ATAQUES PELAS REDES SOCIAIS
“Ele é uma “Besta do Apocalipse” que fica divulgando “Fake News””
“Tem político que recebe altos salários, não prestam serviço e ficai ai divulgando “Fake News” o tempo todo, e isso é irritante, estamos trabalhando muito para mudar tudo isso ai que esta acontecendo e depois a gente fica vendo um deputado federal falar essas coisas. São pessoas do ódio, da inveja. Se eu não tivesse aqui com muita honestidade, propósito e muita fé naquilo que faço. Tem horas que dá vontade de desistir”.
Foi o desabafo governador do Partido Democrata (DEM), Mauro Mendes Ferreira em razão de críticas embasadas em “Fake News“ feitas pelo deputado federal do Partido Podemos, José Antonio Medeiros vice-líder do governo federal na Câmara contra o Governo do Estado. Mendes o classificou como “bestas do apocalipse“ pessoas que divulgam mentiras para atingir adversários de que o Estado de Mato Grosso teria recebido quase R$ 20 bilhões do governo federal para combater à Pandemia.
“Os políticos mato-grossenses que propagam informações falsas“.
O desabado foi durante entrevista à Rádio Jovem Pan após o Democrata ser questionado sobre a acusação do deputado federal José Medeiros de que ele teria anunciado a intenção de comprar a vacina russa “Sputnik V“ por motivações eleitoreiras. O imunizante ainda não está aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
O gestor mato-grossense contesta informações distorcidas em relação aos valores transferidos pelo Governo Federal para o combate da Pandemia da Covid-19 no Estado de Mato Grosso, e reforçou que o Executivo Estadual recebeu R$ 5,044 bilhões, dos quais R$ 261 milhões foram exclusivos para o enfrentamento da Covid-19.
“O documento confirma que é necessário parar com as Fake News, com as mentiras. Perdemos muito tempo para restabelecer verdades. Cadê os outros 10 ou R$ 15 bilhões que mentiram que nós havíamos recebido?“.
“O deputado federal tinha era que cobrar a Anvisa para liberar, agora fica usando de redes sociais inventando historinhas. Deputados vão a Brasília, cobrem da Anvisa! Agora, para justificar o atraso injustificável da Anvisa, o que eles fazem? Começam a inventar historinha”.
O parlamentar federal José Medeiros tem utilizado suas redes sociais para adular o presidente da Republica, Jair Messias Bolsonaro e acusar governadores, assim como Mauro Mendes, de desviar dinheiro de repasses do Governo Federal. Numa dessas investidas, José Medeiros postou um vídeo no qual afirma que o Estado de Mato Grosso recebeu bilhões durante a Pandemia da Covid-19.
O deputado federal José Medeiros acusa Mauro Mendes de esconder dinheiro enviado pelo Governo Federal para investimentos em Saúde durante a Pandemia.
“O que o governador fez com R$ 15,4 bilhões?“.
Conforme José Medeiros, somente após o presidente da Republica Jair Messias Bolsonaro apresentar os números que foram enviados aos Estados é que Mauro Mendes anunciou, que iria abrir 660 novos leitos. Mato Grosso recebeu R$ 15 bilhões desde o início da Pandemia, segundo Bolsonaro.
“Agora que Bolsonaro disse os valores que enviou, de repente abre leitos? Mauro Mendes já tinha dito que não tinha como abrir leitos porque não tinha médicos e profissionais da saúde, mas rapidamente agora arrumou jeito de abrir 660 leitos? Eu quero saber de onde ele arrumou médicos, porque que eu saiba demora uns 18 anos para se formar. Uns estavam roubando, outros fazendo caixa e solução agora é parar tudo?”.
Segundo José Medeiros, muitos prefeitos não fizeram quase nada para ajudar a estruturar a Rede Básica de Saúde. O próprio governador alfinetou os chefes do Executivo ao dizer que as cidades receberam recursos e devem montar Centros de Triagem Covid, para evitar a superlotação dos hospitais na capital e melhorar a atenção básica.
“A desculpa no início era que precisava do “lockdown” para esticar a curva enquanto se preparavam o sistema de saúde. Mas o dinheiro veio, e não preparam, gastaram com porcaria, menos com o que devia ser feito. Os municípios não estão nem aí. Se for em Rondonópolis vai ver isso. O Hospital Regional passou ano passado com uma mixaria de leitos, e os que saíram foi porque eu tirei R$ 20 milhões das minhas emendas e passei para a Santa Casa”.
Para o deputado federal, os governadores, incluindo Mauro Mendes, estão decretando “estado de sítio” e irão afundar o país em caos por falta de emprego e renda.
“Situação é muito grave, as pessoas estão trabalhando escondido como quem vende droga. Sempre questiono o fato de o dinheiro ter sido enviado pelo Governo Federal para que essas coisas não acontecessem. Em Mato Grosso, a pandemia demorou uns três meses para chegar enquanto já estava circulando no Brasil e já estava vindo dinheiro. O governador recebeu R$ 15 bilhões e precisa fechar a economia?”.
Política
Denúncias de aliciamento elevam a “Tensão” na disputa pelo Palácio Paiaguás
Uma grave acusação de interferência externa e oferecimento de vantagens ilícitas abalou as estruturas internas da federação partidária que decidirá os rumos da sucessão estadual. A denúncia aponta para a existência de um forte movimento de bastidores que visa desestabilizar os votos de delegados partidários, transformando a definição de candidaturas em um cenário de intensa disputa ética e jurídica.
O epicentro do embate envolve diretamente o deputado estadual Júlio Campos, que externou as suspeitas, e seu irmão, o senador Jayme Campos, cuja postulação ao governo estadual sofre forte oposição interna. No polo oposto dessa correlação de forças, posicionam-se o ex-governador e atual presidente partidário Mauro Mendes, aliado ao atual governador Otaviano Pivetta, este último filiado ao Republicanos e beneficiário direto de uma eventual composição ampla.
As articulações e os tensionamentos que culminaram na “denúncia pública” ganharam contornos de crise nesta semana, antecedendo o prazo final para as definições de chapas majoritárias. O cronograma converge para o dia 30 de julho, data em que ocorrerá a deliberação oficial e o consequente desfecho do processo de escolha interna que definirá as coligações.
Toda a movimentação política concentra-se no “GRANDIOSO” Estado de Mato Grosso, tendo como foco principal as articulações na capital, Cuiabá, onde se localizam as sedes partidárias e o Palácio Paiaguás. O cenário geográfico reflete a importância estratégica da região Centro-Oeste no panorama político e econômico nacional, o que eleva a relevância da disputa pelo controle do Executivo Estadual.
A definição do candidato ocorrerá por meio do voto secreto dos membros da convenção da Federação União Progressista, bloco composto pela associação entre o União Brasil e o Progressistas (PP). Esse método de votação secreta visa garantir a liberdade de escolha dos delegados, resguardando-os de pressões externas diretas, embora o sigilo do voto agora enfrente o desafio das suspeitas de assédio político prévio.

O motivo central da divergência reside no conflito de visões estratégicas para o futuro do estado, dividindo a agremiação entre a defesa de uma candidatura própria e a adesão a um projeto de continuidade governamental. Enquanto uma ala busca resgatar o protagonismo histórico da legenda tradicional, o grupo governista argumenta que a composição ampla fortalece a governabilidade e assegura a estabilidade das políticas públicas em andamento.
A finalidade desse embate interno é a conquista do controle do Palácio Paiaguás e a consolidação de hegemonia política na região pelas próximas temporadas administrativas. Os grupos em disputa buscam garantir espaço prioritário nas chapas proporcionais e majoritárias, o que viabilizará a sustentação legislativa e a influência sobre o orçamento e as diretrizes do desenvolvimento estadual.
O processo desenvolve-se sob condições de extrema desconfiança mútua, caracterizadas por Júlio Campos como um “clima de guerra” decorrente do envio de emissários com “propostas indecorosas”. Diante da gravidade dos relatos sobre tentativas de aliciamento de convencionais, os defensores da candidatura própria anunciam a intenção de formalizar representações junto ao Ministério Público Eleitoral (MPE) para assegurar a lisura do pleito.

Para alcançar a vitória interna, os apoiadores da candidatura própria estimam contar com uma base sólida de aproximadamente 35 votos entre os 48 convencionais aptos a votar, de um total de 50 membros colegiados. Esse expressivo contingente teórico de apoios é considerado suficiente para neutralizar a influência da ala governista e impor a candidatura do senador Jayme Campos à revelia da Executiva.
Como desdobramento imediato, as lideranças partidárias mantêm canais de diálogo abertos na tentativa de construir um consenso de última hora que evite uma fratura definitiva na base aliada. No entanto, diante da recusa de ambos os pré-candidatos em abdicar de suas pretensões ao Governo do Estado, novos encontros bilaterais deverão ocorrer nos próximos dias, sob a sombra de uma iminente judicialização do processo caso as denúncias de aliciamento sejam formalizadas.
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