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Política

Batalha jurídica e “Feke News” vai acirrar a campanha em Mato Grosso

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As Eleições de 2018 tornaram-se uma verdadeira batalha de informações falsas, tendenciosas ou opinativas. As trincheiras já estão armadas e as redes sociais estão a todo vapor com noticias e informações das chamadas Feke News. Reputações foram para o espaço, mas ainda não se sabe o efeito dos ataques porque estão apenas começando.

O fim do período das convenções, neste domingo, encerrou uma fase importante do processo eleitoral de 2018 no Brasil. As candidaturas estão oficialmente homologadas e, apesar da expectativa de alguns acontecimentos novos que podem surgir até a data-limite para os registros, que é o próximo dia 15, está pronto o quadro de protagonistas na disputa pelas escolhas a serem feitas pelos mais de 147 milhões de brasileiros aptos ao voto no dia 7 de outubro.

O que se espera é que haja responsabilidade com o momento do País. As eleições acontecem sob um ambiente de graves dificuldades, no campo político, na esfera econômica e no quadro social, ou seja, o cidadão acompanhará o debate eleitoral na perspectiva de encontrar nomes e projetos que apontem saídas efetivas para os problemas que afligem a todos, sem distinguir ideologia ou simpatia partidária.

Esta deve ser a prioridade real de todos os envolvidos.

Há uma parte do processo que é naturalmente tenso, tornando explicável um momento eventual de prevalência da troca de acusações, da denúncia, do ataque, da defesa etc. No entanto, o espaço da campanha precisará estar prioritariamente ocupado por uma preocupação com os problemas que perturbam o dia-a-dia dos brasileiros (e os cearenses) e as soluções que apresenta cada candidato, partido ou coligação, para que eles sejam resolvidos. Se possível, no prazo mais curto.

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A descrença geral do brasileiro com a política, resultado de escândalos que se sucedem, aumenta muito a responsabilidade dos que se envolverem com a campanha eleitoral neste ano de 2018. A eles cabe muito mais do que apenas viabilizarem seus projetos, mas, acima disso, o quadro de agora também lhes impõe resgatar uma credibilidade muito afetada em tempos recentes por uma sucessão de fatos negativos que, nascidos na atividade política, acabam por minar a própria democracia.

O conturbado processo observado nas fases cumpridas até agora, infelizmente, gera expectativas pessimistas em relação à possibilidade de uma reversão do quadro político ruim a partir do que as urnas apresentarem como resultado. No entanto, ainda é tempo de chamar os envolvidos à responsabilidade quanto à importância do que está em jogo e reforçar o apelo por uma campanha de nível, que efetivamente priorize as propostas e dê possibilidade para se pensar em futuro melhor para todos. Não apenas para quem vencer a briga pelo poder.

Nesta segunda-feira, um dia após a convenção, os ataques e acusações entre os candidatos do Partido Democrata (DEM), Mauro Mendes Ferreira, o Homem de Ferro, começou a criticar o candidato do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), Jose Pedro Gonçalves Taques, da falta de repasses de recursos do Governo do Estado para as escolas estaduais.

Mendes chegou a dizer que seria um verdadeiro “descaso” do governador Pedro Taques, e que ele esta sendo incompetente na sua administração, e que a “Casa arrumada” como ele sempre diz, esta desarrumada.

É um desrespeito você parar as aulas porque não tem dinheiro pra merenda, pra limpeza. Essa administração infelizmente, para o prejuízo de todos nós, quebrou o Estado de Mato Grosso, é um desgoverno completo”.

O parlamentar estadual e líder do governo na Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (AL/MT), deputado Wilson Pereira dos Santos, candidato à reeleição pelo Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), entrou em cena, e lamentou o fato de Mauro Mendes, candidato ao Governo do Estado pelo DEM ter acabado com os principais programas de sua gestão na Prefeitura de Cuiabá.

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Wilson Santos que também já foi administrador Municipal, entre 2005 e 2010, acusou o Democrata de acabar com o Cuiabá Vest, o curso pré-vestibular do município e o Bolsa Universitária, que concedia bolsas para alunos nas faculdades de Cuiabá, inclusive para o curso de Medicina.

Isso é um atentado contra os mais pobres, um atentado contra os mais humildes. A verdadeira transformação na vida do ser humano só acontece com a educação, o grande elevador social dos mais pobres, e esses programas jamais poderiam ser extintos, é lamentável, é um atentado contra os mais pobres”.

Novos perigos para os jornalistas?

Os jornalistas podem enfrentar novos perigos nesta nova realidade e, em muitos casos, são apontados e criticados por líderes políticos, mesmo que estejam tentando desmontar informações falsas.

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Política

“Quando o ódio às mulheres deixa a internet, entra nas universidades”

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O que aconteceu dentro da Faculdade de Direito da UFMT não é apenas mais um episódio de misoginia universitária. É um retrato brutal de como a violência contra a mulher continua sendo banalizada até mesmo em ambientes que deveriam formar consciência, ética e civilidade“.

Disse à imprensa e em suas redes nesta quinta-feira (07),a diretora-executiva do União Mulher em Mato Grosso e presidente do União Brasil em Cuiabá, Gisela Simona, ao reagir com profunda indignação à divulgação de uma lista produzida por estudantes que classificava calouras do curso de Direito da UFMT como “estupráveis”.

Para Gisela, quando o ódio às mulheres chega às universidades, então a sociedade tem a obrigação de reagir antes que a violência simbólica se transforme em violência física e, pior, seja naturalizada.

Causa profunda indignação este episódio envolvendo alunos do curso de Direito da UFMT que produziram uma lista classificando colegas calouras como estupráveis. Não existe qualquer espaço para banalizar um ato como esse. Isto não é brincadeira, não é humor universitário, nem sequer pode ser observado como exagero de interpretação. Esta lista é literalmente um ato de violência, porque pressupõe a aceitação do estupro. É a reprodução de uma cultura cruel que humilha mulheres, incentiva a misoginia e normaliza o medo dentro de um ambiente que deveria ser de acolhimento, respeito e formação cidadã, afirmou.

A manifestação da dirigente ocorre em meio à forte repercussão do caso, que provocou revolta entre estudantes e levou centenas de universitários a protestarem no Campus da UFMT, em Cuiabá, com cartazes e manifestações públicas de repúdio. O conteúdo veio à tona após denúncia do Centro Acadêmico de Direito (CADI/UFMT), que divulgou nota cobrando providências institucionais e acompanhamento rigoroso das investigações.

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Após a repercussão, a Faculdade de Direito instaurou procedimento administrativo para apurar as condutas atribuídas aos envolvidos. A reitoria da UFMT também determinou o afastamento dos estudantes investigados.

Para Gisela Simona, contudo, a gravidade do episódio ultrapassa os limites de uma infração disciplinar universitária, pois expõe um nível alarmante de naturalização da violência sexual contra mulheres jovens.

O estupro é um dos crimes mais brutais que existem e deixa marcas permanentes em suas vítimas. Transformar isso em piada revela um nível assustador de desrespeito à dignidade humana e à segurança das mulheres. Nenhuma estudante entra numa universidade para ser exposta, constrangida ou tratada como objeto, ainda declarou.

E ao cobrar rigor nas apurações e punição exemplar aos responsáveis, Gisela também fez um movimento que ampliou a dimensão humana do debate ao relacionar o caso da UFMT a uma tragédia que ocorreu esta semana na capital mato-grossense: a morte da cantora de rock, Vanessa Capelette.

A conexão entre as duas histórias não foi construída apenas pela coincidência temporal. Mas pelo elo invisível e devastador que une mulheres marcadas pela violência sexual e pelo abandono emocional que frequentemente vem depois dela.

Ao comentar o caso, Gisela citou a repercussão do relato feito nas redes sociais pela cantora e compositora cuiabana Meire Pinheiro, que lamentou publicamente a morte de Vanessa. Em publicação emocionante, Meire relembrou a participação de Vanessa no projeto audiovisual “Viver Cultura”, realizado por meio da Lei Paulo Gustavo, ocasião em que a artista revelou ter sido vítima de estupro cometido por um padre, posteriormente preso sob acusações de abusos contra centenas de crianças.

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Segundo relatos de pessoas próximas, Vanessa jamais conseguiu se libertar completamente das marcas emocionais deixadas pela violência sofrida na infância. As cicatrizes atravessaram décadas, afetaram sua saúde mental e, silenciosamente, corroeram sua relação com a própria vida.

Para Gisela, faz-se necessário ampliar o debate sobre as graves sequelas que o estupro deixa na vida de uma pessoa. Sobretudo, quando se observa o crescimento dos movimentos extremistas conhecidos como Red Pill que têm dado sinais claros de infiltração também dentro de ambientes universitários de Mato Grosso.

Estamos falando de um trauma psicológico que destrói sonhos, destrói a saúde mental e, muitas vezes, destrói inteiramente o projeto de vida de uma pessoa. O estupro não termina no ato. Ele continua vivendo dentro da vítima por anos, às vezes pela vida inteira. Por isso precisamos deslocar o debate do terreno superficial das redes sociais para uma discussão muito mais profunda e mostrar uma sociedade que ainda insiste em minimizar violências que podem acompanhar mulheres até o fim da vida, inclusive, fazê-las desistir dela.

Para a parlamentar, episódios como o da UFMT demonstram que Mato Grosso precisa enfrentar de forma mais séria o avanço de discursos misóginos que se espalham pelas redes sociais e passam a influenciar comportamentos concretos no cotidiano.

Quando o ódio às mulheres deixa a internet, entra nas universidades, e se alastra no tecido social, temos obrigação de reagir”.

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