Política
Emanuel diz que não está em campanha, mas não esconde que deseja ser o próximo presidente da AL
Cotado para disputar o comando da Assembleia Legislativa no Biênio 2017/2018, o deputado estadual Emanuel Pinheiro (PR) revelou em um café da manha com os jornalistas esta semana na Assembleia já ter o apoio de dez parlamentares. Ele não acredita em reviravolta como aconteceu na eleição anterior e vem se alicerçando bem.
Emanuel teve seu nome lembrado pelo deputado Oscar Bezerra (PSB) em virtude de sua postura firme e independente em relação aos demais poderes.
No encontro com a imprensa, o parlamentar cuiabano disse que não começou a fazer campanha e que ainda não pediu apoio ou votos pra ninguém, mas que esta lisonjeado por ter seu nome tido sido lembrado e também ficou honrado por ser lembrado pelo colega de parlamento Oscar Berzerra. Emanuel acredita que terá mais apoio do que na eleição passada, já que atualmente seu nome está sendo convocado pelos demais pares.
Emanuel disse que no momento essa não esta sendo sua prioridade no momento, mas ficou bastante envaidecido e honrado por ter sido lemnbrado. “Eu ainda não estou fazendo campanha e nem pedindo voto para meus companheiros de parlamento, mas meu nome vem sendo lembrado pelos colegas e já temos um grupo com dez votos assegurados”, disse Pinheiro.
Defendendo que a Assembleia precisa ter alternância de poder ele esta sendo a favor da aprovação da proposta que foi apresentado pelo deputado Gilmar Fabris (PSD) que põe fim a reeleição da Mesa Diretora da Assembleia Legislativa que vinha acontecenbdo já a alguns anos.
Emanuel falou também aos jornalistas que já apresentou uma proposta na Assembleia Legislativa e acredita que deve ser votada ainda este ano de candidatura avulsa dos membros da Mesa Diretora. Segundo Pinheiro, nos anos anteriores a Assembleia já tinha sido apresentado a proposta, mas que um projeto apresentado pelo deputado José Riva mudou toda a proposta da Casa de Leis.
“Hoje o nosso regimento interno não prevê a candidatura avulsa, mas já foi assim no passado e eu não estou inventando a roda ela já existe. Acho isso um desrespeito e defendo que volte a ser como era antes, assim como é no Congresso Nacional”.
O parlamentar disse ainda que ainda que precisa haver uma distribuição de tarefas os membros da Mesa Diretora, onde hoje os poderes estão concentramos no presidente e no primeiro secretário, por ele denominado como “superdeputados”.
O deputado Emanuel disse ainda que ate o dia da eleição muitas coisa poderá estar acontecendo com relçao a Mesa Diretora da Assembleia que está marcada para acontecer no dia 7 de agosto de 2016.
Pereguntado sobre a atual mesa diretora da Asembleia Legislativa, o deputado evitou fazer qualquer tipo de comentário e também não teceu criticas a atual Mesa Diretora, assim como evitou falar ou criticar o presidente Guilherme Maluf (PSDB) e fez elogios pessoais ao tucano. Ele destacou que Maluf é muito tolerante e isso muitas vezes acaba sendo confundido com fraqueza e indecisão.
“É preciso mostrar a independência da Assembleia com o Executivo e Judiciário. Não é porque se tem uma amizade que se deve engolir sapo com arame farpado”, finalizou.
Política
Denúncias de aliciamento elevam a “Tensão” na disputa pelo Palácio Paiaguás
Uma grave acusação de interferência externa e oferecimento de vantagens ilícitas abalou as estruturas internas da federação partidária que decidirá os rumos da sucessão estadual. A denúncia aponta para a existência de um forte movimento de bastidores que visa desestabilizar os votos de delegados partidários, transformando a definição de candidaturas em um cenário de intensa disputa ética e jurídica.
O epicentro do embate envolve diretamente o deputado estadual Júlio Campos, que externou as suspeitas, e seu irmão, o senador Jayme Campos, cuja postulação ao governo estadual sofre forte oposição interna. No polo oposto dessa correlação de forças, posicionam-se o ex-governador e atual presidente partidário Mauro Mendes, aliado ao atual governador Otaviano Pivetta, este último filiado ao Republicanos e beneficiário direto de uma eventual composição ampla.
As articulações e os tensionamentos que culminaram na “denúncia pública” ganharam contornos de crise nesta semana, antecedendo o prazo final para as definições de chapas majoritárias. O cronograma converge para o dia 30 de julho, data em que ocorrerá a deliberação oficial e o consequente desfecho do processo de escolha interna que definirá as coligações.
Toda a movimentação política concentra-se no “GRANDIOSO” Estado de Mato Grosso, tendo como foco principal as articulações na capital, Cuiabá, onde se localizam as sedes partidárias e o Palácio Paiaguás. O cenário geográfico reflete a importância estratégica da região Centro-Oeste no panorama político e econômico nacional, o que eleva a relevância da disputa pelo controle do Executivo Estadual.
A definição do candidato ocorrerá por meio do voto secreto dos membros da convenção da Federação União Progressista, bloco composto pela associação entre o União Brasil e o Progressistas (PP). Esse método de votação secreta visa garantir a liberdade de escolha dos delegados, resguardando-os de pressões externas diretas, embora o sigilo do voto agora enfrente o desafio das suspeitas de assédio político prévio.

O motivo central da divergência reside no conflito de visões estratégicas para o futuro do estado, dividindo a agremiação entre a defesa de uma candidatura própria e a adesão a um projeto de continuidade governamental. Enquanto uma ala busca resgatar o protagonismo histórico da legenda tradicional, o grupo governista argumenta que a composição ampla fortalece a governabilidade e assegura a estabilidade das políticas públicas em andamento.
A finalidade desse embate interno é a conquista do controle do Palácio Paiaguás e a consolidação de hegemonia política na região pelas próximas temporadas administrativas. Os grupos em disputa buscam garantir espaço prioritário nas chapas proporcionais e majoritárias, o que viabilizará a sustentação legislativa e a influência sobre o orçamento e as diretrizes do desenvolvimento estadual.
O processo desenvolve-se sob condições de extrema desconfiança mútua, caracterizadas por Júlio Campos como um “clima de guerra” decorrente do envio de emissários com “propostas indecorosas”. Diante da gravidade dos relatos sobre tentativas de aliciamento de convencionais, os defensores da candidatura própria anunciam a intenção de formalizar representações junto ao Ministério Público Eleitoral (MPE) para assegurar a lisura do pleito.

Para alcançar a vitória interna, os apoiadores da candidatura própria estimam contar com uma base sólida de aproximadamente 35 votos entre os 48 convencionais aptos a votar, de um total de 50 membros colegiados. Esse expressivo contingente teórico de apoios é considerado suficiente para neutralizar a influência da ala governista e impor a candidatura do senador Jayme Campos à revelia da Executiva.
Como desdobramento imediato, as lideranças partidárias mantêm canais de diálogo abertos na tentativa de construir um consenso de última hora que evite uma fratura definitiva na base aliada. No entanto, diante da recusa de ambos os pré-candidatos em abdicar de suas pretensões ao Governo do Estado, novos encontros bilaterais deverão ocorrer nos próximos dias, sob a sombra de uma iminente judicialização do processo caso as denúncias de aliciamento sejam formalizadas.
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