Search
Close this search box.

Política

Gilmar Fabris vai recorrer do pedido de prisão

Publicados

em

Ex-presidente da Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (AL/MT), responsável pela construção da nova sede do parlamento mato-grossense na região do Centro Político e Administrativo do Estado, o deputado estadual Gilmar Fabris (PSD) agora é um inquilino do Centro de Custódia de Cuiabá (CCC), por onde passaram o ex-governador Silval Barbosa (PMDB), que fez uma delação “do fim do mundo”, onde acusa vários políticos, entre eles o próprio Fabris de participar de um esquema de corrupção em Mato Grosso e recebimento de “mensalinho”. Fabris chegou a ser filmado em uma das sessões de recebimento de dinheiro no Palácio Paiaguás, onde ainda reclama do valor, considerado pouco.

Mas a entrada de Gilmar Fabris no inquilinato do sistema carcerário mato-grossense envolveu lances de novela mexicana, dramalhão e muito suspense. Foram dois dias de movimentação intensa entre agentes da Polícia Federal para encontrá-lo, documentação solicitando sua prisão e o despacho do ministro Luiz Fux determinando o encarceramento. E tudo por causa de uma mala. Ao descobrir que agentes federais iriam a seu gabinete na Assembleia Legislativa e em suas residências em Cuiabá e Rondonópolis, Gilmar Fabris teria tratado de dar sumiço em vários documentos. Pelo menos este é o inicio do dramalhão acusatório da Polícia Federal

Leia Também:  A ferida política foi exposta por Nadaf: "tempestade perfeita"

Gilmar Fabris foi visto na madrugada de quinta-feira deixando a Assembleia Legislativa, pouco antes da chegada da Polícia Federal com uma mala, recheada, claro, de documentos. A partir dali sumiu de cena. Não esteve em sua casa em Cuiabá para receber os agentes federais e nem mesmo na residência em Rondonópolis. Tomou como diria o velho adágio popular: doril.

Começa ai uma caçada silenciosa da Polícia Federal ao parlamentar mato-grossense. Agentes se deslocaram até Rondonópolis e outros voltaram à noite na Assembleia Legislativa em busca de documento e, quem sabe, do deputado.

Na manhã da ultima sexta-feira, a notícia de que era procurado pela Polícia Federal. O próprio Gilmar Fabris tratou de divulgar a informação, ao tomar conhecimento por um cunhado, de que a PF estivera novamente em sua casa em Rondonópolis. Em telefonema ao presidente da Assembleia Legislativa, deputado estadual Eduardo Botelho confirmou que estava sendo procurado e que se encontrava na zona rural de Rondonópolis

No contanto com Botelho, lembrou que como deputado tinha imunidade parlamentar. Depois de várias negociações, inclusive de seus advogados com a superintendência da Polícia Federal em Cuiabá resolveu que se apresentaria. Chegou a falar que retornaria de Rondonópolis para Cuiabá de avião. Foi se apresentar só às 14h30, em um intenso suspense para a imprensa cuiabana e os agentes federais que o esperam na porta da sede da PF.

Leia Também:  Dr. Leonardo propõe Lei para instituir Política de Proteção à pessoa com fibromialgia

Ao chegar em Cuiabá, foram mais de  três horas de depoimento. Não se sabe ainda o que falou aos delegados, notadamente sobre a misteriosa mala que não foi levada para a PF e que motivou sua prisão por obstrução da Justiça. Saiu da PF direto para o Instituto Médico Legal onde passou por exame de corpo de delito e foi para o Centro de Custódia de Cuiabá, onde hoje está como inquilino do sistema prisional.

COMENTE ABAIXO:

Propaganda
Clique para comentar

Você precisa estar logado para postar um comentário Login

Deixe uma resposta

Política

Invasão cibernética na Saúde alimenta embate político em Mato Grosso

Publicados

em

Um sofisticado incidente cibernético violou a infraestrutura tecnológica da Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso (SES-MT), deflagrando uma crise institucional que mobiliza o Poder Executivo e a Assembleia Legislativa Mato-grossense (AL/MT). O episódio, classificado tecnicamente como uma “invasão hacker”, desestabilizou a percepção de segurança dos sistemas governamentais e gerou imediata repercussão no cenário político local. O evento expõe a vulnerabilidade digital da administração pública frente a ameaças externas cada vez mais ousadas e coordenadas.

Os alvos diretos e indiretos dessa ação criminosa envolvem a própria Secretaria de Saúde, responsável pelo gerenciamento de dados assistenciais, e a Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (ALMT), que atua como órgão fiscalizador. O presidente do Parlamento Estadual, deputado Max Russi (Podemos), assumiu o protagonismo institucional ao externar profunda preocupação com o ocorrido, enquanto a equipe técnica da pasta de Saúde e os investigadores da Polícia Civil desdobram-se para mitigar os danos colaterais e identificar os autores do ataque.

As consequências imediatas do ataque cibernético resultaram no impacto restrito a um volume inferior a 1 Terabyte (TB) de informações do acervo digital da pasta, o qual acabou sendo integralmente recuperado por meio de sistemas de contingência e redundância. No entanto, o desdobramento mais crítico manifestou-se no plano político, manifestado pelo temor de que o apagão de dados pudesse inviabilizar o fornecimento de documentos essenciais para os trabalhos de fiscalização parlamentar em andamento na capital do estado.

O epicentro do incidente localiza-se nos servidores centrais da Secretaria de Saúde, situados no Centro Político Administrativo de Cuiabá, irradiando seus efeitos institucionais diretamente para o Palácio Paschoal Moreira Cabral, sede do Poder Legislativo Mato-grossense.

Leia Também:  Dr. Leonardo propõe Lei para instituir Política de Proteção à pessoa com fibromialgia

A proximidade geográfica e administrativa dessas instituições amplificou o eco do debate sobre a eficiência da infraestrutura tecnológica pública estadual, transformando a capital mineira-mútua do Agronegócio em um palco de intensas cobranças governamentais.

A identificação original do ataque digital ocorreu em meados de março de 2026, porém o ápice do tensionamento institucional consolidou-se nesta quarta-feira, 3 de junho, durante uma sessão coletiva de imprensa convocada pelo presidente da Casa de Leis. O momento cronológico do anúncio revelou-se extremamente sensível, por coincidir exatamente com a fase de instalação e estruturação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) destinada a investigar a gestão da Saúde Pública no Estado.

A motivação presumida por trás da ação criminosa assume contornos ambíguos, dividindo-se entre a tentativa de extorsão financeira, prontamente rechaçada pelo Executivo, que negou qualquer pagamento de resgate, e a suspeita de sabotagem política. Parlamentares mais incisivos levantaram a hipótese de que a invasão visava ocultar passivos administrativos, embora a liderança do Legislativo tenda a encarar o episódio como uma nefasta coincidência oportunista que se aproveitou de fragilidades estruturais do sistema.

As justificativas técnicas apresentadas pela Secretaria de Saúde fundamentam-se na robustez de seus protocolos de segurança da informação, os quais permitiram o restabelecimento célere das atividades institucionais sem prejuízo ao atendimento da população. Por sua vez, a justificativa para a reação veemente do Parlamento baseia-se no dever constitucional de fiscalização, sustentando que qualquer instabilidade em bancos de dados governamentais representa uma ameaça direta à transparência e à estabilidade social.

O método operacional utilizado pelos criminosos consistiu na quebra de barreiras digitais de criptografia para acessar a rede interna da secretaria, seguido de uma suposta exigência financeira ilegal que acabou ignorada pelas autoridades. Do lado institucional, o método de resposta envolveu o acionamento imediato da Delegacia Especializada de Repressão a Crimes Informáticos e Cibernéticos (DRCI) para subsidiar a investigação criminal, além do anúncio de auditorias nos sistemas redundantes do Estado.

Leia Também:  Jayme Campos quer mobilizar bancada para socorrer MT

Os desdobramentos futuros desse imbróglio apontam para uma inevitável reformulação nas políticas de investimentos em segurança cibernética de Mato Grosso, com pressões para o fortalecimento da Empresa Pública de Tecnologia da Informação (MTI). Além disso, a Mesa Diretora do Legislativo garantiu que a comissão investigativa requisitará auditorias independentes para assegurar que nenhum dado relevante tenha sido permanentemente suprimido ou mascarado durante o período em que o sistema esteve vulnerável.

As perspectivas de encerramento do caso dependem agora do avanço do inquérito policial e da capacidade de o Estado demonstrar que seus mecanismos de salvaguarda digital são invioláveis contra futuras incursões. O presidente da Assembleia Legislativa assegurou que as investigações da CPI não sofrerão paralisações ou entraves técnicos, visto que os mecanismos de armazenamento externo garantirão o fluxo contínuo de provas, blindando o processo político contra interferências do crime virtual.

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

MAIS LIDAS DA SEMANA