Política
Feitos de Taques motivam apoio de mais partidos a projeto de reeleição
Encontro em Cáceres reuniu sete siglas partidárias
As ações e os programas implementados em Mato Grosso nos últimos anos fizeram com que representantes de seis partidos políticos anunciassem, neste sábado (9), apoio à eventual candidatura à reeleição do governador Pedro Taques (PSDB). Líderes das siglas e diversos políticos da Região Oeste participaram de uma reunião suprapartidária, realizada na cidade de Cáceres (225 km a oeste da Capital).
Além do PSDB, partido ao qual o governador é filiado, também estavam presentes o PPS, PRTB, Solidariedade, Patriota, PSB e PSD. Nove prefeitos da região também estavam presentes, além de vereadores, líderes políticos e pré-candidatos.
O presidente estadual do PSDB, Paulo Borges, agradeceu a manifestação das siglas e destacou que o partido é, hoje, um dos maiores do Estado. Embora Taques não afirme ser pré-candidato, Borges ressalta que o PSDB trabalha no projeto de reeleição.
“Temos o objetivo de fazer com que o nosso governador seja reeleito para o bem de Mato Grosso. Embora o senhor fale que quer fazer gestão, estamos trabalhando em sua pré-candidatura. O senhor é o que tem de melhor para o nosso Estado“, afirmou Borges sendo em seguida aplaudido pelos presentes ao encontro.
O deputado estadual Guilherme Maluf ressaltou que o PSDB está integralmente fechado e trabalhando pela reeleição, citou as ações da gestão tucana e enviou recado: “Aos fuxiqueiros de plantão que só sabem criticar, a resposta será com obras e ações“.
Na mesma linha, o prefeito de Rondonópolis, José Carlos do Pátio (SD), salientou que as obras da gestão de Taques são e serão percebidas pela população em todas as regiões do Estado. “Monitoro minha cidade todos os dias e o senhor está crescendo lá dia a dia“.
Também manifestaram o apoio ao projeto de reeleição do atual governador o presidente estadual do PRTB, deputado Macrean Santos, o vice-presidente do Patriota, Milton Rodrigues, ao lado do secretário-geral da sigla, Antônio Carlos Paz, do presidente do PSB, deputado Max Russi e do presidente do PPS, Marco Marrafon.
Além dos dirigentes partidários, outras lideranças fizeram questão de ressaltar os feitos da atual gestão e apontarem o nome de Taques como o melhor caminho para que os avanços continuem a serem registrados. “Diziam que o governador estava isolado, que o PSDB estava dividido, que ninguém iria apoiá-lo. Em comparação com a reunião que aconteceu há duas semanas atrás, aqui nesta cidade, ela foi realizada em uma sala, enquanto aqui, este ambiente ficou pequeno para tanta gente“, lembrou o deputado estadual Wilson Santos (PSDB) ao destacar o alto comparecimento à reunião suprapartidária.
Outro destaque no evento foi a presença do deputado Ondanir Bortolini, o “Nininho” do PSD. Mesmo sem a orientação da direção do partido, deputados da sigla demonstram que querem marchar com o governador. Nininho disse que Taques moralizou a gestão e colocou a casa em ordem. “Nós somos parceiros do Governo na Assembleia e queremos continuar trabalhando juntos“, disse o deputado.
Em seu pronunciamento, o governador Pedro Taques fez uma análise do momento político atual e também destacou os avanços na gestão. Ele ressaltou que, mesmo diante da crise que atingiu o Brasil, Mato Grosso fez o dever de casa, economizou no custeio e conseguiu manter os investimentos em saúde, segurança, educação e obras.
“É impossível resolver todos os problemas do Estado em quatro anos. Mas fizemos muitos mais do que outros que por aqui já passaram. Dizem que erramos, mas gostaria que apontassem quais esses erros. Aumentamos o salário em mais de 50%, se isso é errar, quero continuar errando. Garantimos o pagamento do RGA, se isso for pecado, sou pecador“, destacou o tucano.
Taques prosseguiu pontuando avanços em outras áreas essenciais, como Saúde, Segurança Pública e Educação. “Éramos o 25° no Ideb e agora subimos para 21°. E vamos melhorar ainda mais este ano. Instalamos 200 novos leitos de UTI; aumentamos os investimentos em segurança e diminuímos a violência. Fizemos 66 mil cirurgias oftalmológicas com a Caravana da Transformação. Se tudo isso for errar, vamos continuar nesse caminho. Estamos cuidando de quem mais precisa“.
Apesar das falas dos partidos aliados sobre a candidatura à reeleição, o governador não comentou sobre campanha, disse que este é um momento de construção política, agradeceu as manifestações de confiança e disse ainda que, no momento oportuno, irá comentar porque antigos aliados mudaram de lado.
Política
Invasão cibernética na Saúde alimenta embate político em Mato Grosso
Um sofisticado incidente cibernético violou a infraestrutura tecnológica da Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso (SES-MT), deflagrando uma crise institucional que mobiliza o Poder Executivo e a Assembleia Legislativa Mato-grossense (AL/MT). O episódio, classificado tecnicamente como uma “invasão hacker”, desestabilizou a percepção de segurança dos sistemas governamentais e gerou imediata repercussão no cenário político local. O evento expõe a vulnerabilidade digital da administração pública frente a ameaças externas cada vez mais ousadas e coordenadas.
Os alvos diretos e indiretos dessa ação criminosa envolvem a própria Secretaria de Saúde, responsável pelo gerenciamento de dados assistenciais, e a Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (ALMT), que atua como órgão fiscalizador. O presidente do Parlamento Estadual, deputado Max Russi (Podemos), assumiu o protagonismo institucional ao externar profunda preocupação com o ocorrido, enquanto a equipe técnica da pasta de Saúde e os investigadores da Polícia Civil desdobram-se para mitigar os danos colaterais e identificar os autores do ataque.
As consequências imediatas do ataque cibernético resultaram no impacto restrito a um volume inferior a 1 Terabyte (TB) de informações do acervo digital da pasta, o qual acabou sendo integralmente recuperado por meio de sistemas de contingência e redundância. No entanto, o desdobramento mais crítico manifestou-se no plano político, manifestado pelo temor de que o apagão de dados pudesse inviabilizar o fornecimento de documentos essenciais para os trabalhos de fiscalização parlamentar em andamento na capital do estado.
O epicentro do incidente localiza-se nos servidores centrais da Secretaria de Saúde, situados no Centro Político Administrativo de Cuiabá, irradiando seus efeitos institucionais diretamente para o Palácio Paschoal Moreira Cabral, sede do Poder Legislativo Mato-grossense.

A proximidade geográfica e administrativa dessas instituições amplificou o eco do debate sobre a eficiência da infraestrutura tecnológica pública estadual, transformando a capital mineira-mútua do Agronegócio em um palco de intensas cobranças governamentais.
A identificação original do ataque digital ocorreu em meados de março de 2026, porém o ápice do tensionamento institucional consolidou-se nesta quarta-feira, 3 de junho, durante uma sessão coletiva de imprensa convocada pelo presidente da Casa de Leis. O momento cronológico do anúncio revelou-se extremamente sensível, por coincidir exatamente com a fase de instalação e estruturação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) destinada a investigar a gestão da Saúde Pública no Estado.
A motivação presumida por trás da ação criminosa assume contornos ambíguos, dividindo-se entre a tentativa de extorsão financeira, prontamente rechaçada pelo Executivo, que negou qualquer pagamento de resgate, e a suspeita de sabotagem política. Parlamentares mais incisivos levantaram a hipótese de que a invasão visava ocultar passivos administrativos, embora a liderança do Legislativo tenda a encarar o episódio como uma nefasta coincidência oportunista que se aproveitou de fragilidades estruturais do sistema.
As justificativas técnicas apresentadas pela Secretaria de Saúde fundamentam-se na robustez de seus protocolos de segurança da informação, os quais permitiram o restabelecimento célere das atividades institucionais sem prejuízo ao atendimento da população. Por sua vez, a justificativa para a reação veemente do Parlamento baseia-se no dever constitucional de fiscalização, sustentando que qualquer instabilidade em bancos de dados governamentais representa uma ameaça direta à transparência e à estabilidade social.
O método operacional utilizado pelos criminosos consistiu na quebra de barreiras digitais de criptografia para acessar a rede interna da secretaria, seguido de uma suposta exigência financeira ilegal que acabou ignorada pelas autoridades. Do lado institucional, o método de resposta envolveu o acionamento imediato da Delegacia Especializada de Repressão a Crimes Informáticos e Cibernéticos (DRCI) para subsidiar a investigação criminal, além do anúncio de auditorias nos sistemas redundantes do Estado.

Os desdobramentos futuros desse imbróglio apontam para uma inevitável reformulação nas políticas de investimentos em segurança cibernética de Mato Grosso, com pressões para o fortalecimento da Empresa Pública de Tecnologia da Informação (MTI). Além disso, a Mesa Diretora do Legislativo garantiu que a comissão investigativa requisitará auditorias independentes para assegurar que nenhum dado relevante tenha sido permanentemente suprimido ou mascarado durante o período em que o sistema esteve vulnerável.
As perspectivas de encerramento do caso dependem agora do avanço do inquérito policial e da capacidade de o Estado demonstrar que seus mecanismos de salvaguarda digital são invioláveis contra futuras incursões. O presidente da Assembleia Legislativa assegurou que as investigações da CPI não sofrerão paralisações ou entraves técnicos, visto que os mecanismos de armazenamento externo garantirão o fluxo contínuo de provas, blindando o processo político contra interferências do crime virtual.
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