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AS ÚLTIMAS DOS BASTIDORES

Erros e movimentos no tabuleiro eleitoral na Terra de Rondon

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As semifinais da Copa do Mundo de 2026 chegando, significa que estamos cada vez mais perto de voltar a ver o Palmeiras jogando. Isso te conforta ou de preocupa? Tá bom, tá com, chega mais, porque…as últimas dos bastidores da política na “QUERIDA”, “LINDA” e “MARAVILHOSA” Terra de Marechal Rondon, o senhores (as) encontram no Boteco da Alameda.

Eitaaa Cuiabá! Cuiabá de meus amores. Esta segunda quinzena de julho, serão momentos quentes na política mato-grossense. Dias em que grupos políticos aproveitam para lançar debates e criar narrativas.

Recorro a um termo da moda para iniciar o texto: disputas de narrativas. No chamado “tempo da política”, como se fala a população quando estamos imersos em eleições mais nunca o termo é utilizado para se referir a algum acontecimento ou embate político.

Disputa de narrativas para cá, disputa de narrativas para lá, as disputas de narrativas parecem ser onipresentes e está na moda no momento das eleições de 2026.

No xadrez político

Raramente um movimento é isolado. Ao avançar uma peça, o jogador mexe em toda a dinâmica do tabuleiro político eleitoral, abre flancos, fecha caminhos e obriga o outro a recalcular rotas, as suas jogadas.

Na política, principalmente na capital de todos os mato-grossense, a lógica é semelhante a decisão do prefeito cuiabano Abilinho Brunini, em defender que o Partido Liberal (PL) indique o vice da chapa na disputa da cadeira número 1 do Palácio Paiaguás, comandada hoje pelo Republicanos, Otaviano Olavo Pivetta, candidatíssimo nas eleições de 2026 ao Governo do Estado.

Defendo compor com Otaviano e que o PL indique o vice. Pode ser qualquer nome. Não defendo minha esposa (Samantha Iris), nem ninguém específico“.

E para onde vai o MDB? Bom…, o partido chega ao período final da pré-campanha sem definição sobre qual o caminho seguirá na disputa pelo Palácio Paiaguás em 2026.

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A legenda está dividida entre retornar a coalizão de apoio ao governador e pré-candidato Otaviano Pivetta ou acompanhar a diretriz nacional adotada em 17 Estados brasileiros, que prevê aliança entre o Partido Liberal (PL) e, em Mato Grosso, significaria o embarque no projeto do senador Wellton Fagundes, um dos interessados na cadeira número 1 do Palácio Paiaguas.

O impasse mobiliza diferentes alas do partido e envolve até questões familiares, já que a presidente estadual do Movimento Democrático Brasileiro (MDB), a Mulher Maravilha, é nora de Fagundes.

Embora o MDB tenha fechado entendimento com o PL na maioria dos estados brasileiros, em Mato Grosso a composição enfrenta forte resistência de lideranças ligadas ao bolsonarismo.

Nota de rodapé: Pivetta, deseja escolher uma mulher para vice de seu projeto a reeleição, nos bastidores, demonstra simpatia pelo nome de “Mulher Maravilha”. Pivetta quer construir essa aliança sem traumas, ou seja, sem contrariar o ex-governador e cacique do União Brasil (UB), que está em guerra, Mauro Mendes.

O cacique Mauro Mendes não demonstra, na prática tanta empolgação.

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O Boteco vai falar

Calma… só narrativas. A eleição é só o último movimento de um jogo de que começou em 2025.

Agora é a fase em que peças se movem, alianças se redesenha e caminhos são definidos. São decisões que parecem técnicos, mas na prática determinam quem entra forte, quem fica pelo caminho e como será o equilíbrio da disputa política de verdade não acontece só na frente dos holofotes, ela começa nos bastidores.

As pedras movem-se constantemente e com frequência. Não param um só instante. Também, pudera faltam né, oito dias para as Convenções Partidárias. A pré-campanha corre solta. Os pré-candidatos estão sempre correndo de um lado para outro em busca de apoios.

Inicialmente, para as chamadas Convenções Partidárias que servem, quase sempre, para homologar os nomes já indicados pelas cúpulas das agremiações partidárias, numa clara demonstração que os partidos, muito embora pregam e defendem a democracia não a praticam de fato; posteriormente, para deslanchar a campanha propriamente dita.

Qualquer erro pode significar derrota eleitoral. A derrota eleitoral pode ocorrer com qualquer candidato. Quase todas as figuras de destaque da cena política na “QUERIDA”, “LINDA” e “MARAVILHOSA”, Terra de Marechal Rondon, já amargaram derrotas.

Estas ocorrem, na maioria das vezes, em função de seus próprios erros, os quais podem ser uma leitura do cenário.

Quem não se lembra em 1998?

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Política

Abilio Brunini enfrenta semana decisiva em meio à “Crise Institucional” na Câmara de Cuiabá

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O cenário político da capital mato-grossense centraliza as atenções institucionais com o início de uma semana considerada crucial para a governabilidade do Poder Executivo Municipal. O embate gira em torno da estrutura de poder da Câmara Municipal de Cuiabá, onde se articulam as forças de sustentação e de oposição à atual gestão. O desfecho dessa complexa correlação de forças ditará o ritmo da administração pública municipal nos próximos anos, tensionando a relação entre os poderes locais.

A crise institucional tem como protagonista o Prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), cuja atuação política direta nos bastidores do Legislativo converteu-se no estopim de uma severa instabilidade entre os parlamentares. O chefe do Executivo Municipal concentra seus esforços na viabilização política e jurídica da candidatura de sua principal aliada para o comando do parlamento. A estratégia do prefeito visa consolidar uma base parlamentar amplamente dócil às demandas da prefeitura, assegurando tranquilidade para a aprovação de projetos de seu interesse.

O epicentro do confronto político localiza-se estritamente na Câmara Municipal de Cuiabá, a Casa de Leis que abriga as deliberações oficiais da Capital do Estado de Mato Grosso. O parlamento municipal transformou-se em uma verdadeira arena de disputa jurídica e partidária, onde cada bloco de vereadores tenta salvaguardar suas prerrogativas institucionais. O ambiente legislativo reflete a polarização e a fragmentação das forças partidárias que historicamente caracterizam a política da região Centro-Oeste do país.

As movimentações políticas e os debates jurídicos intensificaram-se de forma decisiva ao longo das últimas horas, com votações estratégicas formalmente agendadas para esta terça-feira. Este momento específico do calendário legislativo coincide com a necessidade de definição antecipada das regras que governarão a Mesa Diretora nos anos subsequentes da atual legislatura.

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A celeridade do processo legislativo gerou um clima de urgência entre os parlamentares, que se veem obrigados a tomar posições públicas definitivas sobre o tema.

Os motivos subjacentes à crise residem na tentativa de aprovação de um polêmico projeto de resolução que visa permitir a reeleição da Mesa Diretora para o Biênio posterior. A iniciativa atende diretamente aos interesses da atual presidente da Casa de Leis, a vereadora Paula Calil (PL), cuja permanência no cargo depende dessa alteração regimental. A oposição e setores independentes da Câmara de Cuiabá enxergam a manobra como um casuísmo político desenhado exclusivamente para perpetuar o grupo governista no controle do orçamento e da pauta do parlamento.

A dinâmica dos fatos envolveu o uso de mecanismos judiciais extraordinários por parte do grupo governista, que acionou o Tribunal de Justiça do Estado de Mato Grosso (TJ/MT), para atingir seus objetivos políticos. O prefeito cuiabano Brunini atua ativamente na defesa de uma tese jurídica que solicita a redução do quórum de aprovação do projeto para maioria simples, contornando a exigência atual.

A estratégia jurídica foi adotada após a constatação de que a vereadora governista não dispõe, no momento, dos dezoito votos mínimos necessários para a alteração regimental por vias estritamente políticas.

Os procedimentos legislativos ganharam contornos de dramaticidade após a aprovação preliminar da matéria pela Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJR), órgão técnico responsável por avaliar a legalidade da proposta. A aprovação na comissão garantiu o envio imediato do texto para o plenário, deflagrando discussões acaloradas e trocas de acusações mútuas entre os vereadores de diferentes blocos. A pacificação interna do parlamento restou severamente comprometida após episódios de retaliação digital, que culminaram na exclusão de parlamentares desalinhados de canais formais de comunicação com o prefeito.

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O objetivo estratégico do prefeito Abilio Brunini ao intervir diretamente no processo sucessório é assegurar a eleição de uma Mesa Diretora integralmente alinhada à sua agenda administrativa. A garantia de uma presidência simpática ao Palácio Alencastro evita a abertura de comissões investigativas e acelera a tramitação de pedidos de empréstimos e reformas administrativas complexas.

Para o Executivo Municipal, o controle do comando do Legislativo cuiabano representa a blindagem política necessária para a execução do plano de governo sem sobressaltos institucionais.

As consequências imediatas da interferência do Executivo manifestam-se no enfraquecimento da harmonia entre os poderes e no isolamento político de antigos aliados do Prefeito de Cuiabá. A postura centralizadora de Brunini foi publicamente rechaçada por lideranças de nível estadual, a exemplo do presidente da Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (AL/MT), deputado estadual Max Russi (Podemos). A crise provocou fissuras profundas na base aliada, visto que até mesmo parlamentares simpáticos à gestão manifestaram desconforto com a quebra da promessa inicial de não intervenção no parlamento.

Os desdobramentos futuros deste embate redefinirão de maneira permanente o equilíbrio de forças na política cuiabana e o grau de independência do Poder Legislativo Municipal. A decisão soberana do plenário da Câmara Municipal sinalizará se o parlamento manterá sua autonomia fiscalizatória ou se curvará aos desígnios do poder central da capital. Independentemente do resultado numérico das votações, o episódio deixa como legado uma relação tensionada que exigirá intensa habilidade diplomática para a reconstrução pontes institucionais.

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