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Política

Governo de MT se compromete a retomar obras em Chapada

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A população de Chapada dos Guimarães recebeu a informação de que obras inacabadas no entorno do município serão retomadas nesse ano. Durante audiência pública solicitada pelo presidente da Assembleia Legislativa, Guilherme Maluf (PSDB), na noite desta sexta-feira (29), a classe política, empresarial e a população discutiram soluções emergenciais para a cidade.
 

maluf-reniao-chapadaMaluf lembrou que as obras inacabadas impactam diretamente no turismo da cidade que é um dos principais atrativos do Estado. "Precisamos resgatar a auto-estima do povo que está em baixa por conta de obras que deram início e estão paralisadas. Acredito que a classe política e a população devem se unir em prol da retomada do desenvolvimento de Chapada dos Guimarães", afirmou.
 
Os investimentos em infraestrutura, turismo, educação, saúde e captação de água foram às principais cobranças da população durante o evento. "Sabemos das dificuldades em que o governador Pedro Taques (PDT) assumiu o Estado com a quantidade de restos a pagar, mas temos a convicção que já deram o primeiro passo no diagnóstico das obras que são necessárias no município e em breve teremos a retomada", argumentou Maluf. 

Além de Maluf, os deputados que compareceram no evento, Wilson Santos (PSDB) e Eduardo Botelho (PSB) definiram pela criação de uma Câmara Setorial Temática na Assembleia Legislativa para continuar a discussões sobre os problemas de Chapada

Secretários de Estado presentes na audiência, Marcelo Duarte (Infraestrutura), Permínio Pinto (Educação) e o adjunto de Turismo, Luiz Carlos Nigro, pontuaram a situação de cada obra que está parada e os demais projetos que estão sendo desenvolvidos para a cidade. Nigro anunciou que R$ 30 milhões serão investidos pelo Governo do Estado apenas nesse ano em Chapada dos Guimarães.
 
"Chapada dos Guimarães é prioridade do governo Pedro Taques que quer fazer um case de sucesso a nível nacional com a cidade e para isso, é importante a retomada da obra da salgadeira, que teremos uma posição final no dia 12 de junho da construtora para finalmente dar a obra de serviço. Na MT-020, que liga Chapada à Água Fria, conseguiremos fazer dentro do Prodestur do Governo Federal", disse Nigro.
 
Marcelo Duarte confirmou a duplicação do trevo da Guia até a Fundação Bradesco, trecho de 3,5 km. "Precisamos também construir viadutos e trincheira no trevo da guia se não vai continuar tendo problema, também existem projetos de restauração da estrada a partir do trevo do manso chegando até Chapada com alargamento do acostamento e pavimentação nova principalmente entre o trevo de Manso e o Rio Mutuca, são 10 km que estão extremamente danificados representando riscos aos que trafegam", disse.
 
O secretário disse que existe projeto para a restauração da estrada de chapada a Campo Verde. Já foi aprovado pelo conselho do Prodestur para o financiamento de algumas dessas obras e também os recursos do Fethab podem ser usados." Não vamos admitir receber obras mal feitas e abrir sindicância de obras mal feitas nos últimos cinco anos e teremos manutenção constante nas rodovias", afirmou Marcelo. 
 
Sobre o Portão do Inferno, Nigro disse que fizeram os contatos necessários e conversaram com geólogos da UFMT para acertar ações em conjunto e eles vão fazer a análise do local e entregar ainda em junho para partirem para o projeto e desenvolvimento daquela área para contemplação e implementação de um quiosque.
 
O secretário não quis estipular o término das obras, mas garantiu que a secretaria de Desenvolvimento Econômico está se empenhando para melhorar a infraestrutura turística da região. "De manso a chapada temos que sentar com a empresa e traçar projeto, duplicação é muito difícil, mas a idéia atual é criar a MT-030, que liga Chapada dos Guimarães até o rodoanel que desce a 14 km de Chapada descendo para Cuiabá, desviando o tráfego pesado da estrada parque e a revitalização e criação de acostamento e criação de mirante na MT-251", afirmou o secretário Nigro.
 
O secretário Permínio Pinto disse que foi dado 100 dias para a empresa responsável executar a reforma na escola São José, do distrito de Água Fria. "Nosso compromisso com a empresa é que a escola seja reformada, se não ocorrer, vamos substituir a empresa. Também vamos visitar quatro escolas da cidade e ver o que é prioridade", disse. 
 
Prefeito da cidade, Lisu Koberstain (PMDB), agradeceu a realização da audiência por Maluf e defendeu a união pelo município. "Falamos tanto da Copa do Mundo e Chapada não foi beneficiada e a culpa foi da Secopa. Precisamos de melhorias emergenciais", disse. O presidente da Câmara Municipal, Joair Lara, disse que até hoje a cidade não recebeu o legado da Copa do Mundo.
 
Também participaram do evento, o deputado federal Fábio Garcia (PSB), os deputados estaduais Eduardo Botelho (PSB), primeiro-vice presidente da Casa de Leis, Wilson Santos (PSDB), líder do governo na Assembleia Legislativa e o vereador por Cuiabá, Maurélio Ribeiro (PSDB).

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Política

Rachas expõem dificuldades de articulação nos principais palanques de Mato Grosso

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Passados os cinco primeiros dias da campanha eleitoral, o senador e candidato ao Governo de Mato Grosso, o Senador, Wellington Fagundes (PL), enfrenta dificuldades para consolidar uma estrutura política unificada em torno de sua candidatura. A movimentação revela divergências dentro da própria legenda e coloca em evidência os obstáculos para estabelecer uma composição harmoniosa entre os diferentes grupos que integram seu palanque.

A expectativa de que a definição do candidato a vice-governador contribuísse para organizar a campanha não se confirmou, segundo o cenário descrito. A composição, que envolve o empresário é o apelido do empresário e político brasileiro Reinaldo Gomes de Morais, conhecido como Rei do Porco, não teria sido suficiente para eliminar as divergências existentes entre setores aliados. Ao contrário, os conflitos permanecem expostos justamente no início de uma fase decisiva da disputa eleitoral.

Um dos principais sinais de divisão está na relação entre Wellington Fagundes e José Medeiros (PL), candidato ao Senado pela mesma sigla. Medeiros já declarou que não pretende pedir votos para o correligionário, evidenciando a distância política entre os dois projetos. O episódio demonstra que a presença de candidatos do mesmo partido em uma composição eleitoral não necessariamente representa unidade de discurso ou de estratégia.

A aliança firmada com o MDB comandado pela deputada estadual Janayna Riva, também se tornou um dos pontos de tensão dentro do grupo liderado por Wellington Fagundes. A composição teria sido estabelecida após a Convenção Partidária e enfrentado resistência de setores identificados com o bolsonarismo mais alinhado ao ex-presidente Jair Bolsonaro. A divergência acrescenta mais um elemento de instabilidade a uma candidatura que busca ampliar sua base política durante o período de campanha.

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No palanque governista, as dificuldades de articulação também aparecem em diferentes frentes. O deputado federal Fábio Garcia (UB), que deixou a composição inicialmente articulada com o governador Otaviano Pivetta, passou a desenvolver sua própria campanha sem destacar, em seus materiais eleitorais, a presença do antigo aliado. O episódio reforça a percepção de que a formação das alianças não eliminou as disputas internas entre os grupos políticos.

A situação evidencia uma característica recorrente das campanhas eleitorais: alianças formais nem sempre resultam em atuação conjunta no cotidiano político. Quando candidatos pertencentes ao mesmo campo deixam de compartilhar agendas, discursos e materiais de divulgação, as diferenças entre os grupos tornam-se perceptíveis ao eleitorado e podem dificultar a construção de uma identidade eleitoral comum.

Na centro-esquerda, a composição para o Senado formada por Carlos Fávaro (PSD) e Pedro Taques (PSB) também apresenta sinais de distanciamento político. Embora a divergência seja descrita de maneira menos explícita, pessoas próximas aos dois grupos apontam dificuldades de sintonia entre as candidaturas. A percepção predominante é de que os projetos seguem trajetórias próprias, com pouca integração entre as respectivas agendas.

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A ausência de uma atuação coordenada entre candidatos que integram a mesma chapa pode produzir efeitos sobre a estratégia eleitoral. Em uma campanha marcada pela necessidade de ampliar alianças, organizar agendas e estabelecer mensagens convergentes, a falta de sintonia tende a tornar mais complexa a comunicação com o eleitorado e a mobilização das estruturas partidárias.

O quadro observado nos diferentes palanques demonstra que o início da campanha em Mato Grosso é marcado não apenas pela disputa entre projetos eleitorais, mas também por negociações internas e divergências entre grupos que, formalmente, compartilham alianças. Wellington Fagundes, Otaviano Pivetta, Fábio Garcia, José Medeiros, Janaina Riva, Carlos Fávaro e Pedro Taques aparecem inseridos em composições nas quais a unidade política ainda passa por diferentes níveis de consolidação.

Com a campanha em fase inicial, os próximos movimentos deverão mostrar se as atuais divergências serão administradas pelas lideranças ou se permanecerão como marcas das respectivas alianças. A disputa eleitoral, portanto, começa em um ambiente no qual a formação dos palanques ainda não representa, necessariamente, convergência entre seus integrantes, deixando evidente que a consolidação das estratégias políticas será um dos principais desafios das candidaturas ao longo do processo.

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