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2026 PASSA POR 2024

Fábio e Edu devem protagonizar disputa eleitoral em Cuiabá

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Não exagera quem afirma que as eleições de 2026 são projetadas, por partidos e grupos políticos a partir da sucessão municipal de 2024. O resultado das urnas do próximo ano terá influência nas eleições gerais que acontecem dois anos depois.

Em Cuiabá, na capital calorosa de todos os mato-grossenses, há um cenário claro nesse sentido, senão venhamos e convenhamos: o PSD, liderado em Mato Grosso pelo ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), Carlos Henrique Baqueta Favaro, vai trabalhar para eleger o maior número de prefeitos e vereadores.

Favaro pretende disputar o Governo do Estado. O projeto 2026, inclui o Senador pelo União Brasil (UB), Jayme Veríssimo de Campos que disputará a reeleição para o Senado, o governador Mauro Mendes Ferreira (UB), também vai disputar uma vaga no Senado.

Para isso, precisa renunciar ao cargo seis meses antes das eleições. Isso acontecendo, o seu vice Otaviano Olavo Pivetta assumirá o governo como candidato natural à reeleição.

Nesse caso, é possível vislumbrar Pivetta disputando contra Favaro o Palácio Paiaguas, Jayme Campos e Mauro Mendes o Senado federal. Lembrando que em 2026 estarão em disputa duas cadeiras para o Senado da República, que hoje são ocupadas por Jayme e Favaro.

Daí, entra outro ingrediente que impactará as eleições municipais do próximo ano, com antecipação da disputa de 2026: a Mulher Maravilha, nossa querida Janaína Greyce Riva (MDB), vai disputar a majoritária ou disputará a Câmara Federal? Quem será o vice de Pivetta que poderá ser candidato em 2030 para o Palácio Paiaguas, caso Pivetta vença o pleito eleitoral 2026?

Tá difícil para afirmar o tabuleiro político? Então continue a prestar atenção aos movimentos das peças.

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Protagonistas 2024

Se em Mato Grosso o eleitorado já está acostumado aos embates envolvendo forças políticas da envergadura de Jayme Campos, Mauro Mendes e Nenel Pinheiro, em especial para o eleitor de Cuiabá, a rivalidade é mais do que uma velha conhecida.

Nos últimos anos ela se perpétua nos pleitos municipais e, para as eleições de 2024, a sina não será diferente. Apesar da existência de alguns nomes se postulando para prefeito, o jogo deverá ser decidido por um candidato apoiado pelo Palácio Paiaguas e pelo Palácio Alencastro.

O que pode mudar são os personagens, o que torna a eleição em Cuiabá mais interessante de ser analisada.

Cuiabá é o tipo do município que, qualquer político inclinado a ter uma experiência no Executivo Municipal, gostaria de administrar.

Portanto, os grandes partidos e políticos tradicionais enxergam uma verdadeira vitrine. A empolgação é maior quando é verificado ter chegado a hora do encerramento de um ciclo de poder: o do Prefeito de Cuiabá, Nenel Pinheiro.

Começando pela força hegemônica política que governa a cidade há sete anos, tudo indica que o quadro terá a incumbência de dar prosseguimento a este projeto de “PODER” é o meu grande “AMIGO”, o presidente da MARAVILHOSA” Casa de Leis, Zé Edu Botelho, ainda no União Brasil (UB), e em franca ascensão nas pesquisas eleitorais, tendo como mira fortalecer o ministro Carlos Favaro em 2026.

Nenel Pinheiro e Mauro Mendes, sabem que precisam de um candidato consistente para assumir a Prefeitura de Cuiabá. Agora é preciso saber se conseguem “andar” com as próprias pernas, sem a tutela de Jayme, Mauro, Nenel ou Favaro.

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Isso porque o possível candidato, oficialmente, do Palácio Alencastro, ainda não “pulou” do barco unista, mas nos bastidores dá quase como acertada sua ida ao PSD. O meu grande “AMIGO” tem muitos anos na presidência da Assembleia Legislativa Mato-grossense (ALMT), e conseguiu boas amizades e parcerias com os demais parlamentares. Menos com a população cuiabana.

Como ainda não é oficial a “pulada” de barco para o PSD, o menino da Rua Joaquim Murtinho e Cia., já estão articulando o apoio ao candidato da Federação Brasil Esperança em Cuiabá. Os candidatos são considerados políticos de relativa qualidade, mas não “andam” com as próprias pernas. Precisam das pernas dos líderes políticos.

O fato é que qualquer político bancado por Mauro, Jayme e do meu AMIGO” Nenel, começam fortes, mas não procede que tenham condições de eleger o poste dos postes.

A grande realidade é que: a notícia nos bastidores da possível desistência do deputado federal Abílio Jaques Brunini (PL), está mexendo no tabuleiro das peças e, não faltará políticos se colocando como pré-candidato.

Políticos que estavam afastados da cena, já começaram a admitir que tem interesse em disputar a cadeira número 1 da Prefeitura de Cuiabá.

A pergunta que não quer calar: é Edu? Como ficaria sua situação, levando em consideração que ele sempre montou grandes estruturas de campanha?

A situação deste quadro é a seguinte: Edu Botelho depois, se colocar como candidato algo mudou. Ele vem colocando as coisas de cima para baixo, diferente das discussões democráticas na política e do partido.

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Política

Desdobramentos políticos e a pressão pela CPI na Assembleia Legislativa de Mato Grosso

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A deflagração da “Operação Heritage” pela Polícia Federal (PF), com autorização do Supremo Tribunal Federal (STF), reacendeu a pressão política na Assembleia Legislativa de Mato Grosso para a instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI). A iniciativa busca investigar supostas irregularidades em contratos consignados e o pagamento de precatórios que somam R$ 308 milhões em benefício da empresa de telefonia Oi S.A.

Atualmente, o requerimento oposicionista conta com sete assinaturas, necessitando de apenas mais uma adesão para que seja realizada a leitura oficial em Plenário e iniciado o processo formal de apuração no âmbito legislativo estadual.

Quem são os envolvidos:

As investigações da Polícia Federal atingem diretamente figuras centrais do cenário político mato-grossense, incluindo o grupo político do ex-governador Mauro Mendes (UB) e a gestão do atual governador Otaviano Pivetta (Republicanos). Entre os alvos que sofreram mandados de busca e apreensão e bloqueio de bens, figuram a ex-primeira-dama Virgínia Mendes, seus três filhos, além do ex-secretário de Estado Mauro Carvalho e seus familiares.

No parlamento, destacam-se as atuações dos deputados Valdir Barranco (PT), defensor da comissão; Diego Guimarães, representante da base governista; e Júlio Campos, que adota uma postura intermediária.

Quando os fatos se deram:

A deflagração das medidas ostensivas da Operação Heritage ocorreu na última quinta-feira, dia 6, deflagrando um efeito imediato nas articulações parlamentares do Estado. A intensificação dos debates sobre a criação da CPI e as manifestações públicas dos deputados estaduais ocorreram nesta quarta-feira, dia 12. O contexto temporal ganha relevância adicional por situar-se a menos de 55 dias do pleito eleitoral e próximo ao recesso do Poder Legislativo, elemento que influencia diretamente o ritmo e a viabilidade das negociações políticas na Casa de Leis.

Onde a apuração se concentra:

O foco principal das diligências e das discussões institucionais está sediado na Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (AL/MT), onde tramita a coleta de assinaturas para o requerimento. Contudo, os desdobramentos operacionais abrangem diversos endereços residenciais e comerciais no Estado onde foram cumpridos os mandados judiciais expedidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

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A abrangência territorial das investigações reflete a amplitude das relações financeiras e contratuais estabelecidas entre os agentes públicos, as instituições bancárias e a concessionária de telefonia.

Por que a operação foi deflagrada:

A atuação do Poder Judiciário e dos órgãos federais de fiscalização decorre da necessidade de averiguar indícios de favorecimento financeiro e desvio de recursos públicos do erário estadual. A suspeita central recai sobre a homologação de um acordo extraordinário firmado entre o Governo do Estado de Mato Grosso e a operadora Oi S.A., além de possíveis fraudes na gestão de contratos de empréstimos consignados.

A gravidade das denúncias e o expressivo montante financeiro envolvido fundamentaram a expedição das ordens de busca, apreensão e bloqueio de bens pela Suprema Corte.

Como os mandados foram executados:

As ações policiais foram executadas de forma simultânea por equipes da Polícia Federal, com o cumprimento de 25 mandados de busca e apreensão direcionados aos alvos da investigação. Paralelamente às buscas físicas, determinou-se o bloqueio patrimonial e bancário de 61 pessoas físicas e jurídicas supostamente ligadas ao esquema.

A coleta de documentos, mídias digitais e eventuais provas materiais visa instruir o inquérito policial e subsidiar as análises técnicas referentes às movimentações de capitais realizadas entre os envolvidos.

Quais os argumentos da oposição:

A bancada oposicionista, liderada publicamente pelo deputado Valdir Barranco, classifica a conduta anterior da Casa de Leis como uma omissão perante denúncias que já circulavam informalmente no parlamento. Para os parlamentares de oposição, a intervenção da Polícia Federal e do Supremo Tribunal Federal expõe a necessidade premente de a Assembleia Legislativa Mato-grossense cumprir o seu papel fiscalizador.

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O grupo argumenta que os deputados têm o dever de assinar a lista, considerando constrangedora a inércia legislativa diante de indícios consolidados de irregularidades na gestão pública.

Qual a defesa apresentada pela base governista:

Por sua vez, a base de sustentação do Palácio Paiaguás, representada pelo deputado Diego Guimarães, defende prudência e questiona o momento escolhido para a mobilização da comissão. Os parlamentares governistas argumentam que a proximidade do período eleitoral pode desviar o foco de uma apuração técnica e rigorosa, transformando a CPI em um instrumento de exploração política.

Segundo essa perspectiva, a iniciativa arrisca converter-se em um factoide destinado a expor os gestores públicos e a favorecer os adversários do governo na disputa eleitoral vindoura.

Qual a postura da posição intermediária:

Posicionado de forma neutra em relação aos blocos, o deputado Júlio Campos ratificou o avanço na captação de adesões ao requerimento, mas manifestou ceticismo quanto à utilidade prática do colegiado no momento atual. O parlamentar ressaltou que a execução de mandados judiciais pela Polícia Federal pressupõe a existência de estudos aprofundados e quebras de sigilo consolidadas no inquérito principal.

Contudo, apesar de ressaltar a redundância da medida ante a atuação federal, assegurou que participará ativamente dos trabalhos caso a comissão seja efetivamente instalada.

Quais os desdobramentos futuros:

O cenário político de Mato Grosso permanece em suspenso, condicionado à obtenção da oitava assinatura necessária para a formalização do pedido de CPI na Mesa Diretora. Caso o quórum mínimo seja alcançado e a leitura efetuada em Plenário, caberá aos blocos partidários a indicação dos membros que comporão o colegiado investigativo.

A evolução do caso dependerá tanto da tramitação do inquérito sob sigilo no Supremo Tribunal Federal quanto da capacidade de articulação entre os parlamentares para viabilizar os trabalhos da comissão antes do recesso.

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