Política
Jayme Campos quer mobilizar bancada para socorrer MT
“Renovação” foi uma das palavras de ordem das eleições de 7 outubro de 2018, e vai marcar a posse dos deputados federais e Senadores que iniciaram seus mandatos nesta sexta-feira (1º).
Os números impressionam: entre os 54 senadores eleitos em 2018, 87% são novatos; na Câmara Federal, 243 dos futuros parlamentares estão estreando no Congresso Nacional.
“A renovação no Senado não impediu que a Casa continuasse sendo um destino quase certo de ex-governadores de Estado. Sete deles foram eleitos em 2018: Jaques Wagner (PT-BA), Cid Gomes (PDT-CE), Jarbas Vasconcelos (MDB-PE), Eduardo Braga (MDB-AM), Jayme Campos (DEM-MT), Confúcio Moura (MDB-RO) e Espiridião Amin (PP-SC)“.
O Senador por Mato Grosso, Jayme Veríssimo de Campos (DEM) assumiu pela segunda vez o mandato de Senador da República. Campos disse que uma de suas principais missões será a defesa dos interesses das unidades da Federação, “tanto os estados quanto os municípios“, para resgatá-los da falência que começa a ser generalizada.
Jayme Campos disse que vai propor um “Novo Pacto Federativo”, uma “profunda reforma tributária” e a revisão da Lei Kandir.
“É preciso que o governo federal se conscientize que a situação é grave e merece uma grande solução urgente e definitiva. Os afetados não são os governantes, os prefeitos e governadores, mas, sim, os cidadãos que vivem nas cidades e nos estados e necessitam de serviços públicos para viver com dignidade“, afirmou o senador.
O Senador do Partido Democrata (DEM) afirmou ainda que, na condição de veterano congressista, já na próxima semana irá mobilizar seus outros dois colegas no Senado, a Senadora eleita pelo Partido Social Liberal (PSL), Selma Rosane Santos Arruda e o Senador do Partido da Republica (PR), Wellington Antônio Fagundes Fagundes, além dos 8 deputados federais, para num esforço urgente discutir ações junto ao governo federal para socorrer Mato Grosso, que vive atualmente em “Estado de Calamidade Financeira”.
Jayme Campos disse que vai conversar com o agora deputado federal José Medeiros, que é o atual coordenador da Bancada de Mato Grosso no Congresso Nacional, para promover esta mobilização urgente. Medeiros, que era Senador, continua como coordenador dos congressistas mato-grossenses até que nova eleição seja feita.
“Devido toda a experiência que tenho, me sinto na obrigação de fazer esta mobilização e o deputado José Medeiros, tenho certeza, comunga com nossa preocupação“, disse Jayme Campos.
O Senador Jayme Campos cumpriu pela primeira vez o mandato de senador de 2007 a 2015. Na ocasião ele foi membro de várias Comissões Permanentes do Senado da Republica, sendo presidente da Comissão de Assuntos Sociais, membro do Conselho de Ética e da Mesa Diretora, condição em que chegou a presidir a Casa em diversas ocasiões.
Política
Invasão cibernética na Saúde alimenta embate político em Mato Grosso
Um sofisticado incidente cibernético violou a infraestrutura tecnológica da Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso (SES-MT), deflagrando uma crise institucional que mobiliza o Poder Executivo e a Assembleia Legislativa Mato-grossense (AL/MT). O episódio, classificado tecnicamente como uma “invasão hacker”, desestabilizou a percepção de segurança dos sistemas governamentais e gerou imediata repercussão no cenário político local. O evento expõe a vulnerabilidade digital da administração pública frente a ameaças externas cada vez mais ousadas e coordenadas.
Os alvos diretos e indiretos dessa ação criminosa envolvem a própria Secretaria de Saúde, responsável pelo gerenciamento de dados assistenciais, e a Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (ALMT), que atua como órgão fiscalizador. O presidente do Parlamento Estadual, deputado Max Russi (Podemos), assumiu o protagonismo institucional ao externar profunda preocupação com o ocorrido, enquanto a equipe técnica da pasta de Saúde e os investigadores da Polícia Civil desdobram-se para mitigar os danos colaterais e identificar os autores do ataque.
As consequências imediatas do ataque cibernético resultaram no impacto restrito a um volume inferior a 1 Terabyte (TB) de informações do acervo digital da pasta, o qual acabou sendo integralmente recuperado por meio de sistemas de contingência e redundância. No entanto, o desdobramento mais crítico manifestou-se no plano político, manifestado pelo temor de que o apagão de dados pudesse inviabilizar o fornecimento de documentos essenciais para os trabalhos de fiscalização parlamentar em andamento na capital do estado.
O epicentro do incidente localiza-se nos servidores centrais da Secretaria de Saúde, situados no Centro Político Administrativo de Cuiabá, irradiando seus efeitos institucionais diretamente para o Palácio Paschoal Moreira Cabral, sede do Poder Legislativo Mato-grossense.

A proximidade geográfica e administrativa dessas instituições amplificou o eco do debate sobre a eficiência da infraestrutura tecnológica pública estadual, transformando a capital mineira-mútua do Agronegócio em um palco de intensas cobranças governamentais.
A identificação original do ataque digital ocorreu em meados de março de 2026, porém o ápice do tensionamento institucional consolidou-se nesta quarta-feira, 3 de junho, durante uma sessão coletiva de imprensa convocada pelo presidente da Casa de Leis. O momento cronológico do anúncio revelou-se extremamente sensível, por coincidir exatamente com a fase de instalação e estruturação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) destinada a investigar a gestão da Saúde Pública no Estado.
A motivação presumida por trás da ação criminosa assume contornos ambíguos, dividindo-se entre a tentativa de extorsão financeira, prontamente rechaçada pelo Executivo, que negou qualquer pagamento de resgate, e a suspeita de sabotagem política. Parlamentares mais incisivos levantaram a hipótese de que a invasão visava ocultar passivos administrativos, embora a liderança do Legislativo tenda a encarar o episódio como uma nefasta coincidência oportunista que se aproveitou de fragilidades estruturais do sistema.
As justificativas técnicas apresentadas pela Secretaria de Saúde fundamentam-se na robustez de seus protocolos de segurança da informação, os quais permitiram o restabelecimento célere das atividades institucionais sem prejuízo ao atendimento da população. Por sua vez, a justificativa para a reação veemente do Parlamento baseia-se no dever constitucional de fiscalização, sustentando que qualquer instabilidade em bancos de dados governamentais representa uma ameaça direta à transparência e à estabilidade social.
O método operacional utilizado pelos criminosos consistiu na quebra de barreiras digitais de criptografia para acessar a rede interna da secretaria, seguido de uma suposta exigência financeira ilegal que acabou ignorada pelas autoridades. Do lado institucional, o método de resposta envolveu o acionamento imediato da Delegacia Especializada de Repressão a Crimes Informáticos e Cibernéticos (DRCI) para subsidiar a investigação criminal, além do anúncio de auditorias nos sistemas redundantes do Estado.

Os desdobramentos futuros desse imbróglio apontam para uma inevitável reformulação nas políticas de investimentos em segurança cibernética de Mato Grosso, com pressões para o fortalecimento da Empresa Pública de Tecnologia da Informação (MTI). Além disso, a Mesa Diretora do Legislativo garantiu que a comissão investigativa requisitará auditorias independentes para assegurar que nenhum dado relevante tenha sido permanentemente suprimido ou mascarado durante o período em que o sistema esteve vulnerável.
As perspectivas de encerramento do caso dependem agora do avanço do inquérito policial e da capacidade de o Estado demonstrar que seus mecanismos de salvaguarda digital são invioláveis contra futuras incursões. O presidente da Assembleia Legislativa assegurou que as investigações da CPI não sofrerão paralisações ou entraves técnicos, visto que os mecanismos de armazenamento externo garantirão o fluxo contínuo de provas, blindando o processo político contra interferências do crime virtual.
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