Política
Dr. Leonardo propõe Lei para instituir Política de Proteção à pessoa com fibromialgia
Fibromialgia é uma síndrome, que acomete em grande parte mulheres, entre 20 e 50 anos. A pessoa sente dores por todo o corpo durante longos períodos, apresenta sensibilidade nas articulações, músculos, tendões e tecidos moles.
Silenciosa e dolorida, a máxima que “até o cabelo dói” existe.
Um dia pulando feito uma gazela feliz, noutro a incapacidade de tocar os pés no chão, segurar um copo d’água, de raciocinar, de conviver. Muito se discute no meio acadêmico e médico e pouco a sociedade civil conhece.
Incapacitante, não tem cura, e tão silenciosa que coloca em dúvida a sua veracidade.
O deputado federal Dr. Leonardo Riberio Albuquerque, do Partido Solariedariedade (SD) do Estado de Mato Grosso apresentou Projeto de Lei (PL 3010/2019) para instituir a Política Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa com Fibromialgia. A proposta inclui dispositivos para garantir atendimento multidisciplinar, pesquisa científica, capacitação de profissionais, disseminação de informação, além da inserção no mercado de trabalho dessa parcela da sociedade.
“A fibromialgia é uma doença recém-descoberta que causa dor crônica incapacitante e que migra por vários pontos do corpo, além de cefaleia, insônia e vários outros sintomas. Em que pesem as severas restrições impostas à qualidade de vida dos pacientes, a doença não foi contemplada pelo rol de pessoas com deficiência. Essa lei também visa corrigir essa injustiça“, afirmou o deputado federal Dr. Leonardo.
A dor causada pela Fibromialgia, doença que acomete principalmente mulheres entre 30 e 55 anos, pode impedir uma pessoa de ter uma rotina saudável. O uso de medicamentos pelos pacientes é imperioso para a estabilização do quadro de dores. Os analgésicos, anti-inflamatórios, antidepressivos e os neuromoduladores são a principal medicação atualmente utilizada pelos pacientes de fibromialgia, uma vez que controlam a falta de regulação da dor por parte do cérebro.
Por isso, o parlamentar do Solidariedade acredita que a fibromialgia estar fora do rol de doenças de pessoas com deficiência tem causado inúmeros transtornos, especialmente no que tange à concessão de direitos, como vagas prioritárias, participação garantida no mercado do trabalho e atendimento adequado na rede pública de saúde.
Caso esse projeto se torne lei, o Governo Federal fica autorizado a firmar contrato de direito público ou convênio com pessoas jurídicas de direito privado, com preferência por aquelas sem fins lucrativos.
“Como deputado estadual eu conheci um grupo de mulheres, as ‘Mulheres de Fibra’, que sofriam de fibromialgia e buscavam algumas melhorias no atendimento junto ao poder público. Hoje em dia, um dos maiores problemas é o diagnóstico por falta de capacitação e informação. Como médico, sou muito sensível a essas causas e sei que não é apenas em Mato Grosso, mas em todo Brasil que pessoas sofrem com a fibromialgia“, disse.
Confira o projeto:
Política
Invasão cibernética na Saúde alimenta embate político em Mato Grosso
Um sofisticado incidente cibernético violou a infraestrutura tecnológica da Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso (SES-MT), deflagrando uma crise institucional que mobiliza o Poder Executivo e a Assembleia Legislativa Mato-grossense (AL/MT). O episódio, classificado tecnicamente como uma “invasão hacker”, desestabilizou a percepção de segurança dos sistemas governamentais e gerou imediata repercussão no cenário político local. O evento expõe a vulnerabilidade digital da administração pública frente a ameaças externas cada vez mais ousadas e coordenadas.
Os alvos diretos e indiretos dessa ação criminosa envolvem a própria Secretaria de Saúde, responsável pelo gerenciamento de dados assistenciais, e a Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (ALMT), que atua como órgão fiscalizador. O presidente do Parlamento Estadual, deputado Max Russi (Podemos), assumiu o protagonismo institucional ao externar profunda preocupação com o ocorrido, enquanto a equipe técnica da pasta de Saúde e os investigadores da Polícia Civil desdobram-se para mitigar os danos colaterais e identificar os autores do ataque.
As consequências imediatas do ataque cibernético resultaram no impacto restrito a um volume inferior a 1 Terabyte (TB) de informações do acervo digital da pasta, o qual acabou sendo integralmente recuperado por meio de sistemas de contingência e redundância. No entanto, o desdobramento mais crítico manifestou-se no plano político, manifestado pelo temor de que o apagão de dados pudesse inviabilizar o fornecimento de documentos essenciais para os trabalhos de fiscalização parlamentar em andamento na capital do estado.
O epicentro do incidente localiza-se nos servidores centrais da Secretaria de Saúde, situados no Centro Político Administrativo de Cuiabá, irradiando seus efeitos institucionais diretamente para o Palácio Paschoal Moreira Cabral, sede do Poder Legislativo Mato-grossense.

A proximidade geográfica e administrativa dessas instituições amplificou o eco do debate sobre a eficiência da infraestrutura tecnológica pública estadual, transformando a capital mineira-mútua do Agronegócio em um palco de intensas cobranças governamentais.
A identificação original do ataque digital ocorreu em meados de março de 2026, porém o ápice do tensionamento institucional consolidou-se nesta quarta-feira, 3 de junho, durante uma sessão coletiva de imprensa convocada pelo presidente da Casa de Leis. O momento cronológico do anúncio revelou-se extremamente sensível, por coincidir exatamente com a fase de instalação e estruturação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) destinada a investigar a gestão da Saúde Pública no Estado.
A motivação presumida por trás da ação criminosa assume contornos ambíguos, dividindo-se entre a tentativa de extorsão financeira, prontamente rechaçada pelo Executivo, que negou qualquer pagamento de resgate, e a suspeita de sabotagem política. Parlamentares mais incisivos levantaram a hipótese de que a invasão visava ocultar passivos administrativos, embora a liderança do Legislativo tenda a encarar o episódio como uma nefasta coincidência oportunista que se aproveitou de fragilidades estruturais do sistema.
As justificativas técnicas apresentadas pela Secretaria de Saúde fundamentam-se na robustez de seus protocolos de segurança da informação, os quais permitiram o restabelecimento célere das atividades institucionais sem prejuízo ao atendimento da população. Por sua vez, a justificativa para a reação veemente do Parlamento baseia-se no dever constitucional de fiscalização, sustentando que qualquer instabilidade em bancos de dados governamentais representa uma ameaça direta à transparência e à estabilidade social.
O método operacional utilizado pelos criminosos consistiu na quebra de barreiras digitais de criptografia para acessar a rede interna da secretaria, seguido de uma suposta exigência financeira ilegal que acabou ignorada pelas autoridades. Do lado institucional, o método de resposta envolveu o acionamento imediato da Delegacia Especializada de Repressão a Crimes Informáticos e Cibernéticos (DRCI) para subsidiar a investigação criminal, além do anúncio de auditorias nos sistemas redundantes do Estado.

Os desdobramentos futuros desse imbróglio apontam para uma inevitável reformulação nas políticas de investimentos em segurança cibernética de Mato Grosso, com pressões para o fortalecimento da Empresa Pública de Tecnologia da Informação (MTI). Além disso, a Mesa Diretora do Legislativo garantiu que a comissão investigativa requisitará auditorias independentes para assegurar que nenhum dado relevante tenha sido permanentemente suprimido ou mascarado durante o período em que o sistema esteve vulnerável.
As perspectivas de encerramento do caso dependem agora do avanço do inquérito policial e da capacidade de o Estado demonstrar que seus mecanismos de salvaguarda digital são invioláveis contra futuras incursões. O presidente da Assembleia Legislativa assegurou que as investigações da CPI não sofrerão paralisações ou entraves técnicos, visto que os mecanismos de armazenamento externo garantirão o fluxo contínuo de provas, blindando o processo político contra interferências do crime virtual.
-
Destaques6 dias atrásApós denúncia do TCE, Taques amplia representação sobre obra da MT-170
-
Artigos1 dia atrásAntes da mina, vem a ciência: como um geólogo encontra ouro?
-
Política5 dias atrásContratos da Educação em Cuiabá alvejam rombo de R$ 70 Milhões e tensionam poderes
-
Artigos4 dias atrásA IGREJA, MARX E A JORNADA 6 X 1
-
Política1 dia atrásA complexa engenharia de alianças entre “PL e MDB” frente ao conservadorismo regional
-
Política23 horas atrásDéjàvu de 1998 na disputa eleitoral de 2026? Reviravolta na Câmara de Cuiabá
-
Política3 dias atrásEx-secretário de Educação coloca Abilinho em rota de colisão no “passeio ciclístico”
-
Política6 dias atrásPintando aliança de Jayme e Wellton; terceira via está pescando seus peixes





Você precisa estar logado para postar um comentário Login