COM APOIO DE MILITANTES PETISTAS
Lúdio inscreve pré-candidatura a Prefeito de Cuiabá
O Partido dos Trabalhadores (PT), recentemente negou a possibilidade da sigla não tem um nome para disputa eleitoral em 2024 para a cadeira numero 1 da Prefeitura de Cuiabá. A resposta de ter um candidato forte na eleição municipal de 2024 foi dada pelo presidente municipal do PT, Bob Almeida, em resposta das declarações do presidente da sigla estadual, Valdir Barranco.
O parlamentar petista teria dito que o caso o presidente da Republica, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), viesse a apoiar um nomes do grupo da Federação Brasil da Esperança, o PT de Cuiabá não teria candidato nesta eleição.
No fim de agosto, o Diretório Nacional do Partido dos Trabalhadores (PT), publicou uma resolução com diretrizes para que a militância regional siga deste agora para garantir sucesso no próximo pleito.
Em Mato Grosso, a estratégia petista deve seguir a orientação maior da legenda que prevê, segundo o documento “uma sólida aliança popular e democrática que promova, a recondução do Governo Lula em 2026“.

E a ideia é se apressar:
“É importante que, tanto quanto possível que todas as candidaturas do partido ou apoiadas por ele sejam colocadas publicamente neste ano de 2023, inclusive de vereadores e vereadoras“, ordena o documento.
Isso porque, já em dezembro, o PT deve realizar uma conferência eleitoral com a participação de todos os pré-candidatos que disputarão as Eleições de 2024.
No fim da tarde de sexta-feira (10), veio a confirmação, o deputado estadual Lúdio Cabral realizou, a inscrição da sua pré-candidatura à Prefeitura de Cuiabá, na sede do Partido dos Trabalhadores (PT) em Mato Grosso.
No total, 859 filiados ao PT de Cuiabá assinaram o manifesto que defende a escolha de Lúdio Cabral como pré-candidato do partido nas eleições de 2024.
O Partido dos Trabalhadores (PT) recebeu também a inscrição de pré-candidatura da diretora da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), Rosa Neide, com 174 assinaturas de apoio.
“O PT precisa apresentar candidatura nas próximas eleições. Precisamos debater os problemas de Cuiabá, que tem questões estruturais graves que se arrastam há várias décadas e não foram resolvidas pelas diversas gestões que passaram pela Prefeitura, principalmente na saúde pública e na mobilidade urbana. A população de Cuiabá sofre com a falta de solução desses e de outros tantos problemas da capital“, disse Lúdio, que é médico sanitarista com 27 anos de atuação na Saúde Pública e trabalhou em postos de saúde em diversos bairros de Cuiabá.
Os nomes de Lúdio e Rosa passaram pela primeira votação interna em reunião do Diretório Municipal de Cuiabá na sede estadual da Central Única dos Trabalhadores (CUT). Se nenhum dos dois conseguir o apoio de dois terços dos 38 membros do Diretório, a definição ocorre no encontro de delegados agendado para 2 de dezembro. Depois disso, o nome escolhido pelo PT de Cuiabá vai ser apresentado à Federação Brasil da Esperança.
Política
Denúncias de aliciamento elevam a “Tensão” na disputa pelo Palácio Paiaguás
Uma grave acusação de interferência externa e oferecimento de vantagens ilícitas abalou as estruturas internas da federação partidária que decidirá os rumos da sucessão estadual. A denúncia aponta para a existência de um forte movimento de bastidores que visa desestabilizar os votos de delegados partidários, transformando a definição de candidaturas em um cenário de intensa disputa ética e jurídica.
O epicentro do embate envolve diretamente o deputado estadual Júlio Campos, que externou as suspeitas, e seu irmão, o senador Jayme Campos, cuja postulação ao governo estadual sofre forte oposição interna. No polo oposto dessa correlação de forças, posicionam-se o ex-governador e atual presidente partidário Mauro Mendes, aliado ao atual governador Otaviano Pivetta, este último filiado ao Republicanos e beneficiário direto de uma eventual composição ampla.
As articulações e os tensionamentos que culminaram na “denúncia pública” ganharam contornos de crise nesta semana, antecedendo o prazo final para as definições de chapas majoritárias. O cronograma converge para o dia 30 de julho, data em que ocorrerá a deliberação oficial e o consequente desfecho do processo de escolha interna que definirá as coligações.
Toda a movimentação política concentra-se no “GRANDIOSO” Estado de Mato Grosso, tendo como foco principal as articulações na capital, Cuiabá, onde se localizam as sedes partidárias e o Palácio Paiaguás. O cenário geográfico reflete a importância estratégica da região Centro-Oeste no panorama político e econômico nacional, o que eleva a relevância da disputa pelo controle do Executivo Estadual.
A definição do candidato ocorrerá por meio do voto secreto dos membros da convenção da Federação União Progressista, bloco composto pela associação entre o União Brasil e o Progressistas (PP). Esse método de votação secreta visa garantir a liberdade de escolha dos delegados, resguardando-os de pressões externas diretas, embora o sigilo do voto agora enfrente o desafio das suspeitas de assédio político prévio.

O motivo central da divergência reside no conflito de visões estratégicas para o futuro do estado, dividindo a agremiação entre a defesa de uma candidatura própria e a adesão a um projeto de continuidade governamental. Enquanto uma ala busca resgatar o protagonismo histórico da legenda tradicional, o grupo governista argumenta que a composição ampla fortalece a governabilidade e assegura a estabilidade das políticas públicas em andamento.
A finalidade desse embate interno é a conquista do controle do Palácio Paiaguás e a consolidação de hegemonia política na região pelas próximas temporadas administrativas. Os grupos em disputa buscam garantir espaço prioritário nas chapas proporcionais e majoritárias, o que viabilizará a sustentação legislativa e a influência sobre o orçamento e as diretrizes do desenvolvimento estadual.
O processo desenvolve-se sob condições de extrema desconfiança mútua, caracterizadas por Júlio Campos como um “clima de guerra” decorrente do envio de emissários com “propostas indecorosas”. Diante da gravidade dos relatos sobre tentativas de aliciamento de convencionais, os defensores da candidatura própria anunciam a intenção de formalizar representações junto ao Ministério Público Eleitoral (MPE) para assegurar a lisura do pleito.

Para alcançar a vitória interna, os apoiadores da candidatura própria estimam contar com uma base sólida de aproximadamente 35 votos entre os 48 convencionais aptos a votar, de um total de 50 membros colegiados. Esse expressivo contingente teórico de apoios é considerado suficiente para neutralizar a influência da ala governista e impor a candidatura do senador Jayme Campos à revelia da Executiva.
Como desdobramento imediato, as lideranças partidárias mantêm canais de diálogo abertos na tentativa de construir um consenso de última hora que evite uma fratura definitiva na base aliada. No entanto, diante da recusa de ambos os pré-candidatos em abdicar de suas pretensões ao Governo do Estado, novos encontros bilaterais deverão ocorrer nos próximos dias, sob a sombra de uma iminente judicialização do processo caso as denúncias de aliciamento sejam formalizadas.
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