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Política

Frente Parlamentar da Odontologia será lançada em Brasília

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No próximo dia 8 de novembro (quarta-feira), em Brasília, será lançada a Frente Parlamentar da Odontologia (FPO) na Câmara dos Deputados. A notícia é comemorada pelo Conselho Regional de Odontologia de Mato Grosso (CRO/MT) que estará presente para acompanhar as discussões e instalação da frente.

Conforme explica o presidente do CRO/MT, Luiz Evaristo Volpato, o movimento é fundamental para ampliar a representatividade e a defesa da Odontologia e dos profissionais da área nas discussões sobre leis no Congresso Nacional.

Hoje há uma série de Projetos de Lei de interesse da população e da classe odontológica em tramitação no Congresso Nacional que precisam caminhar com maior celeridade“, afirma o presidente regional Luiz Evaristo Volpato.

Como exemplos citamos o Projeto de Lei que torna obrigatória a presença de cirurgião-dentista para atendimento dos pacientes internados em UTI tanto em hospitais públicos quanto privados. Há outro Projeto de Lei que substitui a lei que cria enregelamento os Conselhos de Odontologia, que é da década de 60. Está em discussão a Projeto de Lei 3661, referente a técnicos e tecnólogos de radiologia, mas que interfere na Odontologia. Outra questão em debate é a implantação do plano de carreira dos profissionais do SUS entre outros assuntos. É fundamental que a Odontologia tenha uma frente parlamentar que tenha ciência desses projetos que nos ajude a dar encaminhamento e dar celeridade nesses processos“, defende.

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A ata da reunião oficializando a chamada entidade civil de interesse público composto por deputados federais e que, conforme o estatuto tem objetivo de apoiar e defender os ideais dos cirurgiões-dentistas e da odontologia, representados pelos profissionais, pelos conselhos federal e regional, representações sindicais e instituições civis da categoria foi publicada no site da Câmara dos Deputados.

Foram 336 assinaturas de parlamentares que validaram a Frente Parlamentar da Odontologia. Sete deputados federais por Mato Grosso apoiaram a criação da Frente Parlamentar, entre eles o deputado federal Fábio Garcia (Sem Partido). Para o parlamentar mato-grossense, quando se fala em saúde deve se pensar na pessoa como um todo e a saúde bucal é uma parte importante neste contexto.

Espero que a Frente consiga ouvir os anseios dos profissionais da odontologia e que a gente consiga aprimorar os serviços dessa área no caminho de universalizar a oferta de serviços para a população, seja por meio de políticas públicas ou ações para o setor privado“, informa o federal deputado Fabio Garcia.

Ainda apoiaram a criação da Frente Parlamentar da Odontologia os deputados federais por Mato Grosso, Adilton Sachetti (Sem Partido), Ezequiel Fonseca (PP), Nilson Leitão (PSDB), Vitório Galli (PSC), Rogério Silvia (PMDB) e Ságuas Moraes (PT).

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A odontologia está vivendo um novo momento e a criação da Frente Parlamentar é uma realização muito importante para a consolidação de uma odontologia realmente valorizada. Considero o apoio expressivo dos deputados à criação da FPO como reconhecimento do valor e da importância da odontologia na saúde de toda a sociedade brasileira. Precisamos agora da participação e do apoio de todos os cirurgiões-dentistas e demais profissionais da odontologia para avançarmos ainda mais nas conquistas“, afirmou o presidente do Conselho Federal de Odontologia (CFO), Juliano do Vale.

O lançamento da Frente Parlamentar da Odontologia (FPO) acontecerá no próximo dia 8, às 14h30 (horário de Brasília), no Salão Nobre da Câmara dos Deputados.

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Política

Invasão cibernética na Saúde alimenta embate político em Mato Grosso

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Um sofisticado incidente cibernético violou a infraestrutura tecnológica da Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso (SES-MT), deflagrando uma crise institucional que mobiliza o Poder Executivo e a Assembleia Legislativa Mato-grossense (AL/MT). O episódio, classificado tecnicamente como uma “invasão hacker”, desestabilizou a percepção de segurança dos sistemas governamentais e gerou imediata repercussão no cenário político local. O evento expõe a vulnerabilidade digital da administração pública frente a ameaças externas cada vez mais ousadas e coordenadas.

Os alvos diretos e indiretos dessa ação criminosa envolvem a própria Secretaria de Saúde, responsável pelo gerenciamento de dados assistenciais, e a Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (ALMT), que atua como órgão fiscalizador. O presidente do Parlamento Estadual, deputado Max Russi (Podemos), assumiu o protagonismo institucional ao externar profunda preocupação com o ocorrido, enquanto a equipe técnica da pasta de Saúde e os investigadores da Polícia Civil desdobram-se para mitigar os danos colaterais e identificar os autores do ataque.

As consequências imediatas do ataque cibernético resultaram no impacto restrito a um volume inferior a 1 Terabyte (TB) de informações do acervo digital da pasta, o qual acabou sendo integralmente recuperado por meio de sistemas de contingência e redundância. No entanto, o desdobramento mais crítico manifestou-se no plano político, manifestado pelo temor de que o apagão de dados pudesse inviabilizar o fornecimento de documentos essenciais para os trabalhos de fiscalização parlamentar em andamento na capital do estado.

O epicentro do incidente localiza-se nos servidores centrais da Secretaria de Saúde, situados no Centro Político Administrativo de Cuiabá, irradiando seus efeitos institucionais diretamente para o Palácio Paschoal Moreira Cabral, sede do Poder Legislativo Mato-grossense.

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A proximidade geográfica e administrativa dessas instituições amplificou o eco do debate sobre a eficiência da infraestrutura tecnológica pública estadual, transformando a capital mineira-mútua do Agronegócio em um palco de intensas cobranças governamentais.

A identificação original do ataque digital ocorreu em meados de março de 2026, porém o ápice do tensionamento institucional consolidou-se nesta quarta-feira, 3 de junho, durante uma sessão coletiva de imprensa convocada pelo presidente da Casa de Leis. O momento cronológico do anúncio revelou-se extremamente sensível, por coincidir exatamente com a fase de instalação e estruturação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) destinada a investigar a gestão da Saúde Pública no Estado.

A motivação presumida por trás da ação criminosa assume contornos ambíguos, dividindo-se entre a tentativa de extorsão financeira, prontamente rechaçada pelo Executivo, que negou qualquer pagamento de resgate, e a suspeita de sabotagem política. Parlamentares mais incisivos levantaram a hipótese de que a invasão visava ocultar passivos administrativos, embora a liderança do Legislativo tenda a encarar o episódio como uma nefasta coincidência oportunista que se aproveitou de fragilidades estruturais do sistema.

As justificativas técnicas apresentadas pela Secretaria de Saúde fundamentam-se na robustez de seus protocolos de segurança da informação, os quais permitiram o restabelecimento célere das atividades institucionais sem prejuízo ao atendimento da população. Por sua vez, a justificativa para a reação veemente do Parlamento baseia-se no dever constitucional de fiscalização, sustentando que qualquer instabilidade em bancos de dados governamentais representa uma ameaça direta à transparência e à estabilidade social.

O método operacional utilizado pelos criminosos consistiu na quebra de barreiras digitais de criptografia para acessar a rede interna da secretaria, seguido de uma suposta exigência financeira ilegal que acabou ignorada pelas autoridades. Do lado institucional, o método de resposta envolveu o acionamento imediato da Delegacia Especializada de Repressão a Crimes Informáticos e Cibernéticos (DRCI) para subsidiar a investigação criminal, além do anúncio de auditorias nos sistemas redundantes do Estado.

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Os desdobramentos futuros desse imbróglio apontam para uma inevitável reformulação nas políticas de investimentos em segurança cibernética de Mato Grosso, com pressões para o fortalecimento da Empresa Pública de Tecnologia da Informação (MTI). Além disso, a Mesa Diretora do Legislativo garantiu que a comissão investigativa requisitará auditorias independentes para assegurar que nenhum dado relevante tenha sido permanentemente suprimido ou mascarado durante o período em que o sistema esteve vulnerável.

As perspectivas de encerramento do caso dependem agora do avanço do inquérito policial e da capacidade de o Estado demonstrar que seus mecanismos de salvaguarda digital são invioláveis contra futuras incursões. O presidente da Assembleia Legislativa assegurou que as investigações da CPI não sofrerão paralisações ou entraves técnicos, visto que os mecanismos de armazenamento externo garantirão o fluxo contínuo de provas, blindando o processo político contra interferências do crime virtual.

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