DE OLHO EM 2022
“Mauro é candidato natural à reeleição, o partido não tem outro nome a não ser o dele”
As articulações de pré-candidatos a governador nas eleições de 2022 já estão em andamento. E, em vários estados, alguns cenários de confronto já podem ser antecipados. Embora as eleições municipais tenham seus resultados mais impactados pela lógica local, o pleito também já começa a emitir alguns sinais para 2022.
A mais relevante delas é o desenho que se formará para a construção de candidaturas competitivas à sucessão do Palácio Paiaguas. Ao que tudo indica, embora muita água ainda irá passar por baixo da ponte.
No partido Democrata (DEM), o cacique Júlio José de Campos deu sinais claro de que o governador Mauro Mendes Ferreira será mesmo candidato natural à reeleição da sigla em 2022, e não trabalha outro nome para a eleição para o Governo do Estado em 2022, e que as definições, as conversações os apoios políticos acontecerão somente no próximo ano.
“Sucessão vamos conversar só no ano que vem, mas é claro que pelo governo que Mauro Mendes vem fazendo, se ele tiver interesse, é candidato natural à reeleição, o partido não tem outro nome a não ser o dele”.
Somente no próximo ano….será…não é isso que esta acontecendo nos encontros e reuniões que vem acontecendo e já descoberto pela equipe de jornalismo do Blog do Valdemir.
O decano e mais antigo filiado do DEM no Brasil, Júlio José de Campos, e cacique do Democrata foi questionado sobre o prazo para Mauro Mendes definir se é ou não candidato à reeleição, as palavras foram claras.
“Só no ano que vem mesmo, esse ano é de muito trabalho ainda, é ano de dar apoio a situação de Saúde Pública que é calamitosa no Brasil todo e o governador está preocupado com essa Pandemia que ampliou muito a velocidade em Mato Grosso e no Brasil”.
E conforme o cacique Julio José de Campos, a única barreira seria o próprio Mauro Mendes desistir das Eleições de 2022.
“Vai depender dele próprio. A lei lhe oferece essa oportunidade. Em princípio, é natural que o partido vá apelar para que ele seja candidato, abrindo oportunidade de composição com vice-governadoria, Senado da Republica. O partido terá que ter um candidato a governador em 2022, e o candidato natural é Mauro Mendes”.
O Democrata disse que Mauro Merece ser reeleito, já que pegou o Estado de Mato Grosso em uma “situação lamentável”, e se dedicou “de corpo e alma” para recuperar as finanças, lançar obras e consertar Mato Grosso, e além de ajudar na própria campanha à reeleição, a figura do governador no interior poderá ajudar o próprio partido a se fortalecer.
“O Mauro se dedicou muito nos últimos dois anos para reorganizar o Estado e colocá-lo nos trilhos. Agora que já está tudo organizado e está financeiramente equilibrado, tem que fazer mais política. Mas a partir de agora nós temos que fazer um pouco mais de política, principalmente política partidária”.
“Tudo isso vai ser analisado e vamos fazer uma reunião no início do ano que vem para traçarmos uma programação para fazermos do DEM um partido com condição de disputar as eleições de 2022 com força, para ganhar uma eleição que não é fácil”.
Recentemente, outro aliado de primeira hora do Governador Mauro Mendes, o Senador Carlos Henrique Baqueta Fávaro (PSD), lançou o nome do Democrata para ser candidato à reeleição em 2022, e disse que o seu candidato é Mauro Mendes, mesmo o chefe do Executivo não ter declarado oficialmente que é candidato a comandar o Palácio Paiaguás por mais quatro anos.
Política
Rachas expõem dificuldades de articulação nos principais palanques de Mato Grosso
Passados os cinco primeiros dias da campanha eleitoral, o senador e candidato ao Governo de Mato Grosso, o Senador, Wellington Fagundes (PL), enfrenta dificuldades para consolidar uma estrutura política unificada em torno de sua candidatura. A movimentação revela divergências dentro da própria legenda e coloca em evidência os obstáculos para estabelecer uma composição harmoniosa entre os diferentes grupos que integram seu palanque.
A expectativa de que a definição do candidato a vice-governador contribuísse para organizar a campanha não se confirmou, segundo o cenário descrito. A composição, que envolve o empresário é o apelido do empresário e político brasileiro Reinaldo Gomes de Morais, conhecido como Rei do Porco, não teria sido suficiente para eliminar as divergências existentes entre setores aliados. Ao contrário, os conflitos permanecem expostos justamente no início de uma fase decisiva da disputa eleitoral.
Um dos principais sinais de divisão está na relação entre Wellington Fagundes e José Medeiros (PL), candidato ao Senado pela mesma sigla. Medeiros já declarou que não pretende pedir votos para o correligionário, evidenciando a distância política entre os dois projetos. O episódio demonstra que a presença de candidatos do mesmo partido em uma composição eleitoral não necessariamente representa unidade de discurso ou de estratégia.
A aliança firmada com o MDB comandado pela deputada estadual Janayna Riva, também se tornou um dos pontos de tensão dentro do grupo liderado por Wellington Fagundes. A composição teria sido estabelecida após a Convenção Partidária e enfrentado resistência de setores identificados com o bolsonarismo mais alinhado ao ex-presidente Jair Bolsonaro. A divergência acrescenta mais um elemento de instabilidade a uma candidatura que busca ampliar sua base política durante o período de campanha.

No palanque governista, as dificuldades de articulação também aparecem em diferentes frentes. O deputado federal Fábio Garcia (UB), que deixou a composição inicialmente articulada com o governador Otaviano Pivetta, passou a desenvolver sua própria campanha sem destacar, em seus materiais eleitorais, a presença do antigo aliado. O episódio reforça a percepção de que a formação das alianças não eliminou as disputas internas entre os grupos políticos.
A situação evidencia uma característica recorrente das campanhas eleitorais: alianças formais nem sempre resultam em atuação conjunta no cotidiano político. Quando candidatos pertencentes ao mesmo campo deixam de compartilhar agendas, discursos e materiais de divulgação, as diferenças entre os grupos tornam-se perceptíveis ao eleitorado e podem dificultar a construção de uma identidade eleitoral comum.
Na centro-esquerda, a composição para o Senado formada por Carlos Fávaro (PSD) e Pedro Taques (PSB) também apresenta sinais de distanciamento político. Embora a divergência seja descrita de maneira menos explícita, pessoas próximas aos dois grupos apontam dificuldades de sintonia entre as candidaturas. A percepção predominante é de que os projetos seguem trajetórias próprias, com pouca integração entre as respectivas agendas.

A ausência de uma atuação coordenada entre candidatos que integram a mesma chapa pode produzir efeitos sobre a estratégia eleitoral. Em uma campanha marcada pela necessidade de ampliar alianças, organizar agendas e estabelecer mensagens convergentes, a falta de sintonia tende a tornar mais complexa a comunicação com o eleitorado e a mobilização das estruturas partidárias.
O quadro observado nos diferentes palanques demonstra que o início da campanha em Mato Grosso é marcado não apenas pela disputa entre projetos eleitorais, mas também por negociações internas e divergências entre grupos que, formalmente, compartilham alianças. Wellington Fagundes, Otaviano Pivetta, Fábio Garcia, José Medeiros, Janaina Riva, Carlos Fávaro e Pedro Taques aparecem inseridos em composições nas quais a unidade política ainda passa por diferentes níveis de consolidação.
Com a campanha em fase inicial, os próximos movimentos deverão mostrar se as atuais divergências serão administradas pelas lideranças ou se permanecerão como marcas das respectivas alianças. A disputa eleitoral, portanto, começa em um ambiente no qual a formação dos palanques ainda não representa, necessariamente, convergência entre seus integrantes, deixando evidente que a consolidação das estratégias políticas será um dos principais desafios das candidaturas ao longo do processo.
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