MUDANÇA DE PARTIDO
Barbudo baterá o martelo só após confirmação de Bolsonaro no PL
Sem coligações proporcionais, os atuais ocupantes da Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (AL/MT) e da bancada de Mato Grosso na Câmara Federal projetam troca-troca de partidos e competitividade maior na formação de chapas para o próximo pleito.
A Eleição de 2022 parece estar longe, mas já bate à porta. Nos bastidores, deputados estaduais e federais mato-grossenses estão preocupados com a montagem das chapas, caso as coligações, união de vários partidos para o Poder Legislativo continuem proibidas. Nesse caso, as siglas terão que disputar “sozinhas” vagas na Câmara Federal e na Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (AL/MT), aumentando a competitividade entre os parlamentares.
A expectativa é de que haja um troca-troca movimentado de partidos entre os deputados estaduais e também os federais, de olho em garantir a reeleição.
A Eleição Municipal de 2020 serviu de lição para muitas legendas. O pleito do ano passado foi o primeiro sem as famosas coligações na disputa proporcional para vagas no Legislativo. Esse “sistema” é usado para fazer uma aliança de partidos grandes com pequenos. Entre as vantagens está a de que, quanto maior a coligação, maior é o tempo da propaganda eleitoral gratuita no Rádio e na TV.
Além disso, na eleição com coligação proporcional, eram computados os votos dados aos partidos e candidatos, aumentando as chances de a coligação obter maior número de cadeiras no Legislativo. Como consequência, é comum existirem nesse sistema os “puxadores de votos”, candidatos que têm votações altas e acabam ajudando outros a se elegerem, por estarem na mesma coligação.
Janela partidária
Diante do nível de dificuldade que a próxima eleição deverá apresentar com a proibição das coligações proporcionais, a expectativa é de que a troca de partidos entre os deputados seja movimentada. Pelas regras eleitorais, 6 meses antes das eleições, ou seja, em março de 2022, os parlamentares poderão mudar de partido sem correr o risco de perderem o mandato. É a chamada “janela partidária”.
“Alerta Vermelho”
A nova legislação eleitoral, colocada em prática a partir de 2020, acendeu um “alerta vermelho“ entre deputados estaduais e federais, de olho na reeleição em 2022.
O “alerta vermelho“ já acendeu para o deputado federal Nelson Ned Previdente, mais conhecido como Nelson Barbudo do Partido Social Liberal (PSL) que se reunirá com o Senador Wellington Antonio Fagundes, do Partido Liberal (PL) na próxima terça-feira (16), em Brasília. A pauta será a filiação do deputado federal mato-grossense na sigla partidária.
O encontro é reflexo do anúncio do presidente Jair Messias Bolsonaro. Nesta semana, ele afirmou que se filiará à legenda do Partido Liberal (PL) no dia 22 de novembro.
Principal liderança do PL em Mato Grosso, Wellington Fagundes já entrou em contato com Barbudo.
“Recebi a ligação do Senador com o convite, mas vamos nos reunir oficialmente na próxima semana para alinhamento. Vale ressaltar, no entanto, que vou esperar o presidente assinar, de fato, sua filiação para que eu possa caminhar ao seu lado no PL“, pontuou o deputado.
Política
Pesquisa interna ditará rumo ao Palácio Paiaguás
As movimentações internas no cenário político mato-grossense ganharam um novo componente estratégico com a decisão do Senador Jayme Campos (UB) de avaliar cientificamente o cenário eleitoral. O parlamentar busca mensurar a viabilidade de seu nome em uma futura disputa pelo comando do Poder Executivo Estadual.
Esta articulação de bastidores ocorre em meio a intensos debates no diretório de sua própria legenda e repercute diretamente na capital do estado, Cuiabá. A mobilização das lideranças partidárias e a contratação do levantamento de dados intensificaram-se nos últimos dias, consolidando as peças do xadrez político local.
A iniciativa visa sanar as incertezas sobre a aceitação popular do congressista perante os demais concorrentes que já se posicionam para o pleito majoritário. Com a coleta técnica de dados, o senador pretende basear suas próximas decisões em diagnósticos precisos, evitando desgastes ou aventuras eleitorais desnecessárias.
O próprio Senador Jayme Campos lidera pessoalmente essa estratégia de avaliação e coordena o direcionamento dos trabalhos institucionais junto ao mercado de pesquisas. A execução do levantamento amostral foi delegada a um instituto de consultoria estatística de renome nacional, cuja identidade é mantida sob reserva corporativa.

A motivação para o investimento em um estudo dessa magnitude justifica-se pelo histórico político do parlamentar, caracterizado pela prudência e pela aversão a riscos calculados de forma empírica. O político busca compreender as reais demandas do eleitorado contemporâneo e identificar quais atributos são considerados indispensáveis para a gestão pública moderna.
A concretização da candidatura ao Palácio Paiaguás dependerá estritamente dos resultados apontados pelos relatórios finais desta pesquisa quantitativa e qualitativa de consumo interno. Os números finais servirão como fiel da balança para definir se o senador manterá a postulação ou se abrirá espaço para novas composições.
O processo de coleta de dados estruturado pelo instituto abrange entrevistas detalhadas, simulações de múltiplos cenários de votação e análise aprofundada dos índices de rejeição. Os pesquisadores buscam mapear minuciosamente o perfil ideal de governante desejado pela maioria dos cidadãos mato-grossenses nas diferentes regiões do estado.
O principal ponto de atenção e eventual obstáculo para o projeto reside na concorrência consolidada representada por nomes expressivos como o governador Otaviano Pivetta (Republicanos) e o senador Wellington Fagundes (PL). Diante de adversários com forte apelo popular, o monitoramento de rejeição torna-se o indicador mais crítico para a viabilidade do plano governista.

Caso os relatórios técnicos apresentem um indicativo desfavorável ou um “alerta vermelho” intransponível, o impacto imediato será o recuo estratégico do parlamentar. Nessa hipótese, Jayme Campos planeja construir uma saída política honrosa para retirar sua pré-candidatura antes mesmo da abertura oficial das convenções partidárias.
Os desdobramentos dessa sondagem interna devem orientar os próximos discursos públicos e as alianças que o União Brasil firmará nos próximos meses. O desfecho da pesquisa ditará o ritmo das negociações de bastidores, definindo se o grupo marchará unido ou se haverá uma fragmentação nas candidaturas ao Governo Estadual.
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