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DEPUTADOS DIVIDIDOS NA ALMT

Garcia liga pessoalmente para deputados e faz convocação para tratar de Mesa Diretora

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Uma grande situação tem gerado um certo desconforto entre os parlamentares mato-grossenses, que se encontram divididos entre as candidaturas para a Mesa Diretora da Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (AL/MT).

Primeiro foi o deputado estadual Max Joel Russi (PSB,) candidato ao cargo de presidente da Assembleia Legislativa Mato-grossense para o Biênio 2025-2026, que disse que somente a presidência da Casa de Leis está definido na chapa, e que a decisão sobre outros componentes da Mesa Diretora ainda está sendo debatida entre os parlamentares.

O atual presidente da Assembleia Legislativa Mato-grossense, José Eduardo Botelho (UB), que e pré-candidato à Prefeitura de Cuiabá nas eleições deste ano, também não tem tomado partido, pelo menos publicamente, de nenhum dos colegas que estão na disputa.

A discussão sobre quem será o escolhido como secretário na eleição tem movimentado os corredores Palacianos. A deputada estadual Janaina Riva (MDB), até então favorita para ocupar o cargo, que hoje é exercido por Max Rusi, tem como principal adversário seu colega de parlamento, deputado estadual Alberto Machado, o Beto Dois a Um (UB), que está em seu primeiro mandato e já se articula para ocupar o cargo considerado o segundo mais importante da Casa de Leis.

É o secretario que fica responsável pelo orçamento do Legislativo Estadual, que hoje gira em torno de R$ 700 milhões neste ano. Além de Beto 2 x 1, o deputado estadual Dilmar Dal Bosco (UB), líder do Governo do Estado na Casa de Leis, também lançou seu nome na disputa.

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A eleição da Mesa Diretora, que até então ocorreria em setembro, foi antecipada para o retorno do recesso Legislativo, para o dia 07 de agosto, durante a primeira sessão após o recesso parlamentar. As inscrições de chapa ocorrem de 2 a 5 de agosto e é preciso ter 10 membros. O voto no dia da eleição é secreto. A posse do nova direção só ocorre no próximo ano.

A antecipação foi aprovada para não chocar com o período eleitoral das eleições municipais, já que pelo menos quatro deputados estaduais são pré-candidatos a prefeito. durante a primeira sessão após o recesso parlamentar. As inscrições de chapa ocorrem de 2 a 5 de agosto e é preciso ter 10 membros. O voto no dia da eleição é secreto. A posse do nova direção só ocorre no próximo ano.

Convocação direta por Garcia

Após o retorno do cacique numero 1 do União Brasil (UB) ao cargo, o governador Mauro Mendes, o deputado federal Fábio Garcia (UB), secretário chefe da Casa Civil, começou a fazer uma convocação, para uma série de reuniões com vários deputados estaduais para tratar da disputa pela primeira secretaria da Mesa Diretora da Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (AL/MT), o que tem movimentado os bastidores do Palácio Paiaguás e do Parlamento Estadual. A convocação foi feita pelo próprio secretário que ligou individualmente para os parlamentares.

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Pelo que tudo indica, o Governo do Estado vai tentar acalmar os ânimos que se inflamaram nos últimos dias após os deputados estaduais Beto 2 a 1 (UB), que tem a preferência do Palácio Paiaguás, e Dilmar Dal Bosco (UB), mesmo Janaina Riva sendo da base governista e ter se colocado na disputa desde a eleição anterior da Mesa Diretora, reafirmarem que estão na disputa contra a deputada estadual emedebista, que até o momento segue com o apoio de vários companheiro de parlamento, para que ela assuma a primeira secretaria com o deputado estadual Max Russi (PSB) de presidente.

A ideia hoje é para que após essa reunião, todos possam chegar a um consenso na escolha do nome. Uma das apostas dentro do Palácio Paiaguas, seria o no não cumprimento da palavra dada por alguns deputados à parlamentar emedebista Janaina Riva, e com isso o recuo do apoio em prol de Beto 2 a 1 ou Dilmar Dal Bosco.

Essa aposta tem deixado alguns parlamentares irritado, porém, os deputados da base aliada tem evitado comentar a disputa para evitar desentendimentos com o Governo do Estado e prejudicar a relação com a Casa Civil.

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Política

“Quando o ódio às mulheres deixa a internet, entra nas universidades”

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O que aconteceu dentro da Faculdade de Direito da UFMT não é apenas mais um episódio de misoginia universitária. É um retrato brutal de como a violência contra a mulher continua sendo banalizada até mesmo em ambientes que deveriam formar consciência, ética e civilidade“.

Disse à imprensa e em suas redes nesta quinta-feira (07),a diretora-executiva do União Mulher em Mato Grosso e presidente do União Brasil em Cuiabá, Gisela Simona, ao reagir com profunda indignação à divulgação de uma lista produzida por estudantes que classificava calouras do curso de Direito da UFMT como “estupráveis”.

Para Gisela, quando o ódio às mulheres chega às universidades, então a sociedade tem a obrigação de reagir antes que a violência simbólica se transforme em violência física e, pior, seja naturalizada.

Causa profunda indignação este episódio envolvendo alunos do curso de Direito da UFMT que produziram uma lista classificando colegas calouras como estupráveis. Não existe qualquer espaço para banalizar um ato como esse. Isto não é brincadeira, não é humor universitário, nem sequer pode ser observado como exagero de interpretação. Esta lista é literalmente um ato de violência, porque pressupõe a aceitação do estupro. É a reprodução de uma cultura cruel que humilha mulheres, incentiva a misoginia e normaliza o medo dentro de um ambiente que deveria ser de acolhimento, respeito e formação cidadã, afirmou.

A manifestação da dirigente ocorre em meio à forte repercussão do caso, que provocou revolta entre estudantes e levou centenas de universitários a protestarem no Campus da UFMT, em Cuiabá, com cartazes e manifestações públicas de repúdio. O conteúdo veio à tona após denúncia do Centro Acadêmico de Direito (CADI/UFMT), que divulgou nota cobrando providências institucionais e acompanhamento rigoroso das investigações.

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Após a repercussão, a Faculdade de Direito instaurou procedimento administrativo para apurar as condutas atribuídas aos envolvidos. A reitoria da UFMT também determinou o afastamento dos estudantes investigados.

Para Gisela Simona, contudo, a gravidade do episódio ultrapassa os limites de uma infração disciplinar universitária, pois expõe um nível alarmante de naturalização da violência sexual contra mulheres jovens.

O estupro é um dos crimes mais brutais que existem e deixa marcas permanentes em suas vítimas. Transformar isso em piada revela um nível assustador de desrespeito à dignidade humana e à segurança das mulheres. Nenhuma estudante entra numa universidade para ser exposta, constrangida ou tratada como objeto, ainda declarou.

E ao cobrar rigor nas apurações e punição exemplar aos responsáveis, Gisela também fez um movimento que ampliou a dimensão humana do debate ao relacionar o caso da UFMT a uma tragédia que ocorreu esta semana na capital mato-grossense: a morte da cantora de rock, Vanessa Capelette.

A conexão entre as duas histórias não foi construída apenas pela coincidência temporal. Mas pelo elo invisível e devastador que une mulheres marcadas pela violência sexual e pelo abandono emocional que frequentemente vem depois dela.

Ao comentar o caso, Gisela citou a repercussão do relato feito nas redes sociais pela cantora e compositora cuiabana Meire Pinheiro, que lamentou publicamente a morte de Vanessa. Em publicação emocionante, Meire relembrou a participação de Vanessa no projeto audiovisual “Viver Cultura”, realizado por meio da Lei Paulo Gustavo, ocasião em que a artista revelou ter sido vítima de estupro cometido por um padre, posteriormente preso sob acusações de abusos contra centenas de crianças.

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Segundo relatos de pessoas próximas, Vanessa jamais conseguiu se libertar completamente das marcas emocionais deixadas pela violência sofrida na infância. As cicatrizes atravessaram décadas, afetaram sua saúde mental e, silenciosamente, corroeram sua relação com a própria vida.

Para Gisela, faz-se necessário ampliar o debate sobre as graves sequelas que o estupro deixa na vida de uma pessoa. Sobretudo, quando se observa o crescimento dos movimentos extremistas conhecidos como Red Pill que têm dado sinais claros de infiltração também dentro de ambientes universitários de Mato Grosso.

Estamos falando de um trauma psicológico que destrói sonhos, destrói a saúde mental e, muitas vezes, destrói inteiramente o projeto de vida de uma pessoa. O estupro não termina no ato. Ele continua vivendo dentro da vítima por anos, às vezes pela vida inteira. Por isso precisamos deslocar o debate do terreno superficial das redes sociais para uma discussão muito mais profunda e mostrar uma sociedade que ainda insiste em minimizar violências que podem acompanhar mulheres até o fim da vida, inclusive, fazê-las desistir dela.

Para a parlamentar, episódios como o da UFMT demonstram que Mato Grosso precisa enfrentar de forma mais séria o avanço de discursos misóginos que se espalham pelas redes sociais e passam a influenciar comportamentos concretos no cotidiano.

Quando o ódio às mulheres deixa a internet, entra nas universidades, e se alastra no tecido social, temos obrigação de reagir”.

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