Search
Close this search box.

NOVO ESTUDO

Estudo mostra que 110 mil doses de vacina disponíveis para aplicação podem estar paradas em MT

Publicados

em

Do total de 413.846 doses de vacina contra a Covid-19 disponíveis há mais de 10 dias para aplicação em Mato Grosso, 110.493 podem não ter sido aplicadas ainda. O número foi levantado pelo deputado estadual do Partido dos Trabalhadores (PT), médico sanitarista Lúdio Frank Mendes Cabral, com base nas resoluções da Comissão Intergestores Bipartite (CIB), comparadas com o painel de vacinação do Ministério da Saúde, considerando os dados disponibilizados até a quinta-feira (8).

Das 297.738 doses destinadas à 1ª doses recebidas até 26 de março, 68.588 podem não ter sido aplicadas ainda, segundo o cruzamento de dados feito por Lúdio Cabral. Das 116.108 doses destinadas à aplicação da 2ª dose recebidas até 10 de março, 41.905 podem não ter sido aplicadas ainda.

Pela elaborar o levantamento, Lúdio Cabral desconsiderou as remessas de vacinas recebidas por Mato Grosso em abril, por não terem sido totalmente distribuídas aos municípios ainda.

Há um problema sério no andamento da vacinação em Mato Grosso. As vacinas são escassas, pois o governo federal adquiriu e enviou uma quantidade muito pequena de vacinas, e o pouco que chega está demorando para ser aplicado. A situação se mostra mais grave se observamos que quase 42 mil pessoas poderiam estar com a imunização completa, mas ainda não estão porque não receberam a 2ª dose, que está disponível há quase um mês, desde o dia 10 de março, disse Lúdio.

Para aumentar a eficiência na vacinação, o parlamentar estadual do Partido dos Trabalhadores (PT), recomenda que o governo estadual elabore as resoluções com mais rapidez e agilize a distribuição aos municípios, e que as prefeituras utilizem a rede de salas de vacinas e a experiência acumulada pelos trabalhadores do Sistema Único de Saúde (SUS), que é referência mundial na imunização de populações.

Com a escassez de vacina, a logística tem que ter sintonia fina para aumentar a eficiência da vacinação. E não adianta alguns municípios inventarem a roda e concentrarem a vacinação num único local. Precisamos descentralizar a vacinação, utilizar as unidades básicas de saúde, as salas de vacina que o SUS já tem. Quanto mais descentralizar, melhor. Até porque o público-alvo vai aumentar nas próximas fases“, afirmou.

Veja Nota Informativa

https://webmail-seguro.com.br/blogdovaldemir.com.br/?_task=mail&_caps=pdf%3D1%2Cflash%3D0%2Ctiff%3D0%2Cwebp%3D1&_uid=33591&_mbox=INBOX&_action=show

Leia Também:  Mato Grosso conta com 13 denuncias de assedio eleitoral
Propaganda

Política

Engrenagens “Proporcionais” e “Majoritárias” definem a ocupação de 1.626 cadeiras Legislativas em 2026

Publicados

em

O sistema eleitoral brasileiro se prepara para movimentar a estrutura política do país no pleito de 2026, quando os eleitores escolherão os ocupantes de 1.626 vagas legislativas nas esferas federal, estadual e distrital. A renovação engloba representações na Câmara dos Deputados, no Senado Federal, nas Assembleias Legislativas dos Estados e na Câmara Legislativa do Distrito Federal. Esse processo complexo reorganiza as forças partidárias e redefine as bancadas que atuarão na formulação de leis e na fiscalização do Poder Executivo ao longo dos próximos anos.

A disputa abrange a totalidade das vagas para a Câmara dos Deputados e para as casas legislativas regionais, além da renovação de dois terços do Senado Federal. No plano federal, 513 parlamentares buscarão um mandato de quatro anos, enquanto nas instâncias estaduais e distrital estarão em jogo 1.035 vagas para deputados estaduais e 24 para deputados distritais, perfazendo 1.059 cadeiras regionais. Concomitantemente, a eleição senatorial definirá 54 novos representantes, garantindo a renovação de duas das três vagas pertencentes a cada unidade da Federação.

O processo de votação e apuração ocorrerá em todo o território nacional durante o pleito geral agendado para o ano de 2026. Todos os estados brasileiros e o Distrito Federal participarão simultaneamente da escolha de seus representantes federais e locais. Os eleitores comparecerão às urnas para depositar seus votos em uma única jornada eleitoral, definindo as lideranças que assumirão seus respectivos cargos no início da legislatura subsequente.

A motivação central dessa mobilização institucional cumpre a determinação constitucional de alternância periódica do “PODER” e de renovação representativa. A eleição legislativa permite que a sociedade atualize a composição das Casas de Leis de acordo com as correntes de pensamento e os anseios políticos contemporâneos. A distribuição de mandatos reflete diretamente as mudanças na preferência do eleitorado, moldando as maiorias e minorias parlamentares necessárias para a governabilidade.

Leia Também:  Fim das coligações leva DEM buscar nomes para eleição municipal

O preenchimento dessas vagas não obedece a um critério único de votação, visto que a legislação eleitoral brasileira adota simultaneamente dois modelos distintos: o proporcional e o majoritário.

Enquanto os senadores são eleitos por votação majoritária simples na qual vencem os candidatos mais votados em cada estado, os deputados federais, estaduais e distritais dependem do sistema proporcional. Essa dualidade exige estratégias partidárias bem estruturadas para a captação de votos em diferentes frentes.

No sistema proporcional aplicável aos deputados, não é possível prever uma quantidade exata de votos necessários para assegurar uma cadeira antes da apuração final. O cálculo depende primordialmente do quociente eleitoral, obtido pela divisão do total de votos válidos pelo número de vagas disponíveis na circunscrição. Em seguida, estabelece-se o quociente partidário, que distribui as vagas entre os partidos e as federações com base no somatório das votações nominais de seus candidatos e dos votos de legenda.

Pouca renovação em MT

Os impactos das regras eleitorais refletem-se intensamente nas articulações locais, como se observa nas projeções para a Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (AL/MT). O presidente da Casa de Leis mato-grossense e dirigente regional do Podemos, deputado estadual pelo Podemos, Max Russi, projeta uma taxa de renovação parlamentar entre 5 e 10 cadeiras na próxima Legislatura. A estimativa cautelosa busca equilibrar as expectativas dos atuais mandatários que tentarão a reeleição e dos novos postulantes ao cargo.

Leia Também:  Natal Abençoado do SER Família será aberto nesta quinta-feira

O dinamismo das campanhas antecipadas demonstra que as lideranças políticas já atuam nos bastidores para consolidar bases de apoio com vistas ao pleito. Nos bastidores políticos estaduais, observadores apontam que as articulações conduzidas por dirigentes como Max Russi visam não apenas à manutenção da vaga na Assembleia Legislativa Mato-grossense, mas também à construção de governabilidade futura e à permanência no comando do Poder Legislativo regional após a consolidação das urnas.

A indefinição sobre o número exato de votos necessários para a eleição proporcional impõe às legendas a necessidade de formar chapas competitivas e coesas. Como a soma dos votos de todos os candidatos do partido determina o número total de cadeiras obtidas pela agremiação, o desempenho individual de cada concorrente contribui diretamente para o sucesso coletivo da legenda ou da Federação Partidária, impedindo garantias prévias de vitória.

Diante desse cenário complexo, as eleições de 2026 reafirmam o papel central das regras matemáticas e regimentais na consolidação da democracia brasileira. A combinação entre a escolha direta de senadores e o cálculo proporcional para deputados garante uma representação heterogênea nas Casas Legislativas, refletindo as dinâmicas locais e nacionais que conduzirão os rumos políticos, econômicos e sociais do país pelos anos seguintes.

Continue lendo

MAIS LIDAS DA SEMANA