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Política

Bezerra e Pinheiro garantem pré-candidatura de Antenor em Leverger

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Com as eleições se aproximado, os partidos começam a procurar o melhor caminho para seguir, em Santo Antônio de Leverger, cidade localizada a 30 Km da capital Cuiabá não é diferente, o tradicional PMDB que até o momento está apoiando o atual prefeito Valdir Castro Filho (PSD), nos últimos dias informou que está lançando pré-candidatura própria, com o pecuarista Antenor Figueiredo encabeçando a chapa do PMDB.

Antenor Figueiredo LevergerCaso a pré-candidatura de Antenor venha se consolidar, um racha no partido, como também, no grupo do prefeito Valdir Castro Filho estará consolidada, já que existem dois blocos de peemedebistas, um que busca uma candidatura própria com proposta e projetos diferentes e promissores para a cidade de Santo Antônio de Leverger e outros que prefere continuar ao lado do prefeito para manter as suas supostas regalias e indicações.

Informações de bastidores apontam que a intenção de candidatura própria do PMDB em Leverger surgiu após um desentendimento envolvendo o prefeito Valdir Castro Filho e o deputado estadual Emanuel Pinheiro (PMDB), sobre o caso da divisão territorial do município. Pinheiro estaria buscando de todas as formas que o município não seja retalhado e teria marcado uma reunião com um bloco de deputados que foi formado por ele, para impedir a divisão territorial, juntamente com o prefeito Valdir Castro Filho e alguns vereadores de Leverger, quando teria tomado um "bolo" e, em outro dia, teria recebido um telefonema do gabinete do deputado Eduardo Botelho (PSB), e quando chegou no local, topou com o prefeito Valdir Castro e alguns vereadores de Leverger para tratar do mesmo assunto.

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Surpreendido com o suposto desdenho do chefe do executivo municipal e dos seus seguidores, tudo indica que o deputado que resolveu mostrar que o PMDB é um partido independente e com vida própria em Leverger, sem "sangue sugas" tentando direcionar os caminhos da sigla.

O deputado estadual Emanuel Pinheiro já declarou que a intenção da sigla é ter candidatura própria nos municípios da baixada cuiabana, com a pré-candidatura de Antenor Figueiredo do PMDB, o município passa hoje a possuir três possíveis nomes para a disputa, do prefeito Valdir Castro Filho (PSD) e do empresário Celso Nogueira (PSDB).

Durante esta semana algumas reuniões foram realizadas com a base municipal do partido, em Leverger, onde Antenor Figueiredo deixou bem claro que é pré-candidato com o apoio do deputado estadual Emanuel Pinheiro e do deputado federal e presidente do partido em Mato Grosso, Carlos Bezerra

"Hoje não me importo com que duas ou três pessoas estão querendo, ficar mamando na teta da Prefeitura é fácil, mas nós temos que pensar em um bem comum para o município, há vários anos que Leverger vive um verdadeiro descaso administrativo, sou pré-candidato sim, vou fazer o possível e impossível para combater a política do singular, do sedentarismo, de pequenos grupos que tomam conta do município, a cidade necessita de gente que trabalhe no presente com objetivo de atender as necessidades de todos, mas com visão de futuro", declarou Antenor. 

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Política

Engrenagens “Proporcionais” e “Majoritárias” definem a ocupação de 1.626 cadeiras Legislativas em 2026

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O sistema eleitoral brasileiro se prepara para movimentar a estrutura política do país no pleito de 2026, quando os eleitores escolherão os ocupantes de 1.626 vagas legislativas nas esferas federal, estadual e distrital. A renovação engloba representações na Câmara dos Deputados, no Senado Federal, nas Assembleias Legislativas dos Estados e na Câmara Legislativa do Distrito Federal. Esse processo complexo reorganiza as forças partidárias e redefine as bancadas que atuarão na formulação de leis e na fiscalização do Poder Executivo ao longo dos próximos anos.

A disputa abrange a totalidade das vagas para a Câmara dos Deputados e para as casas legislativas regionais, além da renovação de dois terços do Senado Federal. No plano federal, 513 parlamentares buscarão um mandato de quatro anos, enquanto nas instâncias estaduais e distrital estarão em jogo 1.035 vagas para deputados estaduais e 24 para deputados distritais, perfazendo 1.059 cadeiras regionais. Concomitantemente, a eleição senatorial definirá 54 novos representantes, garantindo a renovação de duas das três vagas pertencentes a cada unidade da Federação.

O processo de votação e apuração ocorrerá em todo o território nacional durante o pleito geral agendado para o ano de 2026. Todos os estados brasileiros e o Distrito Federal participarão simultaneamente da escolha de seus representantes federais e locais. Os eleitores comparecerão às urnas para depositar seus votos em uma única jornada eleitoral, definindo as lideranças que assumirão seus respectivos cargos no início da legislatura subsequente.

A motivação central dessa mobilização institucional cumpre a determinação constitucional de alternância periódica do “PODER” e de renovação representativa. A eleição legislativa permite que a sociedade atualize a composição das Casas de Leis de acordo com as correntes de pensamento e os anseios políticos contemporâneos. A distribuição de mandatos reflete diretamente as mudanças na preferência do eleitorado, moldando as maiorias e minorias parlamentares necessárias para a governabilidade.

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O preenchimento dessas vagas não obedece a um critério único de votação, visto que a legislação eleitoral brasileira adota simultaneamente dois modelos distintos: o proporcional e o majoritário.

Enquanto os senadores são eleitos por votação majoritária simples na qual vencem os candidatos mais votados em cada estado, os deputados federais, estaduais e distritais dependem do sistema proporcional. Essa dualidade exige estratégias partidárias bem estruturadas para a captação de votos em diferentes frentes.

No sistema proporcional aplicável aos deputados, não é possível prever uma quantidade exata de votos necessários para assegurar uma cadeira antes da apuração final. O cálculo depende primordialmente do quociente eleitoral, obtido pela divisão do total de votos válidos pelo número de vagas disponíveis na circunscrição. Em seguida, estabelece-se o quociente partidário, que distribui as vagas entre os partidos e as federações com base no somatório das votações nominais de seus candidatos e dos votos de legenda.

Pouca renovação em MT

Os impactos das regras eleitorais refletem-se intensamente nas articulações locais, como se observa nas projeções para a Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (AL/MT). O presidente da Casa de Leis mato-grossense e dirigente regional do Podemos, deputado estadual pelo Podemos, Max Russi, projeta uma taxa de renovação parlamentar entre 5 e 10 cadeiras na próxima Legislatura. A estimativa cautelosa busca equilibrar as expectativas dos atuais mandatários que tentarão a reeleição e dos novos postulantes ao cargo.

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O dinamismo das campanhas antecipadas demonstra que as lideranças políticas já atuam nos bastidores para consolidar bases de apoio com vistas ao pleito. Nos bastidores políticos estaduais, observadores apontam que as articulações conduzidas por dirigentes como Max Russi visam não apenas à manutenção da vaga na Assembleia Legislativa Mato-grossense, mas também à construção de governabilidade futura e à permanência no comando do Poder Legislativo regional após a consolidação das urnas.

A indefinição sobre o número exato de votos necessários para a eleição proporcional impõe às legendas a necessidade de formar chapas competitivas e coesas. Como a soma dos votos de todos os candidatos do partido determina o número total de cadeiras obtidas pela agremiação, o desempenho individual de cada concorrente contribui diretamente para o sucesso coletivo da legenda ou da Federação Partidária, impedindo garantias prévias de vitória.

Diante desse cenário complexo, as eleições de 2026 reafirmam o papel central das regras matemáticas e regimentais na consolidação da democracia brasileira. A combinação entre a escolha direta de senadores e o cálculo proporcional para deputados garante uma representação heterogênea nas Casas Legislativas, refletindo as dinâmicas locais e nacionais que conduzirão os rumos políticos, econômicos e sociais do país pelos anos seguintes.

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