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PSD SENDO DILACERADO

Destino dos prefeitos do PSD em MT é o quarto partido de Mauro Mendes

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Até o momento em que está página era fechada, o esfacelamento do Partido Social Democrático (PSD) estava confirmado, ponto.

Dito isto, como a equipe de reportagem do núcleo duro do Blog do Valdemir já intitulava e publicava há alguns meses, que é cada vez mais evidente que o presidente da “MARAVILHOSA” Casa de Leis, Zé Edu Botelho, ainda por enquanto no União Brasil (UB), será o nome da sigla em outubro de 2024.

Inclusive porque a sua chegada ao partido do PSD será em novembro. Quem dizer então que a solução política chegou, e o partido se encontra devidamente pacificado e pronto para a disputa. Nananinanão!!!

Até chegar a essa conclusão possível, o partido do PSD vai zanzar bastante. E mostra diferenças bastante claras.

De um lado, os históricos grupos que já teve muitos votos e controlou a sigla com mão de ferro. De outro, uma nova geração, aliada com descontentes da ordem até aqui vigente.

Nesse caldo que pode queimar inclusive imagens exaustiva e cuidadosamente cultivados, nasce uma agremiação pragmática. Se adequada aos novos tempos, é preciso distanciamento maior para conferir. Mas com certeza diferente.

Sim, parece ter acabado o tempo em que dois ou três, quiçá, quatro líderes sentavam a uma mesa e decidiam o futuro do PSD mato-grossense.

A Comissão Provisória, à revelia dos ditos históricos, confirmará um novo nome nessa história, Wilson Santos, Ricardo Adriane, Antero Paes de Barros Neto e Cia.

Comissão Provisória do PSD – Cuiabá

Presidente: Wilson Pereira dos Santos
Vice-presidente: José Wenceslau de Souza Junior
1º Secretário: Ricardo Adriane de Oliveira
2º Secretário: Daguimar Luciani Castanho
Tesoureiro: Domingo Sávio Boabaid Parreira
Líder na Câmara de Cuiabá: Ver. Pastor Jeferson
Diretoria de Organização Partidária: Antero Paes de Barros Neto
1° Vogal: Adriane Caroline Souza Lourenço da Silva
2° Vogal: Antônio Lemes de Paula

Que conta com apoios de alguns políticos. Isso deve ter algum significado, que o partido precisará avaliar.

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O virtual pré-candidato afastar, de pronto, desejo de grupo minoritários, que gostariam de aliar-se a uma das duas chapas pró-Lula e vai por outra via, muito provavelmente ao lado do governador unista Mauro Mendes Ferreira.

Se dará certo ou não, os tempos próximos dirão. Mas, o resultado já se sabe: o PSD sai desse processo internamente dilacerado.

E dará muito trabalho juntar os pedaços. Conseguirá? Não demora, logo se saberá.

As candidaturas na Federação

Ainda não há informações sobre como se darão as Federações Partidárias. Se sabe, no entanto, que há duas muito bem encaminhadas. Uma que reúne PSDB e Cidadania, com clara predominância tucana. Outra, que se discute há bem mais tempo, pelo lado canhoto, reúne PT, PCdoB e PV. Nessa entraria o PSD, que hoje está fora, embora há quem imagina não ter terminado o papo a respeito.

Sobe essa segunda questão, especificamente, uma se põe: como será em Cuiabá? A única certeza é que o PT deseja a majoritária.

Se o PSD não entrar no jogo, e é o que aparenta a decisão que está dada: os petistas Ludio Cabral e Rosa Neide concorrem a indicação. O Zé Roberto Stopa do Partido Verde (PV) também disputa, ainda que não se saiba hoje em que posição.

Miudeza

Serão dias bem animados, os próximos dias, até o mês de abril. A Janela Partidária, ou o mês, da traição se esgota nesta data.

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E a questão é: quem em Cuiabá vai virar a casaca, seja por discorrer da atual direção ou mesmo para concorrer em outubro por nova casa.

Palpite do núcleo duro do Boteco da Alameda: se houver pulada de cerca será de miudeza política. Os graúdos, nem que seja por prudência, ficarão onde estão.

O destino dos prefeitos do PSD é o quarto partido de Mauro

Apesar das investidas da Executiva Estadual para tentar recuperar a força política do partido, o PSD passa por uma debandada de prefeitos do interior do Estado da Terra de Rondon. Do total de 22 prefeitos em janeiro de 2023, apenas 11 permanecem no partido, e 11 já deixaram a sigla.

A debandada ocorre depois da articulação do governador Mauro Mendes vem realizando para fortalecer a sua sigla unista.

Nas entrelinhas: chumbo trocado não dói na política mato-grossense. É o “fogo amigo” que arde entre as siglas partidárias em Mato Grosso.

Para fechar

É possível que, no balanço definitivo, que só terá somente depois das convenções partidárias em agosto, Cuiabá apresente pelo menos uma dúzia de concorrentes a Prefeitura de Cuiabá.

Parte desses contingentes, porém, pode apostar, tem apenas um objetivo: antecipar a campanha para a campanha para o Senador, a Câmara Federal e da Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (ALMT), em 2024.

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Política

Júlio Campos rebate discurso de Abilio sobre “velha política” e questiona uso da máquina pública em eleição

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O deputado estadual Júlio Campos (União) reagiu às declarações do prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), sobre o suposto enfraquecimento da chamada “velha política” em Mato Grosso. O parlamentar contestou a avaliação do gestor municipal, defendeu sua trajetória de cinco décadas na vida pública e levantou questionamentos sobre a utilização da estrutura administrativa da capital durante o processo eleitoral, especialmente em relação à eleição de Samantha do Abilio (PL), esposa do prefeito.

A controvérsia ganhou destaque no cenário político mato-grossense após o encerramento do processo eleitoral e evidenciou divergências entre lideranças de diferentes grupos políticos. Enquanto Abilio Brunini associou o resultado das urnas ao avanço de uma nova forma de fazer política, Júlio Campos rebateu essa interpretação e afirmou que o discurso de renovação precisa ser acompanhado de práticas coerentes com os princípios de transparência, responsabilidade administrativa e respeito aos compromissos partidários.

No debate público, a expressão “Velha Política” costuma designar práticas tradicionais de articulação do poder, frequentemente associadas ao personalismo, ao clientelismo e à distribuição de benefícios em troca de apoio político. Entre os comportamentos criticados estão as negociações pouco transparentes, a troca de favores, a distribuição de cargos e a destinação de recursos públicos condicionada a interesses eleitorais. Essas práticas, contudo, precisam ser analisadas à luz de fatos concretos, documentos e eventuais decisões dos órgãos competentes.

Historicamente, o termo também é empregado para criticar a concentração de influência em grupos familiares e lideranças que permanecem por longos períodos no poder. Nesse contexto, a expressão “Nova Política” ganhou espaço em campanhas eleitorais de candidatos que prometem romper com estruturas tradicionais, ampliar a transparência e reduzir privilégios. A distinção entre os dois conceitos, entretanto, não depende apenas do discurso dos representantes, mas também de suas condutas e da maneira como exercem os mandatos e administram os recursos públicos.

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Ao responder às críticas do prefeito, Júlio Campos destacou sua trajetória política e afirmou que, ao longo de aproximadamente 50 anos de vida pública, seu grupo não teria sido alvo de investigações policiais relacionadas a crimes contra a administração pública.

A declaração foi utilizada pelo deputado para contestar as avaliações sobre os métodos tradicionais de atuação política e defender a reputação construída por sua família ao longo de diferentes períodos da história de Mato Grosso.

“Nunca tivemos, em 50 anos de vida, Polícia Federal na nossa porta, Ministério Público querendo fazer processo por roubo, corrupção, desvio”, afirmou o parlamentar.

A fala reforçou o tom de confronto entre as duas lideranças e levou a discussão para o campo da reputação política, em que declarações públicas precisam ser consideradas dentro de seu contexto e diferenciadas de eventuais conclusões judiciais.

Na sequência, Júlio Campos direcionou suas críticas à atuação de Abilio Brunini durante o período eleitoral. O deputado acusou o prefeito de utilizar a estrutura administrativa municipal para favorecer a eleição de sua esposa, Samantha do Abilio. A afirmação representa uma acusação política do parlamentar e, para que seja tratada como irregularidade comprovada, depende da apresentação de elementos verificáveis e da análise das autoridades competentes.

“Repudio as palavras do prefeito Abilio Brunini, que usou e abusou da máquina pública, da máquina pública para reeleger a sua esposa, traindo os seus companheiros de partido”, declarou Júlio Campos.

Com a manifestação, o deputado questionou a coerência entre o discurso de renovação defendido pelo prefeito e as práticas que, segundo sua avaliação, teriam sido adotadas durante a disputa eleitoral. A acusação, porém, não equivale, por si só, à comprovação de qualquer infração.

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O episódio também reacende a discussão sobre os limites entre a atuação legítima de agentes públicos e o uso indevido de estruturas governamentais em benefício eleitoral. A legislação brasileira estabelece regras para assegurar a igualdade de oportunidades entre candidatos e impedir o emprego da administração pública para favorecer candidaturas. A identificação de eventual abuso exige, entretanto, a análise das circunstâncias, das provas disponíveis e das normas aplicáveis ao caso concreto.

Na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), o embate poderá alimentar novas manifestações políticas e cobranças relacionadas à transparência e à conduta de gestores públicos. Até que sejam apresentados esclarecimentos ou elementos adicionais, as declarações de Júlio Campos devem ser compreendidas como posicionamentos atribuídos ao parlamentar, sem antecipar conclusões sobre possíveis responsabilidades. A repercussão também coloca em evidência a importância da fiscalização institucional e do acesso da população a informações verificáveis.

Mais do que uma divergência entre duas lideranças, o confronto expõe uma disputa sobre o significado da renovação política em Mato Grosso. De um lado, está o discurso de superação das práticas tradicionais; de outro, a contestação de que essa mudança esteja efetivamente refletida nas condutas dos representantes eleitos.

O desfecho dessa controvérsia dependerá não apenas das respostas públicas dos envolvidos, mas também da consistência dos fatos apresentados e da capacidade das instituições de assegurar transparência, legalidade e respeito ao interesse coletivo.

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