EM BUSCA DE NOMES
Fim das coligações leva DEM buscar nomes para eleição municipal
Estamos a exatamente a poucos meses para que os mais de 2 milhões de eleitores mato-grossenses vão às urnas e elejam os 141 Prefeitos e os mais de 1.400 Vereadores em nosso Estado.
Em outubro deste ano, os brasileiros mais uma vez vão às urnas para escolher quais candidatos representam melhor os seus interesses e os de seu município. Você já parou para pensar de que forma essas escolhas influenciam na sua vida? Você sabe qual é a importância das eleições municipais?
Com as mudanças implementadas na minirreforma eleitoral de 2017, a Lei das Eleições e o Código Eleitoral foram alterados. Com isso, a eleição para vereador em 2020 será a primeira com novas regras, portanto, diferente das anteriores. As mudanças tem o objetivo de garantir ao processo eleitoral uma disputa mais justa e equilibrada entre os concorrentes.
DEM de protagonista a coadjuvante na próxima eleição municipal
Mesmo o Democrata possuindo personalidades do alto escalão da política nos cenários, municipal, estadual e federal, a tendência de candidatura própria prevalece apenas em discurso, já que até o momento, nenhum nome de peso foi apontado para disputar as eleições, tanto em Cuiabá, quanto em Várzea Grande.
Hoje, políticos como o presidente do Senado, Davi Alcolumbre e presidente da Câmara federal, Rodrigo Maia são do DEM, no Estado de Mato Grosso, o partido possui nomes como do Senador Jayme Veríssimo de Campos, do governador Mauro Mendes Ferreira, do deputado e presidente da Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (AL/MT), José Eduardo Botelho, da Prefeita de Várzea Grande, Lucimar Sacre de Campos, como também do ex-governador Júlio José de Campos e do ex-deputado federal e presidente da sigla no Estado, Fábio Paulino Garcia.
Com todo este poderio, a sigla mesmo antes dos problemas ocasionados pela “Pandemia do Coronavírus“, que gerou a quarentena, com estimativa de resultados catastróficos na sociedade, que vai desde vidas ceifadas, empresas falidas, aumento de desemprego, os dirigentes declaravam que o DEM vai ter candidatura própria em Cuiabá e Várzea Grande.
Por outro lado, tanto os bastidores, quanto os especialistas de política, apontam para um papel de coadjuvante do DEM na disputa eleitoral da capital e da cidade industrial.
O presidente do DEM em Mato Grosso, Fábio Garcia garantiu que o partido terá representante na disputa pela Prefeitura de Cuiabá.
“Hoje o DEM não está atuando na política, nós estamos mais preocupados em salvar vidas, empregos e empresas, política fica para depois, o momento não é de política“, disse o presidente da sigla.
Questionado sobre a possibilidade de alteração da data eleição municipal, Fábio Garcia falou que a eleição será realizada quando o país tiver condições, mas que o momento é destinar as atenções para cuidar das saúde e das finanças.
Tanto em Cuiabá como Várzea Grande, o DEM possui nomes que seriam titulares em qualquer seleção da política, como seria se colocasse Romário, ou Ronaldo Fenômeno, Ronaldinho Gaúcho, no banco de reservas, assim está desenhando a próxima disputa eleitoral municipal, mesmo com craques, habilidosos e experientes, a tendência é para o DEM abrir mão da vaga de titular e se contentar com o “banco de reservas”.
Em Várzea Grande, segundo informações de bastidores, uma longa reunião envolvendo o Senador Jayme Campos, com o empresário Flávio Vargas teria levantado vários rumores.
Na tal reunião, o empresário Flavio Vargas que antes considerava o Senador como uma “persona non grata” teria tido a tão sonha oportunidade de conversar e ser abençoado para seguir a sua luta rumo a Prefeitura de Várzea Grande.
Política
Engrenagens “Proporcionais” e “Majoritárias” definem a ocupação de 1.626 cadeiras Legislativas em 2026
O sistema eleitoral brasileiro se prepara para movimentar a estrutura política do país no pleito de 2026, quando os eleitores escolherão os ocupantes de 1.626 vagas legislativas nas esferas federal, estadual e distrital. A renovação engloba representações na Câmara dos Deputados, no Senado Federal, nas Assembleias Legislativas dos Estados e na Câmara Legislativa do Distrito Federal. Esse processo complexo reorganiza as forças partidárias e redefine as bancadas que atuarão na formulação de leis e na fiscalização do Poder Executivo ao longo dos próximos anos.
A disputa abrange a totalidade das vagas para a Câmara dos Deputados e para as casas legislativas regionais, além da renovação de dois terços do Senado Federal. No plano federal, 513 parlamentares buscarão um mandato de quatro anos, enquanto nas instâncias estaduais e distrital estarão em jogo 1.035 vagas para deputados estaduais e 24 para deputados distritais, perfazendo 1.059 cadeiras regionais. Concomitantemente, a eleição senatorial definirá 54 novos representantes, garantindo a renovação de duas das três vagas pertencentes a cada unidade da Federação.
O processo de votação e apuração ocorrerá em todo o território nacional durante o pleito geral agendado para o ano de 2026. Todos os estados brasileiros e o Distrito Federal participarão simultaneamente da escolha de seus representantes federais e locais. Os eleitores comparecerão às urnas para depositar seus votos em uma única jornada eleitoral, definindo as lideranças que assumirão seus respectivos cargos no início da legislatura subsequente.

A motivação central dessa mobilização institucional cumpre a determinação constitucional de alternância periódica do “PODER” e de renovação representativa. A eleição legislativa permite que a sociedade atualize a composição das Casas de Leis de acordo com as correntes de pensamento e os anseios políticos contemporâneos. A distribuição de mandatos reflete diretamente as mudanças na preferência do eleitorado, moldando as maiorias e minorias parlamentares necessárias para a governabilidade.
O preenchimento dessas vagas não obedece a um critério único de votação, visto que a legislação eleitoral brasileira adota simultaneamente dois modelos distintos: o proporcional e o majoritário.
Enquanto os senadores são eleitos por votação majoritária simples na qual vencem os candidatos mais votados em cada estado, os deputados federais, estaduais e distritais dependem do sistema proporcional. Essa dualidade exige estratégias partidárias bem estruturadas para a captação de votos em diferentes frentes.
No sistema proporcional aplicável aos deputados, não é possível prever uma quantidade exata de votos necessários para assegurar uma cadeira antes da apuração final. O cálculo depende primordialmente do quociente eleitoral, obtido pela divisão do total de votos válidos pelo número de vagas disponíveis na circunscrição. Em seguida, estabelece-se o quociente partidário, que distribui as vagas entre os partidos e as federações com base no somatório das votações nominais de seus candidatos e dos votos de legenda.

Pouca renovação em MT
Os impactos das regras eleitorais refletem-se intensamente nas articulações locais, como se observa nas projeções para a Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (AL/MT). O presidente da Casa de Leis mato-grossense e dirigente regional do Podemos, deputado estadual pelo Podemos, Max Russi, projeta uma taxa de renovação parlamentar entre 5 e 10 cadeiras na próxima Legislatura. A estimativa cautelosa busca equilibrar as expectativas dos atuais mandatários que tentarão a reeleição e dos novos postulantes ao cargo.
O dinamismo das campanhas antecipadas demonstra que as lideranças políticas já atuam nos bastidores para consolidar bases de apoio com vistas ao pleito. Nos bastidores políticos estaduais, observadores apontam que as articulações conduzidas por dirigentes como Max Russi visam não apenas à manutenção da vaga na Assembleia Legislativa Mato-grossense, mas também à construção de governabilidade futura e à permanência no comando do Poder Legislativo regional após a consolidação das urnas.
A indefinição sobre o número exato de votos necessários para a eleição proporcional impõe às legendas a necessidade de formar chapas competitivas e coesas. Como a soma dos votos de todos os candidatos do partido determina o número total de cadeiras obtidas pela agremiação, o desempenho individual de cada concorrente contribui diretamente para o sucesso coletivo da legenda ou da Federação Partidária, impedindo garantias prévias de vitória.
Diante desse cenário complexo, as eleições de 2026 reafirmam o papel central das regras matemáticas e regimentais na consolidação da democracia brasileira. A combinação entre a escolha direta de senadores e o cálculo proporcional para deputados garante uma representação heterogênea nas Casas Legislativas, refletindo as dinâmicas locais e nacionais que conduzirão os rumos políticos, econômicos e sociais do país pelos anos seguintes.
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