PERÍODO DE PROIBIÇÃO DE QUEIMADAS

Em 2020 queimadas no Pantanal tiveram aumento de 530% em queimadas

Publicados

em

O Pantanal mato-grossense teve um aumento de 530% nos registros de queimadas no primeiro semestre deste ano em relação ao mesmo período do ano passado. Os focos de calor em alta durante o período chuvoso no bioma alertam para um cenário crítico com a chegada da seca em todo o estado, época mais suscetível às queimadas.

Os dados foram obtidos a partir de uma ferramenta interativa que foi lançada pelo Instituto Centro de Vida (ICV) para o monitoramento dos focos de calor no estado durante o período de proibição de queimadas.

A ferramenta também mostra que a antecipação do período proibitivo pelo Governo do Estado não impediu um aumento de 12% no registro de focos de calor em comparação aos primeiros 15 dias de julho de 2019, quando a prática ainda estava liberada.

Aberta para consulta na página da entidade, a plataforma permite visualizar a quantidade e localização de focos de calor de 2018 a 2020, com filtros e categorização por mês, municípios, biomas e categorias fundiárias das ocorrências no estado.

O painel será atualizado quinzenalmente com dados do satélite de referência disponibilizados pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) até o fim do período proibitivo, em 30 de setembro.

PRIMEIRO SEMESTRE

De janeiro a junho de 2020, foram registrados 6.747 focos de calor no estado, um aumento de quase 300 focos em relação a 2019 (com 6.450) e que contabilizou um acréscimo significativo em relação a 2018, com 4.383 ocorrências.

As queimadas no primeiro semestre foram lideradas pela Amazônia, com 60,93%, seguida do Cerrado, com 30,95%, e do Pantanal com 8,12%.

O período seguiu o mesmo ritmo alarmante do ano passado, com um pequeno aumento, e as áreas queimadas no Pantanal contribuíram para isso, avalia Vinícius Silgueiro, engenheiro florestal e coordenador do Núcleo de Inteligência Territorial do ICV, setor responsável pelo desenvolvimento do painel.

PANTANAL EM RISCO

O painel mostra que o bioma Pantanal em Mato Grosso registrou um aumento de 530% nos focos de calor em relação ao mesmo período do ano anterior. De janeiro a junho, foram contabilizados 548 focos de calor no bioma. No mesmo período em 2019, foram contabilizados 87.

Dados do Inpe mostraram que o volume de chuvas em todo o bioma ficou 50% abaixo do normal no período de janeiro a maio, o que também colaborou para deixar o bioma mais suscetível aos incêndios.

Um destaque foi o Parque Nacional do Pantanal Mato-grossense, que passou de três para 99 ocorrências e figurou como a unidade de conservação com o maior índice de focos de calor no estado no semestre.

Vinícius explica a importância do monitoramento em unidades de conservação nacionais e terras indígenas.

São áreas protegidas de responsabilidade federal e como os órgãos ambientais dessa instância vêm sendo enfraquecidos, esse monitoramento ajuda a alertar e orientar onde devem ser direcionados esforços emergenciais. É importante que as operações federais e as estaduais se articulem e somem em campo, não se sobreponham, então esses dados podem contribuir também para isso, afirma.

O parque está localizado em Poconé, município do estado que lidera as queimadas no período, seguido por Nova Maringá, Feliz Natal, Paranatinga e Brasnorte.

Os imóveis privados com inscrição no Cadastro Ambiental Rural (CAR) ainda respondem por 75% das ocorrências.

Ver que um número significativo dos focos de calor está acontecendo em imóveis privados já inscritos no CAR é um indicativo de que é possível a identificação do proprietário e a responsabilização, bem como do desmatamento muitas vezes associado a essa queimada, diz o engenheiro. Em geral, o corte raso da vegetação nativa é seguido do uso de fogo para o preparo do terreno para atividades agropecuárias.

AUMENTO MESMO COM PROIBIÇÃO

Com o aumento de focos de calor registrados até o mês de maio, o Governo do Estado de Mato Grosso adiantou o período proibitivo, iniciado no dia 15 de julho nos anos anteriores, para o dia primeiro de julho e o estendeu até 30 de setembro.

A legislação estadual vigente prevê o uso do fogo para limpeza e manejo de solo na área rural mediante a autorização de queimada controlada emitida pela Secretaria Estadual de Meio Ambiente (Sema/MT).

A proibição da prática entre os meses de julho e setembro visa evitar incêndios florestais causados pela vegetação mais vulnerável durante a estação da seca e evitar danos à saúde por problemas respiratórios, em 2020 de maior risco devido à “Pandemia” do novo Coronavírus, a Covid-19. Paralelamente, no dia 16 de julho o Governo Federal decretou a proibição das queimadas no país inteiro pelo período de 120 dias para conter danos ambientais e de saúde.

No entanto, nos quinze primeiros dias do mês em Mato Grosso, já com a proibição em vigor, foi detectado um aumento de 12% em relação ao mesmo período do ano passado. Foram 754 focos de calor registrados, um aumento de 80 focos em relação a 2019, que somou 674 focos.

Os dados detectam uma tendência de aumento para o período das queimadas, o especialista alerta, visto que estamos iniciando o auge do período de estiagem.

Com a antecipação do período proibitivo esperava-se um número menor nessa primeira quinzena“, diz.

Dos focos, 393 foram em imóveis registrados no Cadastro Ambiental Rural (CAR), seguido de 188 em terras indígenas. Os municípios que comandam a lista são Cáceres, Nova Maringá, Tangará da Serra e Luciara.

Vinícius explica que a iniciativa visa retratar a situação das queimadas de forma célere para que medidas efetivas possam ser tomadas para contenção.

Caracterizamos a ocorrência e isso fornece uma melhor compreensão da situação enquanto ela está acontecendo e assim, podem ser decididos direcionamento de esforços para uma região ou outra“, ressalta.

COMENTE ABAIXO:
Leia Também:  Enquanto o jogo não começa, vamos ao primeiro “blefe” do final de semana dos Democratas
Propaganda

Destaques

Filhos do 25 não querem perder o legado histórico da sigla

Publicados

em

Os grupos que pregam a renovação na vida pública comemoraram os resultados das Eleições de 2018, mas agora começam a se deparar com os diversos problemas dentro da política na vida real.

Há uma narrativa de que a “crise”, se não derrubar o Governo, ao menos significará um entrave significativo para o avanço de sua agenda.

É caros amigos internautas do Blog do Valdemir, o clima nos bastidores políticos do Estado de Mato Grosso não anda nada bom para algumas lideranças do nosso Estado. Todos estão na expectativa da reunião entre os caciques: Mauro Mendes Ferreira, Jayme Veríssimo de Campos, José Eduardo Botelho, Mauro Carvalho Junior, Júlio José de Campos e o Diretório Estadual do Partido Democrata (DEM).

Na pauta diz que: para definir a posição do partido em relação ao pleito Eleitoral de 2020.

Muitos pensam que a preocupação dos Democratas, será para escolher um nome da sigla para disputar a cadeira Numero 1 tão desejada por muitos, contra o amigo da família Campos a Prefeitura de Cuiabá, o emedebista Emanuel Pinheiro.

Então tá bom! Está difícil, sabemos a dificuldade dos internautas acompanhar o assunto, que tem tomado o centro da atenção no debate político mato-grossense nas últimas semanas: a crise do DEM.

Partido no qual o governador Mauro Mendes foi eleito e que ainda está filiado. Mas tenha paciência, o partido dos Democratas será ainda tema de várias matérias que estão por vir, artigos para comentar as várias declarações e fatos impactantes, envolvendo os considerados “caciques”, passando por deputados e militantes partidários da sigla.

A “crise” dos Democratas poderia receber diversas adjetivações, menos a de surpreendente. O que chama atenção é o fato de haver, bem difundida entre várias pessoas e setores, algumas surpresas nos embates que tem visto e amplamente noticiadas.

Talvez a surpresa seja decorrente de uma percepção particular sobre os Campos.

Diante disso, cabem aqui algumas reflexões sobre a crise em si, do partido, do atual Governo do Estado, e outros.

É possível esboçar duas razões complementares para se pensar a crise do DEM: apoio a Emanuel Pinheiro ou a para que Mauro Mendes saia do partido… Nossa… Já…

Algumas prerrogativas deixam claro que existe um interesse no racha. E será imenso, mesmo porque o partido até 2018 ficou como “coadjuvante” de outras siglas partidárias. Hoje no centro da disputa para as Eleições de 2020, deve-se perguntar: como é até quando poderão seguir o fluxo da onda conservadora que levou o DEM ao Palácio Paiaguas?

É possível que algumas lideranças vislumbrem na atual “crise” um momento de se desvincular de um iminente desastre. Também é possível que outros prefiram permanecer e se aferrar do partido, apostando vislumbrar novos horizontes nas Eleições de 2022.

Com certeza existe incontável, tons de cinza entre uma posição e outra que somente um exame mais minucioso dos embates que vem acontecendo poderá responder de maneira mais incisiva.

PS: uma conclusão que se pode tomar é que o DEM é um campo de disputa de diversos agentes políticos, sendo o Palácio Paiaguas, parte dele.

Uma dica: há uma maneira de ver o grupo de Jayme e Júlio, como segue a política. Se quiser saber, domingo ficarás sabendo aqui no Blog do Valdemir.

Nota da redação

Nós não estamos rachados, é isso que as lideranças dos Democratas soltam aos quatro cantos do Estado.

Então o Blog do Valdemir pergunta: não é racha, três lideranças políticas apoiarem candidaturas diferentes no pleito eleitoral?

Tá bom…, querem enganar, engane pra lá, porque aqui, não vão enganar os nossos internautas e, vou escrever…

Para se ter uma ideia, os “caciques” políticos da oposição, comemora o racha dos Democratas, já que representa um movimento que pode-se beneficiar uma candidatura da oposição ao Paiaguas em 2022.

Quer mais? O grupo ligado ao Senador pelo Democrata, Jayme Campos não irá referendar o nome para a disputa da Prefeitura de Cuiabá e muito menos o que o Diretório Estadual da sigla indicar para o Senado da Republica neste mês de novembro, dia da Eleição de 2020 para Prefeito, Senador e Vereador.

O racha já está nítido. O clima de rompimento é tão grande na sigla. As possibilidades estão todas abertas, seja a migração ou até permanecer um partido rachado.

Finalizando: eu não posso afirmar se o deputado Eduardo Botelho será candidato. Eu ainda não vi nenhuma movimentação“, o cacique e senador Jayme Campos, disse para muitos, mas poucos entenderam.

Fábio Garcia é a carta de Mendes. Só que está carta nem está sabendo o que vem ocorrendo no bairro Dom Bosco, ou melhor nem sabe aonde fica este bairro.

Eduardo Botelho, neste momento é melhor tê-lo na Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (AL/MT) do que na disputa eleitoral. Concorda Mauro Mendes?

Resta Marcelo Bussiki que é opositor a Pinheiro (o pivo da intriga no DEM). O edil cuiabano carregaria como apoio, os vereadores que são contra a administração Municipal de Cuiabá.

Não estão rachado não, veja só: Jayme Campos apoia Nilson Leitão, Eduardo Botelho apoia Otaviano Pivetta e Mauro Mendes apoia Carlos Favaro. Se isso não for racha então é o que?

COMENTE ABAIXO:
Leia Também:  Mato Grosso recebe mais quatro etapas do Circuito Nelore em agosto
Continue lendo

MAIS LIDAS DA SEMANA