SOB FORTE PRESSÃO
Garcia critica “covardia” de prefeito e deputado por usarem morte de ex-secretária para atacar o governo
“Parece que o prefeito e seu filho vivem em um mundo de ilusões e de criar cortina de fumaça. A operação é a quarta fase da Curare e foi realizada pela Polícia Federal, que é ligada ao Governo Federal. Isso comprova que não existe perseguição contra a gestão dele, e sim investigação contra o mau uso do dinheiro público, para dizer o mínimo”.
Criticou o deputado federal pelo União Brasil (UB), Fabio Paulino Garcia, como “COVARDE”, as declarações do Prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (MDB) e o seu filho, o deputado federal Emanuelzinho Pinheiro (MDB), utilizaram a morte da ex-secretária de Saúde do Município de Cuiabá (SMS), Suellen Alliend, para atacar as forças de segurança e o Governo de Mato Grosso.
Conforme o parlamentar federal, essa não é a 1ª muito menos a 2ª Operação Policial realizado contra a Prefeitura de Cuiabá, na administração Emanuel Pinheiro, e segundo Fabio Garcia, esta é a 15º Operação Policial, sendo que várias delas foram realizadas pela própria Polícia Federal (PF).
“Infelizmente o Prefeito da Capital tem essa mania de distorcer fatos para esconder o que acontece nos bastidores do Palácio Alencastro. São operações por desvio de dinheiro público, por suspeita de corrupção, formação de quadrilha e organização criminosa. É por isso que a Polícia investiga a gestão dele”.
Para o deputado federal do União Brasil (UB), o grande problema de Emanuel Pinheiro, é ele achar que esta sendo perseguido.
“Sua administração gestão está lotada de escândalos, vive nas páginas policiais e a culpa é do Governo de Mato Grosso? Não quer ser notícia policial? Então faça o que é certo, invista o dinheiro público corretamente, trabalhe e trabalhe muito pela população. Porque trabalho sério e honesto é o que dá resultado e o deixa livre de operações policiais”.
Fábio Garcia também se solidarizou a família da ex-secretária, pela morte prematura causada por um infarto.
“Usar um momento de dor para querer se promover é muito baixo. Quero aqui prestar as minhas condolências a família nesse momento de luto”.
A ex-secretária de saúde de Cuiabá, Suelen Danielen Alliend, morreu nesta quinta-feira (20), vítima de parada cardiorrespiratória. Suellen deu entrada no Pronto Socorro Municipal de Várzea Grande às 6h10 desta quinta, já com a parada, recebeu procedimentos de ressuscitação por cerca de 40 minutos, mas não resistiu.
A ex-secretária Suelen Danielen Alliend foi alvo de diversas Operações Policiais encabeçadas pela Delegacia Fazendária e Ministério Público Estadual (MPE).
Acusações dos Pinheiros
Emanuel Pinheiro Neto, o Emanuelzinho Pinheiro, deputado federal pelo MDB, atribuiu a morte da ex-secretária de Saúde de Cuiabá, Suellen Alliend, à perseguição policial patrocinada pelo governador de Mato Grosso, Mauro Mendes (UB).
Em seu perfil no Twitter, Emanuelzinho diz:
“Sofreu demais com a perseguição que Mauro Mendes fez com ela. As pessoas não tem noção do que esse teatro policial patrocinado pelo governo faz com a vida das pessoas. No fim vão ver que ela era assalariada, dependia do salário para viver, e passou por tudo o que passou”.
O grupo político do Prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro denuncia, há vários meses, a utilização política da Polícia Civil e do Ministério Publico Estadual (MPE) para atingir politicamente a sua gestão.
Suellen chegou a ser afastada do cargo por decisão da Justiça, a pedido da Policia Judiciaria Civil (PJC) e do Ministério Publico Estadual (MPE).
Suellen Alliend era servidora de carreira da Prefeitura de Cuiabá, a ex-secretária teria entrado em uma depressão profunda, após as Operações Policiais. Ela sempre alegou inocência e a legalidade de seus atos enquanto Secretária de Saúde.
Declaração de Emanuel Pinheiro:
“Suelen tinha apenas 40 anos e um profundo conhecimento sobre o Sistema Único de Saúde. Ela era uma pessoa extremamente honesta. Amava o SUS e trabalhou incessantemente em prol dele. Mas ela foi perseguida, difamada, caluniada, vilipendiada durante todo o período em que ficou à frente da Secretaria Municipal de Saúde, por pessoas que não têm 1% do conhecimento que ela tinha sobre saúde pública. Enquanto estava à frente da saúde, ela constantemente visitava as unidades, sobretudo as UPAs e Policlínicas, inclusive à noite, de madrugada e aos fins de semana, sempre no intuito de resolver os problemas que eram constatados. Ela viveu os últimos dois anos sob intensa pressão de todos os lados, no limite do estresse. Infelizmente seu coração não aguentou e hoje perdemos essa guerreira. Mas seu legado na saúde pública de Cuiabá nunca vai morrer”.
Política
Invasão cibernética na Saúde alimenta embate político em Mato Grosso
Um sofisticado incidente cibernético violou a infraestrutura tecnológica da Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso (SES-MT), deflagrando uma crise institucional que mobiliza o Poder Executivo e a Assembleia Legislativa Mato-grossense (AL/MT). O episódio, classificado tecnicamente como uma “invasão hacker”, desestabilizou a percepção de segurança dos sistemas governamentais e gerou imediata repercussão no cenário político local. O evento expõe a vulnerabilidade digital da administração pública frente a ameaças externas cada vez mais ousadas e coordenadas.
Os alvos diretos e indiretos dessa ação criminosa envolvem a própria Secretaria de Saúde, responsável pelo gerenciamento de dados assistenciais, e a Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (ALMT), que atua como órgão fiscalizador. O presidente do Parlamento Estadual, deputado Max Russi (Podemos), assumiu o protagonismo institucional ao externar profunda preocupação com o ocorrido, enquanto a equipe técnica da pasta de Saúde e os investigadores da Polícia Civil desdobram-se para mitigar os danos colaterais e identificar os autores do ataque.
As consequências imediatas do ataque cibernético resultaram no impacto restrito a um volume inferior a 1 Terabyte (TB) de informações do acervo digital da pasta, o qual acabou sendo integralmente recuperado por meio de sistemas de contingência e redundância. No entanto, o desdobramento mais crítico manifestou-se no plano político, manifestado pelo temor de que o apagão de dados pudesse inviabilizar o fornecimento de documentos essenciais para os trabalhos de fiscalização parlamentar em andamento na capital do estado.
O epicentro do incidente localiza-se nos servidores centrais da Secretaria de Saúde, situados no Centro Político Administrativo de Cuiabá, irradiando seus efeitos institucionais diretamente para o Palácio Paschoal Moreira Cabral, sede do Poder Legislativo Mato-grossense.

A proximidade geográfica e administrativa dessas instituições amplificou o eco do debate sobre a eficiência da infraestrutura tecnológica pública estadual, transformando a capital mineira-mútua do Agronegócio em um palco de intensas cobranças governamentais.
A identificação original do ataque digital ocorreu em meados de março de 2026, porém o ápice do tensionamento institucional consolidou-se nesta quarta-feira, 3 de junho, durante uma sessão coletiva de imprensa convocada pelo presidente da Casa de Leis. O momento cronológico do anúncio revelou-se extremamente sensível, por coincidir exatamente com a fase de instalação e estruturação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) destinada a investigar a gestão da Saúde Pública no Estado.
A motivação presumida por trás da ação criminosa assume contornos ambíguos, dividindo-se entre a tentativa de extorsão financeira, prontamente rechaçada pelo Executivo, que negou qualquer pagamento de resgate, e a suspeita de sabotagem política. Parlamentares mais incisivos levantaram a hipótese de que a invasão visava ocultar passivos administrativos, embora a liderança do Legislativo tenda a encarar o episódio como uma nefasta coincidência oportunista que se aproveitou de fragilidades estruturais do sistema.
As justificativas técnicas apresentadas pela Secretaria de Saúde fundamentam-se na robustez de seus protocolos de segurança da informação, os quais permitiram o restabelecimento célere das atividades institucionais sem prejuízo ao atendimento da população. Por sua vez, a justificativa para a reação veemente do Parlamento baseia-se no dever constitucional de fiscalização, sustentando que qualquer instabilidade em bancos de dados governamentais representa uma ameaça direta à transparência e à estabilidade social.
O método operacional utilizado pelos criminosos consistiu na quebra de barreiras digitais de criptografia para acessar a rede interna da secretaria, seguido de uma suposta exigência financeira ilegal que acabou ignorada pelas autoridades. Do lado institucional, o método de resposta envolveu o acionamento imediato da Delegacia Especializada de Repressão a Crimes Informáticos e Cibernéticos (DRCI) para subsidiar a investigação criminal, além do anúncio de auditorias nos sistemas redundantes do Estado.

Os desdobramentos futuros desse imbróglio apontam para uma inevitável reformulação nas políticas de investimentos em segurança cibernética de Mato Grosso, com pressões para o fortalecimento da Empresa Pública de Tecnologia da Informação (MTI). Além disso, a Mesa Diretora do Legislativo garantiu que a comissão investigativa requisitará auditorias independentes para assegurar que nenhum dado relevante tenha sido permanentemente suprimido ou mascarado durante o período em que o sistema esteve vulnerável.
As perspectivas de encerramento do caso dependem agora do avanço do inquérito policial e da capacidade de o Estado demonstrar que seus mecanismos de salvaguarda digital são invioláveis contra futuras incursões. O presidente da Assembleia Legislativa assegurou que as investigações da CPI não sofrerão paralisações ou entraves técnicos, visto que os mecanismos de armazenamento externo garantirão o fluxo contínuo de provas, blindando o processo político contra interferências do crime virtual.
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