FORTALECIMENTO DA SIGLA VISANDO ELEIÇÃO DE 2022
Lideranças do PROS trabalham pelo fortalecimento da sigla em MT
As Eleições de 2022 não terão coligações proporcionais. Os partidos que pretendem eleger deputados estaduais e federais terão que caminhar sozinhos, o mesmo que ocorreu nas Eleições de 2020. Aprovada pela Câmara dos Deputados em agosto, a Proposta de Emenda Constitucional 28/2021 (PEC), foi rejeitada por ampla maioria do Senado da Republica.
Como dependia da aprovação das duas Casas Legislativas, tudo fica como está, ou seja, cada partido terá que formar chapa pura para eleger seus candidatos.
O Partido Republicano da Ordem Social (PROS), seguindo o programa nacional, vem se reestruturando em Mato Grosso. Novas comissões provisórias estão sendo criadas em todo o Estado e atraindo centenas de novos filiados. Somente na última semana foram entregues mais de 300 fichas de filiação durante ato organizado pelo vereador Juarez Pereira Vidal, o Sargento Vidal na sede do partido, em Cuiabá.

Laodiceia Rocha, presidente do PROS-MT, comemora os resultados do trabalho feito pelas lideranças no Estado de Mato Grosso.
“O ato de filiação é muito importante, pois fortalece a instituição. É com movimentos como este do Sargento Vidal e demais lideranças e com total apoio da nacional que o Pros vem se fortalecendo e crescendo a cada dia“, pontua.
Vidal conta que fez diretamente os convites para filiação.
“Esse foi o primeiro ato e já estamos preparando um segundo onde queremos alcançar mais 500 novos filiados. São pessoas em busca de um partido consolidado, sem erguer bandeiras de direita ou esquerda, e aberto a todos que tiverem ideias a contribuir“.
O PROS-MT também destaca outra grande liderança do partido que é a advogada e servidora pública Gisela Simona Viana de Souza, que em 2018 obteve 50.682 votos para deputada federal e em 2020 foi candidata a prefeita de Cuiabá, ficando na terceira colocação no primeiro turno, com 52.191 votos. Gisela é pré-candidata a deputada federal e vê a sigla vivendo um importante momento.
“Neste momento em que o Brasil passa por uma reformulação de partidos, com cláusulas de barreiras para diminuir o número de siglas, o PROS faz o seu dever de casa para continuar crescendo. Dos 33 partidos existentes no Brasil o PROS é o 15º e tem como meta para as eleições de 2022 estar entre os 10 maiores do país“.
Gisela Simona, que é secretária do PROS Mulher Estadual, ressalta que Mato Grosso caminha nesse sentido ao aumentar o seu quadro de filiados, quando busca pessoas qualificadas para fazer parte da sua estrutura, investe em capacitação e em ações visando aumentar o envolvimento da mulher na política.
“E a gente acredita que vai atingir essa meta porque existem muitos com vontade de trabalhar para melhorar a vida das pessoas e o PROS está de portas abertas“.
Espaço para todos
A presidente do PROS-MT tem percorrido o interior do estado. Além de apresentar o projeto político da sigla, Laodiceia Rocha está convidando lideranças a se filiarem ao partido e também articulando a criação de comissões provisórias.

Pós-doutor em Educação e com extenso currículo na área educacional, Kilwangy Kya Kapitango-a-Samba, que é professor de disciplinas nas áreas de metodologia científica, ciências humanas, sociais e de aprendizagem na Unemat, é filiado ao PROS desde o ano passado e conta porque está no partido e aceitou assumir a comissão provisória em Barra do Bugres, município da região Médio Norte de Mato Grosso.
“O esclarecimento da presidente Laodiceia Rocha foi muito preciso em relação ao posicionamento do partido e pra mim isso é importante até pela história política do Brasil, onde a maioria das siglas tem uma espécie de dono. A pretensão que foi nos apresentada é de que isto não ocorra no PROS, o que garante abertura a novos membros que também pensam na coletividade“, pondera o professor.
Professor Kapitango entende que um partido político deva se portar como uma organização que trabalhe em prol do desenvolvimento da nação, da sociedade, do povo e não de interesses pessoais.
“Historicamente, prevalece uma cultura egoística de alguns indivíduos de se apossarem do partido, mas pelas propostas apresentadas há um diferencial no PROS“, completa.
Sobre o PROS
Criado há 8 anos com a proposta de ser um partido político verdadeiramente preocupado com a construção de uma nova ordem social, o PROS tem como principais bandeiras a reforma tributária, combate às drogas e políticas públicas para os dependentes, o resgate da segurança pública, mobilidade urbana digna, desenvolvimento tecnológico e desburocratização do estado.
O PROS conta hoje com 10 representantes na Câmara Federal e 03 no Senado. Possui um parque gráfico para atender todos os estados e não cobra nenhuma taxa dos diretórios estaduais e municipais.
Em Mato Grosso o PROS tem 26 vereadores, 01 prefeito e 02 vice-prefeitos, é o 4º colocado em votos válidos e possui sede com estrutura para receber seus filiados e visitantes interessados em conhecer o projeto político do partido, localizada na Rua Pe Gerônimo Botelho, 323, bairro Dom Aquino, em Cuiabá.
Política
Delações de executivos da Aegea implicam deputado federal em “Esquema de Propinas Multimilionárias”
O cenário político e corporativo brasileiro enfrenta um novo e complexo abalo institucional com a revelação de graves acusações de corrupção que conectam o setor de infraestrutura ao Parlamento. Ex-executivos da Aegea, considerada a maior empresa privada de saneamento básico do território nacional, acusaram formalmente o deputado federal mato-grossense, Juarez Costa (Republicanos) de receber vantagens indevidas estimadas em R$ 30 milhões, além de um veículo de luxo da marca BMW. O vultoso suborno teria sido repassado ao político com o objetivo claro de facilitar de forma ilícita os negócios e os contratos da concessionária de serviços públicos de água e esgoto no município mato-grossense de Sinop.
As graves denúncias que envolvem o congressista ganharam publicidade por meio de uma detalhada reportagem investigativa assinada pelo jornalista Eduardo Militão, veiculada originalmente no portal de notícias Metrópoles. A divulgação do caso trouxe à tona os bastidores de um suposto esquema de favorecimento financeiro que operava na interface entre o poder público municipal e a iniciativa privada. O impacto da publicação jornalística repercutiu imediatamente nos principais centros políticos do país, uma vez que o conteúdo exposto detalha transações clandestinas que fragilizam a lisura de concorrências públicas e a própria governança de grandes corporações nacionais.
As supostas ilegalidades teriam ocorrido de forma continuada ao longo de um período de sete anos, compreendido especificamente entre as gestões de 2009 e 2016, época em que Juarez Costa comandava o Poder Executivo como Prefeito de Sinop. Os repasses financeiros ilícitos e as negociações escusas estendiam-se na mesma medida em que a empresa expandia sua atuação regulatória na promissora região norte do Estado de Mato Grosso. Os prazos delineados pelos investigadores apontam para uma prática sistêmica e duradoura, indicando que o mecanismo de corrupção institucionalizada mantinha-se estável e imune aos controles internos da administração municipal durante os dois mandatos consecutivos do então chefe do Executivo local.
A base factual e jurídica que sustenta as pesadas acusações contra o parlamentar está materializada em minuciosos acordos de colaboração premiada firmados por cinco antigos dirigentes de alto escalão da Aegea com o Ministério Público. As referidas delações premiadas foram submetidas ao crivo do Poder Judiciário e acabaram chanceladas e homologadas em definitivo no ano de 2025 pelo ministro Raul Araújo, integrante do Superior Tribunal de Justiça (STJ).
A participação de magistrados da Suprema Corte confere robustez jurídica aos relatos dos colaboradores, transformando os depoimentos em peças fundamentais de um inquérito que tramita sob rigoroso sigilo e obedece aos ritos processuais penais vigentes no país.
A motivação primordial que impulsionou o pagamento das vultosas propinas residia na busca incessante da Aegea por vantagens comerciais e pela garantia de hegemonia em contratos públicos de saneamento. Os ex-executivos da companhia admitiram que a distribuição de propinas funcionava como uma ferramenta estratégica de expansão corporativa agressiva, destinada a neutralizar a concorrência e a assegurar aditivos contratuais benéficos aos interesses privados.
O suborno era encarado pelos operadores do esquema como um custo operacional necessário para viabilizar a entrada e a permanência da concessionária em mercados municipais estratégicos, garantindo receitas previsíveis e de longo prazo mediante a corrupção de agentes políticos.
O modus operandi estruturado para a execução das fraudes baseava-se em um amplo consórcio de corrupção que extrapolou as fronteiras mato-grossenses, conforme confissões que apontam para o pagamento global de R$ 63 milhões em propinas. Esse esquema ramificado, ativo entre 2010 e 2018, envolveu diretamente vinte municípios distribuídos por seis estados da federação, demonstrando o caráter interestadual da engrenagem criminosa.
As transferências financeiras eram dissimuladas por meio de contratos fictícios e prestação de serviços simulados, técnicas contábeis sofisticadas projetadas especificamente para ludibriar órgãos de fiscalização e dar aparência de legalidade aos recursos de origem nitidamente espúria.
A relevância institucional deste caso ganha contornos dramáticos devido ao peso econômico da Aegea, uma gigante do setor privado que atende milhões de usuários e opera em centenas de cidades brasileiras. A relevância da denúncia amplia-se diante do contexto de forte expansão do mercado de saneamento básico no Brasil, impulsionado por recentes modificações no marco regulatório nacional que estimularam a privatização dos serviços essenciais. Suspeitas de fraudes em uma corporação desse porte geram severas desconfianças no mercado financeiro e comprometem a credibilidade dos modelos de concessão pública, levantando dúvidas sobre a real eficiência da participação privada em áreas sensíveis do desenvolvimento social.
A complexidade econômica da conjuntura agrava-se com a participação societária da Itaúsa, holding controladora do Itaú Unibanco, que realizou aportes bilionários na Aegea no exato período em que os crimes eram relatados. A referida holding injetou inicialmente R$ 1,3 bilhão na empresa de saneamento no ano de 2021, adicionando posteriormente um aporte complementar de R$ 1,2 bilhão, o que lhe confere hoje cerca de 13% do capital social da companhia.

Conquanto a menção à Itaúsa não configure indício de cumplicidade da holding nos atos ilícitos descritos pelos delatores, a presença de um investidor desse equilíbrio ilustra a magnitude financeira da holding e eleva o caso a uma crise de governança de repercussão internacional.
Os desdobramentos desta investigação provocaram reações imediatas nos bastidores políticos de Mato Grosso, onde Juarez Costa mantém uma sólida base eleitoral e exerce atualmente o mandato eletivo na Câmara dos Deputados, em Brasília. A ausência de manifestações imediatas por parte do parlamentar, que preferiu manter-se em silêncio quando instado a pronunciar-se pela equipe do Metrópoles, alimentou as especulações sobre seu futuro político e jurídico.
Analistas apontam que o avanço das apurações judiciais e uma eventual abertura de processo ético-parlamentar podem culminar em severas sanções políticas, incluindo o risco iminente de perda de mandato e de inelegibilidade.
O escândalo recoloca no centro do debate republicano a urgência de mecanismos permanentes de transparência e de controle social rígido sobre os contratos de concessão de serviços de utilidade pública. Quando a prestação de serviços fundamentais à saúde e à dignidade humana torna-se dependente de vultosas parcerias com conglomerados econômicos privados, a fiscalização estatal não pode apresentar falhas nem tolerar interferências políticas espúrias.
O desfecho das investigações em curso será determinante para demonstrar a capacidade das instituições brasileiras em punir crimes de colarinho branco, assegurando que o interesse público prevaleça de forma absoluta sobre ambições financeiras particulares e coalizões criminosas.
-
Artigos6 dias atrásO “menino” Neymar
-
ESPORTES6 dias atrásCuiabá vence e amplia crise na Ponte Preta
-
Artigos4 dias atrásA IGREJA E O COMBATE AO TRABALHO INFANTIL
-
Artigos3 dias atrásAmor e proteção previdenciária: os riscos da informalidade afetiva
-
Artigos3 dias atrásCanetas para emagrecimento podem ajudar a reduzir o risco de câncer?
-
Artigos3 dias atrásA simplificação que complica
-
ESPORTES4 dias atrásTrês cerimônias de abertura com espetáculo multicultural no México
-
Artigos5 dias atrásMenopausa: quem disse que namorar tem prazo de validade?





