ELEIÇÃO SUPLEMENTAR
“Geraldo sem dúvidas é um ótimo nome para governar Matupá”
Três cidades de MT terão eleições para prefeito no dia 1º de agosto após cassação dos prefeito eleitos de Acorizal, Torixoréu e Matupá que foram impedidos de exercer o cargo por improbidade administrativa e governo de grupo familiar por mais de dois mandatos.
Com isso, a Justiça Eleitoral de Mato Grosso confirmou a realização das Eleições Suplementares para as prefeituras dos municípios.
Inês Moraes Mesquita Coelho, da cidade de Torixoréu, candidata reeleita, foi impedida de assumir o cargo porque a justiça não permite mais de dois mandatos seguidos de um mesmo grupo familiar. O marido dela, Odoni Mesquista, era prefeito da cidade entre 2013 e 2016. Inês foi eleita em 2016 e, posteriormente, em 2020.
O prefeito eleito na cidade de Acorizal, a 59 km de Cuiabá, Meraldo Sá foi cassado em dezembro do ano passado. Isso porque Meraldo havia sido condenado em 2018 por improbidade administrativa em uma ação do Ministério Público que o acusou de ter realizado despesas não autorizadas quando era vereador em Acorizal, entre 2001 e 2012.
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) também cassou por unanimidade o registro de candidatura do prefeito eleito de Matupá (680 km de Cuiabá), Fernando Zafonato, e do vice-prefeito Bruno Mena, ambos filiado ao DEM. Zafonatto estaria inelegível para disputar a eleição, devido a uma condenação de improbidade administrativa por direcionamento de licitação.
Pensando em se fortalecer já visando as eleições de 2022, o Partido Socialista Brasileiro (PSB) de Mato Grosso apresenta o delegado da Polícia Judiciária Civil (PJC), Geraldo Gezani Filho, 39 anos, como pré-candidato a prefeito de Matupá. Considerado terceira via para a política matupaense, o delegado já tem 14 anos de carreira e um histórico de atuação em defesa da categoria.
Filiado ao PSB desde 2011, o delegado colocou seu nome à disposição para pleitear a chefia do poder Executivo Municipal de Matupá com o projeto de defender pautas essenciais para o município, como segurança pública, educação, saúde e desenvolvimento econômico.
“Eu sempre me importo com o serviço que desenvolvo. Como delegado eu investigo crimes e acolho vítimas. Já como prefeito é possível cuidar de vários segmentos da comunidade. Matupá hoje tem quase 20 mil habitantes, é um grande desafio, mas acredito que será uma missão indispensável para criar novas fronteiras de desenvolvimento para a cidade“, defende o delegado.
Natural de Cuiabá, Delegado Geraldo está na PJC desde 2007 quando assumiu a delegacia de Guarantã do Norte, onde ficou por quase seis anos. Depois, ele trabalhou em Peixoto de Azevedo e Matupá. Em seguida, o delegado passou três anos em Cuiabá e depois voltou para Matupá em 2016, onde reside com a família.
Enquanto delegado, Geraldo articulou junto ao Poder Judiciário e ao Ministério Público a construção da Delegacia Municipal de Matupá, além da compra de materiais para os policiais que atuam na região.
“O Delegado Geraldo é um excelente nome que se colocou à disposição do PSB para poder disputar o cargo de prefeito. Sem dúvidas é um ótimo nome para governar Matupá, pois é proativo, tem um notório histórico de luta pela sua categoria, e demonstra capacidade para liderar o município. Esse projeto conta com meu apoio e de todo o PSB Mato Grosso“, afirma o deputado estadual Max Russi, presidente regional do PSB.
As eleições suplementares serão realizadas dia 1º de agosto em três municípios de Mato Grosso: Matupá, Acorizal e Torixoréu.
O Partido Socialista Brasileiro (PSB) de Mato Grosso contará com candidatos nas três cidades, o que pode ampliar para 16 o número de prefeitos filiados ao partido no Estado. Hoje, o PSB administra treze prefeituras, possui 141 vereadores e é a terceira maior sigla de Mato Grosso em número de eleitos.
Política
Denúncias de aliciamento elevam a “Tensão” na disputa pelo Palácio Paiaguás
Uma grave acusação de interferência externa e oferecimento de vantagens ilícitas abalou as estruturas internas da federação partidária que decidirá os rumos da sucessão estadual. A denúncia aponta para a existência de um forte movimento de bastidores que visa desestabilizar os votos de delegados partidários, transformando a definição de candidaturas em um cenário de intensa disputa ética e jurídica.
O epicentro do embate envolve diretamente o deputado estadual Júlio Campos, que externou as suspeitas, e seu irmão, o senador Jayme Campos, cuja postulação ao governo estadual sofre forte oposição interna. No polo oposto dessa correlação de forças, posicionam-se o ex-governador e atual presidente partidário Mauro Mendes, aliado ao atual governador Otaviano Pivetta, este último filiado ao Republicanos e beneficiário direto de uma eventual composição ampla.
As articulações e os tensionamentos que culminaram na “denúncia pública” ganharam contornos de crise nesta semana, antecedendo o prazo final para as definições de chapas majoritárias. O cronograma converge para o dia 30 de julho, data em que ocorrerá a deliberação oficial e o consequente desfecho do processo de escolha interna que definirá as coligações.
Toda a movimentação política concentra-se no “GRANDIOSO” Estado de Mato Grosso, tendo como foco principal as articulações na capital, Cuiabá, onde se localizam as sedes partidárias e o Palácio Paiaguás. O cenário geográfico reflete a importância estratégica da região Centro-Oeste no panorama político e econômico nacional, o que eleva a relevância da disputa pelo controle do Executivo Estadual.
A definição do candidato ocorrerá por meio do voto secreto dos membros da convenção da Federação União Progressista, bloco composto pela associação entre o União Brasil e o Progressistas (PP). Esse método de votação secreta visa garantir a liberdade de escolha dos delegados, resguardando-os de pressões externas diretas, embora o sigilo do voto agora enfrente o desafio das suspeitas de assédio político prévio.

O motivo central da divergência reside no conflito de visões estratégicas para o futuro do estado, dividindo a agremiação entre a defesa de uma candidatura própria e a adesão a um projeto de continuidade governamental. Enquanto uma ala busca resgatar o protagonismo histórico da legenda tradicional, o grupo governista argumenta que a composição ampla fortalece a governabilidade e assegura a estabilidade das políticas públicas em andamento.
A finalidade desse embate interno é a conquista do controle do Palácio Paiaguás e a consolidação de hegemonia política na região pelas próximas temporadas administrativas. Os grupos em disputa buscam garantir espaço prioritário nas chapas proporcionais e majoritárias, o que viabilizará a sustentação legislativa e a influência sobre o orçamento e as diretrizes do desenvolvimento estadual.
O processo desenvolve-se sob condições de extrema desconfiança mútua, caracterizadas por Júlio Campos como um “clima de guerra” decorrente do envio de emissários com “propostas indecorosas”. Diante da gravidade dos relatos sobre tentativas de aliciamento de convencionais, os defensores da candidatura própria anunciam a intenção de formalizar representações junto ao Ministério Público Eleitoral (MPE) para assegurar a lisura do pleito.

Para alcançar a vitória interna, os apoiadores da candidatura própria estimam contar com uma base sólida de aproximadamente 35 votos entre os 48 convencionais aptos a votar, de um total de 50 membros colegiados. Esse expressivo contingente teórico de apoios é considerado suficiente para neutralizar a influência da ala governista e impor a candidatura do senador Jayme Campos à revelia da Executiva.
Como desdobramento imediato, as lideranças partidárias mantêm canais de diálogo abertos na tentativa de construir um consenso de última hora que evite uma fratura definitiva na base aliada. No entanto, diante da recusa de ambos os pré-candidatos em abdicar de suas pretensões ao Governo do Estado, novos encontros bilaterais deverão ocorrer nos próximos dias, sob a sombra de uma iminente judicialização do processo caso as denúncias de aliciamento sejam formalizadas.
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