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Política

Fidélis nega pedido para instalação de ar-condicionado em celas no CCC

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O ex-governador e mais 17 detentos do Centro de Custódia de Cuiabá (CCC), que abriga apenas personalidades e com cursos superiores e acostumados com a mordomia do ar condicionado que mantinham em suas mansões e nas salas refrigeradas de trabalho, entram com um pedido junto a Vara de Execuções Penais solicitando uma requintada mordomia para eles. Eles queriam a instalação de potentes aparelhos de ar condicionado em suas celas. Eles querem a instalação de potentes aparelhos de ar condicionado em suas celas.

centro custodia capital internoO pedido tinha as assinaturas, do ex-governador Silval Barbosa (PMDB), de seus ex-secretários de Estado Eder Moraes já em liberdade e Marcel de Cursi, do ex-chefe de gabinete Silvio Araújo e pelo desembargador Evandro Stábile, os detentos Alessandro Pereira da Conceição, Washington Mayer Silva de Arruda, Hugo Luiz de Oliveira Silva, Marson Antônio da Silva, Odacir Antônio Lorenzoni Ferraz, Júlio Cesar Pereira, Wagner Rogerio Neves de Souza, Maurides Benedito de Almeida, Maxuel Mognol, Joab Lima Bueno Dias, Marco Antônio Albuquerque e Francisco Gomes Andrade Lima Filho, o “Chico Lima”, que já foi solto. 

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O pedido foi encaminhado para o juiz da Vara de Execuções Penais, Geraldo Fidélis, que negou o pedido do ex-governador Silval Barbosa (PMDB) e mais 17 presos provisoriamente para instalação de ar-condicionado nas celas do Centro de Custódia de Cuiabá (CCC).

Geraldo Fidélis teria feito uma consulta junto a Superintendência de Gestão de Cadeias sobre as instalações do ar-condicionado nas celas dos presos, e foi informado que com a colocação e a instalação de compressor nos aparelhos de ar-condicionado fragilizaria a segurança da Unidade Penitenciária.

A Superintendência de Gestão então sugeriu ao juiz da Vara de Execuções Penais, Geraldo Fidélis que fosse feito a instalação de exaustores nas celas dos detentos ilustres para amenizar o calor, como ocorreu no Centro de Detenção Provisória da cidade de Pontes e Lacerda, o que acabou sendo acatada pelo Juiz Geraldo Fidelis e que no prazo de 30 dias fossem instalados ou que justificassem a impossibilidade de cumprimento.

Além disso, o magistrado disse na decisão que a sensação de calor aflige a todos. “Assim, poderíamos falar na necessidade de se implantar condicionadores de ar em prontos-socorros, unidades de saúde pública, salas de aula, creches, órgão públicos, enfim, em toda demanda social que, infelizmente, não possui tais aparelhos”, dizia o trecho da decisão do Juiz Geraldo Fidelis.

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Política

Denúncias de aliciamento elevam a “Tensão” na disputa pelo Palácio Paiaguás

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Uma grave acusação de interferência externa e oferecimento de vantagens ilícitas abalou as estruturas internas da federação partidária que decidirá os rumos da sucessão estadual. A denúncia aponta para a existência de um forte movimento de bastidores que visa desestabilizar os votos de delegados partidários, transformando a definição de candidaturas em um cenário de intensa disputa ética e jurídica.

O epicentro do embate envolve diretamente o deputado estadual Júlio Campos, que externou as suspeitas, e seu irmão, o senador Jayme Campos, cuja postulação ao governo estadual sofre forte oposição interna. No polo oposto dessa correlação de forças, posicionam-se o ex-governador e atual presidente partidário Mauro Mendes, aliado ao atual governador Otaviano Pivetta, este último filiado ao Republicanos e beneficiário direto de uma eventual composição ampla.

As articulações e os tensionamentos que culminaram na “denúncia pública” ganharam contornos de crise nesta semana, antecedendo o prazo final para as definições de chapas majoritárias. O cronograma converge para o dia 30 de julho, data em que ocorrerá a deliberação oficial e o consequente desfecho do processo de escolha interna que definirá as coligações.

Toda a movimentação política concentra-se no “GRANDIOSO” Estado de Mato Grosso, tendo como foco principal as articulações na capital, Cuiabá, onde se localizam as sedes partidárias e o Palácio Paiaguás. O cenário geográfico reflete a importância estratégica da região Centro-Oeste no panorama político e econômico nacional, o que eleva a relevância da disputa pelo controle do Executivo Estadual.

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A definição do candidato ocorrerá por meio do voto secreto dos membros da convenção da Federação União Progressista, bloco composto pela associação entre o União Brasil e o Progressistas (PP). Esse método de votação secreta visa garantir a liberdade de escolha dos delegados, resguardando-os de pressões externas diretas, embora o sigilo do voto agora enfrente o desafio das suspeitas de assédio político prévio.

O motivo central da divergência reside no conflito de visões estratégicas para o futuro do estado, dividindo a agremiação entre a defesa de uma candidatura própria e a adesão a um projeto de continuidade governamental. Enquanto uma ala busca resgatar o protagonismo histórico da legenda tradicional, o grupo governista argumenta que a composição ampla fortalece a governabilidade e assegura a estabilidade das políticas públicas em andamento.

A finalidade desse embate interno é a conquista do controle do Palácio Paiaguás e a consolidação de hegemonia política na região pelas próximas temporadas administrativas. Os grupos em disputa buscam garantir espaço prioritário nas chapas proporcionais e majoritárias, o que viabilizará a sustentação legislativa e a influência sobre o orçamento e as diretrizes do desenvolvimento estadual.

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O processo desenvolve-se sob condições de extrema desconfiança mútua, caracterizadas por Júlio Campos como um “clima de guerra” decorrente do envio de emissários com “propostas indecorosas”. Diante da gravidade dos relatos sobre tentativas de aliciamento de convencionais, os defensores da candidatura própria anunciam a intenção de formalizar representações junto ao Ministério Público Eleitoral (MPE) para assegurar a lisura do pleito.

Para alcançar a vitória interna, os apoiadores da candidatura própria estimam contar com uma base sólida de aproximadamente 35 votos entre os 48 convencionais aptos a votar, de um total de 50 membros colegiados. Esse expressivo contingente teórico de apoios é considerado suficiente para neutralizar a influência da ala governista e impor a candidatura do senador Jayme Campos à revelia da Executiva.

Como desdobramento imediato, as lideranças partidárias mantêm canais de diálogo abertos na tentativa de construir um consenso de última hora que evite uma fratura definitiva na base aliada. No entanto, diante da recusa de ambos os pré-candidatos em abdicar de suas pretensões ao Governo do Estado, novos encontros bilaterais deverão ocorrer nos próximos dias, sob a sombra de uma iminente judicialização do processo caso as denúncias de aliciamento sejam formalizadas.

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