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Política

Maluf reivindica reforço para segurança de Pedra Preta

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O deputado reuniu-se nesta quinta-feira (15) com o secretário de Segurança Pública, Gustavo Garcia.

O deputado estadual Guilherme Maluf (PSDB) reuniu-se nesta ultima quinta-feira (15) com o secretário de Estado de Segurança Pública, Gustavo Garcia, para reivindicar a implantação de medidas com o objetivo de reforçar a segurança no município de Pedra Preta, cidade localizada cerca de 238 km ao Sul da capital Cuiabá.

Segundo o vereador de Pedra Preta, Vanderlei Roberto Sartori (PSDB), que também participou da reunião, o alto índice de roubos e furtos tem preocupado a população do município, de aproximadamente 17 mil habitantes.

Estão acontecendo muitos casos como esses em Pedra Preta e os moradores estão com medo. Precisamos de mais viaturas e mais efetivo para coibir a ação dos bandidos“, relatou.

Em resposta, o secretário Gustavo Garcia se comprometeu a atender as reivindicações “dentro das possibilidades do governo” e adiantou algumas ações que poderão ser colocadas em prática a curto prazo para resolver os problemas.

Para solucionar a questão do efetivo, o secretário sugeriu a assinatura de um Termo de Cooperação entre o Governo do Estado e a Prefeitura Municipal de Pedra Preta para pagamento de horas extras a policiais que atuarem em seus períodos de folga.

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Apresentou ainda a possibilidade de aquisição, por empresários e moradores, de câmeras de monitoramento, que passariam a ser gerenciadas pela unidade do Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (Ciosp) localizada no município de Rondonópolis.

Parcerias como essa, entre Governo do Estado, prefeitura e iniciativa privada, têm dado certo em outros municípios e acredito que também poderá gerar resultados positivos para Pedra Preta“, disse.

Audiência pública – Para debater o assunto de forma ampla, o deputado Guilherme Maluf sugeriu a realização de uma audiência pública no município e se colocou à disposição para participar do debate. O secretário Gustavo Garcia também garantiu sua participação na audiência, que ainda será marcada.

A reunião de hoje foi muito positiva. O secretário garantiu o apoio do governo para resolver essas questões que afligem os moradores de Pedra Preta. A união entre o Poder Legislativo e o Poder Executivo é muito importante. Entendemos as dificuldades pelas quais o Estado passa, mas também não podemos ficar sentados esperando a coisa melhorar. Temos que procurar soluções e elas existem. Basta que a gente realmente se mobilize, como estamos fazendo“, ressaltou Guilherme Maluf.

O vereador Vanderlei Roberto Sartori agradeceu o apoio do deputado Guilherme Maluf e do secretário de Segurança Pública. “Vamos levar essas propostas aos moradores de Pedra Preta e tenho certeza que vão ajudar a melhorar a segurança no município. Agradeço ao deputado Guilherme Mauf por ter viabilizado essa reunião com o secretário de segurança e acredito que a presença dos dois na audiência pública que iremos marcar será muito importante“, disse.

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Política

Abilio Brunini enfrenta semana decisiva em meio à “Crise Institucional” na Câmara de Cuiabá

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O cenário político da capital mato-grossense centraliza as atenções institucionais com o início de uma semana considerada crucial para a governabilidade do Poder Executivo Municipal. O embate gira em torno da estrutura de poder da Câmara Municipal de Cuiabá, onde se articulam as forças de sustentação e de oposição à atual gestão. O desfecho dessa complexa correlação de forças ditará o ritmo da administração pública municipal nos próximos anos, tensionando a relação entre os poderes locais.

A crise institucional tem como protagonista o Prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), cuja atuação política direta nos bastidores do Legislativo converteu-se no estopim de uma severa instabilidade entre os parlamentares. O chefe do Executivo Municipal concentra seus esforços na viabilização política e jurídica da candidatura de sua principal aliada para o comando do parlamento. A estratégia do prefeito visa consolidar uma base parlamentar amplamente dócil às demandas da prefeitura, assegurando tranquilidade para a aprovação de projetos de seu interesse.

O epicentro do confronto político localiza-se estritamente na Câmara Municipal de Cuiabá, a Casa de Leis que abriga as deliberações oficiais da Capital do Estado de Mato Grosso. O parlamento municipal transformou-se em uma verdadeira arena de disputa jurídica e partidária, onde cada bloco de vereadores tenta salvaguardar suas prerrogativas institucionais. O ambiente legislativo reflete a polarização e a fragmentação das forças partidárias que historicamente caracterizam a política da região Centro-Oeste do país.

As movimentações políticas e os debates jurídicos intensificaram-se de forma decisiva ao longo das últimas horas, com votações estratégicas formalmente agendadas para esta terça-feira. Este momento específico do calendário legislativo coincide com a necessidade de definição antecipada das regras que governarão a Mesa Diretora nos anos subsequentes da atual legislatura.

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A celeridade do processo legislativo gerou um clima de urgência entre os parlamentares, que se veem obrigados a tomar posições públicas definitivas sobre o tema.

Os motivos subjacentes à crise residem na tentativa de aprovação de um polêmico projeto de resolução que visa permitir a reeleição da Mesa Diretora para o Biênio posterior. A iniciativa atende diretamente aos interesses da atual presidente da Casa de Leis, a vereadora Paula Calil (PL), cuja permanência no cargo depende dessa alteração regimental. A oposição e setores independentes da Câmara de Cuiabá enxergam a manobra como um casuísmo político desenhado exclusivamente para perpetuar o grupo governista no controle do orçamento e da pauta do parlamento.

A dinâmica dos fatos envolveu o uso de mecanismos judiciais extraordinários por parte do grupo governista, que acionou o Tribunal de Justiça do Estado de Mato Grosso (TJ/MT), para atingir seus objetivos políticos. O prefeito cuiabano Brunini atua ativamente na defesa de uma tese jurídica que solicita a redução do quórum de aprovação do projeto para maioria simples, contornando a exigência atual.

A estratégia jurídica foi adotada após a constatação de que a vereadora governista não dispõe, no momento, dos dezoito votos mínimos necessários para a alteração regimental por vias estritamente políticas.

Os procedimentos legislativos ganharam contornos de dramaticidade após a aprovação preliminar da matéria pela Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJR), órgão técnico responsável por avaliar a legalidade da proposta. A aprovação na comissão garantiu o envio imediato do texto para o plenário, deflagrando discussões acaloradas e trocas de acusações mútuas entre os vereadores de diferentes blocos. A pacificação interna do parlamento restou severamente comprometida após episódios de retaliação digital, que culminaram na exclusão de parlamentares desalinhados de canais formais de comunicação com o prefeito.

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O objetivo estratégico do prefeito Abilio Brunini ao intervir diretamente no processo sucessório é assegurar a eleição de uma Mesa Diretora integralmente alinhada à sua agenda administrativa. A garantia de uma presidência simpática ao Palácio Alencastro evita a abertura de comissões investigativas e acelera a tramitação de pedidos de empréstimos e reformas administrativas complexas.

Para o Executivo Municipal, o controle do comando do Legislativo cuiabano representa a blindagem política necessária para a execução do plano de governo sem sobressaltos institucionais.

As consequências imediatas da interferência do Executivo manifestam-se no enfraquecimento da harmonia entre os poderes e no isolamento político de antigos aliados do Prefeito de Cuiabá. A postura centralizadora de Brunini foi publicamente rechaçada por lideranças de nível estadual, a exemplo do presidente da Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (AL/MT), deputado estadual Max Russi (Podemos). A crise provocou fissuras profundas na base aliada, visto que até mesmo parlamentares simpáticos à gestão manifestaram desconforto com a quebra da promessa inicial de não intervenção no parlamento.

Os desdobramentos futuros deste embate redefinirão de maneira permanente o equilíbrio de forças na política cuiabana e o grau de independência do Poder Legislativo Municipal. A decisão soberana do plenário da Câmara Municipal sinalizará se o parlamento manterá sua autonomia fiscalizatória ou se curvará aos desígnios do poder central da capital. Independentemente do resultado numérico das votações, o episódio deixa como legado uma relação tensionada que exigirá intensa habilidade diplomática para a reconstrução pontes institucionais.

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