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ESCOLHA DO NOVO COMANDANTE DA CASA DE LEIS

Disputa da Mesa Diretora da Câmara de Cuiabá, promete ser acirrada

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Originário do grego antigo, o vocábulo vereador vem da palavra “verea”, que significa vereda, caminho. O vereador, portanto, seria o que vereia, trilha, ou orienta os caminhos. Existe no idioma brasileiro o verbo verear, que é o ato de exercer o cargo e as funções de vereador.

Resumindo, o vereador é a ligação entre o governo e o povo. Ele tem o poder de ouvir o que os eleitores querem, propor e aprovar esses pedidos na câmara municipal e fiscalizar se o prefeito e seus secretários estão colocando essas demandas em prática.

Por isso, é importante que o eleitor acompanhe a atuação do seu vereador para verificar se o trabalho está sendo bem desenvolvido, porque no dia 25 de agosto às 18 horas, os vereadores da Câmara Municipal de Cuiabá estarão se reunindo em sessão plenária para discutir a escolha do nome para eleição da nova Mesa Diretora da Casa de Leis.

Segundo o meu amigo de Vadjú, a disputa promete ser bastante acirrada pela composição da próxima Mesa Diretora. Considerando a manutenção da maioria dos edis cuiabanos que deram apoio a candidatura do prefeito cuiabano, o emedebista Nenel Pinheiro em 2020, e sua base de sustentação poderá contar com 14 votos.

Todavia recentemente foi criado o “Bloco Independente” no qual deverá reivindicar a presidência da Casa de Leis. Para isso conta com seus colegas da “oposição”.

Por outro lado, existem dois nomes que prometem dar dor de cabeça para o prefeito cuiabano Nenel Pinheiro, são eles: Adevair Batista Cabral (PTB) que foi escolhido pelo próprio prefeito para ser seu líder na Casa de Leis, desde que o vereador Mário Nadaf (PV) deixou a função no início de fevereiro para disputar as eleições de 2022, e Renivaldo Alves do Nascimento (PSDB), que atualmente responde pela Secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Urbano Sustentável.

Além deles estão cotados: Mário Antônio Moyses Nadaf do Partido Verde (PV) e Demilsom Nogueira Moreira do Partido Progressista (PP).

Nenel está com quem?

Estivemos nesta segunda-feira no boteco na Alameda e os comentários é que, o Prefeito de Cuiabá Nenel Pinheiro, terá que resolver este problema nos próximos 119 dias.

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Segundo as bocas malditas do boteco da Alameda, o menino da Rua Joaquim Murtinho, não vai ficar se posicionando sobre problemas na Câmara Municipal de Cuiabá, porque, apesar de terem que ser harmônicos, os poderes são independentes.

Na verdade, o amigo da equipe de reportagem do Blog do Valdemir, já passou por muitas lutas e dificuldades.

E Nenel Pinheiro que é um bom menino, e sabe que a cidade precisa produzir, a cidade precisa dele trabalhando, e que os vereadores trabalhem. Neste momento a nossa querida capital, não merece guerrinha e muito menos picuinha política.

Nenel Pinheiro tem muita coisa boa para fazer para a população cuiabana.

Bloco Independente

Este bloco foi criado recentemente, pra ser exato, em outubro de 2021. O bloco é composto pelos vereadores: Eduardo Victor Magalhães e Jeferson de Souza Siqueira, o Pastor Jefferson (Republicano), Marcos Brito Júnior (PP), Rodrigo de Arruda Sá (Cidadania) e Joelson Fernandes do Amaral, o sargento Joelson (PSB), tendo ainda o aval da oposição: Marcos Eduardo Ticianel Paccola (Republicano), Diego Arruda Vaz Guimarães (Republicano), Michelly Alencar Neves (União Brasil), Dilemario do Valle Alencar (podemos) e Edna Luiza Almeida Sampaio (PT).

A nossa equipe de reportagem do Blog do Valdemir conversou com o vereador Edmilson Nogueira que, nas últimas horas avançou muito bem nas conversações com os demais vereadores para que o grupo continue trabalhando para alguém do bloco possa disputar a Mesa Diretora da Câmara Municipal de Cuiabá.

A minha proposta sempre é melhorar a condição de trabalhar para a nossa população“.

Mas alguma coisa está acontecendo. O bloco rompeu com o Nenel Pinheiro?

Essa informação de que nos do Bloco Independente, queremos nos descolar da imagem do prefeito é mentira, pois essa frente foi formada no fim do ano passado. Decidimos criar esse grupo por estarmos descontentes com o que vinha sendo feito pelo Executivo Municipal. O nosso lema é trabalhar para a Câmara Municipal e atender os interesses da população cuiabana“, pontuou Demilson Nogueira.

Então tá! A base do Nenel Pinheiro atualmente conta com nove vereadores, o Bloco Independente seis e a “oposição” cinco.

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E aí Nenel?

Todo cuidado é pouco: Tem vereador danadinho que gosta de pular do barco na última hora da votação para escolha no novo comandante da Casa de Leis.

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Política

Teia de suspeitas do VLT e impasse do BRT tensionam relação entre “Governo” e “Oposição”

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A Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (AL/MT) converteu-se no cenário de um intenso embate político que paralisou o debate sobre a infraestrutura local. O episódio ocorreu durante uma Audiência Pública de prestação de contas que acabou por desviar o foco técnico para antigas disputas eleitorais. A sessão, que deveria esclarecer o andamento das obras do Ônibus de Trânsito Rápido (BRT), transformou-se em uma arena de acusações recíprocas entre a base governista e a oposição. O impasse reflete a profunda polarização que historicamente caracteriza a gestão das grandes obras de mobilidade urbana na capital mato-grossense.

O debate centralizador das discussões ocorreu no Palácio Dante de Oliveira, sede do Poder Legislativo do Estado de Mato Grosso, localizada no Centro Político Administrativo de Cuiabá. A escolha do local conferiu caráter oficial e solene ao encontro, que reuniu parlamentares, gestores públicos e representantes da sociedade civil organizada. A capital, que convive há mais de uma década com os transtornos decorrentes de projetos de transporte inacabados, serviu como pano de fundo geográfico e social para o confronto. O ambiente do plenário, marcado por discursos inflamados e questionamentos incisivos, evidenciou a urgência das respostas demandadas pela população cuiabana.

A reunião deliberativa aconteceu nesta terça-feira, momento em que o cronograma físico e financeiro do BRT voltou a ser oficialmente questionado pela Comissão Parlamentar competente. O agendamento da Audiência Pública atendeu a um requerimento de urgência apresentado pela oposição, motivado pelas sucessivas dilações nos prazos de entrega das vias exclusivas de transporte. A temporalidade do evento revelou-se estratégica, ocorrendo em um período de crescente cobrança social pela retomada e finalização dos corredores estruturais de trânsito na região metropolitana do Vale do Rio Cuiabá.

O secretário de Estado de Infraestrutura e Logística do Estado de Mato Grosso (SINFRA/MT), Marcelo de Oliveira, conhecido politicamente como Marcelo “Padeiro”, figurou como o principal convocado para prestar os esclarecimentos técnicos necessários. O gestor, contudo, optou por retirar-se do recinto parlamentar antes da formulação das perguntas cruciais pelos deputados da oposição, gerando forte descontentamento no plenário.

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A conduta do secretário foi interpretada pela bancada oposicionista como uma deliberada esquiva diante das responsabilidades administrativas referentes aos contratos e aditivos vigentes.

A convocação oficial da autoridade governamental deu-se em razão da necessidade imperiosa de esclarecer os motivos das constantes paralisações e o encarecimento das obras do BRT. O projeto atual, que substituiu o antigo modelo de Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), é alvo de investigações que apontam suposta falta de planejamento e excesso de contratações diretas sem licitação. Os deputados estaduais exigiam a apresentação detalhada de planilhas de custos e a justificativa para a escolha de consórcios específicos para a execução dos lotes remanescentes.

A controvérsia instalou-se em virtude do abandono da sessão pelo secretário e das posteriores declarações do governador Otaviano Pivetta, do partido Republicanos, que saiu em defesa de seu colaborador. O chefe do Executivo Estadual descaracterizou as cobranças técnicas da oposição ao sugerir que a campanha eleitoral de 2012 do deputado estadual Lúdio Cabral (PT), fora financiada com desvios do extinto projeto do VLT.

Esse movimento retórico redirecionou a pauta de fiscalização orçamentária para o campo das suspeitas criminais pretéritas, inflamando o ambiente político estadual e deslocando o foco das atuais falhas de execução do BRT.

Os parlamentares estaduais utilizaram-se dos mecanismos constitucionais de fiscalização do Poder Executivo, amparados pelo regimento interno da Casa de Leis e pela prerrogativa de controle externo da administração pública. A inquirição dos secretários de Estado constitui um dever do parlamento e um direito do cidadão ao acesso à informação e à transparência pública. A utilização desse instrumento de controle democrático visa garantir que os recursos públicos sejam aplicados em conformidade com os princípios da legalidade, da impessoalidade e da moralidade administrativa.

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A complexidade operacional e financeira que envolve a transição do modelo de VLT para o BRT justifica a intensa preocupação dos órgãos de controle e dos representantes do Legislativo. Um dos pontos de maior atrito consiste no expressivo aumento do valor de um lote licitado, cujo custo inicial saltou de R$ 68 milhões para expressivos R$ 120 milhões em apenas dois meses.

A dispensa de licitação concedida sistematicamente a uma única empresa construtora agravou as suspeitas de favorecimento, motivando pedidos de auditoria detalhada junto ao Tribunal de Contas do Estado.

O impacto imediato desse novo embate político consiste no severo travamento da interlocução institucional entre o Palácio Paiaguás e a Assembleia Legislativa de Mato Grosso. As declarações de Otaviano Pivetta geraram forte reação do deputado petista Lúdio Cabral, que refutou veementemente as acusações de corrupção eleitoral e prometeu acionar os meios jurídicos cabíveis para restabelecer sua honra. A judicialização da disputa política tende a prolongar o clima de instabilidade, prejudicando a aprovação de matérias de interesse público e a própria fiscalização das obras de mobilidade urbana.

A sociedade mato-grossense permanece como a principal prejudicada pelo prolongamento indefinido dos canteiros de obras que obstruem o tráfego e deterioram o comércio de Cuiabá. Enquanto as lideranças políticas priorizam a disputa de narrativas sobre eventos ocorridos há mais de uma década, o cronograma do BRT segue sem uma definição concreta de entrega.

A expectativa coletiva por um sistema de transporte coletivo moderno e eficiente continua frustrada pela crônica incapacidade de planejamento e pela constante partidarização das soluções de infraestrutura pública.

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