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ESTRATÉGIA E PODER

União Brasil convoca convenção para definir futuro político em Mato Grosso

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Faltando pouco mais de uma semana para o encerramento do prazo regulamentar destinado às Convenções Partidárias, o ex-governador e atual presidente da sigla em Mato Grosso, o cacique Mauro Mendes Ferreira, oficializou a realização do encontro decisivo da agremiação para a próxima quinta-feira, dia 30 de julho.

A convocação formal deu-se por meio da publicação do edital no Diário Oficial da Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM), garantindo a publicidade exigida pela legislação eleitoral brasileira e estabelecendo o ritual burocrático necessário para a validade jurídica de todas as deliberações subsequentes.

O ato político solene e decisivo terá como sede o auditório da Câmara de Dirigentes Lojistas, tradicional espaço de grandes eventos institucionais localizado na região central da capital mato-grossense, Cuiabá.

A reunião dos quadros partidários estender-se-á por exatamente cinco horas, período estipulado pelo edital para que os participantes inscritos debatam e concluam os trabalhos deliberativos alinhados com os normativos vigentes do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Compete exclusivamente aos trinta e oito convencionais habilitados a responsabilidade de chancelar as candidaturas ao Governo do Estado, homologando o nome do Senador Jayme Campos ou definindo o apoio formal a outro projeto político, além de referendar as chapas aos cargos proporcionais e ao Senado.

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A formalização do ato atende à extrema urgência de cumprir o calendário eleitoral oficial estabelecido pela Justiça Eleitoral, garantindo a legitimidade das candidaturas e evitando o perecimento dos prazos regimentais que inviabilizariam a disputa.

O anúncio oficial ocorreu após um período de intensa pressão interna, haja vista que a demora na publicação do edital gerava aparente insegurança entre os filiados, alimentava incertezas sobre o cumprimento de acordos firmados e levantava questionamentos sobre os rumos estratégicos do partido.

Entre os principais articuladores da cobrança pública por celeridade destacou-se o deputado estadual Júlio Campos, o qual enfatizou publicamente a necessidade da confirmação da data para viabilizar o deslocamento das comitivas de militantes e correligionários oriundos do interior do estado.

Embora o União Brasil ostente o status de maior agremiação partidária de Mato Grosso em número absoluto de filiados e tenha demonstrado expressiva capilaridade ao eleger sessenta prefeitos no último pleito municipal, a legenda enfrenta um momento de necessária reorganização tática.

A urgência em consolidar a unidade partidária justifica-se pelo desempenho heterogêneo nas urnas, já que a força demonstrada nos pequenos e médios municípios contrastou com derrotas significativas nos maiores colégios eleitorais do estado, como Cuiabá, Várzea Grande e Rondonópolis.

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Política

Indícios de “Margem Abusiva nos Combustíveis” moveram “Ação de Fiscalização” em Mato Grosso

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O parlamentar estadual Lúdio Cabral, do Partido dos Trabalhadores (PT), protocolou uma representação formal no Serviço de Proteção ao Consumidor para denunciar aumentos desproporcionais nos preços dos combustíveis na Região Metropolitana de Cuiabá. A iniciativa do parlamentar fundamenta-se na identificação de elevações consecutivas nos valores cobrados nas bombas de abastecimento ao longo de setembro, período em que os estabelecimentos e distribuidoras já usufruíam de isenções fiscais amplas e subvenções financeiras concedidas pela União e pelo Estado.

O pedido formulado exige a instauração imediata de uma apuração fiscalizatória minuciosa sobre a cadeia de distribuição e revenda de etanol e gasolina. A representação sustenta que o setor privado promoveu o encarecimento injustificado dos insumos energéticos sem que houvesse qualquer elevação nos custos de produção, na carga tributária ou no transporte que pudesse dar respaldo econômico às novas tabelas praticadas nos estabelecimentos comerciais.

Os episódios de inflação tarifária concentram-se precipuamente nos municípios de Cuiabá e Várzea Grande, polos urbanos integrados que concentram o maior volume de frota veicular e consumo de combustíveis do estado de Mato Grosso. O impacto direto dessa majoração incide sobre os consumidores metropolitanos, atingindo tanto os trabalhadores autônomos quanto as famílias que dependem do transporte particular ou do sistema público local.

A documentação jurídica foi protocolada oficialmente no dia 28 de setembro de 2026, momento crucial após a consolidação de sucessivos reajustes registrados nas semanas anteriores. A ação ocorre no encerramento do terceiro trimestre do ano, período no qual as políticas públicas estaduais e federais de desoneração fiscal e aporte financeiro direto já se encontravam em pleno vigor executivo.

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A ação fiscalizatória solicitada deverá ocorrer por meio da composição de uma força-tarefa conjunta articulada entre o Procon estadual e a Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania. O instrumento prevê a notificação compulsória de postos revendedores e distribuidoras para a entrega de notas fiscais de compra e venda relativas aos meses de agosto e setembro, permitindo a auditagem completa das margens de lucro praticadas.

O motivo central da intervenção reside na violação manifesta do artigo 39 do Código de Defesa do Consumidor, o qual veda explicitamente a elevação de preços sem justa causa e a obtenção de vantagem manifestamente excessiva. A suspeita levantada aponta para a apropriação indébita de subsídios estatais pela cadeia econômica, que teria retido os benefícios fiscais para ampliar de forma artificial suas margens de lucratividade às custas da população.

A finalidade primária da medida consiste na recomposição imediata do equilíbrio econômico-financeiro nas relações de consumo e no ressarcimento coletivo das eventuais distorções praticadas. Além disso, a iniciativa busca assegurar que os recursos decorrentes do diferimento tributário promovido pelo Poder Público sejam efetivamente repassados à ponta final da cadeia consumidora, preservando o poder de compra da sociedade.

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A magnitude financeira dos reajustes revelou que o litro do etanol hidratado saltou do patamar inicial de R$ 3,70 para até R$ 4,39, registrando uma elevação acumulada de R$ 0,49 por litro. Simultaneamente, a gasolina comum registrou acréscimo de R$ 0,20 por litro, atingindo a cotação de R$ 7,19, contrastando de forma gritante com a subvenção federal direta concedida ao setor na ordem de R$ 0,2519 por litro.

O cenário mercadológico desenvolveu-se sob a manutenção de alíquotas zeradas para PIS/Pasep e Cofins, somada à redução de 38% na base de cálculo do ICMS estadual incidente sobre o etanol. Mesmo diante desse ecossistema altamente desonerado por decretos executivos federais e leis estaduais, os postos de combustíveis efetuaram reajustes coordenados e simultâneos nos dias 12 e 23 de setembro.

Caso fiquem comprovadas as irregularidades econômicas e a formação abusiva de preços, os estabelecimentos estarão sujeitos a sanções administrativas severas, que incluem a aplicação de multas milionárias e suspensão de atividades. Os relatórios técnicos resultantes da fiscalização serão encaminhados à Delegacia Especializada de Defesa do Consumidor, ao Ministério Público Estadual (MPE) e ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica para a responsabilização criminal e combate ao cartel.

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