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BOLSONARO EM CUIABÁ

“É uma honra receber o presidente da República, na mais calorosa e hospitaleira cidade do Brasil”

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O presidente Jair Messias Bolsonaro desembarcou em Cuiabá, no Estado Mato Grosso, onde vai participar da entrega de equipamentos agrícolas para comunidades indígenas. Bolsonaro cumprimentou apoiadores que o aguardavam na saída do aeroporto e ergueu uma criança.

O presidente Jair Messias Bolsonaro vai participar de um evento da Fundação Nacional do Índio (Funai). O encontro é promovido pela Secretaria de Governo da Presidência da República em parceria com a instituição e tem por objetivo impulsionar a produção sustentável nas aldeias.

Durante a visita, o chefe do Poder Executivo nacional entregará 42 máquinas agrícolas para várias comunidades indígenas do Estado. A iniciativa marcará o “Dia de Campo” no encerramento do Seminário Regional Política de Etnodesenvolvimento e Sustentabilidade.

O encontro também debaterá outras pautas envolvendo economia e meio ambiente, como, por exemplo, a liberação de linhas de crédito para incentivar o empreendedorismo e o desenvolvimento da pesca esportiva no Parque Xingu e da plantação de arroz pelas etnias Xavante e Bakairi.

Na sua chegada no Aeroporto Internacional Marechal Rondon o presidente da República, Jair Messias Bolsonaro foi recepcionado pelo Prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (MDB). Na ocasião, o gestor entregou para autoridade uma rede confeccionada por artesãs do tradicional bairro do São Gonçalo.

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O presente foi escolhido para destacar e valorizar a cultura cuiabana.

Nada melhor que o prefeito da Capital, que tem a chave da cidade receber a maior autoridade do pais. É sempre uma honra receber o presidente da República, na mais calorosa e hospitaleira cidade do Brasil e terra o seu colega o inesquecível presidente Eurico Gaspar Dutra”, comentou o prefeito.

Ele cita aindaque esse é um momento de orgulho por ter a maior autoridade do país aqui em Cuiabá. Ao conversar com os jornalistas, Emanuel Pinheiro reiterou que sempre manterá diálogo com o Governo Federal por mais vacinas contra a Covid-19.

A nossa meta é a imunização 100% da população cuiabana o mais rápido possível, comentou.

Por fim, Emanuel Pinheiro ainda comentou que todas as tratativas em benefício do povo e pelo povo devem ser pautadas seriedade e postura.

O deputado federal, Emanuel Pinheiro Neto, também esteve no local, recepcionando o presidente Jair Bolsonaro e reforçou o pedido de doses extras para Cuiabá. O presidente da Câmara de Vereadores, Juca do Guaraná, também integrou a comitiva de boas-vindas.

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Política

PF analisa suposto descumprimento de cautelares por investigados na “Operação Heritage” em evento político

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Quando um processo judicial é aberto, nem sempre é possível esperar o julgamento final para proteger direitos ou evitar danos preliminares. É nesse contexto que entram as medidas cautelares, instrumentos jurídicos preventivos que asseguram que a decisão final tenha efeito prático e que bens, pessoas ou provas não sejam comprometidos enquanto o mérito não é julgado.

Ainda tem dúvidas sobre o que são medidas cautelares e quando podem ser aplicadas? As medidas cautelares são decisões temporárias tomadas pelo juiz ao longo de um processo, visando proteger direitos, provas ou garantir que a futura decisão judicial possa ser cumprida.

Elas servem como um tipo de proteção antecipada, evitando que algo importante seja perdido ou prejudicado antes que o caso seja julgado definitivamente. Um exemplo de aplicação da medida cautelar é quando há necessidade de impedir que uma pessoa venda seus bens e fique sem pagar uma dívida, ou que destrua provas importantes.

Foi quebrada medida cautelar?

A Polícia Federal (PF) deu início à análise técnica de registros audiovisuais para averiguar o eventual descumprimento de restrições judiciais por parte do ex-governador Mauro Mendes (UB) e do deputado federal Fábio Garcia (UB). Ambos são investigados na Operação Heritage, apuração que debruça-se sobre um suposto esquema de desvio de R$ 308 milhões relacionado a acordos firmados entre o governo estadual e a empresa de telefonia Oi S.A.

O episódio sob investigação ocorreu durante o ato público de lançamento da candidatura do deputado estadual Dilmar Dal Bosco (UB), realizado no município de Sinop. Na ocasião, Mendes e Garcia dividiram o mesmo palanque político, momento em que o parlamentar dirigiu saudações públicas ao ex-governador e trocou breves palavras com ele na presença dos demais participantes.

As medidas cautelares em vigor foram determinadas pelo ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), ao autorizar operações de busca e apreensão e a quebra de sigilo fiscal. A decisão judicial impôs expressamente a proibição de contato entre os investigados, a retenção de passaportes e o impedimento de ausentar-se do país sem autorização prévia.

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Em sua fundamentação, o magistrado ressaltou que tais restrições visam assegurar um controle estatal eficiente, reduzindo os riscos de evasão e de interferência no processo pedagógico-processual. Segundo a decisão, essas medidas representam uma constrição menos gravosa à liberdade de locomoção do que a decretação de uma prisão preventiva, ressalvadas apenas as comunicações estritamente familiares.

A análise do material audiovisual tornou-se prioritária para os investigadores, uma vez que as gravações mostram o deputado citando nominalmente o ex-governador no palco. Em um dos vídeos anexados aos autos, Fábio Garcia declara abertamente cumprimentar todas as autoridades presentes em nome de Mauro Mendes, evidenciando a proximidade física durante o evento.

Em resposta às acusações, a defesa e os interlocutores de ambos os políticos sustentam que a permanência em um mesmo ambiente público não configura violação das regras judiciais, desde que não ocorra comunicação direta sobre os fatos investigados. O ex-governador Mauro Mendes, ao ser questionado sobre o incidente, reiterou a interlocutores que a presença conjunta no espaço não infringiria a ordem da Suprema Corte.

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No âmbito jurídico, juristas e especialistas em direito penal apontam que as restrições impostas têm como finalidade primórdia evitar o alinhamento de depoimentos e a ocultação de provas. A maioria dos peritos consultados avalia que a aproximação e o diálogo em público podem ser interpretados pelo Supremo Tribunal Federal (STF) como quebra de cautelar, abrindo margem para o endurecimento das sanções.

O risco processual para os investigados reside no fato de que o descumprimento reiterado de determinações judiciais pode ensejar a decretação de medidas mais severas. Caso o Supremo Tribunal Federal (STF) entenda que houve afronta deliberada à ordem do ministro relator, o Código de Processo Penal prevê a possibilidade de substituição das cautelares por prisão preventiva.

Diante do desdobramento das imagens, o ex-governador Pedro Taques (PSB), adversário político e um dos denunciantes do chamado “escândalo da Oi” perante a Procuradoria-Geral da República, protocolou um pedido formal de prisão contra Mendes e Garcia. A representação fundamenta-se na alegação de violação direta das condições impostas para a concessão da liberdade provisória.

O caso segue agora sob avaliação do Ministério Público Federal (MPF) e da Polícia Federal (PF), que deverão emitir relatórios conclusivos sobre o conteúdo dos vídeos. Caberá ao ministro Flávio Dino decidir se os atos praticados no palanque em Sinop caracterizam descumprimento formal da decisão ou se a alegação de contato acidental será acolhida.

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