CADEIRA JÁ OCUPADA
Masson renuncia e Marrafon assumirá cadeira na Câmara Federal
O Prefeito da Cidade de Tangará da Serra, Vander Masson, deveria assumir a cadeira na Câmara Federal, no lugar de Neri Geller, do Partido Progressista (PP), que teve o mandato cassado por abuso de poder econômico, anunciou na manhã deste domingo (28), durante uma live, a renúncia à vaga de deputado federal.
O plenário do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) cassou nesta semana, por unanimidade, o mandato do deputado federal do Partido Progressista (PP), Neri Geller. Ele foi acusado de captação ilícita de recursos para financiar campanhas políticas.
Na decisão, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) declarou ainda a inelegibilidade de Neri Geller por 8 anos, enquadrando-o na “Lei da Ficha Limpa”. O parlamentar é candidato ao Senado nas eleições de 2022.
O caso foi julgado no plenário virtual pelos ministros do TSE. Todos concordaram com a denúncia do Ministério Público Eleitoral (MPE), segundo a qual Neri Geller montou um esquema de triangulação bancária para receber recursos de empresas e financiar campanhas de deputado estadual no Mato Grosso.
De acordo com a ação, o parlamentar progressista Neri Geller doou R$ 1,3 milhão para a campanha de 11 candidatos, sendo que mais da metade desses recursos financiou a campanha de políticos eleitos, informou o Ministério Público Eleitoral (MPE).
Vaga de Marrafon
Com a decisão, o advogado e candidato a deputado federal Marco Marrafon do Partido Cidadania, é quem ficará oficialmente com a vaga. Ele deve ir para Brasília ainda nesta terça-feira (30) para entregar a carta de renúncia e solicitar a posse na Câmara Federal, para que possa cumprir os cinco meses de mandato.
A vaga para Vander Masson foi anunciada na sexta-feira (26) após a recontagem dos votos feita pelo Tribunal Regional Eleitoral do Estado de Mato Grosso (TRE/MT). O chefe do Executivo Municipal explicou que para tomar posse teria que renunciar ao comando da Prefeitura da Cidade de Tangará da Serra, mas assumiu um compromisso de quatro anos.
“Para assumir o cargo eu teria que renunciar ao mandato de prefeito. Só que em virtude do compromisso que temos com a prefeitura, eleito com 73% dos votos, temos ainda dois anos e meio de mandato e fazendo um balanço com amigos, vereadores, secretários, entendemos que devemos permanecer cargo de prefeito”, afirmou durante live transmitida nas redes sociais.
No anúncio feito ao lado de Marco Marrafon e do deputado estadual Dr. João José de Matos, o prefeito aproveitou para fazer um compromisso com o advogado para que ele possa priorizar o município de Tangará da Serra na destinação de emendas. Ele ainda elencou as principais dificuldades como a questão da infraestrutura, como a malha viária que está há muitos anos sem manutenção, e ainda a questão do abastecimento de água, além da saúde.
“Eu tenho que renunciar o mandato, então o mandato é do Marrafon, eu não posso assumir. Diante disso, eu quero a sua sensibilidade de enviar pelo menos 50% das emendas para nosso município”, declarou.
Marrafon aproveitou também para fazer um balanço de suas ações voltadas ao município na época em que foi secretário de Educação, lembrando da entrega de duas novas escolas, reformas de outras seis, além de implantar uma unidade com ensino integral e a descentralização das escolas militares. Além disso, aproveitou para se comprometer a destinar pelo menos R$ 15 milhões em emendas para o município. O valor será aplicado conforme a necessidade indicada pelo prefeito Vander.
“Um deputado de verdade tem que lutar pelas grandes pautas nacionais. É para isso que serve um parlamentar federal, pensar nas pessoas e fazer um estado mais leve, mais empreendedor, mais eficiente, com menos tributação, mas sem descuidar das emendas que fazem a diferença nos municípios. Quero deixar registrado que assumindo o cargo, no debate do orçamento para 2023, destinarei R$ 7,5 milhões de emendas impositivas para Tangará e mais R$ 7,5 milhões das emendas disponíveis que a gente vai brigar para viabilizar. Então, são R$ 15 milhões para o orçamento de 2023, porque Tangará terá um deputado federal de verdade e parlamentar que vai priorizar e cuidar dessa região”, afirmou.
Marrafon apontou algumas das suas prioridades no mandato, como os programas educacionais.
“Estamos muito preocupados com a polarização e pouco com as questões do dia a dia das pessoas. A educação é a base da sociedade”, declarou.
O candidato ressaltou ainda sua preocupação com a questão da saúde mental da população e prometeu trabalhar para levar investimentos para os centros de apoio psicossociais. Ele também prometeu apresentar a proposta das escolas plenas para o Ministério da Educação. Para o advogado, é preciso pensar na Educação voltada não apenas ao ensino integral, mas também com qualificação e tecnologia, para que os jovens possam já sair das escolas encaminhados para o mercado de trabalho.
Por fim, o prefeito informou que assinou a carta de renúncia e nesta segunda-feira (29) irá ao cartório reconhecer firma para que já na terça-feira (30) Marrafon possa ir a Brasília entregar o documento ao presidente da Câmara, deputado federal Arthur Lira (PP), para que inicie o trâmite para a posse. A expectativa é de que o advogado assuma a cadeira ainda esta semana.
Política
Denúncias de aliciamento elevam a “Tensão” na disputa pelo Palácio Paiaguás
Uma grave acusação de interferência externa e oferecimento de vantagens ilícitas abalou as estruturas internas da federação partidária que decidirá os rumos da sucessão estadual. A denúncia aponta para a existência de um forte movimento de bastidores que visa desestabilizar os votos de delegados partidários, transformando a definição de candidaturas em um cenário de intensa disputa ética e jurídica.
O epicentro do embate envolve diretamente o deputado estadual Júlio Campos, que externou as suspeitas, e seu irmão, o senador Jayme Campos, cuja postulação ao governo estadual sofre forte oposição interna. No polo oposto dessa correlação de forças, posicionam-se o ex-governador e atual presidente partidário Mauro Mendes, aliado ao atual governador Otaviano Pivetta, este último filiado ao Republicanos e beneficiário direto de uma eventual composição ampla.
As articulações e os tensionamentos que culminaram na “denúncia pública” ganharam contornos de crise nesta semana, antecedendo o prazo final para as definições de chapas majoritárias. O cronograma converge para o dia 30 de julho, data em que ocorrerá a deliberação oficial e o consequente desfecho do processo de escolha interna que definirá as coligações.
Toda a movimentação política concentra-se no “GRANDIOSO” Estado de Mato Grosso, tendo como foco principal as articulações na capital, Cuiabá, onde se localizam as sedes partidárias e o Palácio Paiaguás. O cenário geográfico reflete a importância estratégica da região Centro-Oeste no panorama político e econômico nacional, o que eleva a relevância da disputa pelo controle do Executivo Estadual.
A definição do candidato ocorrerá por meio do voto secreto dos membros da convenção da Federação União Progressista, bloco composto pela associação entre o União Brasil e o Progressistas (PP). Esse método de votação secreta visa garantir a liberdade de escolha dos delegados, resguardando-os de pressões externas diretas, embora o sigilo do voto agora enfrente o desafio das suspeitas de assédio político prévio.

O motivo central da divergência reside no conflito de visões estratégicas para o futuro do estado, dividindo a agremiação entre a defesa de uma candidatura própria e a adesão a um projeto de continuidade governamental. Enquanto uma ala busca resgatar o protagonismo histórico da legenda tradicional, o grupo governista argumenta que a composição ampla fortalece a governabilidade e assegura a estabilidade das políticas públicas em andamento.
A finalidade desse embate interno é a conquista do controle do Palácio Paiaguás e a consolidação de hegemonia política na região pelas próximas temporadas administrativas. Os grupos em disputa buscam garantir espaço prioritário nas chapas proporcionais e majoritárias, o que viabilizará a sustentação legislativa e a influência sobre o orçamento e as diretrizes do desenvolvimento estadual.
O processo desenvolve-se sob condições de extrema desconfiança mútua, caracterizadas por Júlio Campos como um “clima de guerra” decorrente do envio de emissários com “propostas indecorosas”. Diante da gravidade dos relatos sobre tentativas de aliciamento de convencionais, os defensores da candidatura própria anunciam a intenção de formalizar representações junto ao Ministério Público Eleitoral (MPE) para assegurar a lisura do pleito.

Para alcançar a vitória interna, os apoiadores da candidatura própria estimam contar com uma base sólida de aproximadamente 35 votos entre os 48 convencionais aptos a votar, de um total de 50 membros colegiados. Esse expressivo contingente teórico de apoios é considerado suficiente para neutralizar a influência da ala governista e impor a candidatura do senador Jayme Campos à revelia da Executiva.
Como desdobramento imediato, as lideranças partidárias mantêm canais de diálogo abertos na tentativa de construir um consenso de última hora que evite uma fratura definitiva na base aliada. No entanto, diante da recusa de ambos os pré-candidatos em abdicar de suas pretensões ao Governo do Estado, novos encontros bilaterais deverão ocorrer nos próximos dias, sob a sombra de uma iminente judicialização do processo caso as denúncias de aliciamento sejam formalizadas.
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