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Política

Dados apontam para inviabilidade de reeleição de Taques

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Após nove meses de pesquisas sendo realizados periodicamente a cada 90 dias, chegam a Mato Grosso os resultados das intenções dos eleitores que vão direcionar os rumos das próximas eleições de 7 de outubro.

Segundo informações de bastidores, os dados já são dos conhecimentos dos principais interessados, de mamando a caducando, os possíveis candidatos ao Governo do Estado, como também, as duas vagas para o Senado Federal, sabem das duas reais chances de disputar as próximas eleições e sair vitoriosos ou não.

O nome do governador José Pedro Taques do PSDB, foi citado basicamente em todos os cenários possíveis de uma disputada, porem, o que mais chamou atenção dos resultados foi o numero da rejeição que só cresce há cada dia, chegando ao total de 65%.

Numero este que não é surpresa para muita gente, e foi até comemorado por outros, principalmente para aqueles que já se declaram “oposição” a este sistema de governo tucano.

Segundo dados desta pesquisa, a continuidade do desenvolvimento do projeto de reeleição de José Pedro Taques é praticamente inviável, principalmente se o empresário Mauro Mendes Ferreira, oHomem de Ferro, confirmar a sua pré-candidatura para disputar o Governo de Mato Grosso pelo Partido Democrata (DEM).

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Existem rumores de que um possível afastamento por parte de Taques está sendo estudado, o que também iria ocasionar varias mudanças no cenário da disputa eleitoral, já que alguém será beneficiado com a estrutura da maquina para enfrentar a disputa.

Por outro lado, ninguém pode menosprezar o poder da máquina do Governo do Estado, mesmo com parâmetros adversos, com vários pontos negativos ao seu favor, Taques é o governador e o comandante da maquina, detém muito poder, político e principalmente econômico.

Certo é que o governador José Pedro Taques tem que rever os seus conceitos e decisões, já que a maioria do povo não aprova o seu formato de gestão, sem falar dos inúmeros entraves e escândalos que tomaram conta das manchetes dos veículos de comunicação do Estado durante a era Taques, com Secretários de Estado presos, Coronéis da Policia Militar na cadeia, denuncias e investigações de desvio de recursos público, algo tão condenado por Taques durante a gestão de Silval Barbosa.

Para a maioria das pessoas, o que era para ser o salvador da pátria, José Pedro Taques chegou ao poder, mas não conseguiu mostrar para que veio, foi decepções encima de decepções, de atrasos salariais a briga para não pagar a Revisão Geral Anual (RGA) do funcionalismo público, sem falar da verba do Fundo Estadual de Transporte e Habitação (FETHAB), que para muito municípios é a única forma de garantir o direito de ir e vir do cidadão que vive produzindo alimentos na zona rural de Mato Grosso. O resulta de todas essas ações que descompensou o sonho de dias melhores da nossa população é o alto índice de rejeição.

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Política

Palanque de Wellington Fagundes “AVERMELHOU”

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A articulação política com vistas ao pleito de 2026 no Estado de Mato Grosso deflagrou uma profunda reorganização nas bases partidárias locais, unindo lideranças historicamente opostas em um mesmo palanque. O movimento central orbita em torno da pré-candidatura do senador Wellington Fagundes (PL) ao Governo do Estado, cuja base de sustentação passou a abrigar, direta e indiretamente, figuras proeminentes do cenário político estadual e nacional. Entre os articulações de destaque, constam o apoio do senador Jayme Campos (UB) e a aproximação tática do senador Carlos Fávaro (PSD), e aliado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), consolidando um arranjo político caracterizado pela pluralidade ideológica.

O epicentro do rearranjo partidário consolidou-se após o senador Jayme Campos romper estrategicamente com o grupo político de Mauro Mendes (UB). A cisão ocorreu após o parlamentar ser preterido por sua própria agremiação na disputa pela indicação ao governo estadual. Diante do impasse interno, a liderança de Várzea Grande declarou apoio formal à postulação de Wellington Fagundes, assumindo o papel de ponte interlocutora para atrair o grupo político de Carlos Fávaro para a mesma esfera de convergência eleitoral, alterando o equilíbrio das forças políticas regionais.

A reaproximação entre os grupos políticos ocorreu no âmbito do território mato-grossense, desdobrando-se em reuniões partidárias, articulações de bastidores e atos públicos nos principais colégios eleitorais do estado, com especial relevância para Cuiabá e Várzea Grande. O alinhamento progressivo ganhou visibilidade pública a partir das movimentações conjuntas e das declarações de lideranças estratégicas durante encontros institucionais de correligionários, definindo a geografia eleitoral que delimita os palanques das próximas eleições estaduais.

As motivações subjacentes a essa engenharia política fundamentam-se na busca por hegemonia eleitoral e na neutralização de adversários comuns dentro do próprio espectro partidário. A preservação da candidatura de Carlos Fávaro à reeleição pelo Senado, ainda que realizada de forma discreta por setores da coligação, visa enfraquecer concorrentes diretos, como o deputado federal José Medeiros (PL) e o próprio Mauro Mendes (UB), candidato a uma das vagas ao Senado Federal.

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Paralelamente, a deputada estadual Janaína Riva (MDB) também busca consolidar sua viabilidade ao Senado Federal construindo pontes transversais que transcendem as barreiras ideológicas tradicionais.

O desenrolar decisivo dessa convergência manifestou-se quando a deputada Janaína Riva declarou publicamente a intenção de compor uma chapa dobrada com o senador Carlos Fávaro rumo ao Congresso Nacional. A confirmação do alinhamento ocorreu durante uma reunião partidária promovida pelo deputado federal Emanuelzinho Pinheiro (PSD), vice-líder do governo federal na Câmara dos Deputados.

O respaldo público manifestado por Janaína Riva aos dois quadros do PSD formalizou a intersecção pragmática entre o MDB e setores alinhados à administração federal, expondo a complexidade das alianças regionais.

A reação do Prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), expôs as fraturas internas provocadas pela composição heterogênea do palanque oposicionista. Por meio de manifestações públicas e redes sociais, o gestor municipal criticou enfaticamente a aliança do Partido Liberal (PL) com o MDB, argumentando que a proximidade com nomes ligados ao governo federal descaracteriza o projeto político da direita conservadora no estado.

Brunini reiterou que a presença de quadros governistas e o apoio explícito a vice-líderes do Executivo Nacional configuram uma contradição ideológica perante o eleitorado conservador mato-grossense.

As engrenagens dessa complexa aliança eleitoral funcionam por meio de concessões mútuas e composições proporcionais que visam maximizar o tempo de propaganda rádio e televisiva, além de capilaridade regional. Enquanto a candidatura majoritária ao governo busca unificar o eleitorado sob uma bandeira de oposição à atual gestão estadual, as candidaturas ao Senado operam de forma autônoma para captar votos em nichos diversos. Essa dinâmica permite coexistir, no mesmo espaço político, projetos de poder que divergem substancialmente quanto às diretrizes econômicas e sociais no plano federal.

E aí está a ironia do roteiro.

Wellington Fagundes, o Lanterna Verde, o Homem da Camisa Verde, também identificado por setores da direita como Senador Melancia, Verde por fora e vermelho por dentro, terá que administrar um palanque no qual o VERMELHO já não parece estar escondido debaixo do palanque.

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As consequências imediatas do arranjo refletem-se no tensionamento das instâncias partidárias locais e no silêncio seletivo do comando estadual do PL diante das composições regionais.

Enquanto a presidente estadual do partido, Ananias Filho, direciona severas críticas aos prefeitos liberais que declararam apoio à pré-candidatura do governador Otaviano Pivetta (Republicanos), constata-se a ausência de penalizações ou manifestações oficiais a respeito da presença de lideranças alinhadas ao governo federal na base de Wellington Fagundes, sinalizando uma tolerância tática em prol da viabilidade eleitoral.

O cenário consolidado projeta desafios complexos para a gestão da imagem pública de Wellington Fagundes junto à sua base eleitoral de origem. Historicamente associado ao centro pragmático, o parlamentar enfrenta questionamentos de setores ortodoxos da direita, que utilizam a presença de elementos progressistas na coligação para contestar sua coerência doutrinária.

A necessidade de administrar um palanque de composição ideológica mista exigirá do candidato um contínuo exercício de equilíbrio político para reter o eleitorado conservador sem repelir os apoios estratégicos vindos do centro e da centro-esquerda.

Por fim, o panorama atual evidencia que o pragmatismo político em Mato Grosso sobrepôs-se às polarizações nacionais, redefinindo os contornos da disputa de 2026. A aliança que reúne sob o mesmo teto político o PL, o MDB, o PSD e alas do União Brasil (UB) demonstra que a busca pelo “Poder Estadual” suplantou divisões partidárias rígidas.

O sucesso dessa empreitada dependerá da capacidade dos articuladores em convencer o eleitorado de que a heterogeneidade da coligação representa amplitude governamental, e não incoerência ideológica, na construção do futuro político do estado.

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