PASSAR O BASTÃO
Márcia Pinheiro defende alternância de poder; novas pistas que Emanuel não tentará a reeleição
“A verdade é dura como o diamante e macia como a flor de pessegueiro“, Ghandi 1869/ 1948.
No dia 04 de junho de 1997, o Congresso Nacional aprovou a Emenda Constituição n°16 que introduziu a reeleição no sistema brasileiro. A Emenda Constitucional estabeleceu o direito do presidente, governadores e prefeitos disputarem a reeleição para a mesma função. Desde então, já foram quatro gerais e três locais.
O direito da reeleição é uma forma de aperfeiçoar a capacidade decisória dos eleitores permitindo punir o mau gestor público ou premiar o bom administrador.
A reeleição funciona como um instrumento de responsabilidade eleitoral. Entretanto para alguns, entre as quais, citamos a primeira dama de Cuiabá Márcia Pinheiro, o direito da reeleição dos chefes dos Executivos fere os princípios de alternância no poder, de limitação temporal e, da equidade nas condições de competição política.
Como o Blog do Valdemir já citou os sinais que Emanuel Pinheiro vem demonstrando em cada live, e em cada entrevista concedida, que não será candidato a reeleição, agora, volta a afirmar que a Márcia Pinheiro, defende que a alternância de poder é importante para a sociedade.
Quem nunca ouviu falar que a alternância de poder é salutar para a democracia? Que a mudança periódica de pessoas e de partidos na ocupação de determinados cargos públicos é naturalmente positiva para os regimes democráticos?
Talvez você leitor tenha plena convicção disso, trata-se de uma obviedade, um senso comum. Não se preocupe, você não é o único. Eu mesmo vivo lendo e ouvindo isso de amigos, conhecidos e “especialistas no assunto”. Acredito nisso, às vezes. A alternância de poder é um grande Mito da Democracia. Podemos até arriscar e dizer que a alternância de poder seja o maior Mito da Democracia.
Mas, vamos lá: uma boa gestão aumenta a probabilidade de reeleição de um prefeito.
Prefeitos citados em irregularidades são punidos pelo eleitor. Prefeitos que não tiveram medidas para combater a “Pandemia” que esta assolando o nosso mundo não serão premiados pelas urnas. Isto é, o povo vai dizer “não”. O equilíbrio fiscal também dá voto. Ou os senhores gestores públicos, acreditam que o sucesso eleitoral é determinado por fatores políticos, apoio do partido ou coligações, do governador dão votos?
O alcaide cuiabano diz pelos quatro cantos da cidade que possuí apoio de 11 partidos para disputar o pleito eleitoral marcado para o dia 15 de novembro de 2020.
Emanuel Pinheiro, também pelos quatro cantos diz que não pode entregar a chave do Palácio Alencastro para oportunistas e aventureiros e que, é necessário dar continuidade as ações implementados nos últimos quatro anos.
No último domingo (19) o prefeito cuiabano Emanuel Pinheiro esteve reunido com a sua família para tratar de uma possível reeleição, e conforme o líder do Executivo Municipal, a primeira dama Márcia Pinheiro é contra Pinheiro sair para a reeleição.
Emanuel Pinheiro disse que a esposa pediu mais tempo para a família e que ele permaneça no cargo até o dia 31 de dezembro de 2020.
“Marcia quer que eu tenha mais tempo para a família, e deixe a prefeitura. Ela também entende que alternância de poder é melhor, não só para a sociedade, mas para a família do prefeito. Então isso é um problema sério. Apesar de estar em 2 a 2 aqui em casa, preciso ouvi-la”.
Bom, assim sendo, o Blog do Valdemir, pontua para o prefeito cuiabano Emanuel Pinheiro caso não saiba que: Mato Grosso parece não ter limite em seu extravio, na sua duração, pois o Estado de tornou prisioneiro do charlatanismo dos manipuladores da esperança, dos oportunistas que querem o poder a qualquer custo, dos embusteiros que inventam fórmulas mirabolantes para enganar a boa fé de um povo desenganado.
E cada momento de crise e de desesperança esses tipos surge com suas artes de engano, em busca de fama e notoriedade para manter Mato Grosso manietado ao seu descaminho e, algo que precisa ser denunciado pelo debate público.
Os bons políticos precisam ser dotados antes de tudo, de virtudes éticas, pois a ética e a política dizem respeito a ação e não só o conhecimento.
Nota da redação
Enfim a política não é lugar de oportunistas e de aventureiros. A política é para ser exercida com seriedade, lealdade e não apenas para satisfazer os inconfessáveis interesses políticos.
Infelizmente a política mato-grossense está se transformando em refúgio de oportunistas, que só visam as luzes de ribalta do poder para obter vantagens.
Política
Presidência do TCE/MT rechaça acusações de recebimento de “Emendas” e defende isenção em vistorias
O Conselheiro Sérgio Ricardo de Almeida, atual presidente do Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (TCE/MT), rebateu de forma veemente e categórica as acusações proferidas contra a corte orçamentária no parlamento estadual. A manifestação pública do magistrado preza pela defesa da integridade administrativa da instituição de controle externo, que se viu envolvida em uma contenda discursiva que reverberou imediatamente nos bastidores dos poderes constituídos em Mato Grosso.
O deputado estadual Chico Guarnieri, filiado ao Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), figura como o autor das denúncias e das movimentações que originaram o conflito institucional na esfera pública. O parlamentar utilizou a tribuna da Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (AL/MT) para vocalizar suas suspeitas e demandar providências fiscalizatórias rigorosas contra a conduta da corte de contas.
A manifestação do parlamentar consistiu no anúncio formal de sua intenção de articular a abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) com o propósito específico de investigar a legalidade de fluxos financeiros. Além disso, o deputado questionou publicamente a lisura, a fidedignidade e as reais motivações técnicas que fundamentam as recentes e minuciosas fiscalizações de obras públicas que a Corte de Contas vem conduzindo em solo mato-grossense.
O cerne do questionamento parlamentar baseia-se em um suposto repasse financeiro de grande monta, estimado no valor substancial de R$ 20 milhões, o qual teria sido destinado diretamente ao Tribunal de Contas do Estado. Os indícios levantados pelo deputado apontavam para uma triangulação de recursos públicos federais que, conforme a tese apresentada, careceria de amparo legal e de transparência contábil adequada.
A suposta origem do montante financeiro sob suspeita estaria atrelada a uma Emenda Parlamentar de autoria do senador Wellington Fagundes, integrante dos quadros do Partido Liberal (PL). A acusação sugeria que o direcionamento dessa verba orçamentária federal possuiria propósitos alheios às funções institucionais ordinárias do órgão de controle, vinculando o recebimento do recurso a uma possível mitigação do rigor fiscalizador da corte.
A dinâmica orçamentária do Tribunal de Contas de Mato Grosso restringe-se exclusivamente aos duodécimos e repasses constitucionais que são devidamente programados e oriundos unicamente da fonte do Governo do Estado. Ao detalhar a engenharia financeira do setor público, o presidente do TCE/MT ressaltou a impossibilidade jurídica e técnica de a instituição absorver emendas parlamentares diretas de deputados federais ou de senadores da República.
A reação do conselheiro Sérgio Ricardo ocorreu de forma imediata e contundente nos espaços de interlocução com a imprensa e nas dependências oficiais da própria corte fiscalizatória, logo após a repercussão das declarações do deputado. A resposta célere teve como objetivo principal estancar a disseminação de narrativas desfavoráveis e esclarecer o que o tribunal classificou como um grave mal-entendido ou uma deliberada distorção dos fatos contábeis.
A motivação que impulsionou o pronunciamento defensivo do presidente do TCE/MT decorre da necessidade premente de preservar a imagem institucional da Corte de Contas perante a sociedade civil e o mercado financeiro. O magistrado justificou sua postura assertiva ao afirmar categoricamente que o Tribunal de Contas não se sujeitará a servir de palanque político gratuito para agentes públicos que buscam projeção eleitoral por meio de notícias falsas.

As insinuações de natureza política que foram rebatidas pelo conselheiro sugeriam que ele estaria utilizando o calendário de vistorias técnicas em obras de infraestrutura estadual como plataforma de autopromoção visando ao pleito eleitoral de 2026.
Em sua defesa, Sérgio Ricardo sustentou que as auditorias e visitas de campo representam atribuições eminentemente constitucionais e rotineiras do órgão, dissociadas de quaisquer pretensões partidárias futuras.
O desfecho deste embate sinaliza um acirramento nas relações políticas institucionais em Mato Grosso, exigindo que os parlamentares foquem nos próprios mandatos em vez de formularem denúncias desprovidas de comprovação documental.
O cenário projeta um monitoramento ainda mais rigoroso das contas públicas, uma vez que o Tribunal de Contas sinalizou que manterá seu cronograma técnico de fiscalizações de forma totalmente independente e imune às pressões político-partidárias locais.
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