Política
“O Pedro esta deixando o Estado quebrado”
“Nós precisaremos tomar algumas medidas muito duras no início do nosso mandato para que possamos buscar o equilíbrio financeiro do Estado. Estas medidas estão sendo estudadas, mas são todas medidas que buscam, acima de tudo, reduzir despesa, e isso é extremamente preocupante, são medidas que vão também propiciar um aumento de receitas, e elas acontecerão no devido tempo e depois vamos anunciar”.
Estas foram as palavras do governador eleito pelo Partido Democrata (DEM), Mauro Mendes Ferreira, nesta segunda-feira (17), após receber a diplomação do Tribunal Regional Eleitoral do Estado de Mato Grosso (TRE/MT), e estará a partir de 1º de janeiro de 2019, assumindo a cadeira NUMERO 1 do Palácio Paiaguas.
Em seu discurso, o governador diplomado Mauro Mendes, disse que vai ter um de seus maiores desafios, que é de governar o Estado de Mato Grosso que esta mergulhado em muitas dividas, e centenas de fornecedores sem receber há 6 meses ou até um ano, e ainda mais com os salários dos servidores públicos atrasados.
“Alguém acredita nisso? Tem que aceitar que Mato Grosso esta despedaçado, quebrado, e está numa triste e dura situação financeira, temos que falar a verdade, não dá pra ficar inventando historinhas de última hora pra tentar justificar o injustificável. Seria mais digno, mais honroso, de todos nós, principalmente daqueles que estão hoje nessa posição”.
As palavras do novo Governador do Estado de Mato Grosso a partir de janeiro de 2019, foi um recado em resposta do atual governador José Pedro Taques do PSDB, quando ele repassou o compromisso do pagamento dos servidores públicos estaduais para o novo governador eleito Mauro Mendes, de que a responsabilidade pelo pagamento dos salários dos servidores relativos ao mês de dezembro, a serem depositados em janeiro, já seria do novo governador.
Mauro Mendes também criticou a administração de Pedro Taques, dizendo que ele como gestor deveria honrar os compromissos do Estado.
“Então não adianta ficar inventando historinha de última hora tentando justificar aquilo que é injustificável, milhares de fornecedores sabem disso, os prefeitos sabem disso, os deputados sabem disso, teremos que tomar um decisão urgente após 1º de janeiro”.
O governador diplomado na noite desta segunda-feira (17), disse ainda que para ele vai ser uma grande honra comandar o Estado de Mato Grosso durante os 4 anos, e disse que vai governar com muita humildade, mas que vai precisar do apoio de todos os servidores públicos estaduais, assim como dos parlamentares eleitos e reeleitos.
“Humildade, seriedade e serenidade, isso eu vou ter que ter quando sentar na cadeira do Palácio Paiaguas, vai ser um grande desafio pra mim, porque o Estado vem passando por um momento difícil. Mas acredito muito em Deus, acredito na seriedade, na capacidade desse Estado de superar mais essa dificuldade que está sendo apresentada”.
Mauro Mendes também disse lamentar as ultimas decisões do atual governador Pedro Taques de não reeditar o Fundo Estadual de Transportes e Habitação (Fethab), e de não acatar ao seu pedido para que o Projeto de Lei para a reforma administrativa do Estado para a Assembleia Legislativa, e que ele não demonstrou ser um “REPUBLICANO”. Mas que segundo Mendes, vai encaminhar ele mesmo para a Assembleia Legislativa as propostas assim que assumir o Governo do Estado.
“É lamentável, não é um ato republicano, mas ele é o governador até o dia 31 de dezembro e ele tem a prerrogativa legal de fazer ou não o encaminhamento de projetos de exclusiva competência do Executivo para ser encaminhado ao Legislativo. Se ele não atendeu a este pedido, não tem problema nenhum e no dia 2 de janeiro nós iremos fazer este encaminhamento“.
Política
“Quando o ódio às mulheres deixa a internet, entra nas universidades”
“O que aconteceu dentro da Faculdade de Direito da UFMT não é apenas mais um episódio de misoginia universitária. É um retrato brutal de como a violência contra a mulher continua sendo banalizada até mesmo em ambientes que deveriam formar consciência, ética e civilidade“.
Disse à imprensa e em suas redes nesta quinta-feira (07),a diretora-executiva do União Mulher em Mato Grosso e presidente do União Brasil em Cuiabá, Gisela Simona, ao reagir com profunda indignação à divulgação de uma lista produzida por estudantes que classificava calouras do curso de Direito da UFMT como “estupráveis”.
Para Gisela, quando o ódio às mulheres chega às universidades, então a sociedade tem a obrigação de reagir antes que a violência simbólica se transforme em violência física e, pior, seja naturalizada.
“Causa profunda indignação este episódio envolvendo alunos do curso de Direito da UFMT que produziram uma lista classificando colegas calouras como estupráveis. Não existe qualquer espaço para banalizar um ato como esse. Isto não é brincadeira, não é humor universitário, nem sequer pode ser observado como exagero de interpretação. Esta lista é literalmente um ato de violência, porque pressupõe a aceitação do estupro. É a reprodução de uma cultura cruel que humilha mulheres, incentiva a misoginia e normaliza o medo dentro de um ambiente que deveria ser de acolhimento, respeito e formação cidadã”, afirmou.
A manifestação da dirigente ocorre em meio à forte repercussão do caso, que provocou revolta entre estudantes e levou centenas de universitários a protestarem no Campus da UFMT, em Cuiabá, com cartazes e manifestações públicas de repúdio. O conteúdo veio à tona após denúncia do Centro Acadêmico de Direito (CADI/UFMT), que divulgou nota cobrando providências institucionais e acompanhamento rigoroso das investigações.
Após a repercussão, a Faculdade de Direito instaurou procedimento administrativo para apurar as condutas atribuídas aos envolvidos. A reitoria da UFMT também determinou o afastamento dos estudantes investigados.
Para Gisela Simona, contudo, a gravidade do episódio ultrapassa os limites de uma infração disciplinar universitária, pois expõe um nível alarmante de naturalização da violência sexual contra mulheres jovens.
“O estupro é um dos crimes mais brutais que existem e deixa marcas permanentes em suas vítimas. Transformar isso em piada revela um nível assustador de desrespeito à dignidade humana e à segurança das mulheres. Nenhuma estudante entra numa universidade para ser exposta, constrangida ou tratada como objeto”, ainda declarou.
E ao cobrar rigor nas apurações e punição exemplar aos responsáveis, Gisela também fez um movimento que ampliou a dimensão humana do debate ao relacionar o caso da UFMT a uma tragédia que ocorreu esta semana na capital mato-grossense: a morte da cantora de rock, Vanessa Capelette.
A conexão entre as duas histórias não foi construída apenas pela coincidência temporal. Mas pelo elo invisível e devastador que une mulheres marcadas pela violência sexual e pelo abandono emocional que frequentemente vem depois dela.
Ao comentar o caso, Gisela citou a repercussão do relato feito nas redes sociais pela cantora e compositora cuiabana Meire Pinheiro, que lamentou publicamente a morte de Vanessa. Em publicação emocionante, Meire relembrou a participação de Vanessa no projeto audiovisual “Viver Cultura”, realizado por meio da Lei Paulo Gustavo, ocasião em que a artista revelou ter sido vítima de estupro cometido por um padre, posteriormente preso sob acusações de abusos contra centenas de crianças.
Segundo relatos de pessoas próximas, Vanessa jamais conseguiu se libertar completamente das marcas emocionais deixadas pela violência sofrida na infância. As cicatrizes atravessaram décadas, afetaram sua saúde mental e, silenciosamente, corroeram sua relação com a própria vida.
Para Gisela, faz-se necessário ampliar o debate sobre as graves sequelas que o estupro deixa na vida de uma pessoa. Sobretudo, quando se observa o crescimento dos movimentos extremistas conhecidos como Red Pill que têm dado sinais claros de infiltração também dentro de ambientes universitários de Mato Grosso.
“Estamos falando de um trauma psicológico que destrói sonhos, destrói a saúde mental e, muitas vezes, destrói inteiramente o projeto de vida de uma pessoa. O estupro não termina no ato. Ele continua vivendo dentro da vítima por anos, às vezes pela vida inteira. Por isso precisamos deslocar o debate do terreno superficial das redes sociais para uma discussão muito mais profunda e mostrar uma sociedade que ainda insiste em minimizar violências que podem acompanhar mulheres até o fim da vida, inclusive, fazê-las desistir dela“.
Para a parlamentar, episódios como o da UFMT demonstram que Mato Grosso precisa enfrentar de forma mais séria o avanço de discursos misóginos que se espalham pelas redes sociais e passam a influenciar comportamentos concretos no cotidiano.
“Quando o ódio às mulheres deixa a internet, entra nas universidades, e se alastra no tecido social, temos obrigação de reagir”.
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