declarar apoio a outro nome. Ele, o senhor do tempo desta decisão, que tem tempo para ser confirmada quando o prazo das convenções chegar.
Propositalmente, a equipe de reportagem do Blog do Valdemir não inseriu frases de Mauro Mendes até agora para que você, leitor, veja e conecte-se com o contexto. O texto extraído de forma separada do raciocínio leva muita gente a conclusões precipitadas.
Mauro: entrevista em 2021 ao Blog do Valdemir
“Eu tenho compromisso muito sério com o povo mato-grossense. Não sei se serei candidato a reeleição, mas vou fazer um apelo aos eleitores. Não vote por votar. Escolha quem realmente tem compromisso com o nosso Estado. Quando se escolhe mal, o desastre é inevitável”.
2022 – decisão tomada?
“Quando me candidatei em 2018, disse que candidataria para consertar o governo. Estava com déficit, salário arrasado, fornecedores sem receber à dois anos, o estado gastava mais que arrecadava. A nossa administração passou dois anos voltado para consertar essa situação. Hoje não tem dívidas atrasadas. Agora não adianta todo esse esforço da população nestes quatro anos da população e amanhã votar por votar, cai o estado como caiu algumas vezes, nas mãos de pessoas irresponsáveis”.
2016 – o senhor havia dado esse mesmo recado, mas recuou da sua reeleição. O que esperar de Mauro Mendes em 2022?
“Tenho que raciocinar bem. EU tenho que ter um desconfiometrô. Apenas peço que Mato Grosso estude aquele que vem a sua porta pedir voto, para não votar errado. Porque em época de eleição você não vê um candidato preguiçoso, aquela coisa toda. Você não vê candidato precipitado, mas é preciso se informar”.
E aí, será preciso falar o quê? Mauro é ou não é candidato a reeleição?
Enquanto isso… todo mundo quer um candidato ao Palácio Paiaguas ou para o Senado para chamar de seu.
Para finalizar: era uma vez um palanque que tinha em Mato Grosso para chamar de seu. Ele o perdeu, agora… busca uma candidatura. Sinal de desespero? Já que não vai jogar, então quer levar a bola do jogo. Quer que o jogo seja seu, fui!!
Política
União Brasil convoca convenção para definir futuro político em Mato Grosso
Faltando pouco mais de uma semana para o encerramento do prazo regulamentar destinado às Convenções Partidárias, o ex-governador e atual presidente da sigla em Mato Grosso, o cacique Mauro Mendes Ferreira, oficializou a realização do encontro decisivo da agremiação para a próxima quinta-feira, dia 30 de julho.
A convocação formal deu-se por meio da publicação do edital no Diário Oficial da Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM), garantindo a publicidade exigida pela legislação eleitoral brasileira e estabelecendo o ritual burocrático necessário para a validade jurídica de todas as deliberações subsequentes.
O ato político solene e decisivo terá como sede o auditório da Câmara de Dirigentes Lojistas, tradicional espaço de grandes eventos institucionais localizado na região central da capital mato-grossense, Cuiabá.
A reunião dos quadros partidários estender-se-á por exatamente cinco horas, período estipulado pelo edital para que os participantes inscritos debatam e concluam os trabalhos deliberativos alinhados com os normativos vigentes do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Compete exclusivamente aos trinta e oito convencionais habilitados a responsabilidade de chancelar as candidaturas ao Governo do Estado, homologando o nome do Senador Jayme Campos ou definindo o apoio formal a outro projeto político, além de referendar as chapas aos cargos proporcionais e ao Senado.

A formalização do ato atende à extrema urgência de cumprir o calendário eleitoral oficial estabelecido pela Justiça Eleitoral, garantindo a legitimidade das candidaturas e evitando o perecimento dos prazos regimentais que inviabilizariam a disputa.
O anúncio oficial ocorreu após um período de intensa pressão interna, haja vista que a demora na publicação do edital gerava aparente insegurança entre os filiados, alimentava incertezas sobre o cumprimento de acordos firmados e levantava questionamentos sobre os rumos estratégicos do partido.
Entre os principais articuladores da cobrança pública por celeridade destacou-se o deputado estadual Júlio Campos, o qual enfatizou publicamente a necessidade da confirmação da data para viabilizar o deslocamento das comitivas de militantes e correligionários oriundos do interior do estado.
Embora o União Brasil ostente o status de maior agremiação partidária de Mato Grosso em número absoluto de filiados e tenha demonstrado expressiva capilaridade ao eleger sessenta prefeitos no último pleito municipal, a legenda enfrenta um momento de necessária reorganização tática.
A urgência em consolidar a unidade partidária justifica-se pelo desempenho heterogêneo nas urnas, já que a força demonstrada nos pequenos e médios municípios contrastou com derrotas significativas nos maiores colégios eleitorais do estado, como Cuiabá, Várzea Grande e Rondonópolis.
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