AMISTOSOS DA SELEÇÃO
Eficiência individual supera apatia coletiva em goleada da Seleção Brasileira na Índia
A Seleção Brasileira masculina de futebol goleou a Seleção Indiana por 4 a 0 neste sábado, no Salt Lake Stadium, em Calcutá, no encerramento do período de amistosos internacionais da Data FIFA. Sob a liderança do técnico italiano Carlo Ancelotti, a equipe nacional encerrou a excursão pela Ásia e Oceania com um desempenho pragmático, fundamentado no talento individual de seus atacantes, apesar do ritmo cadenciado demonstrado ao longo de quase toda a partida.
O triunfo expressivo por quatro gols a zero refletiu a disparidade técnica entre as equipes, embora a construção do placar tenha exposto fragilidades táticas do conjunto brasileiro. Durante o primeiro tempo, o Brasil enfrentou dificuldades para criar jogadas trabalhadas pelo meio-campo, recorrendo a lançamentos longos e contornando a defesa adversária com criatividade pontual, sem impor o volume ofensivo esperado contra um oponente de menor tradição internacional.
A partida disputada em solo indiano teve como palco o emblemático Salt Lake Stadium, complexo esportivo em Calcutá que recebeu bom público para acompanhar a exibição dos pentacampeões mundiais. As condições locais e o ambiente festivo proporcionaram um cenário de pouca pressão defensiva para a equipe brasileira, permitindo ao treinador testar diferentes formações táticas e observar o comportamento do grupo em um contexto de menor exigência competitiva.
O confronto ocorreu no encerramento da janela internacional reservada para jogos amistosos, sucedendo duas partidas disputadas anteriormente contra a seleção da Austrália. Este ciclo de compromissos serviu para ajustar a dinâmica coletiva da equipe e avaliar jovens promessas em partidas internacionais oficiais, consolidando o planejamento da comissão técnica para a sequência do calendário competitivo da temporada.

A vitória brasileira desenhou-se a partir de momentos específicos de inspiração individual e erros decisivos do setor defensivo indiano. No primeiro tempo, Estêvão abriu o marcador em finalização de fora da área que contou com falha do goleiro adversário e, em seguida, deu assistência precisa para Pedro ampliar. Na etapa complementar, a pressão na saída de bola e a entrada de novos atletas permitiram a Samuel Lino anotar dois gols, o último deles em jogada individual pelo setor esquerdo na derradeira ação da partida.
A estratégia adotada por Carlo Ancelotti priorizou a manutenção da posse de bola e a preservação física dos atletas titularizados. Em vez de impor um ritmo frenético de ataque, o Brasil optou por controlar o tempo do jogo, administrando a vantagem construída e promovendo diversas substituições ao longo do segundo tempo para conceder minutos de rodagem aos suplentes e testar diferentes dinâmicas no setor de criação.
Em termos numéricos e estatísticos, o placar de 4 a 0 assegurou uma margem confortável de gols, ainda que o volume de finalizações e chances claras tenha ficado abaixo do potencial da equipe. A produtividade ofensiva esteve diretamente vinculada à eficácia da dupla Estêvão e Samuel Lino, responsáveis diretos pelas ações mais perigosas e pelos tentos que definiram o resultado final no placar do estádio.
O resultado positivo contou com o suporte direto das alterações táticas promovidas pela comissão técnica no intervalo e no decorrer da segunda etapa. As entradas de atletas como Douglas Luiz, Breno Bidon, Gabriel Martinelli e Bruno Guimarães conferiram maior fluidez à troca de passes no campo de ataque, permitindo que a Seleção dominasse o setor intermediário e explorasse as brechas deixadas pela defesa adversária com maior frequência.

O objetivo principal desta excursão consistiu em consolidar a preparação do elenco e dar minutagem a jogadores jovens em transição para o time principal. O encerramento deste período festivo e preparatório permitiu ao treinador avaliar a resposta tática do grupo diante de propostas defensivas fechadas, além de testar variações de esquemas táticos sem o peso da pontuação de torneios oficiais.
Com o encerramento das atividades nesta Data FIFA que acumulou duas vitórias e um empate nas três partidas disputadas, a Seleção Brasileira volta suas atenções para o próximo compromisso internacional, agendado para o mês de novembro. O Brasil enfrentará a seleção do Japão no dia 14 e a equipe de Singapura no dia 17, em confrontos programados para o Estádio Nacional de Singapura, dando sequência ao cronograma de preparação.
ESPORTES
Santos vence São Paulo de virada
São Paulo e Santos se enfrentaram na noite desta sexta-feira pela 21ª rodada do Campeonato Brasileiro, no Estádio do MorumBis. Em noite inspirada de Gabigol, o Santos emplacou a quinta vitória seguida ao bater o São Paulo, por 2 a 1, de virada, em jogo atrasado da 21ª rodada.
Além do centroavante, outro destaque do Peixe foi Philippe Coutinho. O meia fez a sua estreia ao entrar no intervalo e iniciou a jogada do gol da virada santista. O goleiro Diógenes também merece ser lembrado.
A quinta vitória seguida colocou o Santos na sétima colocação, com 41 pontos, a cinco da zona de classificação à CONMEBOL Libertadores. Já o São Paulo estacionou nos 36 pontos, em 11º lugar.
Como foi
O clássico começou eletrizante no Morumbis. O São Paulo teve três escanteios nos dois primeiros minutos e, em um deles, Artur só não marcou gol olímpico porque Diógenes espalmou para escanteio.
A resposta do Santos veio na sequência. Everton Cebolinha arriscou de fora da área, Coronel, que entrou de última hora no lugar de Rafael, rebateu. No rebote, Gabigol mandou na rede pelo lado de fora.

A partida continuou movimentada, com os dois times buscando o gol. Diógenes fez grande defesa em chute de Artur e a finalização de primeira de Rodinei passou raspando a trave.
O gol era questão de tempo e ele saiu aos 334 minutos. Ryan Francisco foi puxado dentro da área por Lucas Veríssimo e o árbitro assinalou pênalti após ser chamado pelo VAR. Luciano cobrou no meio e colocou o São Paulo na frente.
Mas a alegria tricolor durou apenas um minuto. Escobar cruzou e Gabigol, livre de marcação, cabeceou no cantinho de Coronel para deixar tudo igual.
O clima esquentou na sequência, com um desentendimento entre Luciano e Lucas Veríssimo. O camisa 10 do Luciano foi amarelado por ter empurrado o zagueiro santista.
Nos acréscimos, Pedro Lima recebeu de Artur e cruzou rasteiro. A bola só não chegou até Ryan Francisco porque Escobar tirou de carrinho dentro da pequena área.
Para o segundo tempo, Cuca promovou a estreia de Philippe Coutinho com a camisa do Santos. E o meia precisou de um lance para fazer a diferença.
Aos oito minutos, Coutinho escapou da marcação e lançou Everton Cebolinha, que passou para Gabigol. O atacante deixou Rafael Tolói no chão e bateu na saída de Coronel.
Depois disso, o São Paulo controlou a posse de bola, mas encontrou dificuldades para criar lances de perigo. Quando conseguiu, Pedro Lima subiu livre e cabeceou para fora.
A situação tricolor ficou mais difícil a partir dos 25 minutos. Luciano sentiu uma lesão muscular e, como Dorival Júnior havia feito as cinco substituições, ficou em campo fazendo número.
Aos 43 minutos, Artur recebeu na área, fez grande jogada individual e só não marcou um golaço porque Diógenes salvou com as pontas dos dedos. O goleiro voltou a salvar o Santos no último lance ao espalmar uma bomba de Danielzinho.
Classificação no Brasileirão:
São Paulo: 11º colocado, com 36 pontos
Santos: 7º colocado, com 41 pontos
Próximos jogos do São Paulo:
Cruzeiro (F) – 07/10, 21h30 (de Brasília) – Campeonato Brasileiro
Vitória (C) – 10/10, 21h (de Brasília) – Campeonato Brasileiro
Vasco (C) – 17/10, 21h (de Brasília) – Campeonato Brasileiro
Próximos jogos do Santos:
Flamengo (C): 08/10, 19h30 (de Brasília) – Campeonato Brasileiro
Atlético (MG) (F): 11/10, 16h (de Brasília) – Campeonato Brasileiro
Fluminense (F): 18/10, 16h (de Brasília) – Campeonato Brasileiro
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