SOB NOVA DIREÇÃO
Cidadania elege novo Diretório em Cuiabá
Em reunião virtual com mais de 50 participantes o Cidadania elegeu o vereador Diego Arruda Vaz Guimarães como presidente do Diretório Municipal e oficializou a pré-candidatura do vereador Felipe Tanahashi Alves, o “Felipe Wellaton” para a Prefeitura de Cuiabá e fecha chapa fechada para vereadores. A eleição da nova diretoria aconteceu via plataforma digital ZOOM.
“Foi um dia histórico para o Cidadania no estado de Mato Grosso e também para a política do Brasil. Tivemos um congresso partidário 100% virtual com a eleição de uma diretoria plural e extremamente representativa. Foi deliberado que teremos candidato a prefeito com o nome do vereador Felipe Wellaton, além da chapa de 47 pré-candidatos a vereadores. Acreditamos que faremos pelo menos 3 vereadores na Capital“, explicou Diego Guimarães.
Os membros da diretoria optaram pelo encontro virtual devido a necessidade de isolamento social e para evitar encontros com aglomeração e chances de proliferação da “Covid-19“. Na oportunidade foram escolhidos os membros do diretório municipal, membros do Conselho de Ética e Conselho Fiscal e respectivos suplentes, delegados e respectivos suplentes ao Congresso Estadual e também foi feita a eleição por voto direto e secreto da Comissão Executiva e seus suplentes, pelo diretório eleito.
Wellaton que também participou da reunião lembrou de como o partido cresceu nos últimos meses e da importância da união dos membros nesse período eleitoral.
“Tenho orgulho de ser do partido com maior número de filiados em Cuiabá. Somos mais de 8 mil e acreditamos em uma campanha pautada em ideias, em soluções para uma Cuiabá viva. Não temos tempo a perder com politicagem, porque precisamos, urgentemente, pensar a cidade que queremos e que precisará ser salva durante e após a pandemia. As empresas precisam ser salvas. Os empregos precisam ser salvos e sobretudo a saúde precisa ser salva. Acredito que precisamos parar de falar em “política” e começar a falar em “políticas”“, ressaltou ele.
O presidente estadual da legenda, Marco Marrafon em sua fala agradeceu ao empenho de todos os correligionários e disse acreditar na diferença que o grupo vem fazendo na política estadual e municipal.
“É um trabalho diário que a população está vendo. A luta de cada um de vocês será reconhecida“.
Política
Denúncias de aliciamento elevam a “Tensão” na disputa pelo Palácio Paiaguás
Uma grave acusação de interferência externa e oferecimento de vantagens ilícitas abalou as estruturas internas da federação partidária que decidirá os rumos da sucessão estadual. A denúncia aponta para a existência de um forte movimento de bastidores que visa desestabilizar os votos de delegados partidários, transformando a definição de candidaturas em um cenário de intensa disputa ética e jurídica.
O epicentro do embate envolve diretamente o deputado estadual Júlio Campos, que externou as suspeitas, e seu irmão, o senador Jayme Campos, cuja postulação ao governo estadual sofre forte oposição interna. No polo oposto dessa correlação de forças, posicionam-se o ex-governador e atual presidente partidário Mauro Mendes, aliado ao atual governador Otaviano Pivetta, este último filiado ao Republicanos e beneficiário direto de uma eventual composição ampla.
As articulações e os tensionamentos que culminaram na “denúncia pública” ganharam contornos de crise nesta semana, antecedendo o prazo final para as definições de chapas majoritárias. O cronograma converge para o dia 30 de julho, data em que ocorrerá a deliberação oficial e o consequente desfecho do processo de escolha interna que definirá as coligações.
Toda a movimentação política concentra-se no “GRANDIOSO” Estado de Mato Grosso, tendo como foco principal as articulações na capital, Cuiabá, onde se localizam as sedes partidárias e o Palácio Paiaguás. O cenário geográfico reflete a importância estratégica da região Centro-Oeste no panorama político e econômico nacional, o que eleva a relevância da disputa pelo controle do Executivo Estadual.
A definição do candidato ocorrerá por meio do voto secreto dos membros da convenção da Federação União Progressista, bloco composto pela associação entre o União Brasil e o Progressistas (PP). Esse método de votação secreta visa garantir a liberdade de escolha dos delegados, resguardando-os de pressões externas diretas, embora o sigilo do voto agora enfrente o desafio das suspeitas de assédio político prévio.

O motivo central da divergência reside no conflito de visões estratégicas para o futuro do estado, dividindo a agremiação entre a defesa de uma candidatura própria e a adesão a um projeto de continuidade governamental. Enquanto uma ala busca resgatar o protagonismo histórico da legenda tradicional, o grupo governista argumenta que a composição ampla fortalece a governabilidade e assegura a estabilidade das políticas públicas em andamento.
A finalidade desse embate interno é a conquista do controle do Palácio Paiaguás e a consolidação de hegemonia política na região pelas próximas temporadas administrativas. Os grupos em disputa buscam garantir espaço prioritário nas chapas proporcionais e majoritárias, o que viabilizará a sustentação legislativa e a influência sobre o orçamento e as diretrizes do desenvolvimento estadual.
O processo desenvolve-se sob condições de extrema desconfiança mútua, caracterizadas por Júlio Campos como um “clima de guerra” decorrente do envio de emissários com “propostas indecorosas”. Diante da gravidade dos relatos sobre tentativas de aliciamento de convencionais, os defensores da candidatura própria anunciam a intenção de formalizar representações junto ao Ministério Público Eleitoral (MPE) para assegurar a lisura do pleito.

Para alcançar a vitória interna, os apoiadores da candidatura própria estimam contar com uma base sólida de aproximadamente 35 votos entre os 48 convencionais aptos a votar, de um total de 50 membros colegiados. Esse expressivo contingente teórico de apoios é considerado suficiente para neutralizar a influência da ala governista e impor a candidatura do senador Jayme Campos à revelia da Executiva.
Como desdobramento imediato, as lideranças partidárias mantêm canais de diálogo abertos na tentativa de construir um consenso de última hora que evite uma fratura definitiva na base aliada. No entanto, diante da recusa de ambos os pré-candidatos em abdicar de suas pretensões ao Governo do Estado, novos encontros bilaterais deverão ocorrer nos próximos dias, sob a sombra de uma iminente judicialização do processo caso as denúncias de aliciamento sejam formalizadas.
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