Política
Dissidentes do PSB ainda não sabem se vão apoiar a reeleição de Taques ao governo do Estado
O governador Jose Pedro Taques (PSDB) que trate de apaziguar os ânimos de sua base aliada e “mimar” mais seu grupo se é que deseja sair vitorioso nas urnas em uma reeleição ao Governo do Estado em 2018.
O descontentamento dentro da “cozinha” do Palácio Paiaguás começa a ser notado. Partidos umbilicalmente ligados ao governador já afirmam que o apoio dado no primeiro turno se encerra dia 31 de dezembro de 2018 e que não existe, até o momento, nenhum indicativo de apoio para a reeleição.
Primeiro foi o DEM, dos irmãos Júlio e Jayme Campos que afirmaram que não existe nenhum acordo com o governador Pedro Taques para sua reeleição e que estão com liberdade para escolher o caminho a seguir para as próximas eleições. Tanto assim que endossaram uma possível aliança com o ex-prefeito Mauro Mendes Ferreira (um dos dissidentes do PSB) ao Governo do Estado.
Mendes, aliás vem sendo cortejado para ingressar no Democratas e com liberdade para disputar a principal cadeira do Paiaguás. Agora é a vez dos dissidentes afirmarem que podem seguir rumo diferente nas próximas eleições. Lógico que seguindo a cartilha de seu principal líder, o ex-prefeito Mauro Mendes.
Deputado federal licenciado, Adilton Sachetti em conversa com o Blog do Valdemir deixou bem claro que os dissidentes ainda não tomaram um posicionamento para a eleição de 2018 e muito menos apoiar a reeleição do governador Pedro Taques. “Isso vai ter que ser discutido. Não estou dizendo que não poderemos andar com o Pedro Taques, estou dizendo que neste momento queremos a liberdade para podermos optar e discutir o próximo pleito. Estamos juntos com ele. Hoje, meu grupo político ajuda o governador. Mas nós assumimos o compromisso de fazer uma eleição com o Taques. Não assumimos compromisso ‘ad eternum’, para andar junto com o Taques em todas as eleições”.
A nova postura tem um significado emblemático: os dissidentes querem primeira ter a certeza de que o ex-prefeito Mauro Mendes, integrante do grupo vai mesmo aceitar o pedido da “Oposição” a Taques e disputar o Governo do Estado e, segundo, como o governador vai chegar em 2018 na questão de popularidade e nível de aceitação de sua administração. Lembram que Taques vem enfrentado desgaste devido à crise econômica enfrentado pelo Estado e que resultou em atrasos de repasses aos Poderes, Saúde e escalonamento no pagamento dos salários dos servidores públicos.
“Se Pedro Taques realmente conseguir alterar o curso do que está acontecendo com o Estado, ele tem grandes chances de ir para a reeleição. Não tenho dificuldade nenhuma em permanecer com o Taques e andar junto com ele. O que eu quero é o melhor para o Estado. Se a gente chegar no ano que vem e o Pedro estiver bem, vamos andar com ele, não há dificuldades neste sentido”.
O deputado federal Adilton Sachetti destacou que a decisão de seu grupo político em permanecer no arco de alianças para apoiar Taques em 2018 só deverá ser tomada em março ou abril do ano que vem. “A decisão se iremos apoiar ou não o governador vai ser feita em março ou abril do ano que vem. Até lá, não temos o que falar”.
Política
A complexidade e os impasses na formação de chapas do MDB em Mato Grosso
As articulações políticas que antecedem o período eleitoral costumam revelar a complexidade das negociações partidárias no cenário mato-grossense. Em um contexto de intensas disputas por espaço e representatividade profissional, os bastidores dos partidos transformam-se em arenas decisivas para a definição das candidaturas que disputarão o voto popular nas urnas.
Essas negociações eleitorais ocorrem predominantemente na sede estadual do Movimento Democrático Brasileiro (MDB), em Mato Grosso, bem como em reuniões estratégicas conduzidas por lideranças regionais. O ambiente interno da agremiação tornou-se o centro das atenções à medida que os prazos regimentais e as convenções se aproximavam.
As movimentações mais recentes intensificaram-se ao longo dos últimos meses de definições partidárias, período em que as siglas precisaram consolidar suas nominatas oficiais. O calendário eleitoral impôs um ritmo acelerado para a construção de consensos e para a viabilização das chapas proporcionais no estado.
A ex-prefeita da cidade de Sinop, Rosana Martinelli, figura central nesse processo, buscava consolidar sua candidatura à Câmara dos Deputados. Contudo, a decisão estratégica da Diretoria Partidária de não lançar candidatos ao cargo de deputado federal acabou por inviabilizar suas pretensões eleitorais para a disputa deste ano.
A reviravolta na trajetória política da ex-gestora ocorreu porque o MDB estadual enfrentou severas dificuldades na formação de um grupo competitivo para a disputa proporcional. Diante das desistências de nomes estratégicos e da ausência de consenso interno, a sigla optou por priorizar outras frentes de atuação regional.
A condução das negociações deu-se por meio de reuniões diretas lideradas pela presidente estadual do partido, a deputada estadual Janaina Riva. Segundo avaliações do próprio grupo político, a coordenação do processo demandou habilidade para gerenciar divergências e conciliar os interesses individuais e coletivos das lideranças envolvidas.
Diversos fatores conjunturais motivaram o desfecho desfavorável às pretensões de Rosana Martinelli, incluindo a desistência de potenciais pré-candidatos que priorizaram projetos pessoais. Além disso, a inviabilização de outras candidaturas regionais, como a da vice-prefeita Coronel Vânia à Assembleia Legislativa Mato-grossense (AL/MT), evidenciou a fragilidade da base aliada.
Diante do cenário de frustração das candidaturas regionais, a ex-prefeita de Sinop adotou uma postura pragmática ao declarar a ausência de mágoas e ao reconhecer a complexidade do amadurecimento político institucional. A líder reafirmou a disposição de colaborar ativamente com projetos de aliados estratégicos na esfera estadual.
Os desdobramentos operacionais dessa reorganização partidária refletem-se no apoio declarado de Rosana Martinelli à pré-candidatura do governador Otaviano Pivetta ao Governo do Estado. Simultaneamente, a ex-gestora confirmou sustentação à postulação de Janaina Riva ao Senado Federal, demonstrando alinhamento com a estrutura governista.
Por fim, o futuro político da ex-prefeita permanece em aberto, dependendo de futuras deliberações pessoais e do quadro de coligações que se desenhará nos próximos ciclos. A trajetória recente evidencia que as alianças partidárias dependem da constante repactuação de interesses em um cenário dinâmico e em permanente transformação.
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