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EXPECTATIVA, DECISÃO E ESCCOLHA DO NOME

“Tudo aquilo que eu boto a mão pode ficar tranquilo que no final, a história mostra, o resultado vem”

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Estamos desorganizados praticamente em termos de organização de papel, de juridicidade perante ao TRE. Acredito que a partir de agora, escolhendo um candidato, esse próprio candidato escolhido vai ter que solicitar ao diretório estadual que nomeie uma nova comissão provisória, que organize a campanha do União Brasil em Cuiabá”.

Criticou o deputado estadual pelo União Brasil (UB), Júlio José de Campos, reiterando que a sigla é desorganizada em Cuiabá, e apontou a necessidade urgente de uma Comissão Provisória no Diretório Municipal para que os candidatos a vereador e prefeito possam dar andamento dos trabalhos em razão das proximidades das eleições municipais.

A urgência é porque temos que lançar candidatos a vereadores e disputar a eleição com uma chapa completa, de 28 nomes, dos quais 1/3 tem que ser mulher. Para você conseguir filiar, chamar candidato, o partido tem que está organizando e lamentavelmente isso não vem ocorrendo”. Explicou o parlamentar unista.

Conforme Júlio Campos, a expectativa é que a decisão da escolha do nome seja tomada o quanto antes e reitera sua preferência.

Torço para que haja consenso, senão, torço para que Botelho seja o escolhido, porque é o que está mais bem avaliado nas pesquisas. As pesquisas apresentadas pelos institutos de pesquisa mostram que nós do União Brasil temos razão de não querer perder no quadro um político importante como é o deputado estadual Eduardo Botelho como nosso candidato a Prefeito de Cuiabá nesta eleição. Não tem sentido nenhum o partido rejeitar um nome que vem bem nas pesquisas, os números estão aí, e mostram que Botelho tem mais de 20%. Outros nomes estão bem abaixo e com pouca aprovação da população cuiabana. Por isso ´que nós estamos lutando para que Botelho permanece no partido e seja escolhido o candidato oficial do União Brasil. Nós vamos lutar pela sua permanência no partido até o último suspiro, mas se não der, ele vai ser liberado pelo União Brasil para sair candidato por outro partido“.

Resposta na ponta da língua

Questionado pela imprensa sobre as declarações do parlamentar unista Júlio Campos, o cacique número 1 do União Brasil (UB), Mauro Mendes, não deu data sobre a escolha do nome de quem será o cabeça de chapa nesta eleição municipal, mas disse que a expectativa é de que o comunicado seja feito no mais tardar até terça-feira de Carnaval (13).

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Quando o assunto é o União Brasil, uma das questões mais esperadas pelos seus integrantes é a escolha do candidato, que segue disputa entre os deputados Eduardo Botelho e Fábio Garcia.

O chefe do Executivo Estadual, Mauro Mendes, informou que já foram realizadas 8 reuniões com pessoas diversas e que ao longo deste feriado de Carnaval terá outras.

Assim que considerar elementos para tomar decisão, será comunicada por mim, mas não necessariamente tomada por mim”.

O presidente da sigla em Mato Grosso disse que o parlamentar unista Júlio Campos “cuida” de Várzea Grande e de alguns partidos, enquanto ele oferta resultados em seus projetos. Sobre a definição do candidato a Prefeito de Cuiabá pela sigla, Mendes declarou que a decisão será tomada após ouvir o seu grupo de aliados.

Questionado sobre o seu papel frente à presidência do União Brasil, Mauro Mendes destacou a composição do grupo.

O União Brasil é o maior partido de Mato Grosso, tem quase 80 prefeitos, com dois deputados federais, um senador, um governador. Falar que um partido desse está desorganizado é desconhecer o que é o partido União Brasil em Mato Grosso”.

O líder do União Brasil, Mauro Mendes, alfinetou dizendo que Júlio Campos não precisa se preocupar com a sua função de presidir a sigla.

Júlio pode estar tranquilo, ele está cuidando de Várzea Grande e de alguns partidos que foi delegado a ele. Tudo aquilo que eu boto a mão, pode ficar tranquilo que no final, a história mostra, o resultado vem”.

Muita tranquilidade, humildade e resiliência

Já o deputado estadual José Eduardo Botelho (UB), presidente da Casa de Leis, tem demonstrado ao longo de todo esse processo de escolha do candidato da sigla União Brasil à Prefeitura Municipal de Cuiabá, possuir muita “Humildade” e “Resiliência”. Mas, cabe ao presidente do União Brasil em Mato Grosso, Mauro Mendes, a escolha do candidato, imaginamos que tal tarefa para o comandante do Palácio Paiaguás seja muito difícil, afinal de contas são dois companheiros disputando a cadeira número 1 da Prefeitura de Cuiabá, Eduardo Botelho e Fábio Garcia.

Como é do seu perfil, o Homem de Ferro, Mauro Mendes, que não gosta de ser pressionado, nunca gostou de alongar conversa fiada. Porém a decisão deve acontecer só mesmo depois do Carnaval, aliás o Brasil como um todo começa o ano sempre depois do Carnaval.

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Agora uma coisa é certa e devemos reconhecer, o deputado estadual Dudu Botelho, que é um homem de grupo e continua até o final dessa “sabatina”, aderente ao grupo que ajudou eleger Mauro Mendes em 2022. Com isso, o comandante da cadeira número 1 da Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (AL/MT), José Eduardo Botelho, revela muita “Humildade”, “Paciência” e “Resiliência”.

Aliás, levando em conta o que é mais importante para se construir uma eleição, Eduardo Botelho mostra possuir predicados extremamente importantes e relevantes para a formação de seu futuro palanque para o pleito municipal de 2024.

No limite da paciência

Recentemente, o presidente da Assembleia Legislativa Mato-grossense, Eduardo Botelho (UB), parecia ter perdido a “Tranquilidade”, “Humildade” e “Resiliência”, ao afirmar que sua paciência para esperar que Mauro Mendes decida sobre quem será o candidato do partido em Cuiabá teria chegado ao seu “limite”.

Não pode passar dessa semana. Eu acho que já chegou no limite, já chegou até no limite da minha paciência também. Então, tem que resolver. Chega. Acabou. Tem que resolver. Ele tem que decidir se escolhe A ou B e vida que segue. Agora não dá mais para ficar empurrando esse negócio, essa conversação aí que já tá me enchendo o saco também”.

O parlamentar afirmou que, caso não haja decisão de Mauro Mendes, tomará outro rumo e quer receber uma “Carta de Liberação”, “Carta de Alforria”, um adeus e até logo do União Brasil para procurar outro partido.

Mauro sempre foi um homem de decisão. O jogo é esse, não tem outra conversa”.

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Política

Patrimônio de deputados de Mato Grosso revela forte alta em quatro anos e amplia debate sobre transparência eleitoral

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A evolução patrimonial de políticos durante o exercício de mandatos voltou a ocupar espaço no debate público em Mato Grosso com a divulgação das declarações de bens apresentadas à Justiça Eleitoral. Embora os vencimentos de parlamentares e integrantes do Executivo sejam superiores à renda média da população, especialistas costumam observar que a remuneração oficial, isoladamente, não explica necessariamente a formação de grandes patrimônios. Nesse contexto, aumentos expressivos de bens despertam questionamentos quando não são acompanhados de explicações claras sobre sua origem.

A declaração patrimonial é uma exigência prevista na legislação eleitoral e constitui um dos mecanismos destinados a ampliar a transparência sobre a situação financeira dos candidatos. Com o início do processo eleitoral, os concorrentes são obrigados a informar à Justiça Eleitoral os bens que possuem, permitindo que o eleitor compare a evolução patrimonial entre diferentes pleitos. A medida, contudo, também expõe variações significativas que podem alimentar discussões sobre as razões econômicas que levam determinadas pessoas a ingressar ou permanecer na vida pública.

O crescimento do patrimônio, por si só, não representa irregularidade. Bens podem ser incorporados por meio de atividades profissionais, investimentos, negócios particulares, heranças ou doações legalmente realizadas. Da mesma forma, uma eventual redução ou estabilidade patrimonial não constitui, isoladamente, prova de ausência de ganhos. A análise responsável exige a consideração de documentos, fontes de renda, movimentações financeiras e demais elementos capazes de explicar as alterações registradas oficialmente.

Segundo dados divulgados pelo DivulgaCand, da Justiça Eleitoral, 22 dos 24 deputados estaduais de Mato Grosso declararam aumento patrimonial em relação à eleição de 2022. O maior crescimento percentual entre os parlamentares da Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (AL/MT) foi registrado por Lúdio Cabral (PT), cujo patrimônio declarado passou de R$ 244,7 mil para aproximadamente R$ 1,6 milhão. A variação representa crescimento de cerca de 560% no período, segundo os valores informados à Justiça Eleitoral.

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A declaração de Lúdio Cabral inclui apartamento, depósitos bancários, aplicações financeiras e investimentos. Em valores absolutos, a diferença entre as duas declarações representa uma ampliação superior a R$ 1,3 milhão. O dado coloca o deputado na liderança do ranking de crescimento percentual entre os parlamentares estaduais, mas não significa que ele seja o detentor do maior patrimônio da Assembleia Legislativa Mato-grossense.

A evolução patrimonial, nesse caso, precisa ser analisada separadamente do volume total de bens acumulados.

Na sequência dos maiores aumentos percentuais aparecem Paulo Araújo (Republicanos), que declarou patrimônio de aproximadamente R$ 4 milhões, representando crescimento de 279% desde 2022, e Diego Guimarães (Republicanos), com acréscimo de 206%. Entre os bens declarados estão terrenos e outros ativos. As informações apresentadas pelos candidatos permitem ao eleitor identificar as variações registradas oficialmente, mas não determinam, por si mesmas, a existência de qualquer irregularidade.

Na direção oposta, Ondanir Bortoline, o Nininho (Republicanos) e Wilson Santos (PSD) foram os únicos deputados estaduais mencionados nos dados com redução patrimonial em relação à declaração anterior. Wilson Santos apresentou queda de aproximadamente 42%, passando de R$ 450,6 mil em 2022 para R$ 262,1 mil. Nininho, apesar de permanecer entre os parlamentares milionários, registrou redução de cerca de 13%, equivalente a quase R$ 1 milhão em relação ao patrimônio anteriormente declarado.

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A liderança em patrimônio total, entretanto, pertence a Carlos Avallone (PSDB), que declarou aproximadamente R$ 33 milhões em bens. O conjunto informado inclui imóveis, terras, embarcação, animais e aplicações financeiras. Na sequência aparecem Júlio Campos (UB), com cerca de R$ 31,5 milhões, e Dilmar Dal Bosco (UB), com aproximadamente R$ 26 milhões.

Os números demonstram que crescimento percentual e riqueza acumulada são indicadores distintos e não devem ser confundidos na avaliação das declarações.

Na bancada federal de Mato Grosso, também foram registradas oscilações relevantes. Coronel Fernanda (PL), que havia declarado aproximadamente R$ 1,7 milhão em 2022, informou agora patrimônio de cerca de R$ 384 mil, redução de 78%. Nelson Barbudo (PL) apresentou queda de 55%, enquanto Juarez Costa (Republicanos) e Emanuelzinho Pinheiro (PSD) também registraram diminuição. José Medeiros (PL), que disputa uma vaga ao Senado e não concorre à reeleição para a Câmara Federal, apresentou crescimento patrimonial de 40%, alcançando aproximadamente R$ 356 mil.

Entre os deputados federais, Fábio Garcia (UB) aparece como o mais rico, com patrimônio declarado de aproximadamente R$ 4,1 milhões, mantendo nível semelhante ao registrado anteriormente. Rodrigo da Zaeli (PL) e Juarez Costa (Republicanos) também figuram entre os parlamentares milionários, com cerca de R$ 1,7 milhão e R$ 1,9 milhão, respectivamente.

As declarações patrimoniais, portanto, oferecem ao eleitor uma fotografia financeira dos candidatos, mas a interpretação dos dados exige cautela: aumentos ou reduções de bens não comprovam, isoladamente, irregularidades e devem ser confrontados com as respectivas fontes de renda e documentos disponíveis.

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